15.11.09

ELLEN WHITE E A MENSAGEM DA JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

FACULDADE ADVENTISTA DE TEOLOGIA
MATÉRIA: HISTÓRIA DO ADVENTISMO – 2008
DESENVOLVIDO POR:
ADILSON B.
LUIZ CASTANHA
ROBERTO LOPES
FELIPE F.
TIAGO CÉSAR

INTRODUÇÃO
Deus tem guiado seu povo, desde a queda no Edem, o Senhor tem livrado os Seus das trevas. E para sair das trevas para a sua maravilhosa luz o fogo purificador de Deus agi de diversas maneiras. Assim como agiu com o povo de Israel para a primeira vinda de Jesus, tem agido com os santos dos últimos dias para a Segunda vinda do nosso glorioso e majestoso, Senhor Jesus Cristo.
O movimento adventista começou com Guilherme Miller, o homem que Deus usou para iniciar a igreja remanescente nos fins dos tempos, o movimento Milerita estava equivocado, não com a data de 22/10/1844, mas sim com o evento, pois não seria esta data a volta de Cristo e sim o inicio do juízo investigativo ou como também conhecido o juízo pré-advento.
Esse movimento hoje tem 164 anos. E é o que é pela condução de Deus, quando o homem por si só tenta fazer a obra de Deus não há ordem, e sim caos, trevas. A herança religiosa do povo do advento era perfeccionista, os dirigentes da obra, homens inteligentíssimos, tinham um zelo extremo pelas verdades que haviam recebido e que lhes fechava a porta para outras verdades que Deus ainda lhes queria revelar. Isso causava entre os próprios irmãos discórdias, mas o Senhor de alguma forma mediou por nós. E durante os meses de novembro e Dezembro de 1888, na reunião anual da assembléia geral, houve um dos maiores “acontecimentos” teológicos da igreja adventista do sétimo dia, principalmente na doutrina da justificação pela fé.

CAPITULO I
OS ADVENTISTAS E AS OBRAS
O ano de1888 começou sem problemas para a igreja. Uriah Smith em seu editorial na aberturada Reviw and Herald escreveu, “Voltamos nossos olhos para o futuro, ano após ano temos recebido mais luz e as mais seguras evidências de que não estamos seguindo fábulas artificialmente compostas ao tornar conhecida a breve vinda do Senhor”.
O presidente da Associação Geral George L. Butler pensava da mesma forma que o amigo Smith “Temos muito a agradecer a Deus e estar animosos ao entrarmos no ano de 1888”. O que eles não imaginavam é que o ano de “1888 seria marcado por um confronto aberto entre duas interpretações com respeito a salvação que haviam se polarizado gradativamente na década de 1880. De um lado estavam os delegados da assembléia que apoiavam a Butler e Smith em uma compreensão mais legalista de salvação, e do outro lado, encontrava-se aqueles que simpatizavam mais com a ênfase sobre a justificação pela fé advogada por Alonzo T. Jones e Ellet J. Waggoner”.
Os adventistas do sétimo dia criam na justificação pelas obras? Sim, visto que as especulações com respeito a salvação pela fé foi destrinchada na Assembléia Geral de 1888, antes da Assembléia artigos escritos por Smith na Reviw como o intitulado “O Ponto Principal” nutriam o pensamento legalista na mente dos irmãos adventistas da época. “Smith declarou que o propósito dos pioneiros era anunciar a última proclamação do segundo advento e levar as almas a Cristo mediante a obediência”, mesmo tendo em anos anteriores sido discutido a importância da fé, acreditava-se que as doutrinas da igreja que foram estabelecidas pelo povo por 40 anos não poderiam ser mudadas, isso significava um desastre total, pois “os adventitas eram conhecidos por defender a perpetuidade da lei”.
