4.9.12

Deus Tem uma Igreja


Insto com os que professam crer na verdade, que andem em união com os irmãos. Não procureis dar ao mundo ocasião de dizer que somos extremistas, que somos desunidos, que um ensina uma coisa e outro, outra. Evitai a dissensão. Esteja cada qual em guarda, e seja cuidadoso a fim de que seja encontrado na brecha, para restaurar a ruptura, em vez de se colocar junto do muro a procurar fazer uma brecha. Sejam todos cuidadosos para não clamarem contra o único povo que está cumprindo a descrição dada do povo remanescente, que guarda os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus, e que exalta a norma de justiça nestes últimos dias.
Deus tem um povo distinto, uma igreja na Terra, inferior a nenhuma outra, mas a todas superior em seus recursos para ensinar a verdade, para vindicar a Lei de Deus. Tem Deus agentes divinamente designados - homens a quem Ele está guiando, que suportaram o calor e a fadiga do dia, que cooperam com os instrumentos celestiais para promoverem o reino de Cristo em nosso mundo. Unam-se todos a esses agentes escolhidos, e sejam afinal encontrados entre os que têm a paciência dos santos, guardam os mandamentos de Deus, e têm a fé de Jesus. ...
A Carta
O que segue é a carta enviada ao irmão S:
"Napier, Nova Zelândia, 23 de março de 1893

"Prezado irmão S:
"Dirijo-vos algumas linhas. Não estou em harmonia com a posição que o irmão adoptou, pois me foi mostrado pelo Senhor que justamente tal posição assumirão os que laboram em erro. Paulo nos deu advertências a esse respeito: 'Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demónios.' I Tim. 4:1.
"Meu irmão, soube que estais assumindo a posição de que a igreja adventista do sétimo dia é Babilônia e de que todos os que se querem salvar devem sair dela. Não sois o único homem que o diabo tem enganado nessa questão. Durante os últimos quarenta anos, um homem após outro tem-se levantado, alegando que o Senhor o enviou com a mesma mensagem; mas permiti-me dizer-vos, como a eles tenho dito, que essa mensagem que proclamais é um dos enganos satânicos destinados a criar confusão entre as igrejas.
"Meu irmão, certamente estais fora do caminho. A mensagem do segundo anjo devia ir a babilónia [às igrejas] proclamando sua queda e convidando o povo a sair dela. Essa mesma mensagem deve ser proclamada pela segunda vez. 'E, depois destas coisas, vi descer do Céu outro anjo, que tinha grande poder, e a Terra foi iluminada com a sua glória. E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilónia e se tornou morada de demónios, e abrigo de todo o espírito imundo, e refúgio de toda a ave imunda e aborrecível! Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição. Os reis da Terra se prostituíram com ela. E os mercadores da Terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias. E ouvi outra voz do Céu, que dizia: Sai dela, povo Meu, para que não sejas participante dos seus pecados e para que não incorras nas suas pragas. Porque já os seus pecados se acumularam até ao Céu, e Deus Se lembrou das iniquidades dela.' Apoc. 18:1-5.
"Meu irmão, se estais ensinando que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é Babilónia, estais errado. Deus não vos deu nenhuma mensagem assim para proclamar. Satanás usará toda pessoa a que possa ter acesso, inspirando homens a criar falsas teorias, ou a se desviar por qualquer tangente errada, para dar origem a um falso reavivamento, e assim desviar as pessoas do verdadeiro assunto para este tempo. Presumo que algumas pessoas poderão ser enganadas por vossa mensagem, porque estão cheias de curiosidade e do desejo de alguma coisa nova.
"Entristece-me verdadeiramente serdes enganado de qualquer maneira pelas sugestões do inimigo, pois sei que a teoria que advogais não é a verdade. Apresentando as ideias que apresentais, causareis grande prejuízo tanto a vós mesmo como aos outros. Não procureis interpretar mal, torcer e perverter os Testemunhos para justificar qualquer mensagem de erro. Muitos já têm passado por esse terreno, e têm causado grande mal. Ao saírem outros precipitadamente, cheios de zelo, para proclamar essa mensagem, vez após vez, foi-me mostrado não ser ela a verdade.
"Compreendo que também estais proclamando que não devemos dar o dízimo. Meu irmão, tirai o sapato de vossos pés, pois o lugar em que estais é terra santa. O Senhor falou com relação a dar os dízimos. Ele disse: 'Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na Minha casa, e depois fazei prova de Mim, diz o Senhor dos Exércitos, se Eu vos não abrir as janelas do Céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança.' Mal. 3:10. Mas ao mesmo tempo em que pronuncia uma bênção sobre todos os que trazem seus dízimos, pronuncia uma maldição sobre os que os retêm. Muito recentemente tive luz direta do Senhor sobre essa questão, a de que muitos adventistas do sétimo dia estavam roubando a Deus nos dízimos e ofertas, e me foi claramente revelado que Malaquias apresentou o caso como ele realmente é. Como ousa então o homem até mesmo pensar em seu coração que uma sugestão para reter os dízimos e ofertas vem do Senhor? Onde, meu irmão, vos desviastes do caminho? Oh, ponde os vossos pés de novo no caminho reto!
"Estamos perto do fim, mas se vós ou qualquer outro homem fordes seduzidos pelo inimigo e levados a estabelecer o tempo para a vinda de Cristo, estareis fazendo o mesmo mau trabalho que causou a ruína da alma dos que isto fizeram no passado.
"Se estiverdes levando o jugo de Cristo, se estiverdes levantando Sua carga, vereis que há muito a fazer nos mesmos ramos em que os servos de Deus estão trabalhando - em pregar a Cristo, e Este crucificado. Mas qualquer que se lance a proclamar uma mensagem que anuncie a hora, o dia ou o ano do aparecimento de Cristo, tomou um jugo e está proclamando uma mensagem que o Senhor nunca lhe deu.
"Deus tem na Terra uma igreja que é Seu povo escolhido, que guarda os Seus mandamentos. Ele está guiando, não ramificações transviadas, não um aqui e outro ali, mas um povo. A verdade é um poder santificador; mas a igreja militante não é a igreja triunfante. Há joio entre o trigo. 'Queres, pois, que vamos arrancá-lo?' Mat. 13:28. foi a pergunta do servo; mas o pai de família respondeu: 'Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele.' Mat. 13:29. A rede do evangelho apanha não só peixes bons, mas também ruins, e só o Senhor sabe quem são os Seus.
"É nosso dever individual andar humildemente com Deus. Não devemos buscar nenhuma mensagem estranha, nova. Não devemos pensar que os escolhidos de Deus, que procuram andar na luz, componham Babilónia. As igrejas denominacionais caídas é que são Babilónia. Babilónia tem estado a promover doutrinas venenosas, o vinho do erro. Esse vinho do erro é composto de doutrinas falsas, tais como a imortalidade natural da alma, o tormento eterno dos ímpios, a negação da existência de Cristo antes de Seu nascimento em Belém, a defesa e exaltação do primeiro dia da semana acima do santo e santificado dia de Deus. Estes erros e outros semelhantes são apresentados ao mundo pelas várias igrejas, e assim se cumprem as Escrituras que dizem: 'Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição.' Apoc. 18:3. É uma ira criada por doutrinas falsas, e quando reis e presidentes sorvem esse vinho da ira da sua prostituição, enchem-se de ódio contra os que não concordam com as heresias falsas e satânicas que exaltam o sábado falso, e levam os homens a pisarem a pés o monumento de Deus.
"Anjos caídos formam, na Terra, confederações com homens maus. Nessa época aparecerá o anticristo, como o Cristo verdadeiro, e então a lei de Deus será anulada completamente entre as nações do mundo. Alcançará seu ponto mais alto a rebelião contra a santa lei de Deus. Mas o verdadeiro líder de toda essa rebelião é Satanás disfarçado em anjo de luz. Os homens serão iludidos e o exaltarão ao lugar de Deus, deificando-o. Mas a Omnipotência intervirá, e às igrejas apostatadas que se unirem na exaltação de Satanás, se expedirá a sentença: 'Portanto, num dia virão as suas pragas: a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo, porque é forte o Senhor Deus, que a julga.'" Apoc. 18:8. Testemunhos Para Ministros, págs. 57-62.

