23.8.14

Mil anos no céu

Ímpios percebem que sua vida foi um fracasso
Quando a voz de Deus põe fim ao cativeiro de Seu povo, há um terrível despertar daqueles que tudo perderam no grande conflito da vida. Enquanto perdurou o tempo da graça, estiveram cegos pelos enganos de Satanás, e desculpavam sua conduta de pecado. Os ricos se orgulhavam de sua superioridade sobre aqueles que eram menos favorecidos; mas obtiveram suas riquezas violando a lei de Deus. Negligenciaram alimentar o faminto, vestir o nu, tratar com justiça e amar a misericórdia. Procuraram exaltar-se, e obter a homenagem de seus semelhantes. Agora estão despojados de tudo que os fazia grandes, e se encontram desamparados e indefesos. Olham com terror para a destruição dos ídolos que antepuseram ao seu Criador. Venderam a alma em troca das riquezas e gozos terrestres, e não procuraram enriquecer para com Deus. O resultado é que sua vida foi um fracasso; seus prazeres agora se transformaram em amargura, seus tesouros em corrupção. Os ganhos de uma vida inteira foram em um momento varridos. ... {ViC 116.1}
Ímpios cheios de pesar
Os ímpios estão cheios de pesar, não por causa de sua pecaminosa negligência para com Deus e seus semelhantes, mas porque Deus venceu. Lamentam que o resultado seja o que é; mas não se arrependem de sua impiedade. Se pudessem, não deixariam de experimentar todo e qualquer meio para vencer. ...{ViC 117.1}
Nenhuma linguagem pode exprimir o anelo que o desobediente, o desleal experimenta por aquilo que para sempre perdeu: a vida eterna. Homens que o mundo adorou pelos talentos e eloquência vêem agora essas coisas sob a sua verdadeira luz. Compenetram-se do que perderam pela transgressão, e caem aos pés daqueles de cuja fidelidade zombaram, com menosprezo, confessando que Deus os amou. — O Grande Conflito, 654, 655.{ViC 117.2}
Ímpios destruídos; terra desolada
Por ocasião da vinda de Cristo os ímpios são eliminados da face de toda a Terra: consumidos pelo espírito de Sua boca, e destruídos pelo resplendor de Sua glória. Cristo leva o Seu povo para a cidade de Deus, e a Terra é esvaziada de seus moradores. “Eis que o Senhor esvazia a Terra, e a desola, e transtorna a sua superfície, e dispersa os seus moradores.” “De todo se esvaziará a Terra, e de todo será saqueada, porque o Senhor pronunciou esta palavra.” “Porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram a aliança eterna. Por isso a maldição consome a Terra, e os que habitam nela serão desolados; por isso serão queimados os moradores da Terra.” Isaías 24:1, 3, 4, 6. {ViC 117.3}
A Terra inteira se parece com um deserto assolado. As ruínas das cidades e vilas destruídas pelo terremoto, árvores desarraigadas, pedras escabrosas arrojadas pelo mar ou arrancadas da própria Terra, espalham-se pela sua superfície, enquanto vastas cavernas assinalam o lugar em que as montanhas foram separadas da sua base. ... Aqui deverá ser a morada de Satanás com seus anjos maus durante mil anos. Aqui estará ele circunscrito, para vaguear sem rumo, sobre a revolvida superfície da Terra, e para ver os efeitos de sua rebelião contra a lei de Deus. Durante mil anos, ele poderá consumir o fruto da maldição, que ele determinou. Restrito apenas à Terra, Satanás não terá o privilégio de percorrer outros planetas para tentar e molestar os que não caíram.{ViC 118.1}
Durante esse tempo, Satanás sofre extremamente. Desde a sua queda, a sua vida de incessante atividade baniu a reflexão; agora, porém, está ele despojado de seu poder e entregue a si mesmo para contemplar a parte que desempenhou desde que a princípio se rebelou contra o governo do Céu, e para aguardar, com temor e tremor, o futuro terrível em que deverá sofrer por todo o mal que praticou, e ser punido pelos pecados que fez com que fossem cometidos. — O Grande Conflito, 657, 659, 660; Primeiros Escritos, 290.{ViC 118.2}
Vozes de triunfo ecoam dos anjos e santos redimidos, pois não mais serão perturbados e tentados por Satanás, e também porque os habitantes dos outros mundos ficaram livres da sua presença e tentações. — The Spirit of Prophecy 4:475.{ViC 118.3}
Minha atenção foi de novo dirigida à Terra. Os ímpios tinham sido destruídos e seus corpos mortos jaziam em sua superfície. A ira de Deus, nas sete últimas pragas, fora derramada sobre os habitantes da Terra, fazendo-os morder a língua de dor e amaldiçoar a Deus. Os falsos pastores foram objeto especial da ira de Jeová. Os olhos se lhes consumiram nas órbitas, e a língua na sua boca, enquanto estavam em pé. Depois que os santos tiveram livramento pela voz de Deus, a multidão dos ímpios volveu sua ira, de uns contra os outros. A Terra parecia ser inundada com sangue, e havia cadáveres de uma extremidade dela a outra. — Primeiros Escritos, 289, 290.{ViC 119.1}
O julgamento dos ímpios
Durante os mil anos entre a primeira e a segunda ressurreição, ocorrerá o julgamento dos ímpios. O apóstolo Paulo indica esse juízo como um acontecimento a seguir-se ao segundo advento. “Nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações.” 1 Coríntios 4:5. Daniel declara que quando veio o Ancião de Dias, “foi dado o juízo aos santos do Altíssimo”. Daniel 7:22. Nessa oportunidade os justos reinarão como reis e sacerdotes diante de Deus. João, em Apocalipse, diz: “Vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar. Serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com Ele mil anos.” Apocalipse 20:4, 6.
É nesse tempo que, conforme foi predito por Paulo, “os santos hão-de julgar o mundo”. 1 Coríntios 6:2. Em união com Cristo julgam os ímpios, comparando seus atos com o código - a Escritura Sagrada, e decidindo cada caso segundo as ações praticadas no corpo. Então é determinada a parte que os ímpios devem sofrer, segundo suas obras; e registrada em frente ao seu nome, no livro da morte. {ViC 119.3}
Igualmente Satanás e os anjos maus serão julgados por Cristo e Seu povo. — O Grande Conflito, 660, 661.{ViC 120.1}
O castigo de Satanás e sua culpa
Satanás também e seus anjos foram julgados por Jesus e os santos. O castigo de Satanás deveria ser muito maior do que o daqueles a quem ele enganara. Seu sofrimento excederia ao deles a ponto de não haver comparação. Depois que todos aqueles a quem ele enganara houverem perecido, Satanás deverá ainda viver e sofrer muito mais. — Primeiros Escritos, 291.{ViC 120.2}
Satanás é banido
Ocorre agora o acontecimento prefigurado na última e solene cerimónia do dia da expiação. Quando se completava o ministério no lugar santíssimo, e os pecados de Israel eram removidos do santuário em virtude do sangue da oferta pelo pecado, o bode emissário era então apresentado vivo perante o Senhor; e na presença da congregação o sumo-sacerdote confessava sobre ele “todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, segundo todos os seus pecados”, pondo-os sobre a cabeça do bode. Levítico 16:21.{ViC 120.3}

Semelhantemente, ao ser completada a obra de expiação no santuário celestial, na presença de Deus e dos anjos do Céu e da multidão dos remidos, serão então postos sobre Satanás os pecados do povo de Deus; e será ele declarado culpado de todo o mal que os fez cometer. E assim como o bode emissário era enviado para uma terra não habitada, Satanás será banido para a Terra desolada, que se encontrará como um deserto despovoado e horrendo. — O Grande Conflito, 658. {ViC 120.4}