Smith ligava as questões da guarda dos mandamentos devido a forte pressão da lei dominical imposta na época, “por essa razão ele realçava o “guardar” quando citava Apocalipse 14:12 “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”....... e baseou seus comentários na pergunta do jovem rico a Jesus “bom mestre que devo fazer eu para ser salvo ?” a resposta bíblica proclama Smith, pode ser resumida numa única afirmação : “se queres entrar na vida, guarde os mandamentos”. Smith e Butler criam que justificação pela fé só servia para ser aplicada aos pecados passados.
“Waggoner, co-editor da Signs of the Times com A.T. Jones, criticou os editoriais de janeiro assinados por Smith e a teologia a eles subjacentes. Waggoner afirmava que “uma pessoa não conseguia aperfeiçoar-se em justiça moral, pois tais pessoas confiavam em suas próprias obras e não se submetia à justiça de Deus” Waggoner acreditava que Deus nunca teria dado a lei como meio de alcançarmos o céu , tanto Waggoner como Jones criam que a lei servia para mostrar os pecados e levar as pessoas a Cristo. Waggoner junto com Jones “ levaram a restauradora concepção de uma plena justiça pela fé às igrejas por toda a América do Norte, primeiramente no circuito de reuniões campais e depois nos centros institucionais”.

CAPITULO II
ELLEN G. WITHE NO DESENVOLVIMENTO DA JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ?
É fundamental para os servos de Deus examinar os pontos que Ellen White (1827- 1915) co-fundadora da Igreja adventista do Sétimo Dia considerou a respeito da importante mensagem da Justificação pela fé, sendo ela Profetisa do Senhor nos últimos tempos.
Seria está uma mensagem de Deus, uma revelação dos Céus? Sendo que os próprios Ministros da igreja duvidaram do ministério profético da Sra. White.
Especificamente nesse capítulo, demonstraremos de uma forma objetiva como Deus, em meio a esse conflito, pode usar essa Importante Mulher.
Dos autores mais prolíficos deste mundo sobre assuntos religiosos está Ellen Withe.
Certamente se ela não tivesse ouvido a voz de Deus na maioria dos momentos de sua vida não teríamos a verdade que o Senhor quis apresentar pelos pastores Alonzo. T Jones(1850-1923) – ex-militar do exército americano, e Ellet. J. Woggoner (1855-1916) que obteve o titulo de medicina de Nova York, ambos editores da Sing of The Time. Esses dois Ministros formaram a parte mais fraca da corrente de posições em Minneapolis, e eram um dos principais protagonistas entre a controvérsia com George Butler (1834-1918) que era o presidente da associação geral de 1871-1874 e de 1880- 1888, e Uriah Smith (1832-1903) editor (25 anos) da Review and Herald, autoridade reconhecida sobre interpretação profética para a IASD. Os dois últimos Ministros por suas posições eram a parte mais forte da corrente em Minneapolis.
Posições eram um dos contrastes, e se não fosse a Sra. Withe, os dois primeiros pastores citados, não teriam apresentado essa mensagem da “justificação pela fé” (elucidada por Waggoner), um dos temas da assembléia, tema crucial, e que sem dúvida é a mensagem que trousse a vida da igreja.
Nessa controvérsia ela poderia ter tomado uma posição ao lado dos lideres, Butler e Smith, porque Butler (1834-1918) era o presidente da associação e Smith autoridade profética, mas por ser ela Profetisa, serviu como mediadora do Senhor, e em nenhum momento desprezando ou apoiando posições; como defensora da verdade bíblica revelada, humildemente ela exaltou a Luz maior (Bíblia), chamando o pecado pelo nome de quem quer que fosse o erro, ela também não assumiu a posição de autoridade teológica e nem tampouco usou seus escritos para abrandar os temperamentos na assembléia. A fiel mediadora de Minneapolis também não se pôs ao lado de Waggoner e Jones porque era de fato a parte mais frágil da corrente, e sim porque nas questões em que eles tinham a luz de Deus ela confirmava, mas quando não tinha ela reprovava. Assim procedeu a essa história.