1.9.12

O Alto Clamor

Deus Tem Pedras Preciosas em Todas as Igrejas
Deus tem pedras preciosas em todas as igrejas, e não devemos fazer denúncias impetuosas do professo mundo religioso. SDA Bible Commentary, vol. 4, pág. 1.184.
O Senhor tem Seus representantes em todas as igrejas. As especiais verdades decisivas para estes últimos dias não foram apresentadas a essas pessoas de tal modo que trouxessem convicção ao coração e à mente; por isso, ao rejeitar a luz, elas não romperam sua ligação com Deus. Testimonies, vol. 6, págs. 70 e 71.
Entre eles [os católicos] existem muitos que são conscienciosíssimos cristãos, que andam em toda a luz que sobre eles brilha, e Deus operará em seu favor. Obreiros Evangélicos, pág. 329.
No capítulo dezoito do Apocalipse, o povo de Deus é convidado a sair de Babilônia. De acordo com esta passagem, muitos do povo de Deus ainda devem estar em Babilônia. E em que corporações religiosas se encontrará hoje a maior parte dos seguidores de Cristo?
Sem dúvida, nas várias igrejas que professam a fé protestante. O Grande Conflito, pág. 383.
Apesar das trevas espirituais e afastamento de Deus prevalecentes nas igrejas que constituem Babilônia, a grande massa dos verdadeiros seguidores de Cristo encontra-se ainda em sua comunhão. O Grande Conflito, pág. 390.
A Queda de Babilônia Ainda não é Completa
"[Ela] tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição." Apoc. 14:6-8. Como isso é efetuado? Obrigando os homens a aceitarem um sábado espúrio. Testimonies, vol. 8, pág. 94.
Contudo, não se pode ainda dizer que... "a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição". Ainda não deu de beber a todas as nações. ...
A queda de Babilônia se completará quando esta condição for atingida, e a união da igreja com o mundo se tenha consumado em toda a cristandade. A mudança é gradual, e o cumprimento perfeito de Apocalipse 14:8, está ainda no futuro. O Grande Conflito, págs. 389 e 390.
Quando os seus pecados se acumulam até ao céu? (Apoc. 18:2-5) Quando a lei de Deus for finalmente invalidada pela legislação. The Signs of the Times, 12 de junho de 1893.
A Última Mensagem de Advertência da Parte de Deus
O Senhor deu às mensagens de Apocalipse 14 o seu devido lugar na seqüência profética, e sua obra não deve cessar antes do fim da história terrestre. The Ellen G. White 1888 Materials, pág. 804.
O capítulo 18 do Apocalipse indica o tempo em que, como resultado da rejeição da tríplice mensagem do capítulo 14, versos 6-12, a igreja terá atingido completamente a condição predita pelo segundo anjo, e o povo de Deus, ainda em Babilónia, será chamado a separar-se de sua comunhão. Esta mensagem é a última que será dada ao mundo. O Grande Conflito, pág. 390.
Esta passagem [Apoc. 18:1, 2 e 4] indica um tempo em que o anúncio da queda de Babilónia, conforme foi feito pelo segundo anjo em Apocalipse 14:8, deve repetir-se com a menção adicional das corrupções que têm estado a se introduzir nas várias organizações que constituem Babilónia, desde que esta mensagem foi pela primeira vez proclamada, no verão de 1844. ... Estes anúncios, unindo-se à mensagem do terceiro anjo, constituem a advertência final a ser dada aos habitantes da Terra. ...
Os pecados de Babilónia serão revelados. Os terríveis resultados da imposição das observâncias da igreja pela autoridade civil, as incursões do espiritismo, os furtivos mas rápidos progressos do poder papal - tudo será desmascarado. Por meio destes solenes avisos o povo será comovido. Milhares de milhares que nunca ouviram palavras como essas, escutá-las-ão. O Grande Conflito, págs. 603, 604 e 606.
O Coração da Última Mensagem de Deus
Vários me escreveram, indagando se a mensagem da justificação pela fé é a mensagem do terceiro anjo, e tenho respondido: "É a mensagem do terceiro anjo, em verdade." Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 372.
Em Sua grande misericórdia, enviou o Senhor preciosa mensagem a Seu povo por intermédio dos pastores [E. J.] Waggoner e [A. T.] Jones. Esta mensagem devia pôr de maneira mais preeminente diante do mundo o Salvador crucificado, o sacrifício pelos pecados de todo o mundo. Apresentava a justificação pela fé no Fiador; convidava o povo para receber a justiça de Cristo, que se manifesta na obediência a todos os mandamentos de Deus.
Muitos perderam Jesus de vista. Deviam ter tido o olhar fixo em Sua divina pessoa, em Seus méritos e em Seu imutável amor pela família humana. Todo o poder foi entregue em Suas mãos, para que Ele pudesse dar ricos dons aos homens, transmitindo o inestimável dom de Sua justiça ao impotente ser humano. Esta é a mensagem que Deus manda proclamar ao mundo. É a terceira mensagem angélica que deve ser proclamada com alto clamor e regada com o derramamento de Seu Espírito Santo em grande medida. Testemunhos Para Ministros, págs. 91 e 92.
A mensagem da justiça de Cristo há-de soar desde uma até a outra extremidade da Terra, a fim de preparar o caminho ao Senhor. Esta é a glória de Deus com que será encerrada a mensagem do terceiro anjo. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 373.
A última mensagem de graça a ser dada ao mundo, é uma revelação do caráter do amor divino. Os filhos de Deus devem manifestar Sua glória. Revelarão em sua vida e caráter o que a graça de Deus por eles tem feito. Parábolas de Jesus, págs. 415 e 416.
A Mensagem Avançará com Grande Poder
Quando a terceira mensagem se avolumar num alto clamor, e quando grande poder e glória acompanharem a obra final, o fiel povo de Deus participará dessa glória. É a chuva serôdia que os reanima e fortalece para passarem pelo tempo de angústia. SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 984.
À medida que se aproxima o fim, os testemunhos dos servos de Deus tornar-se-ão mais decididos e mais poderosos. Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 407.
Esta mensagem [Apoc. 14:9-12] abrange as duas mensagens precedentes. Ela é representada sendo dada em alta voz; isto é, com o poder do Espírito Santo. SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 980.
Quando a terceira mensagem se avolumar num alto clamor, grande poder e glória acompanharão sua proclamação. Os semblantes do povo de Deus resplandecerão com a luz do Céu. Testimonies, vol. 7, pág. 17.
Por entre as sombras cada vez mais profundas da última e grande crise da Terra, a luz de Deus resplandecerá com maior brilho, e o canto de confiança e esperança ouvir-se-á nos mais claros e sublimes acordes. Educação, pág. 166.
Segundo está predito no capítulo dezoito do Apocalipse, a mensagem do terceiro anjo deve ser proclamada com grande poder pelos que transmitem a advertência final contra a besta e sua imagem. Testimonies, vol. 8, pág. 118.
Semelhante ao Movimento de 1844
O poder que agitou o povo tão vigorosamente no movimento de 1844 será revelado outra vez. A mensagem do terceiro anjo não será divulgada em sussurros, mas com forte voz. Testimonies, vol. 5, pág. 252.
Vi que esta mensagem se encerrará com poder e força muito maiores do que o clamor da meia-noite. Primeiros Escritos, pág. 278.
Semelhante ao Dia de Pentecoste
É com intenso anseio que aguardo o tempo em que os acontecimentos do dia de Pentecoste se repitam com maior poder do que naquela ocasião. João diz: "Vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a Terra se iluminou com a sua glória." Apoc. 18:1. Então, como no Pentecoste, cada pessoa ouvirá a verdade ser-lhe proferida em sua própria língua. SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.055.
Em visões da noite passaram perante mim representações de um grande movimento reformatório entre o povo de Deus. Muitos estavam louvando a Deus. Os enfermos eram curados, e outros milagres eram realizados. Viu-se um espírito de intercessão tal como se manifestou antes do grande dia de Pentecoste. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 345.