20.8.14

Ministério Atual dos Anjos

Os anjos nos guardam
Um anjo da guarda é designado a todo seguidor de Cristo. Estes vigias celestiais protegem aos justos do poder maligno. Isto, o próprio Satanás reconheceu, quando disse: “Porventura, teme Jó a Deus debalde? Porventura, não o cercaste Tu de bens a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem?” Jó 1:9, 10. O agente pelo qual Deus protege a Seu povo é apresentado nas palavras do salmista: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem, e os livra.” Salmos 34:7. Disse o Salvador, falando daqueles que nEle crêem: “Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque Eu vos digo que os seus anjos nos Céus sempre vêem a face de Meu Pai.” Mateus 18:10. Os anjos designados para ministrarem aos filhos de Deus têm em todo tempo acesso à Sua presença. — O Grande Conflito, 512, 513.{VA 14.1}
Não sabemos que consequências terão um dia, uma hora ou um momento, e nunca devemos começar o dia sem encomendar nossos caminhos ao Pai celeste. Anjos Seus são comissionados para cuidarem de nós, e se nos colocarmos sob sua proteção, no tempo de perigo estarão ao nosso lado. Quando inconscientemente estivermos em perigo de exercer influência má, os anjos estarão ao nosso lado, orientando-nos para um melhor procedimento, escolhendo-nos as palavras, e influenciando-nos as ações. — Parábolas de Jesus, 341, 342. {VA 14.2}
Os anjos de Deus estão ao nosso redor. ... Oh, deveríamos saber essas coisas, temer e tremer, e assim pensar muito mais do que o havemos feito, no poder dos anjos de Deus que nos vigiam e guardam. ... Os anjos de Deus são comissionados pelo Céu a fim de guardar os filhos dos homens, e ainda assim estes se afastam da influência protetora daqueles, dirigindo-se para onde possam ter comunicação com os anjos maus. ... Oh, pudéssemos todos obedecer ao mandado do apóstolo! 2 Coríntios 6:17, 18. — Manuscript Releases 5:125.{VA 15.1}
Anjos são enviados para ministrar aos filhos de Deus que são fisicamente cegos. Anjos guardam os seus passos e livram-nos de milhares de perigos que, desconhecidos a eles, juncam o seu caminho. — Beneficência Social, 240.{VA 15.2}
Eu iria escrever hoje sobre Cristo andando sobre o mar e acalmando a tempestade. Oh! como essa cena impressionou-me a mente! ... A majestade de Deus e Suas obras tomou posse de meus pensamentos. Ele segura os ventos em Suas mãos, Ele controla as águas. Seres finitos, simples pontinhos sobre as vastas e profundas águas do Pacífico, éramos nós à vista de Deus; contudo, anjos do Céu foram enviados de Sua excelente glória para proteger aquele pequeno barco à vela que estava singrando as águas. — Este Dia com Deus, 108.{VA 15.3}
Anjos envolvem-se na vida familiar
O Senhor é servido pelo fiel obreiro doméstico tanto quanto, ou ainda mais, do que por aquele que prega a Palavra. Pais e mães deveriam compreender que são os educadores de seus filhos. Estes representam a herança do Senhor; e deveriam ser treinados e disciplinados de modo a formar caráter que o Senhor possa aprovar. Quando esse trabalho é feito cuidadosamente, com fidelidade e oração, anjos de Deus guardam a família, e a vida mais simples se torna sagrada. — Australasian Union Conference Record, 6 de Setembro de 1909.{VA 16.1}
Antes de sair de casa para o trabalho, toda a família deve ser reunida; e o pai, ou a mãe na ausência dele, deve rogar fervorosamente a Deus que os guarde durante o dia. Vão com humildade, coração cheio de ternura, e com o senso das tentações e perigos que se acham diante de vocês e de seus filhos; pela fé, atem-nos ao altar, suplicando para eles o cuidado do Senhor. Anjos ministradores hão de guardar as crianças assim consagradas a Deus. — Orientação da Criança, 519.{VA 16.2}
Os anjos de Deus, milhares de milhares, ... nos guardam do mal, e repelem os poderes das trevas que nos estão procurando destruir. Não temos nós motivos de ser a todo momento agradecidos, mesmo quando existem aparentes dificuldades em nosso caminho? — A Ciência do Bom Viver, 253, 254.{VA 16.3}
Anjos de Deus vigiam sobre nós. Na Terra há milhares e dezenas de milhares de mensageiros celestes, enviados pelo Pai para impedir Satanás de obter qualquer vantagem sobre os que se recusam a andar no caminho do mal. E esses anjos, que guardam os filhos de Deus na Terra, estão em comunicação com o Pai, no Céu. — Nos Lugares Celestiais, 99. {VA 16.4}
Precisamos conhecer melhor do que conhecemos a missão dos anjos. Convém lembrar que cada verdadeiro filho de Deus tem a cooperação dos seres celestiais. Exércitos invisíveis, de luz e poder, auxiliam os mansos e humildes que crêem nas promessas de Deus e as invocam. Querubins, serafins e anjos magníficos em poder, estão à destra de Deus, sendo “todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação”. Hebreus 1:14. — Atos dos Apóstolos, 154.{VA 17.1}
Anjos iluminam nossa mente
Deus exorta Suas criaturas a que afastem a atenção da confusão e perplexidade que as rodeiam, e admirem a Sua obra. Os corpos celestes são dignos de contemplação. Deus os fez para benefício do homem, e à medida que estudarmos Suas obras, anjos de Deus estarão ao nosso lado para iluminar nossa mente e guardá-la do engano satânico. — The S.D.A. Bible Commentary 4:1145.{VA 17.2}
Anjos celestiais observam aqueles que buscam iluminação. Cooperam com os que procuram ganhar almas para Cristo. — Bible Echo and Signs of the Times, 10 de Dezembro de 1900.{VA 17.3}
Seu... [ministério aos] enfermos é um procedimento exaustivo, e vocês consumiriam gradualmente as fontes da vida caso não houvesse nenhuma mudança, nenhuma oportunidade para recreação, e se anjos de Deus os não guardassem e protegessem. Se pudessem ver os muitos perigos através dos quais vocês são guiados a salvo cada dia por esses mensageiros do Céu, a gratidão lhes brotaria do coração e encontraria expressão em seus lábios. Se fizerem de Deus a sua força, poderão, sob as circunstâncias mais desanimadoras, atingir