Ellen G. Withe embora não ocupasse nenhuma posição oficial na Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Sra. White foi uma das principais personagens do movimento. Isso aconteceu devido à crença da denominação na validade de seu chamado como profetisa para o povo nos últimos dias.
Do início ao fim da década de 1880 ela havia sentido a necessidade de enfatizar mais o aspecto evangélico dos ensinamentos adventistas. Entre 1884 a 1886, a Sra. Withe tentou desempenhar a função de um mediador até certo ponto neutro entre as duas facções teológicas contendoras. Apesar disso, por volta de 1887 ela estava declarando com muita veemência que Jones e Woggoner tinham algo para dizer que a igreja Adventista do Sétimo Dia precisava urgentemente ouvir.
Ela pode confirmar que a mensagem de que Woggoner enfatizou... “Ela se harmonizava perfeitamente com a luz que o Senhor achou por bem comunicar-me durante todos os anos de minha experiência”.
Sem dúvidas a irmã White confirmou que Deus revelou a mensagem da Justificação pela fé para Woggoner, e ela sendo a profetisa do Senhor ratificou, como sendo aquela mensagem apresentada em Minneapolis, uma mensagem qual o povo de Deus necessita e sem ela não pode viver. Porque a lei em si sem apontar para a cruz não pode salvar, mas o sacrifício do nosso Senhor Jesus Cristo, quando apontado pela lei, tem poder para nos perdoar de qualquer pecado confessado, pois o pecador crendo pela fé terá o que não merece o perdão que é o mesmo que justificação, através do ato de Cristo Jesus que pagou o preço da nossa salvação, doando-se por completo, entregando-se até a morte e morte de cruz, podemos ter vida e vida eterna.
Pelo fato de o povo adventista enfatizar muito a lei, a contribuição teológica de Woggoner foi uma das mais importantes da teologia adventista. O povo não deixou de pregar a lei, mas passou a pregar os mandamentos e a fé em Jesus, Conforme Apocalipse 14:12, porem isso só ocorreu por causa da atuação de Deus por Ellen White.
Em todos os momentos de Minneapolis principalmente nos sermões em que era discutida a Justificação pela fé a Mensageira do Senhor esteve ao lado da bíblia, e incentivando ambas as posições a não usarem de política e sim buscarem a solução na palavra do Senhor. [Porque a posição de George Ide Butler o fazia pensar] “que sua posição lhe da tal poder que a sua voz é infalível”.
A mensageira do Senhor apontou tanto a Butler como Uriah Smith por dificultarem o caminho, de forma tal que a luz a respeito desse assunto foi tratada como hospede indesejado. Negando a mensagem de Jesus eles estavam negando o próprio Cristo, como fizeram os Judeus que se diziam guardadores da lei.
Por causa da demonstração de poder de Uriah e Butler o ministério profético de Ellen White também foi posto em jogo, pelo fato de existir uma amizade entre o filho da profetisa com Waggoner e Jones. Eles estavam certos de que Wiliam C. White fazia parte da conspiração da Califórnia, ou seja, eles estavam certos de que havia uma facção e então se rebelaram, ao invés dela como pensavam eles, eles foram quem conspiraram. E a obra que Deus confiou a ela foi desacreditada. Ela designou o “Espírito de Minneapolis” como “Espírito dos fariseus”.
Porem ela não desanimou, mesmo que tivesse feito declarações de que Minneapolis foi uma das experiências mais amargas de sua vida, ela continuou a crer no Senhor.