A grande obra do evangelho não deverá encerrar-se com menor manifestação do poder de Deus do que a que assinalou o seu início. As profecias que se cumpriram no derramamento da chuva temporã no início do evangelho, devem novamente cumprir-se na chuva serôdia, no final do mesmo. ...
Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes. O Grande Conflito, págs. 611 e 612.
Deus Usará Meios que nos Surpreenderão
Permiti-me dizer-vos que o Senhor trabalhará nesta última obra de um modo muito fora da comum ordem de coisas e de um modo que será contrário a qualquer planejamento humano. Haverá entre nós os que sempre desejarão dominar a obra de Deus, para ditar até que movimentos se farão quando a obra avançar sob a direção do anjo que se une ao terceiro anjo na mensagem a ser dada ao mundo. Deus usará maneiras e meios pelos quais se verá que Ele está tomando as rédeas em Suas próprias mãos. Surpreender-se-ão os obreiros com os meios simples que Ele usará para efetuar e aperfeiçoar sua obra de justiça. Testemunhos Para Ministros, pág. 300.
Não imagineis que será possível traçar planos para o futuro. Seja reconhecido que Deus está ao leme em todas as ocasiões e circunstâncias. Ele agirá de maneiras apropriadas, e manterá, aumentará e edificará Seu povo. Counsels to Writers and Editors, pág. 71.
O Confortador Se revelará, não de algum modo definido e preciso que o homem possa determinar, mas segundo a ordem de Deus - em ocasiões e maneiras inesperadas que honrem o Seu próprio nome. The Ellen G. White 1888 Materials, pág. 1.478.
Assim como outrora chamou pescadores para serem Seus discípulos, Ele suscitará dentre o povo comum a homens e mulheres que realizem Sua obra. Em breve haverá um avivamento que surpreenderá a muitos. Os que não percebem a necessidade do que deve ser feito serão passados por alto, e os mensageiros celestiais trabalharão com os que são chamados de pessoas comuns, habilitando-as a levar a verdade para muitos lugares. Manuscript Releases, vol. 15, pág. 312.
Trabalhadores Habilitados Pelo Espírito Santo
Na última e solene obra se empenharão poucos grandes homens. ... Deus realizará uma obra em nosso tempo que poucos esperam. Ele suscitará e exaltará entre nós os que são mais adestrados pela unção de Seu Espírito, do que pelo preparo exterior de instituições científicas. Estes meios não devem ser desprezados ou condenados; eles são ordenados por Deus, mas só podem fornecer as habilitações exteriores. Deus mostrará que não depende de seres humanos instruídos e cheios de si. Testimonies, vol. 5, págs. 80 e 82.
Às almas que buscam diligentemente a luz e que aceitam de boa vontade todo raio de iluminação divina vindo de Sua Santa Palavra, unicamente a essas, será a luz comunicada. É por meio dessas almas que Deus revelará aquela luz e poder que iluminarão toda a Terra com Sua glória. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 377.
Disciplina de espírito, pureza de coração e pensamento é que são necessários. Isto tem mais valor do que admirável talento, tato ou conhecimento. Uma mente comum, acostumada a obedecer ao "Assim diz o Senhor", está mais bem habilitada para a obra de Deus, do que aqueles que têm capacidades mas não as empregam corretamente. Review and Herald, 27 de novembro de 1900.
Os obreiros serão antes qualificados pela unção de Seu Espírito do que pelo preparo das instituições de ensino. Homens de fé e oração serão constrangidos a sair com zelo santo, declarando as palavras que Deus lhes dá. O Grande Conflito, pág. 606.
Deus Usa Até os Indoutos
Os que recebem a Cristo como Salvador pessoal resistirão às provas e aflições destes últimos dias. Fortalecido por inabalável fé em Cristo, até mesmo o discípulo indouto conseguirá resistir às dúvidas e objeções que a incredulidade pode produzir, e desmascarar os sofismas dos escarnecedores.
O Senhor Jesus dará aos discípulos uma língua e sabedoria a que os seus adversários não poderão contradizer nem resistir. Aqueles que, pelos argumentos, não poderiam vencer os enganos satânicos, darão positivo testemunho que confundirá pretensos homens instruídos. As palavras sairão dos lábios de pessoas indoutas com tal poder e sabedoria convincentes que haverá conversões à verdade. Milhares se converterão pela influência do seu testemunho.
Por que o indouto terá esse poder que o instruído não possuirá? Pela fé em Cristo, o indouto penetrou na atmosfera de pura e clara verdade, ao passo que o instruído se afastou da verdade. O homem pobre é testemunha de Cristo. Ele não pode apelar para histórias ou para a pretensa ciência superior, mas colhe poderosas evidências da Palavra de Deus. A verdade que ele profere sob a inspiração do Espírito Santo é tão pura e notável, e contém um poder tão inquestionável, que o seu testemunho não pode ser contestado. Manuscript Releases, vol. 8, págs. 187 e 188.
Crianças Proclamam a Mensagem
Muitos, mesmo entre os iletrados, proclamam agora as palavras do Senhor. Crianças são impelidas pelo Espírito a ir e declarar a mensagem do Céu. O Espírito será derramado sobre todos quantos se submeterem a Suas sugestões e, pondo à margem todo o esforço humano, suas regras inibidoras e cautelosos métodos, proclamarão a verdade com a força do poder do Espírito. Evangelismo, pág. 700.
Quando os seres celestiais perceberem que os homens não apresentarão mais a verdade com simplicidade, como Jesus fazia, até as crianças serão impelidas pelo Espírito de Deus e pôr-se-ão a proclamar a verdade para este tempo. The Southern Work, pág. 66.
O Ministério dos Anjos
Os anjos do Céu estão influindo em mentes humanas para despertar a investigação dos assuntos da Bíblia. Será efetuada uma obra muito mais ampla do que já foi realizada, e nem um pouco de sua glória irá para os homens, pois os anjos que ministram a favor dos que hão de herdar a salvação, estão trabalhando de dia e de noite. Counsels to Writers and Editors, pág. 140.
Em nosso mundo há muitos homens que são como Cornélio. ... Assim como trabalhou por Cornélio, Deus trabalha por esses verdadeiros porta-estandartes. ... Como Cornélio, eles obterão conhecimento de Deus pela visita de anjos do Céu. Carta 197, 1904.
Ao aliar-se o poder divino com o esforço humano, a obra se propagará como o fogo na palha. Deus empregará instrumentos cuja origem o homem será incapaz de discernir; os anjos farão uma obra que os homens poderiam haver tido a bênção de realizar, não houvessem eles negligenciado atender aos reclamos de Deus. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 118.
Amplitude Mundial da Proclamação
O anjo que se une na proclamação da mensagem do terceiro anjo, deve iluminar a Terra toda com a sua glória. Prediz-se com isto uma obra de extensão mundial e de extraordinário poder. ... Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. O Grande Conflito, págs. 611 e 612.
A mensagem do anjo que acompanha o terceiro deve agora ser transmitida a todas as partes do mundo. Deve ser a mensagem da colheita, e toda a Terra se iluminará com a glória de Deus. Carta 86, 1900.
Quando a tormenta da perseguição realmente irromper sobre nós, ... a mensagem do terceiro anjo se avolumará num alto clamor, e toda a Terra se iluminará com a glória do Senhor. Testimonies, vol. 6, pág. 401.
Em cada cidade da América deve ser proclamada a mensagem. Em cada país do mundo deve ser transmitida a mensagem de advertência. General Conference Bulletin, 30 de março de 1903.
Durante o alto clamor, a igreja, ajudada pelas providenciais interposições de seu exaltado Senhor, difundirá o conhecimento da salvação tão abundantemente, que a luz será comunicada a toda cidade e vila. Evangelismo, pág. 694.
Uma crise acha-se precisamente diante de nós. Devemos agora, pelo poder do Espírito Santo, proclamar as grandes verdades para estes últimos dias. Não levará muito tempo para que todos tenham ouvido a advertência e feito sua decisão. Então virá o fim. Vida e Ensinos, pág. 220.