18.8.14

A expulsão dos anjos rebeldes e a queda de Adão e Eva

Guerra no céu
Cristo Se ocupara nas cortes celestiais em convencer a Satanás de seu terrível erro, até que finalmente o maligno e seus simpatizantes se encontraram em rebelião aberta contra o próprio Deus. — Este Dia com Deus, 254.{VA 45.1}
Cristo, como Comandante do Céu, foi indicado para acabar com a rebelião. — The Review and Herald, 30 de Maio de 1899.{VA 45.2}
Houve então batalha no Céu. O Filho de Deus, o Príncipe dos Céus, junto com Seus anjos leais, empenhou-se em conflito com o arqui-rebelde e os que a este se uniram. O Filho de Deus e os anjos sinceros e leais prevaleceram, ao passo que Satanás e seus simpatizantes foram expulsos do Céu. — The Spirit of Prophecy 1:23.{VA 45.3}
Anjos se empenharam em batalha; Satanás desejava derrotar o Filho de Deus e os que estavam submissos a Sua vontade. Mas os anjos bons e leais prevaleceram, e Satanás, com seus seguidores, foi expulso do Céu. — Primeiros Escritos, 146.{VA 45.4}
Efeitos da rebelião
Satanás ficou perplexo diante de sua nova condição. Fora-se a sua felicidade. Contemplou os anjos que, como ele, uma vez haviam sido tão felizes, mas agora achavam-se fora do Céu. ... Tudo parecia modificado. Semblantes que haviam refletido a imagem de seu Criador, agora demonstravam melancolia e desespero. Contendas, discórdias e amargas recriminações revelavam-se entre eles. ... Satanás observa agora os terríveis resultados de sua rebelião. Estremeceu, temendo enfrentar o futuro e contemplar o fim de todas essas coisas.{VA 46.1}
Chegara a hora dos alegres e felizes cânticos de louvor a Deus e a Seu amado Filho. Satanás havia dirigido o coral celestial. Sempre entoara a primeira nota, e então toda a multidão angélica se unira a ele, fazendo com que gloriosos acordes musicais ressoassem pelos Céus em honra a Deus e Seu querido Filho. Agora, porém, em lugar de doces acordes musicais, palavras de discórdia e ira caíam nos ouvidos do grande líder rebelde. ... Aproximava-se a hora da adoração, quando resplendentes e santos anjos se ajoelhavam diante do Pai. Não mais se uniria ele ao cântico celestial. Nunca mais se ajoelharia em reverente e santo temor diante da presença do Deus eterno. ...{VA 46.2}
Satanás tremeu ao contemplar sua obra. Achava-se sozinho a meditar sobre o passado, o presente e seus planos futuros. Sua poderosa estrutura vacila como que atingida por uma tempestade. Um anjo do Céu está passando. Ele o chama e solicita uma entrevista com Cristo. Esta lhe foi concedida. Relatou ele então ao Filho de Deus que se arrependera de sua rebelião, e desejava readquirir o favor de Deus. Estava disposto a assumir o lugar que Deus previamente lhe designara, submetendo-se a Seu sábio comando. Cristo chorou diante da desgraça de Satanás, mas fez-lhe ver, comunicando a decisão divina, que ele jamais poderia ser readmitido ao Céu. ... As sementes da rebelião ainda se achavam dentro dele [Satanás]. ... {VA 46.3}
Quando Satanás se tornou plenamente convencido de que não havia possibilidade de ser reintegrado ao favor de Deus, manifestou sua malícia com aumentado ódio e fervente veemência. ...{VA 47.1}
Como já não podia ser admitido no interior dos portais celestes, aguardaria junto à entrada para escarnecer dos anjos e procurar contender com eles enquanto entravam e saíam. — The Spirit of Prophecy 1:28 a 30.{VA 47.2}
A criação da terra e da humanidade
Os anjos leais lamentaram a sorte daqueles que haviam sido seus companheiros de felicidade e bênçãos. Sua falta foi sentida no Céu. O Pai consultou a Jesus quanto à possibilidade de executar imediatamente o propósito de fazer o homem para habitar a Terra. — The Signs of the Times, 9 de Janeiro de 1879.{VA 47.3}
As mais brilhantes e exaltadas estrelas da alva louvaram... a glória [de Cristo] na criação, e anunciaram Seu nascimento com cânticos de alegria. — The Signs of the Times, 4 de Janeiro de 1883.{VA 47.4}
Quando Deus formou a Terra, havia montanhas, colinas e planícies, e serpenteando entre estas existiam rios e fontes de água. A Terra não era constituída de uma extensa planície, mas a monotonia do cenário foi quebrada por outeiros e montanhas, não elevadas e ásperas como são agora, mas regulares e belas em sua forma. ... Os anjos contemplavam e se regozijavam diante das maravilhosas e belas obras de Deus. — Spiritual Gifts 3:33. {VA 47.5}
Todo o Céu tomou profundo e alegre interesse na criação do mundo e do homem. Os seres humanos constituíam uma nova e distinta ordem. — The Review and Herald, 11 de Fevereiro de 1902.{VA 48.1}
Depois dos seres angélicos, a família humana, formada à imagem de Deus, constitui a mais nobre de Suas obras criadas. — The Review and Herald, 3 de Dezembro de 1908.{VA 48.2}
O Senhor... havia dotado Adão com poderes mentais superiores a qualquer outra criatura vivente que houvesse feito. Suas faculdades mentais eram apenas um pouco menor do que as dos anjos. — The Review and Herald, 24 de Fevereiro de 1874.{VA 48.3}
Tão logo Deus, através de Jesus Cristo, criou nosso mundo e colocou Adão e Eva no jardim do Éden, Satanás anunciou seu propósito de conformar à sua própria natureza o pai e a mãe da humanidade. — The Review and Herald, 14 de Abril de 1896.{VA 48.4}
Quando o Senhor apresentou Eva a Adão, anjos de Deus testemunharam a cerimônia. — Nos Lugares Celestiais, 203.{VA 48.5}
Este casal imaculado não usava roupas artificiais. Achavam-se vestidos com uma cobertura de luz e glória, tais como os anjos. — The Signs of the Times, 9 de Janeiro de 1879.{VA 48.6}
Deus criou o homem para Sua própria glória, para que depois de testada e provada, a família humana pudesse tornar-se uma com a família celestial. Era o propósito de Deus repovoar o Céu com a família humana. — The S.D.A. Bible Commentary 1:1082. {VA 48.7}
Os lugares vagos surgidos no Céu pela queda de Satanás e seus anjos, serão preenchidos pelos redimidos do Senhor. — The Review and Herald, 29 de Maio de 1900.{VA 49.1}
Adão e Eva no Éden
Embora tudo o que Deus houvesse criado se encontrasse na perfeição da beleza, e nada parecesse faltar sobre a Terra que Ele criara para tornar Adão e Eva felizes, ainda assim manifestou Seu grande amor por eles ao preparar-lhes um jardim especial. Uma parte do tempo deles deveria ser gasto na prazenteira tarefa de cuidar do jardim, outra parte recebendo a visita dos anjos, ouvindo suas instruções, e estando em feliz meditação. Suas atividades não eram cansativas, antes agradáveis e revigorantes. — The Signs of the Times, 9 de Janeiro de 1879.{VA 49.2}
Santos anjos... deram instruções a Adão e Eva no tocante a suas atividades, e também lhes falaram acerca da rebelião e queda de Satanás. — Spiritual Gifts 1:20.{VA 49.3}
Adão estava diante de Deus na força da perfeita varonilidade, tendo todos os órgãos e faculdades de seu ser plenamente desenvolvidos e harmoniosamente equilibrados. Achava-se ele circundado de coisas belas e conversava diariamente com os santos anjos. — The Spirit of Prophecy 2:88.{VA 49.4}
A lei de Deus existia antes que o homem fosse criado. Foi adaptada à condição de seres santos. Mesmo os anjos eram governados por ela. — The Signs of the Times, 15 de Abril de 1886.{VA 49.5}
O homem devia ser testado e provado; se suportasse a prova divina e permanecesse leal e fiel depois desta

15.8.14

O Papel da Música

“É um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais. ... [Através dela] as tentações perdem o seu poder, a vida assume novo sentido e propósito, e o ânimo e a alegria se comunicam a outras pessoas!” — Educação, 167.
O seu poder
A história dos cânticos da Bíblia está repleta de sugestões quanto aos usos e benefícios da música e do canto. A música muitas vezes é pervertida para servir a fins maus, e assim se torna um dos poderes mais sedutores para a tentação. Corretamente empregada, porém, é um dom precioso de Deus, destinado a elevar os pensamentos para aspirações nobres e sublimes, a inspirar e elevar o espírito.
Assim como os filhos de Israel, atravessando o deserto, suavizavam a viagem pela música de cânticos sagrados, Deus ordena a Seus filhos hoje que alegrem a sua vida peregrina. Poucos meios há mais eficazes para fixar Suas palavras na memória do que repeti-las em cânticos. E tal cântico tem maravilhoso poder. Tem poder para subjugar as naturezas rudes e incultas; poder para suscitar pensamentos e despertar simpatia, para promover a harmonia de ação e banir a tristeza e os maus pressentimentos, os quais destroem o ânimo e debilitam o esforço.
É um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais. Quantas vezes, ao coração duramente oprimido e pronto a desesperar, vêm à memória algumas das palavras de Deus — as de um estribilho, há muito esquecido, de um hino da infância — e as tentações perdem o seu poder, a vida assume novo sentido e propósito, e o ânimo e a alegria se comunicam a outras pessoas!
Nunca se deve perder de vista o valor do canto como meio de educação. Que haja cântico no lar, de hinos que sejam suaves e puros, e haverá menos palavras de censura e mais de ânimo, esperança e alegria. Haja canto na escola, e os alunos serão levados para mais perto de Deus, dos professores e uns dos outros.
Como parte do culto, o canto é um ato de adoração tanto como a oração. Efetivamente, muitos hinos são orações. — Educação, 166, 167.
Para vencer o desânimo
Caso houvesse muito mais louvor ao Senhor, e menos repetição de expressões de desânimo, muito mais vitórias seriam obtidas. — Evangelismo, 499.
Que o louvor e ações de graças sejam expressos em cânticos. Quando tentados, em vez expressar nossos sentimentos, ergamos pela fé um hino de gratidão a Deus. ...
O canto é uma arma que podemos empregar sempre contra o desânimo. Ao abrirmos assim o coração à luz da presença do Salvador, teremos saúde e Sua bênção. — A Ciência do Bom Viver, 254.
Para impressionar o coração com a verdade
O canto é um dos meios mais eficazes para gravar a verdade espiritual no coração. Frequentemente, pelas palavras de um canto sagrado, são liberadas as fontes do arrependimento e da fé. — Evangelismo, 500.
Para fortalecer a vida cristã
À noitinha e pela manhã os filhos devem ser reunidos para o culto a Deus, lendo Sua Palavra e cantando Seu louvor. Devem ser ensinados a repetir a lei de Deus. Os israelitas eram ensinados acerca dos mandamentos: “E as intimarás [as palavras] a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te.” Deuteronómio 6:7. Portanto, Moisés orientou os israelitas a colocar em música as palavras da lei. ...
Se era essencial que Moisés incorporasse os mandamentos nos cânticos, de modo que, enquanto caminhassem pelo deserto, os filhos aprendessem a cantar a lei verso por verso, quão essencial é, no tempo atual, ensinar a nossos filhos a palavra de Deus! {MI 12.2}Vamos fazer o que o Senhor espera, instruindo nossos filhos a observar os mandamentos ao pé da letra. Façamos tudo quanto nos é possível para colocar música em nosso lar, e Deus possa aí entrar. — Evangelismo, 499, 500. {MI 12.3,4}
Para tornar o trabalho mais agradável
Tornemos agradável o nosso trabalho por meio de cânticos de louvor. — Orientação da Criança, 148.
Para afastar o inimigo
Vi que diariamente devemos nos levantar e dominar os poderes das trevas. Nosso Deus é poderoso. Vi que cantar para a glória de Deus afasta o inimigo, e que louvar a Deus o derrota e nos concede a vitória. — Mensagens Escolhidas 3:332.
Para vencer a tentação
Quando Cristo era criança como estas, era tentado a pecar, porém não cedia à tentação. Ao ter mais idade, ainda era tentado, mas os cânticos que Sua mãe Lhe ensinara vinham-Lhe à mente, e Ele erguia a voz em louvor. E antes de os companheiros se aperceberem, estavam cantando com Ele. Deus quer que nos sirvamos de todos os recursos que o Céu tem providenciado para resistir ao inimigo. — Evangelismo, 498.
Para trazer alegria
O alvorecer encontrava-O [Jesus] muitas vezes em algum lugar retirado, meditando, examinando as Escrituras, ou em oração. Com cânticos saudava a luz da manhã. Com hinos de gratidão alegrava Suas horas de atividade, e levava a alegria celestial ao cansado e ao abatido. — A Ciência do Bom Viver, 52.
Para criar um ambiente inspirador