“Na verdade, ela mesma se tornou uma das mais prolíficas escritoras sobre os temas de 1888. A mensagem de 1888 transformou literalmente seu ministério literário. Após a assembléia de Minneapolis, ela publicou uma continua corrente de livros sobre cristo e o plano da salvação: Caminho a Cristo em 1892, O Maior Discurso de Cristo em 1896, O Desejado de Todas as Nações em 1898, Parábolas de Jesus em 1900 e os cristocêntricos capítulos de abertura A Ciência do Bom Viver em 1905. Após 1888, o grande tema de Ellen Withe passou a ser Cristo e sua justiça. Isso ficou evidente não apenas em seus livros, mas também em centenas de artigos e incontáveis sermões e cartas. Não que ela tenha mudado de opinião sobre tais assuntos em 1888, senão que passou a lhes dar maior ênfase depois de ver quanto o adventismo precisava, em 1888 e na década de 1890, de uma melhor compreensão de Cristo e da salvação que Ele concede”.
A mensagem de 1888 teve seu desenvolvimento com a contribuição desses importantíssimos livros acima citados que conhecemos como espírito de profecia. Seus escritos, artigos, sermões e cartas, fazem-nos entender que ela levou militantemente a mensagem de Jones e Waggoner. Ela reconheceu que Deus usou aqueles dois importantes homens, embora ela não tenha concordado com todos os seus ensinos, a Senhora White conhecia intimamente quando Deus falava e ele falou através da corrente mais fraca.
E Minneapolis que foi um sofrimento, por causa da descrença em seu ministério profético, tornou-se uma poderosa benção na contribuição da pregação do evangelho com essa nova ênfase na justificação pela fé.
Como em vários outros exemplos das Sagradas escrituras, homens de Deus puderam fazer a sua vontade através de lutas e sofrimentos, e hoje podemos ver que Ellen G. Withe fez a vontade de Deus pela revelação dos Céus a humildes pecadores, não merecedores de Graça, pois se pela visão humana analisarmos os méritos e feitos pelos protagonistas, eles não mereceriam a graça, mas Cristo morreu por todos. A única conclusão que chegamos que alguém fez algo fiel e coerente por Deus, e ainda assim era como nós pecadores, foi uma honesta mulher, fiel Cristã e poderoso modelo de Cristo, Ellen G.White.

CAPITULO III
MINEÁPOLIS E O ALTO CLAMOR
Em abril de 1890, Ellen White, tendo maior entendimento, aplicou a linguagem de Apocalipse 18 para a mensagem de 1888 (justificação pela fé), pois muitos naquela época criam que iriam ser salvos pelas obras da lei "Vários têm-me escrito perguntando se a mensagem [de 1888] de justificação pela fé é a terceira mensagem angélica, e tenho respondido: 'É a terceira mensagem angélica em verdade'. O profeta declara: 'Depois destas coisas vi descer do céu outro anjo que tinha grande autoridade, e a terra seiluminou com a sua glória' [Apoc. 18:1]. "(RH, 1º de abril de 1890). "O alto clamor do terceiro anjo já se iniciou na revelação da justiça de Cristo, o Redentor que perdoa o pecado. Este é o começo da luz do anjo cuja glória encherá a terra toda." (RH, 22 de novembro de 1892).
Algums não aceitaram a mensagem o Pastor Butler, o oficial mais responsável da igreja, destacou-se em sua oposição à preciosa luz do alto clamor. Poucos outros eram espiritualmente capazes de transcender sua influência negativa. Em sua cega oposição ao alto clamor podemos ver o trágico cumprimento da advertência inspirada que lhe foi enviada em 1º de outubro de 1885 (cf. TM 300):"Nunca me esquecerei da experiência que tivemos em Mineápolis, ou das coisas que foram-me então reveladas com respeito ao espírito que controlava homens, as palavras proferidas, as ações praticadas em obediência aos poderes do maligno. Eles eram movidos na reunião por outro espírito, e ignoravam que Deus havia enviado esses jovens homens... para apresentarem-lhes uma mensagem especial que trataram com ridicularia e desprezo, deixando de reconhecer que inteligências celestiais estavam velando por elas... Eu sei que naquele tempo o Espírito de Deus foi insultado." (Ct. 24, 1892).As cartas do secretário da Associação Geral, Dan T. Jones diz "Temos tido boas reuniões aqui . . . O irmão A.T. Jones tem feito a maior parte das pregações. Gostaria que pudesse ouvir alguns de seus sermões. Ele parece totalmente diferente do que fez [sic] em Mineápolis. Alguns de seus sermões são os melhores, penso, que já ouvi. São todos inéditos também. Ele é original em sua pregação e em sua pregação prática parece muito terno e sente profundamente tudo quanto diz. O meu conceito a respeito dele subiu consideravelmente desde que vi o outro lado do homem."(Carta a J. W. Watt, 1º de janeiro de 1889).