Reis, Legisladores e Assembleias Ouvem a Mensagem
Agora não nos parece ser possível que alguém tenha de ficar em pé sozinho; mas, se Deus alguma vez falou por meu intermédio, chegará o tempo em que seremos conduzidos perante assembleias e perante milhares de pessoas por causa do Seu nome, e cada um terá de apresentar a razão de sua fé. Então haverá a mais severa crítica de toda posição assumida em defesa da verdade. Precisamos, portanto, estudar a Palavra de Deus, para saber por que cremos nas doutrinas que defendemos. Review and Herald, 18 de dezembro de 1888.
Muitos terão de se apresentar nas cortes legislativas; alguns perante reis e diante dos doutos da Terra, para responderem por sua fé. Os que não têm senão um superficial conhecimento da verdade, não serão capazes de expor claramente as Escrituras, e dar razões definidas da fé que possuem. Ficarão confusos, e não serão obreiros que não têm de que se envergonhar. Que ninguém imagine não precisar estudar, visto não ter de pregar do sagrado púlpito. Não sabeis o que Deus pode requerer de vós. Fundamentos da Educação Cristã, pág. 217.
Muitos Adventistas Tomam Posição Contra a Luz
Nas igrejas [adventistas do sétimo dia] deverá haver admirável manifestação do poder de Deus, mas ela não influirá sobre os que não se têm humilhado diante do Senhor, abrindo a porta do coração pela confissão e arrependimento. Na manifestação desse poder que ilumina a Terra com a glória de Deus, eles só verão alguma coisa que, em sua cegueira, consideram perigosa, alguma coisa que despertará os seus receios, e se disporão a resistir-lhe. Visto que o Senhor não age de acordo com suas ideias e expectativas, eles combaterão a obra. "Por que - dizem eles - não reconheceríamos o Espírito de Deus, se temos estado na obra por tantos anos?" Review and Herald Extra, 27 de maio de 1890.
A mensagem do terceiro anjo não será compreendida, e a luz que iluminará a Terra com sua glória será chamada de falsa luz pelos que recusam andar em sua glória progressiva. Review and Herald, 27 de maio de 1890.
A Maioria dos Não-Adventistas Rejeitará a Advertência
Muitos dos que ouvem a mensagem - o maior número deles - não darão crédito à solene advertência. Muitos serão achados desleais aos mandamentos de Deus, que são uma prova do caráter. Os servos de Deus serão chamados entusiastas. Os ministros aconselharão o povo a não os ouvirem. Noé recebeu o mesmo tratamento enquanto o Espírito o impelia a dar a mensagem, quer os homens quisessem, quer não a quisessem ouvir. Testemunhos Para Ministros, pág. 233.
Alguns atenderão a essas advertências, mas a grande maioria as desprezará. Nos Lugares Celestiais (Meditações Matinais, 1968), pág. 343.
O ministério popular, semelhante aos fariseus da antiguidade, cheio de ira por ser posta em dúvida a sua autoridade, denunciará a mensagem como sendo de Satanás, e agitará as multidões amantes do pecado para ultrajar e perseguir os que a proclamam. O Grande Conflito, pág. 607.
Multidões Responderão à Chamada
Almas que estavam espalhadas por todas as corporações religiosas responderam à chamada, e os que eram preciosos retiraram-se apressadamente das igrejas condenadas, assim como precipitadamente fora Ló retirado de Sodoma antes de sua destruição. Primeiros Escritos, pág. 279.
Haverá um exército de crentes resolutos que permanecerão tão firmes como uma rocha durante a última prova. Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 390.
Há muitas almas que sairão das fileiras do mundo e das igrejas - até da Igreja Católica - cujo zelo excederá consideravelmente o dos que têm estado a postos para proclamar a verdade até agora. Mensagens Escolhidas, vol. 3, págs. 386 e 387.
Multidões receberão a fé e unir-se-ão aos exércitos do Senhor. Evangelismo, pág. 700.
Muitos que vaguearam longe do aprisco retornarão para seguir o grande Pastor. Testimonies, vol. 6, pág. 401.
Na África pagã, nas terras católicas da Europa e da América do Sul, na China, na Índia, nas ilhas do mar e em todos os escuros recantos da Terra, Deus tem em reserva um firmamento de escolhidos que brilharão em meio às trevas, revelando claramente a um mundo apóstata o poder transformador da obediência a Sua lei. Mesmo agora eles estão aparecendo em toda nação, entre toda língua e povo; e na hora da mais profunda apostasia, quando o supremo esforço de Satanás for feito no sentido de que "todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos" (Apoc. 13:16), recebam, sob pena de morte, o sinal de submissão a um falso dia de repouso, esses fiéis, "irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa", resplandecerão "como astros no mundo". Filip. 2:15. Profetas e Reis, págs. 188 e 189.
Milhares Convertidos num Dia
Milhares da hora undécima verão e reconhecerão a verdade. ... Essas conversões à verdade operar-se-ão com uma rapidez surpreendente para a igreja, e unicamente o nome de Deus será glorificado. Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 16.
Milhares se converterão à verdade num dia, os quais na hora undécima verão e reconhecerão a verdade e as atuações do Espírito de Deus. The Ellen G. White 1888 Materials, pág. 755.
Aproxima-se o tempo em que haverá tantos conversos em um dia como houve no dia de Pentecoste, depois de os discípulos haverem recebido o Espírito Santo. Evangelismo, pág. 692.
Os Sinceros de Coração não Hesitarão por Mais Tempo
Bom número não o vê agora, para tomar sua decisão, porém estas coisas estão-lhes influenciando a vida; e quando a mensagem se fizer ouvir com grande voz,
Pág. 213
estarão preparados para ela. Não hesitarão por mais tempo, adiantar-se-ão, e tomarão sua atitude. Evangelismo, págs. 300 e 301.
Em breve virá a prova final a todos os habitantes da Terra. Naquele tempo serão tomadas decisões imediatas. Os que se convenceram sob a apresentação da Palavra se colocarão sob o ensanguentado estandarte do Príncipe Emanuel. Testimonies, vol. 9, pág. 149.
Toda alma verdadeiramente sincera virá à luz da verdade. O Grande Conflito, pág. 522.
A mensagem há de ser levada não tanto por argumentos como pela convicção profunda do Espírito de Deus. Os argumentos foram apresentados. A semente foi semeada e agora brotará e frutificará. As publicações distribuídas pelos missionários têm exercido sua influência; todavia, muitos que ficaram impressionados, foram impedidos de compreender completamente a verdade, ou de lhe prestar obediência. Agora os raios de luz penetram por toda parte, a verdade é vista em sua clareza, e os leais filhos de Deus cortam os liames que os têm retido. Laços de família, relações na igreja, são impotentes para os deter agora. A verdade é mais preciosa do que tudo mais. Apesar das forças arregimentadas contra a verdade, grande número se coloca ao lado do Senhor. O Grande Conflito, pág. 612.
A Influência da Página Impressa
Mais de mil se converterão brevemente em um dia, a maioria dos quais reconhecerá haver sido primeiramente convencidos através da leitura de nossas publicações. Evangelismo, pág. 693.
Os resultados da circulação deste livro [O Grande Conflito] não devem ser julgados pelo que agora aparece. Por intermédio de sua leitura, algumas almas serão despertadas e encontrarão forças para unir-se de vez com os que guardam os mandamentos de Deus. Número muito maior, porém, que o ler, não tomarão sua posição até que vejam que estão tendo lugar os próprios eventos nele preditos. O cumprimento de algumas das predições inspirará fé que as outras também se cumprirão, e quando a Terra for iluminada com a glória do Senhor, na obra de encerramento, muitas almas tomarão sua posição em relação aos mandamentos de Deus como resultado deste instrumento. O Colportor-Evangelista, pág. 126.
É em grande parte por meio de nossas casas editoras que se há de efetuar a obra daquele outro anjo que desce do Céu com grande poder e, com sua glória, ilumina a Terra. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 142.