Exprimia frequentemente o contentamento que Lhe ia no coração, cantando salmos e hinos celestiais. Muitas vezes os moradores de Nazaré ouviam Sua voz erguer-se em louvor e ações de graças a Deus. Estabelecia comunhão com o Céu através de cânticos; e quando os companheiros se queixavam da fadiga do trabalho, eram animados pela doce melodia de Seus lábios. Podia se dizer que Seu louvor afugentava os anjos maus e, como incenso, enchia de fragrância o lugar em que Se achava. O espírito dos ouvintes era redirecionado, dos interesses terrestres para o lar celestial. — O Desejado de Todas as Nações, 73.

13.8.14

A mensagem triunfante

Quando soar o alto clamor
A verdade está prestes a triunfar — O fim está perto, aproximando-se furtivamente, imperceptivelmente, como o silencioso aproximar de um ladrão de noite. Conceda o Senhor que não fiquemos por mais tempo a dormir como fazem os outros, mas que vigiemos e sejamos sóbrios. A verdade há de em breve triunfar gloriosamente, e todos quantos agora escolhem ser cooperadores de Deus, com ela triunfarão. O tempo é curto; vem logo a noite, em que homem algum pode trabalhar. — Testimonies for the Church 9:135 (1909).{Ev 692.1}
Conversão como no Pentecostes — Aproxima-se o tempo em que haverá tantos conversos em um dia como houve no dia de Pentecostes, depois de os discípulos haverem recebido o Espírito Santo. — The Review and Herald, 29 de Junho de 1905.{Ev 692.2}
Milhares ainda virão para a luz — Muitos têm deixado o convite evangélico passar desatendido; foram provados e experimentados; mas enormes obstáculos, qual montanhas, pareciam avolumar-se diante deles, obstruindo-lhes o progresso. Por meio de fé, perseverança e coragem, muitos transporão esses entraves e avançarão para a gloriosa luz.{Ev 692.3}
Quase inconscientemente, ergueram-se barreiras no caminho reto e estreito; colocaram-se pedras de tropeço na estrada; estas serão afastadas daí. As salvaguardas que falsos pastores têm lançado em torno de seus rebanhos, tornar-se-ão em nada; milhares virão para a luz, e trabalharão para difundir a luz. Os seres celestes unir-se-ão com os instrumentos humanos. Assim animada, a igreja levantar-se-á e resplandecerá, pondo todas as suas santificadas energias no combate; assim se cumpre o desígnio de Deus; recuperam-se as pérolas perdidas. {Ev 692.4}
Os profetas divisaram a distância essa grande obra, e possuídos da inspiração do momento, traçaram a maravilhosa descrição das coisas ainda por acontecer. — The Review and Herald, 23 de Junho de 1895.{Ev 693.1}
Muitos apóstatas voltarão — Quando romper realmente sobre nós a tempestade da perseguição, as ovelhas verdadeiras ouvirão a voz do Pastor verdadeiro. Empregar-se-ão abnegados esforços para salvar os perdidos, e muitos dos que se extraviaram do redil voltarão a seguir o grande Pastor. O povo de Deus unir-se-á, apresentando frente unida ao inimigo. ... O amor de Cristo, o amor de nossos irmãos, testificará ao mundo que estivemos com Jesus e dEle aprendemos. Então, a mensagem do terceiro anjo se avolumará num alto clamor, e a Terra inteira será iluminada com a glória do Senhor. — Testimonies for the Church 6:401 (1900).{Ev 693.2}
Influenciados pelas publicações — Em breve fará Deus grandes coisas por nós, uma vez que estejamos humildes e crentes aos Seus pés. ... Mais de mil se converterão brevemente em um dia, a maioria dos quais reconhecerá haver sido primeiramente convencidos através da leitura de nossas publicações. — The Review and Herald, 10 de Novembro de 1885.{Ev 693.3}
Repete-se o poder de 1844 — O poder que tão eficazmente sacudiu o povo no movimento de 1844, revelar-se-á outra vez. A mensagem do terceiro anjo sairá, não em um murmúrio, mas com grande voz. — Testimonies for the Church 5:252 (1885).{Ev 693.4}
O alto clamor — Durante o alto clamor, a igreja, ajudada pelas providenciais interposições de seu exaltado Senhor, difundirá o conhecimento da salvação tão abundantemente, que a luz será comunicada a toda cidade e vila. A Terra será cheia do conhecimento da salvação. O poder renovador do Espírito de Deus haverá tão abundantemente coroado de êxito os intensamente ativos instrumentos, que a luz da verdade presente irradiará por toda parte. — The Review and Herald, 13 de Outubro de 1904.{Ev 694.1}
A causa da demora
Adiada em misericórdia — A longa noite de trevas é probante, mas em misericórdia a manhã é adiada, pois se o Mestre viesse, quantos se achariam desapercebidos! A repugnância que Deus sente de que Seu povo pereça, eis a razão de tão longa tardança. — Testimonies for the Church 2:194 (1868).{Ev 694.2}
A obra poderia já estar feita — Houvesse o desígnio de Deus sido cumprido por Seu povo em dar ao mundo a mensagem de misericórdia, e Cristo haveria, antes disto, de ter vindo à Terra, e os santos teriam recebido as boas-vindas à cidade de Deus. — Testimonies for the Church 6:450 (1900).{Ev 694.3}
Sei que, se o povo de Deus houvesse mantido viva ligação com Ele, se Lhe houvessem obedecido à Palavra, estariam hoje na Canaã celestial. — General Conference Bulletin, 30 de Março de 1903.{Ev 694.4}
Satanás tem marchado furtivamente sobre nós — Se todo atalaia sobre os muros de Sião houvesse dado à trombeta um sonido certo, o mundo haveria antes desta data ouvido a mensagem de advertência. A obra, porém, acha-se com atraso de anos. Enquanto os homens dormiram, Satanás marchou furtivamente sobre nós. — Testimonies for the Church 9:29 (1909).{Ev 694.5}
Não falharam as promessas de Deus — Em suas mensagens aos homens, os anjos de Deus apresentam o tempo como sendo muito breve. Assim me tem sempre sido apresentado. Verdade é que o tempo se tem prolongado além do que esperávamos nos primitivos dias desta mensagem. Nosso Salvador não apareceu tão breve como esperávamos. Falhou, porém, a Palavra de Deus? Absolutamente! Cumpre lembrar que as promessas e as ameaças de Deus são igualmente condicionais.{Ev 695.1}
Deus confiara a Seu povo uma obra a ser executada na Terra. A terceira mensagem angélica devia ser dada, a mente dos crentes ser dirigida ao santuário celeste, onde Cristo entrara para fazer expiação por Seu povo. A reforma do sábado devia ser levada avante. A brecha feita na lei de Deus precisava ser reparada. Importava que a mensagem fosse proclamada com grande voz, para que todos os habitantes da Terra recebessem a advertência. O povo de Deus precisava purificar sua alma pela obediência da verdade, e preparar-se para estar sem falta perante Ele em Sua vinda.{Ev 695.2}
Houvessem os adventistas, depois do grande desapontamento de 1844, sustido firme sua fé e seguido avante unidos, segundo a providência de Deus lhes abria o caminho, recebendo a mensagem do terceiro anjo e no poder do Espírito Santo proclamando-a ao mundo, haveriam visto a salvação de Deus, o Senhor teria operado poderosamente com os esforços deles, a obra haveria sido concluída, e Cristo teria vindo antes para receber Seu povo para dar-lhe o seu galardão. Mas no período de dúvida e incerteza que se seguiu ao desapontamento, muitos dos crentes no advento renunciaram a sua fé. ... Assim foi prejudicada a obra, e o mundo foi deixado em trevas. Houvesse todo o corpo de crentes adventistas se unido nos mandamentos de Deus e na fé de Jesus, quão grandemente diversa teria sido a nossa história! {Ev 695.3}
Não era a vontade de Deus que a vinda de Cristo houvesse sido assim retardada. Não era desígnio Seu que Seu povo, Israel, vagueasse quarenta anos no deserto. Prometeu conduzi-los diretamente à terra de Canaã, e estabelecê-los ali como um povo santo, sadio e feliz. Aqueles, porém, a quem foi primeiro pregado, não entraram “por causa da incredulidade”. Seu coração estava cheio de murmuração, rebelião e ódio, e Ele não podia cumprir Seu concerto com eles.{Ev 696.1}
Por quarenta anos a incredulidade, a murmuração e a rebelião excluíram o antigo Israel da terra de Canaã. Os mesmos pecados têm retardado a entrada do Israel moderno na Canaã celestial. Em nenhum dos casos houve falta da parte das promessas de Deus. É a incredulidade, a mundanidade, a falta de consagração e a contenda entre o professo povo de Deus que nos têm detido neste mundo de pecado e dor por tantos anos. — Manuscrito 4, 1883.{Ev 696.2}
Não responsabilizeis a Deus por isto — Talvez tenhamos de permanecer muitos anos mais neste mundo por causa de insubordinação, como aconteceu com os filhos de Israel; mas por amor de Cristo, Seu povo não deve acrescentar pecado a pecado, responsabilizando a Deus pela conseqüência de seu próprio procedimento errado. — Carta 184, 1901.{Ev 696.3}
Podemos apressar o dia — Dando o evangelho ao mundo, está em nosso poder apressar a volta de nosso Senhor. — O Desejado de Todas as Nações, 633 (1898).{Ev 696.4}
É privilégio de todo cristão, não só aguardar, mas mesmo apressar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Se todos os que professam o Seu nome estivessem produzindo fruto para Sua glória, quão rapidamente seria lançada em todo o mundo a semente do evangelho! Depressa amadureceria a última seara, e Cristo viria para juntar o precioso grão. — Testimonies for the Church 8:22, 23 (1904). {Ev 696.5}
Quando a mensagem estiver terminada — Ela [a vinda do Senhor] não será retardada para além do tempo em que a mensagem for levada a todas as nações, línguas e povos. Havemos nós, que professamos ser estudiosos das profecias, de esquecer-nos de que a paciência de Deus para com os ímpios é uma parte do vasto e misericordioso plano pelo qual Ele está procurando efetuar a salvação das almas? — The Review and Herald, 18 de Junho de 1901.{Ev 697.1}
Poder para finalizar a obra
Por que muitos têm falhado no ganhar almas — Muitos apresentam as doutrinas e teorias de nossa fé; sua apresentação, porém, é como o sal que não tem sabor; pois o Espírito Santo não está operando em seu ministério destituído de fé. Eles não abriram o coração para receber a graça de Cristo; desconhecem a operação do Espírito; são como a farinha sem lêvedo; pois não há um princípio a operar em todo o seu labor, e deixam de ganhar almas para Cristo. Não se apoderam da justiça de Cristo; esta é uma veste não usada por eles, uma desconhecida plenitude, uma fonte intacta. — The Review and Herald, 29 de Novembro de 1892.{Ev 697.2}
É preciso intensidade para impressionar os descrentes — Necessitamos mais zelo na causa de Cristo. A solene mensagem da verdade deve ser dada com uma intensidade capaz de impressionar os descrentes com o fato de que Deus está cooperando com os nossos esforços de que o Altíssimo é a fonte viva de nossa força. — The Signs of the Times, 9 de Dezembro de 1886.{Ev 697.3}
Quando pomos o coração em unidade com Cristo, e a vida em harmonia com Sua obra, o Espírito que caiu sobre os discípulos no dia de Pentecostes será derramado sobre nós. — The Review and Herald, 30 de Junho de 1903. {Ev 697.4}