Um ano depois, por alguma estranha razão, Dan Jones deixou o coração tornar-se endurecido contra os mensageiros de 1888, enquanto, durante esse mesmo período a atitude de Ellen White para com eles tinha se tornado de crescente apoio. Aqui vemos um misterioso fermento do espírito humano. Como um oficial administrativo responsável, ele escreve à liderança da Associação do Missouri, sua região nativa. Ele deve comunicar seu errôneo julgamento. Aqui se vê uma influência operando "debaixo da mesa", o "antagonismo secreto" a que se referira A. T. Jones:"Creio que um Instituto no Missouriseria uma coisa esplêndida; mas creio que um instituto num plano menos destacado seria preferível a realizar um grande evento e ter . . . Pastores A. T. Jones e E. J. Waggoner.
Para dizer a verdade, não tenho muita confiança em algumas de suas maneiras de apresentar as coisas. Eles tentam conduzir tudo diante deles e não admitem que suas posições sejam sujeitas à mínima crítica. De fato, eles não se fixam quase em nenhum outro assunto, mas esses sobre que há diferença de opinião entre nossos irmãos da direção. Não creio que desejará trazer esse espírito à Associação do Missouri." (Carta a N.W. Alee, 23 de janeiro de 1890; ênfase destacada).As cartas informativas de Dan Jones a G. I. Butler concernentes a desenvolvimentos em Battle Creek revelam o "antagonismo" em operação. Ele incentiva Butler em sua oposição à mensagem: "Estou contente, de fato,de que esteja considerando as questões do ponto de vista em que o faz, e não se está desmotivando e se inclinando sob a carga que parece ser-lhe imposta.
Quando Dan Jones ouviu as notícias a respeito dos dois concertos, não pôde conterse.
Imediatamente tomou medidas para deter Waggoner, apelando a Urias Smith e mesmo a Ellen White em busca de apoio. Ele estava tão profundamente agitado com o incidente que escreveu consideravelmente a respeito em cartas para G. I. Butler, O. A. Olsen, J. D.Pegg, C. H. Jones, R. C. Porter, J. H. Morrison, E. W. Farnsworth, e R. A. Underwood. Suas cartas não podem disfarçar a antipatia pessoal pela mensagem e os mensageiros, enquanto, logicamente, professando aceitação da "doutrina da justificação pela fé".É de conhecimento comum que Urias Smith foi um dos mais persistentes opositores da mensagem. Como editor da Review and Herald e com seu bem adquirido prestígio como autor destacado, ele podia ter exercido a mais poderosa influência pela mensagem "O Pastor Urias Smith pensava que seria melhor que [A. T. Jones] não fosse convidado a falar, pois ele tinha posições bastante fortes. E os arranjos foram feitos para excluí-lo da escola [de Battle Creek]." (Ms. 16, 1889).
A influência negativa do redator da Review expandiu-se largamente. Ellen White tinha-o como responsável em grande medida:"Tens fortalecido as mãos e mentes de homens tais como Larson, Porter, Dan Jones, Eldridge e Morrison e Nicola e vastos números mediante eles. Todos citam-te, e o inimigo da justiça observa isso com prazer. . .