Do Livro Eventos Finais de Ellen G. White.

28.8.12

A Crise dos Séculos

Tocai a buzina em Sião e clamai em alta voz no monte da Minha santidade; perturbem-se todos os moradores da Terra, porque o dia do Senhor vem, ele está perto. Joel 2:1.
Tempos difíceis estão justamente a nossa frente. O cumprimento dos sinais dos tempos prova que o dia do Senhor está próximo, às portas. Os jornais estão repletos de indícios de um terrível conflito no futuro. Roubos ousados são de ocorrência frequente. São comuns as greves. Assaltos e assassínios cometem-se por toda parte. Pessoas possessas arrebatam a vida de homens, mulheres e crianças. Todas estas coisas testificam que a vinda de Cristo está bem próxima. ...
Em acidentes e calamidades por terra e mar, em grandes conflagrações, em violentos tufões e aterradoras saraivadas, em tempestades, inundações, ciclones, maremotos e terremotos, por toda parte e sob milhares de formas, está Satanás exercendo o seu poder. ...
A crise vem chegando, gradual e furtivamente. O Sol brilha no firmamento, seguindo sua órbita usual, e os céus declaram ainda a glória de Deus. Os homens ainda comem e bebem, plantam e constroem, casam e dão-se em casamento. Negociantes ainda compram e vendem. Os homens empurram-se ainda uns aos outros, contendendo pelas posições mais altas. Amantes de prazeres enchem ainda os teatros, corridas de cavalo, antros de jogo. Prevalece o mais desenfreado excitamento, e no entanto a hora da terminação da graça apressa-se a chegar, e todos os casos estão prestes a ser decididos para a eternidade. Satanás vê que seu tempo é curto. Pôs ele todos os seus agentes a trabalhar, para que os homens sejam enganados, iludidos, ocupados e enlevados, até que termine o tempo da graça, e se feche para sempre a porta da misericórdia. Está iminente o tempo em que haverá aflição que bálsamo algum humano poderá curar. Anjos sentinelas estão agora retendo os quatro ventos, para que não soprem antes que os servos de Deus sejam assinalados na fronte; mas quando Deus ordenar aos Seus anjos que soltem os ventos, haverá uma cena de luta qual pena alguma pode descrever. ...
"Virá o nosso Deus e não Se calará. ... Do alto, chamará os céus e a Terra, para julgar o Seu povo. Congregai os Meus santos, aqueles que fizeram comigo um concerto com sacrifícios. E os céus anunciarão a Sua justiça, pois Deus mesmo é o Juiz." Sal. 50:3-6. Review and Herald, 14 de março de 1912.