8.8.14

O Mestre enviado de Deus

“Considerai pois Aquele.”
“E o Seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz.” Isaías 9:6.{Ed 73.1}
No Mestre enviado de Deus, o Céu deu aos homens o que de melhor e maior possuía. Aquele que tomara parte nos conselhos do Altíssimo, que habitara no íntimo do santuário do Eterno, foi o escolhido para, em pessoa, revelar à humanidade o conhecimento de Deus.{Ed 73.2}
Todo raio de luz divina que já atingiu o nosso mundo decaído, foi comunicado por meio de Cristo. É Ele que tem falado por intermédio de todos os que, em todos os tempos, têm declarado a Palavra de Deus ao homem. Toda a excelência manifestada nas maiores e mais nobres almas da Terra, era reflexo dEle. A pureza e beneficência de José; a fé, mansidão, longanimidade de Moisés; a firmeza de Elias, a nobre integridade e firmeza de Daniel, o ardor e sacrifício próprio de Paulo, o poder mental e espiritual manifesto em todos estes homens e em todos os outros que viveram sobre a Terra, não foram senão centelhas procedentes do resplendor de Sua glória. NEle se encontrara o perfeito ideal.{Ed 73.3}
A fim de revelar este ideal como o único verdadeiro modelo a ser atingido; a fim de mostrar o que todo ser humano poderia tornar-se; o que mediante a habitação da divindade na humanidade se tornaria todos os que O recebessem — para isso veio Cristo ao mundo. Veio para mostrar como os homens devem ser ensinados conforme convém a filhos de Deus; como devem praticar na Terra os princípios do Céu e viver a vida celestial. {Ed 73.4}
O maior dom de Deus foi concedido a fim de satisfazer a maior necessidade do homem. A luz apareceu quando as trevas do mundo eram mais intensas. Por meio dos falsos ensinos, a mente dos homens por muito tempo andara desviada de Deus. No sistema de educação que então prevalecia, a filosofia humana havia tomado o lugar da revelação divina. Em vez da norma de verdade conferida pelo Céu, os homens haviam aceitado outra, de sua própria criação. Tinham-se desviado da Luz da vida para caminhar nas fagulhas que eles haviam acendido.{Ed 74.1}
Tendo-se separado de Deus, e confiando unicamente no poder da humanidade, sua força não era senão fraqueza. Mesmo as normas estabelecidas por eles próprios, eram incapazes de atingir. A falta da verdadeira excelência era suprida pela aparência e profissão. A semelhança tomou o lugar da realidade.{Ed 74.2}
De tempos em tempos levantavam-se mestres que apontavam aos homens a Fonte da verdade. Enunciavam-se princípios retos, e vidas humanas testemunhavam de seu poder. Mas tais esforços não produziam impressão duradoura. Havia breve repressão na corrente do mal, mas o seu curso decadente não estacionava. Os reformadores foram como luzes a brilhar nas trevas; mas eles não as puderam repelir. O mundo amou “mais as trevas do que a luz”. João 3:19.{Ed 74.3}
Quando Cristo veio à Terra, a humanidade parecia estar rapidamente atingindo seu ponto mais degradante. Os próprios fundamentos da sociedade estavam minados. A vida se tornara falsa e artificial. Os judeus, destituídos do poder da Palavra de Deus, davam ao mundo tradições e especulações que obscureciam a mente e amorteciam a alma. A adoração de Deus, “em espírito e verdade”, tinha sido suplantada pela glorificação dos homens em uma rotina infindável de cerimónias de criação humana. Pelo mundo todo, os sistemas todos de religião estavam perdendo seu poder sobre a mente e a alma. Desgostosos com as fábulas e falsidades, e procurando abafar o pensamento, os homens volviam à incredulidade e ao materialismo. Deixando de contar com a eternidade, viviam para o presente. {Ed 74.4}
Como deixassem de admitir as coisas divinas, deixaram de tomar em consideração as humanas. Verdade, honra, integridade, confiança, compaixão, estavam abandonando a Terra. Ganância implacável e ambição absorvente davam origem a uma desconfiança universal. A ideia do dever, da obrigação da força para com a fraqueza, da dignidade e direitos humanos, era posta de lado como um sonho ou uma fábula. O povo comum era considerado como bestas de carga, ou como instrumentos e degraus para que subissem os ambiciosos. Riqueza e poderio, comodidade e condescendência própria, eram procurados como o melhor dos bens. Caracterizavam a época a degenerescência física, o torpor mental e a morte espiritual.{Ed 75.1}
Assim como as más paixões e os maus propósitos dos homens baniram a Deus de seus pensamentos, também o esquecimento d´Ele os inclinou mais fortemente para o mal. O coração, amando o pecado, imputou a Deus os seus atributos, e tal concepção fortaleceu o poder do pecado. Propensos à satisfação própria, chegaram os homens a considerar a Deus tal como eles mesmos, a saber, como um Ser cujo objetivo fosse a glorificação própria, cujas ordenanças se acomodassem a Seu próprio prazer; Ser este pelo qual fossem os homens elevados ou rebaixados, conforme favorecessem ou impedissem ao Seu propósito egoísta. As classes inferiores consideravam o Ser supremo mal diferindo de seus opressores, sobrepujando-os apenas no poder. Por tais ideias se modelava toda forma de religião. Cada uma delas consistia num