Se tiveres de recuperar a fé como podes remover as impressões de descrença que tens semeado em outras mentes? Não labores tão duramente para cumprir a própria obra que Satanás realiza. Esta obra foi realizada em Mineápolis. Satanás triunfou." (Carta 59, 1890). Num editorial na Review de 10 de maio, Smith indispôs-se abertamente contra E. J.Waggoner. No mesmo ano ele novamente se meteu em aberta disputa com A. T. Jones a respeito da "imagem da besta". Nosso povo observava esses conflitos. O irmão Foster da Igreja de Prahran, na Austrália, expressou sua perplexidade a Ellen White. Ela narra o incidente"Se homens tais como o Pastor Smith, Pastor Van Horn e Pastor Butler se mantiverem à parte, não se unindo com os elementos que Deus vê como essenciais para levar avante a obra nestes tempos perigosos, serão deixados para trás.
“Para fazer justiça ao irmão J. H. Morrison, deve ser dito que ele se isentou de toda ligação com aquela oposição, e dedicou-se de corpo, alma e espírito à verdade e bênção da justificação pela fé, numa das mais finas e nobres confissões que jamais ouvi.” (Carta a C. E. Holmes, 22 de maio de 1921) A. T. Jones"Estamos tendo reuniões extraordinariamente excelentes. O espírito que prevalecia na reunião de Mineápolis não se faz sentir aqui. Todos marcham em harmonia. O testemunho universal daqueles que têm falado tem sido de que essa mensagem de luz e verdade que tem vindo ao nosso povo é exatamente a verdade para este tempo, e onde quer que vão entre as igrejas, luz, e alívio, e a bênção de Deus certamente advirão." (Ms. 10, 1889)."O Senhor não estava dirigindo nossa saída da América. Ele não revelou que era Sua vontade que eu deixasse Battle Creek. O Senhor não planejou isso, mas permitiu que agissem segundo vossa própria imaginação, aqueles que dizem que a mensagem de 1888 foi aceita pela liderança da Igreja podem interpretar os anos de Ellen White na Austrália como cooperação com o Espírito Santo.

CAPITULO IV

A MENSAGEM DA FÉ CHEGOU ATÉ NÓS
Hoje muitas discussões em nosso meio sobre a assembléia da conferência geral de 1888. Será que aquilo que acreditamos hoje é o mesmo que foi pregado e aceito em 1888? Por vezes a doutrina da justificação pela fé foi colocada em conciliação com a justificação pelas obras. Por outro lado a doutrina gerou linhas de pensamentos benéficas para o corpo de doutrinas da Igreja adventista. Hoje a igreja desfruta de certa solidez no entendimento desta doutrina, há uma conciliação entre a lei e a graça ou se preferir o evangelho.
Resumimos aquilo que se acreditava antes da assembléia geral de uma maneira bem simples como “arrependa-se, creia, obedeça e viva” desta maneira era entendida a palavra justificação. Aquilo que A. T. Jones e Waggoner pregaram foi bem aceito no meio adventista, tanto que a igreja contou com um crescimento considerável. Mas é necessário lembrar que nem Ellen White concordava com tudo o que eles pregavam até com respeito à Justificação pela fé. Já em assuntos como a lei em Gálatas continua ainda sendo ponto de discussões não somente para membros da Igreja e sim para pessoas extremistas ou de outras religiões. Waggoner em seus livros com pensamentos como Cristo como nossa única salvação, a lei que nos mostra o nosso pecado que separa-nos de Deus, mas, mostra que precisamos ir ao salvador que é Cristo, e a mesma lei que foi gravada em tábuas de pedra são escritas pelo Espírito Santo nas tábuas do coração após a conversão. Posições ainda tomadas pela igreja hoje.