18.8.12

A Igreja não é Babilónia

Deus tem um povo em que todo o Céu se acha interessado, e eles são o único objeto na Terra, precioso ao coração de Deus. Que todos os que lerem estas palavras lhes dêem toda a consideração; pois em nome de Jesus desejo com elas impressionar cada pessoa. Quando se levanta alguém, de nosso meio ou fora de nós, tendo a preocupação de proclamar uma mensagem que declare que o povo de Deus pertence ao número dos de Babilónia, e que pretenda que o alto clamor é um chamado para sair dela, podereis saber que esse tal não é portador da mensagem de verdade. Não o recebais, não lhe desejeis bom êxito; pois Deus não falou por ele, nem lhe confiou uma mensagem, mas ele correu antes de ser enviado. A mensagem contida no folheto intitulado O Alto Clamor, é um engano. Semelhantes mensagens hão de apresentar-se e delas será declarado serem enviadas de Deus, mas tal declaração será falsa; pois não estão cheias de luz, mas de trevas. Surgirão mensagens de acusação contra o povo de Deus, imitando a obra feita por Satanás em acusar o povo de Deus, e estas mensagens serão proclamadas na mesma ocasião em que Deus diz a Seu povo: "Levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti. Porque eis que as trevas cobriram a Terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a Sua glória se verá sobre ti." Isa. 60:1 e 2.
Uma Obra de Engano
Ver-se-á que estes que proclamam mensagens falsas não terão um alto senso de honra e integridade. Enganarão o povo, e porão de mistura com o erro os Testemunhos da irmã White, servindo-se de seu nome para dar influência à sua obra. Escolhem dos Testemunhos certos trechos que acham que podem ser torcidos de modo a apoiar sua atitude e põe-nos numa moldura de falsidade, para que o seu erro tenha peso e seja aceito pelo povo. Dão falsa interpretação e aplicam mal o que Deus deu à igreja para advertir, aconselhar, reprovar, confortar e animar os que constituirão o povo remanescente de Deus. Os que acolhem os Testemunhos como a mensagem de Deus, são por eles abençoados e auxiliados; mas os que os fragmentam, simplesmente para apoiar alguma teoria ou ideia pessoal, para defender um procedimento errado, não serão abençoados e beneficiados por aquilo que ensinam. Pretender que a Igreja Adventista do Sétimo Dia seja Babilónia, é fazer a mesma declaração que faz Satanás, que é um acusador dos irmãos, acusando-os dia e noite perante Deus. Por esse mau emprego dos Testemunhos, pessoas são levadas à perplexidade, porque não podem compreender a relação dos Testemunhos para com a atitude assumida pelos que se acham no erro; pois Deus deseja que os Testemunhos estejam sempre emoldurados na verdade.
Os que advogam o erro dirão: "O Senhor diz"', "quando o Senhor não falou." Testificam em favor da falsidade, e não da verdade. Se os que têm proclamado a mensagem de ser a igreja Babilónia tivessem empregado o dinheiro gasto na publicação e circulação desse erro, em edificar, em vez de demolir, teriam tornado evidente serem eles o povo que Deus está guiando.
Há uma grande obra a ser feita no mundo, uma grande obra a ser feita nos campos estrangeiros. Têm de ser estabelecidas escolas para que a juventude, as crianças e os de idade madura, possam ser educados o mais rápido possível para entrar nos campos missionários.
Há necessidade, não só de pastores para campos estrangeiros, mas de sábios, judiciosos obreiros de todas as espécies. De todas as partes do mundo soa o clamor macedónico: "Passa, e ajuda-nos!" Atos 16:9. Recaindo sobre nós, como recai, toda a responsabilidade de ir e pregar o evangelho a toda a criatura, grande é a necessidade de homens e recursos, e Satanás atua de todos os modos concebíveis para deter os meios e impedir os homens de se empenharem na obra que deveriam estar a fazer. O dinheiro que deveria ser empregado em fazer a boa obra de construir casas de adoração, e estabelecer escolas com o fim de educar obreiros para o campo missionário, preparar rapazes e moças, habilitando-os a sair e trabalhar pacientemente, inteligentemente e com toda a perseverança a fim de que sejam agentes por meio dos quais possa ser preparado um povo que subsista no grande dia de Deus, esse dinheiro é desviado de seu curso de utilidade e bênção, para um curso de dano e maldição.
O grande dia de Deus está prestes a nos sobrevir e se apressa muito, e há uma grande obra a fazer e esta deve ser feita com rapidez. Mas vemos que em meio ao trabalho que deve ser feito, há os que professando crer na verdade presente, não sabem como gastar os meios que lhes são confiados, e devido à falta de um coração manso e humilde não vêem quão grande é a obra a fazer. Todos os que aprendem de Jesus serão cooperadores de Deus, mas os que saem a proclamar erros, gastando tempo e dinheiro num trabalho vão, colocam sobre os verdadeiros obreiros que estão em novos campos crescente responsabilidade, pois em vez de dedicarem seu tempo a advogar a verdade, são obrigados a anular a obra daqueles que estão proclamando falsidades e pretendendo ter a mensagem do Céu.
Se os que têm feito esta espécie de trabalho tivessem sentido a necessidade de atender à oração que Cristo fez a Seu Pai justamente antes de Sua crucifixão - que os discípulos de Cristo fossem um como Ele e o Pai eram um, não estariam desperdiçando os meios que lhes foram confiados e que são tão necessários ao avanço da verdade. Não estariam gastando precioso tempo e habilidade na disseminação do erro, necessitando assim de que o tempo do obreiro seja dedicado à anulação e extinção de sua influência. Trabalho dessa espécie não tem a inspiração de cima, mas de baixo.
"Quem há entre vós que tema ao Senhor e ouça a voz do Seu servo? Quando andar em trevas e não tiver luz nenhuma, confie no nome do Senhor e firme-se sobre o seu Deus. Todos vós que acendeis fogo e vos cingis com faíscas, andai entre as labaredas do vosso fogo e entre as faíscas que acendestes; isso vos vem da Minha mão, e em tormentos jazereis." Isa. 50:10 e 11. A mensagem dada por aqueles que proclamam que a igreja é Babilónia tem dado a impressão de que Deus não tem uma igreja na Terra.
Uma Igreja Viva
Não tem Deus uma igreja viva? Ele tem uma igreja, mas esta é a igreja militante, e não a igreja triunfante. Entristecemo-nos de que haja membros defeituosos, de que haja joio no meio do trigo. Jesus disse: "O reino dos Céus é semelhante ao homem que semeia boa semente no seu campo; mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu no teu campo boa semente? Por que tem, então, joio? E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo? Porém ele lhes disse: não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio e atai-o em molhos para o queimar; mas o trigo, ajuntai-o no meu celeiro." Mat. 13:24 e 25, 27-30.
Na parábola do trigo e do joio, vemos a razão de o joio não ser arrancado; era para que o trigo não fosse desarraigado também com o joio. A opinião e o juízo humanos ocasionariam graves erros. Mas para que não se cometesse um erro e uma simples haste de trigo fosse desarraigada, diz o Mestre: "Deixai crescer ambos juntos até a ceifa" (Mat. 13:30); então os anjos arrancarão o joio, que será destinado à destruição. Conquanto em nossas igrejas, que pretendem crer em verdades avançadas, haja pessoas em faltas e erros, como o joio em meio do trigo, Deus é longânimo e paciente. Ele reprova e adverte o errante, mas não destrói os que são vagarosos em aprender a lição que lhes quer ensinar; Ele não desarraiga o joio do meio do trigo. O joio e o trigo devem crescer juntos até a ceifa; quando o trigo chegar ao seu completo desenvolvimento, e pelo caráter que apresentar quando amadurecido, ele se distinguirá perfeitamente do joio.
A igreja de Cristo na Terra será imperfeita, mas Deus não destrói Sua igreja por causa de sua imperfeição. Tem havido e haverá os que se acham possuídos de zelo mas não com entendimento, os quais desejam purificar a igreja e desarraigar o joio do meio do trigo. Mas Cristo proveu luz especial quanto à maneira de tratar os que erram, e os inconversos na igreja. Não devem os membros da igreja tomar alguma resolução espasmódica, zelosa, precipitada, ao excluir os que eles porventura considerem de caráter defeituoso. O joio aparecerá entre o trigo; mas causaria maior dano extirpá-lo - a menos que fosse do modo designado por Deus - do que deixá-lo crescer. Ao mesmo tempo que o Senhor traz para a igreja os verdadeiramente convertidos, Satanás traz para sua comunhão pessoas não convertidas. Enquanto Cristo semeia a boa semente, Satanás semeia o joio. Duas influências oponentes se exercem continuamente sobre os membros da igreja. Uma influência atua a favor da purificação da igreja, e a outra a favor da corrupção do povo de Deus.
Jesus sabia que Judas tinha defeitos de caráter, mas não obstante Ele o aceitou como discípulo e proporcionou-lhe os mesmos privilégios e oportunidades que proporcionara aos outros, que escolhera. Judas ficou sem desculpa para a má conduta que depois seguiu. Ele poderia ter-se tornado um praticante da Palavra, como foram depois Pedro, Tiago e João, e os outros discípulos. Jesus ministrou preciosas lições de instrução, de modo que os que com Ele se associavam poderiam ter-se convertido, não tendo necessidade de apegar-se aos defeitos que lhes manchavam o caráter. Testemunhos Para Ministros, págs. 41-47.