5.8.14

Marcos, Fundamentos e Pilares

The Bible Echo
Os pioneiros devem falar — Deus concedeu-me luz quanto aos periódicos. Que luz é essa? Diz Ele que os mortos devem falar. Como? Suas obras os seguirão. Devemos repetir as palavras dos pioneiros em nossa obra, que sabiam o custo de buscar a verdade como a tesouros escondidos e que labutaram para estabelecer os fundamentos da obra. Avançaram passo a passo sob a influência do Espírito de Deus. Um a um esses pioneiros foram descansando no Senhor. A palavra que me foi dada é: Seja reproduzido tudo o que esses homens escreveram no passado. Em Signs of the Times não publiquem artigos muito longos ou com letras muito pequenas. Não tentem colocar tudo em uma só edição. Que a letra seja adequada e as mais fervorosas e vivas experiências sejam ali publicadas.{OP 20.1}
Não faz muito tempo recebi um exemplar do Bible Echo [Algumas vezes mencionado apenas como Echo, começou a ser publicado na Austrália, em 1885, como um periódico missionário semanal. Em 1903, tornou-se The Australian Signs of the Times.] Ao folheá-lo, vi um artigo do irmão Haskell e outro do irmão Corliss. Quando coloquei o periódico sobre a mesa, falei: Esses artigos precisam ser publicados. Há neles verdade e poder. Esses homens falaram movidos pelo Espírito Santo.{OP 20.2}
Mantenham perante o povo as verdades que são o fundamento da nossa fé. Alguns deixarão a fé dando atenção a espíritos sedutores e doutrinas de demónios. Falam apenas em ciência, e o inimigo vem e lhes apresenta muitas evidências científicas; mas não é essa a ciência da salvação. Não é a ciência da humildade, da consagração, da santificação através do Espírito. Devemos agora compreender quais são os pilares da nossa fé: as verdades que fizeram de nós o povo que somos, guiando-nos passo a passo. — The Review and Herald, 25 de Maio de 1905.{OP 20.3}
A mensagem para hoje — Nossa tarefa para hoje é: Como podemos compreender mais claramente e apresentar o evangelho que Cristo veio pessoalmente trazer a João na Ilha de Patmos, — o evangelho denominado “a revelação de Jesus Cristo”? Temos que apresentar ao povo uma clara explanação do Apocalipse. Temos que mostrar a Palavra de Deus tal qual ela é, com o mínimo possível de explicações pessoais. Nenhuma mente pode fazer isso sozinha. Embora tenha-nos sido confiada a maior e mais importante mensagem já apresentada ao mundo, somos apenas bebés no que se refere à compreensão da verdade em toda sua extensão. Cristo é o Grande Mestre, e o que revelou a João devemos aplicar a nossa mente a compreender e a claramente explanar. Estamos diante das questões mais importantes que o homem já foi chamado a defrontar. {OP 20.4}
O tema da maior importância é a mensagem do terceiro anjo, que abrange as mensagens do primeiro e do segundo anjos. Todos deverão compreender as verdades contidas nessas mensagens e demonstrá-las na vida diária, pois isso é essencial para a salvação. Teremos que estudar com empenho e com oração, a fim de compreender estas grandes verdades. — Carta 97, 1902.{OP 21.1}
Definidos os marcos — Em Mineápolis, Deus concedeu preciosas gemas da verdade ao Seu povo. Essa luz do Céu enviada a algumas pessoas foi rejeitada com toda a resistência que os judeus manifestaram ao rejeitar a Cristo, havendo muita discussão em torno da defesa dos antigos marcos. Ficou evidente, porém, que quase nada sabiam sobre o que eram os antigos marcos. Ficou claro e foram feitos apelos diretos à consciência com base na Palavra de Deus; contudo, as mentes estavam cauterizadas, seladas contra a entrada da luz, porque decidiram que seria um perigoso erro remover os “marcos antigos” quando não se estava removendo nada, além das ideias erróneas do que constituíam os antigos marcos.{OP 21.2}
O passar do tempo em 1844 foi um período de grandes acontecimentos, expondo ao nosso admirado olhar a purificação do santuário que ocorre no Céu, e tendo clara relação com o povo de Deus na Terra, e com as mensagens do primeiro, do segundo e do terceiro anjos, desfraldando o estandarte em que havia a inscrição: “Os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.” Um dos marcos desta mensagem era o templo de Deus, visto no Céu por Seu povo que ama a verdade, e a arca, que contém a lei de Deus. A luz do sábado do quarto mandamento lançava os seus fortes raios no caminho dos transgressores da lei de Deus. A não-imortalidade dos ímpios é um marco antigo. Não consigo lembrar-me de alguma outra coisa que possa ser colocada na categoria dos antigos marcos. Todo esse rumor sobre a mudança do que não deveria ser mudado é puramente imaginário. {OP 21.3}
Neste tempo Deus deseja que um renovado impulso seja dado à Sua obra. Satanás observa isso e está determinado a impedi-lo. Sabe que se puder enganar o povo que proclama crer na verdade presente, [e puder fazer com que creia que] a obra que o Senhor designou a Seu povo é a remoção dos marcos antigos, algo que devem, com o mais determinado zelo, resistir, então, exultará sobre o engano que os levou a acreditar. A obra para este tempo certamente tem surpreendido a muitos com seus vários obstáculos, por causa das falsidades apresentadas à mente de muitos dentre nosso povo. O que seria alimento à igreja é considerado perigoso e impróprio para lhe ser dado. Essa pequena diferença de ideias é permitida para debilitar a fé, causar apostasia, quebrar a unidade, semear discórdia, tudo por não saberem pelo quê estão lutando. Irmãos, não é muito melhor desenvolver a sensibilidade às coisas espirituais? O Céu olha para nós, e o que poderia pensar a respeito dos recentes avanços? Na atual condição, construir barreiras não somente nos priva das preciosas vantagens da grande luz, mas justamente agora, quando tanto precisamos, colocamo-nos onde a luz não pode ser comunicada do Céu para que a possamos levá-la a outros. — Manuscrito 13, 1889. {OP 21.4}
Os pioneiros identificaram a verdade — Quando o poder de Deus testifica daquilo que é a verdade, essa verdade deve permanecer para sempre como a verdade. Não devem ser agasalhadas quaisquer suposições posteriores contrárias ao esclarecimento que Deus proporcionou. Surgirão homens com interpretações das Escrituras que para eles são verdade, mas que não o são. Deu-nos Deus a verdade para este tempo como um fundamento para nossa fé. Ele próprio nos ensinou o que é a verdade. Aparecerá um, e ainda outro, com nova iluminação, que contradiz aquela que foi dada por Deus sob a demonstração de Seu Santo Espírito.{OP 22.1}
Vivem ainda alguns que passaram pela experiência obtida quando esta verdade foi firmada. Deus lhes tem benignamente poupado a vida para repetir e repetir até ao fim da existência a experiência por que passaram da mesma maneira que o fez o apóstolo João até ao termo de sua vida. E os porta-bandeiras que tombaram na morte devem falar mediante a reimpressão de seus escritos. Estou instruída de que, assim, sua voz se deve fazer ouvir. Eles devem dar seu testemunho relativamente ao que constitui a verdade para este tempo.{OP 22.2}

Não devemos receber as palavras dos que vêm com uma mensagem em contradição com os pontos especiais de nossa fé. Eles reúnem uma porção de passagens, e amontoam-na como prova em torno das teorias que afirmam. Isso tem sido repetidamente feito, durante os cinquenta anos passados. E se bem que as Escrituras sejam a Palavra de Deus, e devam ser respeitadas, sua aplicação, uma vez que mova uma coluna do fundamento sustentado por Deus nestes cinquenta anos, constitui grande erro. Aquele que faz tal aplicação ignora a maravilhosa demonstração do Espírito Santo que deu poder e força às mensagens passadas, vindas ao povo de Deus. — Preach the Word, 5 (1905)