A doutrina da justificação pela fé trouxe como resultado livros com O Desejado de Todas as Nações e Caminho a Cristo. Em primeira ênfase da pregação da Igreja Adventista do Sétimo dia que sob forte influência de A. Daniells que compilou dos escritos de Ellen White o livro “Christ our Righteousnes” e influenciou em toda a literatura adventista o tema da salvação em Cristo e ainda outra sobre o Espírito Santo por Leroy E. Froom, que escreveu o Livro “A vinda do consolador” o “primeiro livro escrito por um adventista a apresentar o Espírito Santo como uma pessoa”.
Porém nas décadas de 1930 e 1940 surge um teólogo, muito influente neste período, M. L Andreasen que criou a teologia da “ultima geração” que era uma combinação das interpretações pré-1888 com as pós-1888 “uma teologia escatológica integrada capaz de cativar os adventistas” e ainda hoje aceito por alguns de nosso meio. Com alguns pontos fortes como “interesse na santificação, sua concepção de que a justificação de Deus aos olhos do universo é mais importante do que a justificação das pessoas e sua compreensão de que Satanás acusa a Deus de criar uma lei que nenhum ser humano consegue obedecer”. Em resumo a teologia de Andreasen abordava pecado, santificação e a perfeição de maneira comportamentista mais próximo da teologia pré-1888, Na realidade, de acordo com a teologia dele, os seres humanos devem alcançar a condição em que não precisem mais de Cristo, e seria tema de discussões posteriores e abordaria também a natureza de Cristo gerando separação entre alguns lideres.
Na década de 1960 surge “o mais influente erudito a declarar-se contra a teologia da ultima geração defendida por Andreasen foi Edward Hepenstall,...” uma teologia “mais centrada em Cristo e na cruz de Cristo” demonstrando de maneira diferente que perfeição é relativa, é essencialmente ter maturidade espiritual. Sua teologia seria divulgada através e Hans La Rondelle e Raoul Dederen e no púlpito por Morris Venden. Ainda outro que podemos destacar um pupilo de Hepenstall, Desmond Ford iria além de seu professor e faria uma teologia cheia de distorções e perfeccionista muito se assemelhando a teologia perfeccionista de Adreasen e a de Jones e Waggoner pós-1888.
Concluímos dizendo que da mesma forma como Jones e Waggoner “conseguiram aliar as concepções do adventismo sobre a lei de Deus, no contexto do centro do livro do apocalipse, com a ênfase evangélica na salvação em Cristo. Eles uniram, portanto, a lei e o evangelho, os mandamentos de Deus e a fé de Jesus como descrita na mensagem do terceiro anjo de apocalipse 14:12” · na conferência geral de 1888. Aquilo que foi concluído é o mesmo que cremos hoje.

CONCLUSÃO
Concluímos que a igreja adventista acredita sim na mensagem da justificação pela fé. E que Jones e Waggoner saíram da igreja por terem idéias que iam contra aquilo em que pregaram chegando a extremos. Ellen White de maneira poderosa também intercedeu em favor da mensagem necessária para aquele tempo. Passo muito importante para entendermos a salvação. Aquilo que foi desenvolvido ao longo de anos por teólogos influentes como Urias, Daniells, Andreasen e Hampenstall foi de ótimo proveito para igreja hoje.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Kniht, George R. A mensagem de 1888. (Casa Publicadora Brasileira, tradução
José Barbosa da Silva, 2004.
Timm, Alberto R. História da Igreja Adventista do Sétimo Dia
Douglas, Herbert E. Mensageira do Senhor.
George, R.Knight. Em Busca de Identidade: o desenvolvimento das doutrinas
Adventistas do Sétimo dia; Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005.
Withe, Ellen. Primeiros Escritos Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005.
Christ and His righteouness EGW, MS 24 1888

1 comentário:

Cleiton Lopes disse...

Na verdade a Justificação pela Fé ainda continua "açucarada" na IASD.
Aparte Legalista ainda é em muito exacerbada na IASD e isso se deve em muito a não aceitação da mensagem em 1888.