15.8.12

A Igreja Militante

Algumas pessoas parecem pensar que ao entrar na igreja ser-lhes-ão cumpridas as expectativas, e só encontrarão os que são puros e perfeitos. São zelosas na fé, e ao verem faltas nos membros da igreja, dizem: "Abandonamos o mundo para não nos associarmos com pessoas de mau caráter, mas aqui também está o mal"; e perguntam, como os servos da parábola: "Por que tem, então joio?" Mat. 13:27. Mas não precisamos ficar assim desapontados, pois o Senhor não nos autorizou a chegar à conclusão de que a igreja é perfeita; e todo o nosso zelo não terá êxito em tornar a igreja militante tão pura como a igreja triunfante. O Senhor nos proíbe proceder de qualquer maneira violenta contra aqueles que julgamos estarem em erro, e não devemos espalhar excomunhões e denúncias contra os que estão em falta.
O homem finito é propenso a julgar mal o caráter, mas Deus não deixou a obra de julgar e de fazer pronunciamentos sobre o caráter com aqueles que para isto não estão preparados. Não devemos dizer o que constitui o trigo e o que constitui o joio. O tempo da colheita determinará completamente o caráter das duas classes especificadas sob a figura de joio e de trigo. A obra de separação é dada aos anjos de Deus, e não entregue nas mãos de qualquer homem.
A falsa doutrina é uma das influências satânicas que atua na igreja, e para ela traz aqueles cujo coração não está convertido. Os homens não obedecem às palavras de Jesus Cristo, buscando assim a unidade na fé, no espírito e na doutrina. Não pelejam pela unidade do espírito pela qual Cristo orou e que tornaria o testemunho dos discípulos de Cristo eficiente em convencer o mundo de que Deus enviara Seu Filho ao mundo, "para que todo aquele que n´Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". João 3:16. Se entre os filhos de Deus houvesse a união por que Cristo orou, dariam eles um testemunho vivo, e irradiariam resplendente luz que brilhasse entre as trevas morais do mundo.
A Satanás é Permitido Tentar
Em vez da unidade que devia existir entre os crentes, há desunião; pois a Satanás é permitido entrar e pelos seus enganos e ilusões leva ele, os que de Cristo não estão aprendendo a mansidão e humildade de coração, a seguir um rumo diferente da igreja, e, se possível, a quebrar-lhes a união. Levantam-se homens que falam coisas perversas para atrair discípulos para si. Pretendem que Deus lhes deu grande luz, mas como agem sob sua influência? Seguem eles a atitude assumida pelos dois discípulos na viagem para Emaús? Ao receberem a luz, voltaram e foram ao encontro daqueles a quem Deus guiara e ainda estava guiando, e lhes contaram como haviam visto a Jesus e com Ele tinham falado.
Têm os homens que pretendem ter luz quanto à igreja, assumido tal atitude? Têm-se eles dirigido aos escolhidos de Deus para dar um testemunho vivo, e dar-lhes evidências de que esta luz melhor os habilitaria a preparar um povo para subsistir no grande dia de Deus? Têm eles buscado conselho dos que deram e ainda estão dando a verdade, transmitindo ao mundo a última mensagem de advertência? Têm-se eles aconselhado com os que têm tido profunda experiência nas coisas de Deus? Por que esses homens, tão cheios de zelo pela causa, não estiveram presentes na reunião da Associação Geral realizada em Battle Creek, como os devotos homens estiveram em Jerusalém por ocasião do derramamento do Espírito Santo? No grande coração da obra homens abriram seus tesouros de luz; e enquanto o Senhor derramava Seu Espírito sobre o povo receberam esses homens a unção celestial? Enquanto se manifestavam entre o povo profundos toques do Espírito de Deus e pessoas eram convertidas e corações endurecidos quebrantados, havia os que davam ouvidos às sugestões de Satanás, e estes eram inspirados com zelo que vem de baixo, para saírem proclamando que o próprio povo que estava recebendo o Espírito Santo, e que devia receber a chuva serôdia e a glória que deve iluminar todo o mundo, era Babilónia. Deu o Senhor a esses mensageiros sua mensagem? - Não; pois essa não era uma mensagem verdadeira.
A Igreja é a Luz do Mundo
Embora existam males na igreja, e tenham de existir até ao fim do mundo, a igreja destes últimos dias há-de ser a luz do mundo poluído e desmoralizado pelo pecado. A igreja, débil e defeituosa, precisando ser repreendida, advertida e aconselhada, é o único objeto na Terra ao qual Cristo confere Sua suprema consideração. O mundo é uma oficina em que pela cooperação de agentes humanos e divinos, Jesus está, por Sua graça e divina misericórdia, fazendo experiências em corações humanos. Os anjos ficam admirados ao ver a transformação de caráter efetuada nos que se entregam a Deus, e exprimem sua alegria em cânticos de arrebatado louvor a Deus e ao Cordeiro. Eles vêem os que por natureza são filhos da ira, convertidos, e tornando-se cooperadores de Cristo na obra de atrair almas para Deus. Vêem os que estavam em trevas tornando-se luzes a brilhar em meio da noite moral desta geração ímpia e perversa. Vêem-nos preparar-se por uma experiência semelhante à de Cristo, a fim de sofrer com seu Senhor, e ser depois participantes com Ele das glórias do Céu.
Deus tem na Terra uma igreja que está erguendo a lei pisada a pés, e apresentando aos homens o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. A igreja é depositária das abundantes riquezas da graça de Cristo, e pela igreja será finalmente exibida a última e plena manifestação do amor de Deus ao mundo, que deve ser iluminado com Sua glória. A oração de Cristo, de que a igreja fosse uma, como Ele e o Pai eram um, será afinal atendida. Será conferido o rico dom do Espírito Santo, e por seu constante suprimento aos filhos de Deus tornar-se-ão eles testemunhas no mundo, do poder de Deus para salvação.
Uma Obra de Demolição
No mundo só existe uma igreja que presentemente se acha na brecha, tapando o muro e restaurando os lugares assolados; e todo homem que chamar a atenção do mundo e de outras igrejas para esta igreja, denunciando-a como Babilónia, está trabalhando de acordo com aquele que é o acusador dos irmãos. Será possível que dentre nós se levantem homens que falem coisas perversas, propagando os mesmos sentimentos que Satanás deseja ver disseminados no mundo, com referência aos que guardam os mandamentos de Deus, e têm a fé de Jesus? Porventura não há trabalho bastante para satisfazer vosso zelo na apresentação da verdade aos que se acham nas trevas do erro? Como os que foram constituídos mordomos de haveres e habilidades, tendes empregado mal os bens do vosso Senhor, disseminando o erro. Todo o mundo está cheio de ódio contra os que proclamam a obrigatoriedade da lei de Deus, e a igreja que for leal a Jeová terá de empenhar-se num conflito mais que normal. "Não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais." Efés. 6:12. Os que tiverem alguma compreensão do que significa esse conflito, não voltarão suas armas contra a igreja militante, mas com todas as suas forças, hão de lutar pelo povo de Deus, contra a confederação do mal.
Os que se põem a proclamar uma mensagem sob sua responsabilidade pessoal, e que, ao mesmo tempo que declaram ser ensinados e guiados por Deus, constituem sua obra especial derrubar aquilo que Deus durante anos tem estado a erguer, não estão cumprindo a vontade de Deus. Saiba-se que esses homens se encontram do lado do grande enganador. Não os creiais. Estão-se aliando com os inimigos de Deus e da verdade. Porão a ridículo a ordem estabelecida no pastorado, considerando-a um sistema eclesiástico imperialista. Afastai-vos desses; não tenhais comunhão com sua mensagem por muito que eles citem os Testemunhos e atrás deles busquem entrincheirar-se. Não os recebais; pois Deus não os incumbiu dessa obra. O resultado de semelhante obra será incredulidade nos Testemunhos, e nos limites do possível, tornarão sem efeito a obra que por anos tenho estado a fazer.
Quase toda minha vida tem sido dedicada a esta obra, mas meu encargo muitas vezes se tem tornado mais pesado pelo surgimento de homens que saíram a proclamar uma mensagem que Deus não lhes dera. Esta classe de obreiros maus tem escolhido porções dos Testemunhos, e tem-nas colocado numa moldura de erro, a fim de por esse meio dar influência a seus testemunhos falsos. Quando se tornar manifesto que sua mensagem é um erro, então os Testemunhos postos na companhia do erro, participam da mesma condenação; e o povo do mundo, que não sabe que os Testemunhos citados são extratos de cartas particulares usadas sem meu consentimento, apresenta essa matéria como evidência de que minha obra não é de Deus, nem é verdadeira, mas falsa. Os que assim trazem má fama sobre a obra de Deus terão de responder perante Ele pela obra que estão fazendo. Testemunhos Para Ministros, págs. 47-52.

A Igreja Remanescente, pp. 44-48
Ellen G. White

13.8.12

A Indescritível Solidão

O lagar, Eu o pisei sozinho, e dos povos nenhum homem se achava comigo. Isaías 63:3.

Jesus atravessou sozinho a infância, a mocidade e os anos varonis. Em Sua pureza e fidelidade, pisou sozinho o lagar, e do povo ninguém havia com Ele. Carregou o tremendo peso da responsabilidade pela salvação dos homens. Sabia que, a menos que houvesse decidida mudança nos princípios e desígnios da raça humana, todos estariam perdidos. Isso era o peso de Sua alma, e ninguém podia avaliar a carga que sobre Ele repousava.

Durante Sua existência, nem a mãe nem os irmãos Lhe tinham compreendido a missão. Os próprios discípulos não O entendiam. Habitara na eterna luz, sendo um com Deus, mas Sua vida na Terra devia ser vivida em solidão. Como um connosco, cumpria-Lhe suportar o fardo de nossa culpa e aflição. O Inocente devia sentir a vergonha do pecado. O Amigo da paz tinha que habitar entre a luta, a verdade com a mentira, a pureza com a vileza. Todo pecado, toda discórdia, toda contaminadora concupiscência trazida pela transgressão, Lhe era uma tortura para o espírito.