31.7.14

A Promessa Mais Alentadora

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;"  (Mateus 28 : 19)
Estava terminada a obra terrestre de Jesus, e era chegado o tempo para regressar à pátria celestial. Tinha vencido e devia agora tomar Seu lugar à destra do Pai sobre o Seu trono de luz e de glória.{FPV 21.1}
Jesus escolheu o Monte das Oliveiras para lugar de Sua ascensão. Acompanhado dos onze, dirigiu-Se para aquele monte. Longe estavam, porém, os discípulos de imaginar que seria a última vez que estariam na companhia pessoal do Mestre. Durante o trajeto Jesus lhes deu Suas últimas instruções e, pouco antes de deixá-los, a preciosa promessa que tão grata se tem provado a todos os Seus seguidores:{FPV 21.2}
“Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.”{FPV 21.3}
Dirigiram-se para o cume que dá para o lado de Betânia. Ali pararam, e os discípulos se reuniram em torno do Mestre. Uma luz etérea parecia irradiar de Seu divino rosto quando os fitou cheio de ternura. As últimas palavras do Salvador foram repassadas de inefável doçura.{FPV 22.1}
Com as mãos estendidas para a última bênção, Jesus elevou-Se lentamente dentre eles. Os discípulos, maravilhados, esforçaram a vista para seguir o Salvador que desaparecia nos ares. Finalmente, uma nuvem de glória O arrebatou aos seus olhos. No mesmo instante ressoou no espaço a mais suave e maviosa música que procedia do coro de anjos celestiais. {FPV 22.2}
Estando os discípulos ainda parados, com os olhos fitos no céu, feriu os seus ouvidos uma voz como música arrebatadora. Eles se voltaram para ver dois mensageiros celestes, que lhes disseram:{FPV 22.3}
“Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao Céu, assim virá do modo como O vistes subir.”{FPV 22.4}
Esses anjos faziam parte do exército que viera para acompanhar o Salvador à Sua morada celeste. Movidos de simpatia e amor para com os discípulos que ficavam, demoraram-se ainda um pouco para lhes assegurar que a separação seria apenas temporária. {FPV 22.5}
Jesus prometera que viria outra vez:{FPV 23.1}
“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E quando Eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou estejais vós também.” João 14:1-3.
Assim falara Jesus, e os anjos lhes declaravam agora que Ele viria do mesmo modo que O haviam visto ir ao Céu. Jesus subiu ao Céu em corpo, vendo-O eles quando foi elevado do meio deles e recebido por uma nuvem. Ele virá outra vez assentado numa grande nuvem branca, e “todo olho O verá”. Apocalipse 1:7.
Enoque testemunhou: “Eis que veio o Senhor entre Suas santas miríades, para exercer juízo contra todos.” Judas 1:14.
Isaías predisse como os justos O hão de aclamar na Sua vinda: “Eis que Este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e Ele nos salvará; Este é o Senhor, a quem aguardávamos: na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos.” Isaías 25:9.
Paulo descreveu a Sua vinda dizendo: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos Céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.{FPV 24.1}
“Depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.” 1 Tessalonicenses 4:16 e 17.{FPV 24.2}

Assim, pois, o nosso Salvador voltará à Terra para levar consigo aos que tiverem permanecido fiéis.{FPV 24.3}

30.7.14

Abra o coração a Deus

“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.” Provérbios 28:13.{CC 37.1}
As condições para obter misericórdia de Deus são simples, justas e razoáveis. O Senhor não requer de nós atos penosos a fim de que alcancemos o perdão dos pecados. Não precisamos empreender longas e cansativas peregrinações, nem praticar duras penitências a fim de recomendar nossa alma ao Deus do Céu ou expiar nossas transgressões; mas o que confessa os seus pecados e os deixa, alcançará misericórdia.{CC 37.2}
Diz o apóstolo: “Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis.” Tiago 5:16. Confessai vossos pecados a Deus, que é o único que os pode perdoar, e vossas faltas uns aos outros. Se ofendestes a vosso amigo ou vizinho, deveis reconhecer vossa culpa, e é seu dever perdoar-vos plenamente. Deveis buscar então o perdão de Deus, porque o irmão a quem feristes é propriedade de Deus e, ofendendo-o, pecastes contra seu Criador e Redentor. O caso será levado perante o único Mediador verdadeiro, nosso grande Sumo Sacerdote, que “como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado”, e que Se compadece “das nossas fraquezas” (Hebreus 4:15), sendo apto para purificar-nos de toda mancha de iniqüidade.{CC 37.3}
Os que não humilharam ainda a alma perante Deus, reconhecendo sua culpa, não cumpriram ainda a primeira condição de aceitabilidade. Se não experimentamos ainda aquele arrependimento do qual não há arrepender-se, e não confessamos os nossos pecados, com verdadeira humilhação de alma e contrição de espírito, aborrecendo nossa iniqüidade, nunca procuramos verdadeiramente o perdão dos pecados; e se nunca buscamos a paz de Deus, nunca a encontramos. A única razão por que não temos a remissão dos pecados passados, é não estarmos dispostos a humilhar o coração e cumprir as condições apresentadas pela Palavra da verdade. Acerca deste assunto são-nos dadas explícitas instruções. A confissão de pecados, quer pública quer privada, deve ser de coração, expressa francamente. Não deve ser obtida do pecador à força de insistência. Não deve ser feita de maneira negligente ou folgazã, nem extorquida dos que não reconhecem o abominável caráter do pecado. A confissão que é o desafogo do íntimo da alma, achará o caminho ao Deus de infinita piedade. Diz o salmista: “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os contritos de espírito.” Salmos 34:18. {CC 37.4}
A confissão verdadeira tem sempre caráter específico e faz distinção de pecados. Estes podem ser de natureza que devam ser apresentados a Deus unicamente; podem ser faltas que devam ser confessadas a pessoas que por elas foram ofendidas; ou podem ser de caráter público, devendo então ser confessados com a mesma publicidade. Toda confissão, porém, deve ser definida e sem rodeios, reconhecendo justamente os pecados dos quais sois culpados.{CC 38.1}
Nos dias de Samuel os israelitas apartaram-se de Deus. Estavam sofrendo as conseqüências do pecado, pois haviam perdido a fé em Deus, deixado de reconhecer Seu poder e sabedoria para governar a nação, perdido a confiança em Sua capacidade de defender e reivindicar Sua causa. Volveram costas ao grande Rei do Universo, desejando ser governados como as nações ao seu redor. Para encontrar paz fizeram esta definida confissão: “A todos os nossos pecados temos acrescentado este mal, de pedirmos para nós um rei.” 1 Samuel 12:19. Importava que confessassem justamente o pecado do qual tinham sido convencidos. A ingratidão oprimia-lhes a alma, separando-os de Deus. {CC 38.2}
A confissão não será aceitável a Deus sem o sincero arrependimento e reforma. E preciso que haja decisivas mudanças na vida; tudo que seja ofensivo a Deus tem de ser renunciado. Este será o resultado da genuína tristeza pelo pecado. A obra que nos cumpre fazer de nossa parte, é-nos apresentada claramente: “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos Meus olhos e cessai de fazer mal. Aprendei a fazer bem; praticai o que é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas.” Isaías 1:16-17. “Restituindo esse ímpio o penhor, pagando o furtado, andando nos estatutos da vida e não praticando iniqüidade, certamente viverá, não morrerá.” Ezequiel 33:15. Paulo diz, falando da obra do arrependimento: “Quanto cuidado não produziu isso mesmo em vós que, segundo Deus, fostes contristados! Que apologia, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vingança! Em tudo mostrastes estar puros neste negócio.” 2 Coríntios 7:11.{CC 39.1}
Quando o pecado embota as percepções morais, o transgressor já não discerne os defeitos de seu caráter, nem reconhece a enormidade do mal que cometeu; e a menos que se renda ao poder persuasivo do Espírito Santo, permanece em parcial cegueira quanto aos seus pecados. Suas confissões não são sinceras e ferventes. A cada reconhecimento de seu pecado acrescenta uma desculpa em justificação de seu procedimento, declarando que se não fossem certas circunstâncias, não teria praticado este ou aquele ato, pelo qual está sendo reprovado.{CC 40.1}
Depois de haverem Adão e Eva comido do fruto proibido, ficaram cheios de um sentimento de vergonha e terror. A princípio seu único pensamento era como desculpar seu pecado e escapar à temida sentença de morte. Quando o Senhor os interrogou acerca de seu pecado, Adão respondeu, lançando a culpa em parte sobre Deus e em parte sobre a companheira: “A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi.” A mulher lançou a culpa sobre a serpente, dizendo: “A serpente me enganou, e eu comi.” Gênesis 3:12-13. Por que fizeste a serpente? Por que lhe permitiste entrar no jardim? Estas eram as perguntas que transpareciam das palavras com que procurava desculpar seu pecado, lançando, assim, sobre Deus a responsabilidade de sua queda. O espírito de justificação própria originou-se no pai da mentira, e tem sido manifestado por todos os filhos e filhas de Adão. Confissões desta ordem não são inspiradas pelo Espírito divino, e não são aceitáveis a Deus. O arrependimento verdadeiro levará o homem a suportar ele mesmo sua culpa e reconhecê-la sem engano nem hipocrisia. Como o pobre publicano, que nem ao menos os olhos ousava erguer ao céu, clamará: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” (Lucas 18:13) e os que reconhecerem sua culpa serão justificados, pois Jesus apresenta Seu sangue em favor da alma arrependida. {CC 40.2}
Os exemplos que a Palavra de Deus nos apresenta de genuíno arrependimento e humilhação revelam um espírito de confissão em que não há escusa do pecado, nem tentativa de justificação própria. Paulo não procurava desculpar-se; pintava seus pecados nas cores mais negras, não procurando atenuar sua culpa. Diz ele: “Encerrei muitos dos santos nas prisões; e, quando os matavam, eu dava o meu voto contra eles. E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente contra eles, até nas cidades estranhas os persegui.” Atos 26:10-11. Não hesita em declarar que “Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”. 1 Timóteo 1:15.{CC 41.1}

O coração humilde e contrito, rendido pelo arrependimento genuíno, apreciará algo do amor de Deus e do preço do Calvário; e, como um filho confessa sua transgressão a um amante pai, assim trará o verdadeiro penitente todos os seus pecados perante Deus. E está escrito: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” 1 João 1:9.{CC 41.2}

25.7.14

A Obediência é um Privilégio

“Se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” 2 Coríntios 5:17.
Pode alguém não ser capaz de dizer exatamente a ocasião ou lugar de sua conversão, nem seguir toda a cadeia de circunstâncias no seu processo; mas isto não prova que essa pessoa não seja convertida. Cristo disse a Nicodemos: “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.” João 3:8. Como o vento, que é invisível, mas cujos efeitos se podem claramente ver e sentir, assim é o Espírito de Deus em Sua obra no coração humano. Essa virtude regeneradora que nenhum olho humano pode ver, gera na alma uma vida nova; cria um novo ser, à imagem de Deus. Conquanto a obra do Espírito seja silenciosa e imperceptível, seus efeitos são manifestos. Se o coração foi renovado pelo Espírito de Deus, a vida dará testemunho desse fato. Se bem que nada possamos fazer para mudar o coração ou pôr-nos em harmonia com Deus; se bem que não devamos absolutamente confiar em nós mesmos ou em nossas boas obras, nossa vida revelará se a graça de Deus está habitando em nós. Ver-se-á mudança no caráter, nos hábitos e atividades. Será claro e positivo o contraste entre o que foram e o que são. O caráter se revela, não por boas ou más ações ocasionais, mas pela tendência das palavras e atos costumeiros.{CC 57.2}
É verdade que pode haver um modo de proceder exteriormente correto, sem o poder regenerador de Cristo. O amor da influência e o desejo da estima alheia poderão determinar uma vida bem ordenada. O respeito próprio poderá levar-nos a evitar a aparência do mal. Um coração egoísta poderá praticar ações generosas. Por que meios, pois, poderemos determinar de que lado nos achamos?{CC 58.1}
Quem possui nosso coração? Com quem estão nossos pensamentos? Sobre quem gostamos de conversar? Quem é o objeto de nossas mais calorosas afeições e nossas melhores energias? Se somos de Cristo, nossos pensamentos com Ele estarão, e nEle se concentrarão as nossas mais doces meditações. Tudo que temos e somos a Ele será consagrado. Almejaremos trazer a Sua imagem, possuir Seu Espírito, cumprir Sua vontade e agradar-Lhe em todas as coisas.{CC 58.2}
Os que se tornaram novas criaturas em Cristo Jesus, produzirão os frutos do Espírito — “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio”. Gálatas 5:22-23. Não se conformarão por mais tempo com as concupiscências anteriores, mas pela fé do Filho de Deus seguirão as Suas pisadas, refletir-Lhe-ão o caráter e se purificarão, assim como Ele é puro. As coisas que outrora aborreciam, agora amam; e aquilo que outrora amavam, aborrecem agora. O orgulhoso e presunçoso torna-se manso e humilde de coração. O vanglorioso e arrogante torna-se circunspecto e moderado. O bêbado torna-se sóbrio e o viciado, puro. Os vãos costumes e modas do mundo são renunciados. O cristão buscará, não o “enfeite... exterior”, mas “o homem encoberto no coração, no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus”. 1 Pedro 3:3-4. {CC 58.3}
Não há evidência de genuíno arrependimento, a menos que se opere a reforma. Restituindo o penhor, devolvendo aquilo que roubara, confessando os pecados e amando a Deus e ao próximo, pode o pecador estar certo de que passou da morte para a vida.{CC 59.1}
Quando, como seres pecaminosos e sujeitos ao erro, chegamos a Cristo e nos tornamos participantes de Sua graça perdoadora, surge o amor em nosso coração. Todo peso se torna leve; pois é suave o jugo que Cristo impõe. O dever torna-se deleite, o sacrifício prazer. O caminho que dantes parecia envolto em trevas, torna-se iluminado pelos raios do Sol da Justiça.{CC 59.2}
A amabilidade do caráter de Cristo se manifestará em Seus seguidores. Era Seu deleite fazer a vontade de Deus. Amor a Deus, zelo por Sua glória, era o motivo dominante na vida de nosso Salvador. O amor embelezava e enobrecia todos os Seus atos. O amor vem de Deus. O coração não consagrado não o pode originar nem produzir. Encontra-se unicamente no coração em que reina Jesus. “Nós O amamos, porque Ele nos amou primeiro.” 1 João 4:19. No coração renovado pela graça divina, o amor é o princípio da ação. Modifica o caráter, governa os impulsos, domina as paixões, subjuga a inimizade e enobrece as afeições. Este amor, abrigado na alma, ameniza a vida e espalha ao redor uma influência enobrecedora.{CC 59.3}
Há dois erros contra os quais os filhos de Deus — particularmente os que só há pouco vieram a confiar em Sua graça — devem, especialmente, precaver-se. O primeiro, do qual já tratamos, é o de tomar em consideração as suas próprias obras, confiando em qualquer coisa que possam fazer, a fim de pôr-se em harmonia com Deus. Aquele que procura tornar-se santo por suas próprias obras, guardando a lei, tenta o impossível. Tudo que o homem possa fazer sem Cristo, está poluído de egoísmo e pecado. É unicamente a graça de Cristo, pela fé, que nos pode tornar santos. {CC 59.4}
O erro oposto e não menos perigoso é o de que a crença em Cristo isente o homem da observância da lei de Deus; que, visto como só pela fé é que nos tornamos participantes da graça de Cristo, nossas obras nada têm que ver com nossa redenção.{CC 60.1}
Mas notai aqui que a obediência não é mera aquiescência externa, mas sim o serviço de amor. A lei de Deus é uma expressão de Sua própria natureza; é uma corporificação do grande princípio do amor, sendo, daí o

19.7.14

Abra o Coração a Deus

O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia”. Provérbios 28:13. As condições para obter a misericórdia de Deus são simples, justas e razoáveis. O Senhor não requer que façamos algo difícil para que tenhamos o perdão dos nossos pecados. Não precisamos fazer longas e cansativas peregrinações, nem pagar dolorosas penitências com o objetivo de encomendar nossa alma ao Deus do Céu, ou para expiar nossa transgressão; mas aquele que confessar e deixar seu pecado alcançará misericórdia. {CCn 25.1}
Diz o apóstolo: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados”. Tiago 5:16. Confesse seus pecados a Deus, o único que pode perdoá-los, e as faltas uns aos outros. Se você ofendeu um amigo ou vizinho, deve reconhecer seu erro, e ele tem o dever de perdoar-lhe. Você deverá, então, buscar o perdão de Deus, pois a pessoa ofendida é propriedade de Deus e, ao magoá-la, você pecou contra o Criador e Redentor. O caso é levado ao único verdadeiro Mediador, nosso grande Sumo Sacerdote, que “foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” e quem pode “compadecer-Se das nossas fraquezas”, o qual tem condições de purificar-nos de toda mancha de iniqüidade. Hebreus 4:15.{CCn 25.2}
Os que não se humilharam diante de Deus, reconhecendo sua culpa, ainda não cumpriram a primeira condição para que sejam aceitos. Se ainda não experimentamos o arrependimento completo e definitivo e não confessamos nosso pecado com verdadeira humildade e espírito quebrantado, aborrecendo nossa iniqüidade, não estamos buscando o perdão dos nossos pecados com sinceridade. E, procedendo assim, jamais encontraremos a paz de Deus. A única razão para não termos nossos pecados perdoados é não estarmos dispostos a humilhar o coração e a aceitar as condições da Palavra da verdade. As instruções a