Sozinho devia trilhar a vereda; sozinho carregaria o fardo. Sobre Aquele que abrira mão de Sua glória, e aceitara a fraqueza da humanidade, devia repousar a redenção do mundo. Viu e sentiu tudo isso; firme, porém, permaneceu o Seu desígnio. De Seu braço dependia a salvação da raça caída, e Ele estendeu a mão para agarrar a do Omnipotente Amor.

A solidão de Cristo, separado das cortes celestiais, vivendo a vida da humanidade, nunca a compreenderam nem apreciaram devidamente os discípulos. … Quando não mais Jesus Se achava entre eles, e se sentiam na verdade como ovelhas sem pastor, começavam a ver como poderiam ter manifestado para com Ele atenções que Lhe teriam alegrado o coração.

A mesma falta se manifesta hoje, em nosso mundo. Poucos somente apreciam o que Cristo é para eles. Fizessem-no, no entanto, e o grande amor de Maria seria expressado, a unção liberalmente feita. … Coisa alguma se consideraria demasiado preciosa para Cristo, nenhuma abnegação nem sacrifício grande demais para ser suportado por amor d´Ele.

Ellen G. White, Cuidado de Deus, pág. 227.

11.8.12

Preparação Para a Crise Final

A grande crise está justamente perante nós. Para enfrentar suas provas e tentações, e cumprir suas injunções, será necessária fé perseverante. Podemos, porém, triunfar esplendidamente; nenhuma alma vigilante, que ore e creia será enlaçada pelo inimigo.
No tempo de prova que está perante nós, a divina promessa de segurança cumprir-se-á nos que guardaram a palavra da Sua paciência. Cristo dirá aos que Lhe forem fiéis: "Vai pois, povo Meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira." Isa. 26:20. O Leão de Judá, tão terrível com os que Lhe rejeitam a graça, será o Cordeiro de Deus para os obedientes e fiéis. A coluna de nuvem, que representa ira e terror para o transgressor da lei de Deus, é luz e misericórdia e livramento para os que tenham guardado os Seus mandamentos. O braço enérgico para ferir os rebeldes, será forte para libertar os leais. Todos quantos forem fiéis serão ajuntados. "E Ele enviará os Seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus." Mat. 24:31.
Irmãos, a quem as verdades da Palavra de Deus foram desvendadas, que parte desempenhareis nas cenas finais da história deste mundo? Estais despertos para essas solenes realidades? Reconheceis a grande obra de preparação que prossegue no Céu e na Terra? Que todos os que receberam a luz, que tiveram a oportunidade de ler e escutar a profecia, atentem para as coisas que nela estão escritas; "porque o tempo está próximo". Apoc. 1:3. Ninguém condescenda com o pecado, fonte de toda miséria em nosso mundo. Não mais permaneçais em letargia e néscia indiferença. Não vos fique o destino da alma pendente da incerteza. Tende a certeza de estar inteiramente do lado do Senhor. Façam os corações sinceros e os lábios trementes a pergunta: "Quem poderá subsistir?" Apoc. 6:17. Estais vós, nestas últimas preciosas horas de graça empregando a melhor espécie de material na formação do vosso caráter? Tendes purificado a alma de toda mancha? Seguistes a luz? Tendes obras que equivalem à vossa profissão de fé?
Está atuando em vós a influência suavizante e subjugante da graça de Deus? Possuís coração que sente, olhos que vêem, ouvidos que ouvem? É vã a declaração feita da verdade eterna, concernente às nações da Terra? Elas estão sob condenação, preparando-se para os juízos divinos; e neste dia, repleto de resultados eternos, o povo escolhido para ser depositário de importante verdade deve estar ligado a Cristo. Estais fazendo a vossa luz brilhar para iluminar as nações que perecem em seus pecados? Reconheceis que deveis postar-vos em defesa dos mandamentos de Deus, perante os que os estão calcando a pés?
É possível ser crente parcial, formal, e contudo ser achado em falta e perder a vida eterna. É possível praticar alguns dos preceitos bíblicos, e ser considerado cristão, e ainda, pela falta das qualificações essenciais ao caráter cristão, perecer. Se negligenciais ou tratais com indiferença as advertências que Deus deu, se acariciais ou desculpais o pecado, estais selando o destino de vossa alma. Sereis pesados na balança e achados em falta. Graça, paz e perdão serão para sempre retirados; Jesus terá passado para nunca mais voltar ao alcance das vossas orações e súplicas. Enquanto se prolonga a misericórdia, enquanto o Salvador está fazendo intercessão, façamos preparação cabal para a eternidade.
A volta de Cristo ao nosso mundo não será muito demorada. Seja esta a nota predominante de cada mensagem.
A bem-aventurada esperança do segundo aparecimento de Cristo, com suas solenes realidades, precisa ser repetidamente apresentada ao povo. A espera do breve aparecimento de nosso Senhor levar-nos-á a considerar as coisas da Terra como nulidades e inutilidades.
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A batalha do Armagedom logo deverá ferir-se. Aquele em cujas vestes está escrito o nome "Rei dos reis e Senhor dos senhores" (Apoc. 19:16) deverá, dentro em breve, comandar os exércitos do Céu. Não poderá ser dito agora pelos servos do Senhor, como o foi pelo profeta Daniel: "Uma guerra prolongada." Dan. 10:1. Não falta senão pouco tempo para que as testemunhas de Deus tenham feito o seu trabalho de preparação do caminho para o Senhor.
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Devemos desfazer-nos dos nossos planos acanhados, egoístas, lembrando que temos um trabalho da maior magnitude e da mais elevada importância. Ao realizar esse trabalho, estamos fazendo soar a primeira, segunda e terceira mensagens angélicas, e assim, sendo preparados para a vinda do outro anjo celeste que com sua glória iluminará o mundo.
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A passos furtivos aproxima-se o dia do Senhor; mas os homens supostamente grandes e sábios não conhecem os sinais da vinda de Cristo e do fim do mundo. Prevalece a iniquidade, e o amor de muitos esfriou.
Milhares e milhares, milhões e milhões há que agora fazem a sua decisão para a vida ou morte eternas. O homem inteiramente absorto no seu escritório, o que se deleita na mesa do jogo, o que ama o apetite pervertido e com ele condescende, o amante de diversões, os frequentadores de teatros e salões de baile, põem a eternidade fora das suas cogitações. Toda a preocupação da sua vida é: Que comeremos? Que beberemos? E com que nos vestiremos? Não compõem o grupo que se encaminha para o Céu. São guiados pelo grande apóstata, e com ele serão destruídos.
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A menos que compreendamos a importância dos momentos que rapidamente se escoam para a eternidade, e nos preparemos para enfrentar o grande dia de Deus, seremos mordomos infiéis. Deve o vigia saber que horas são da noite. Tudo está agora revestido de uma solenidade tal que a devem reconhecer todos quantos crêem a verdade para este tempo. Devem proceder em conformidade com o dia de Deus. Os juízos divinos estão para se abater sobre o mundo, e precisamos nos preparar para esse grande dia.
Nosso tempo é precioso. Não temos senão poucos, pouquíssimos dias de graça em que preparar-nos para a vida futura, imortal. Não dispomos de tempo para desperdiçar com movimentos negligentes. Devemos ter o temor de ser superficiais no tocante à Palavra de Deus.
Tanto é verdade agora como quando Cristo esteve na Terra, que cada incursão feita pelo evangelho do domínio do inimigo é enfrentada com tenaz oposição por seus vastos exércitos. O conflito que está para acometer-nos será o mais terrível já testemunhado. Mas conquanto Satanás seja representado como sendo tão forte quanto o mais forte homem armado, sua derrota será completa, e cada pessoa que com ele se une na escolha da apostasia, em vez da lealdade, com ele perecerá.
O refreador Espírito de Deus está mesmo agora sendo retirado do mundo. Furacões, tormentas, tempestades, incêndios e inundações, desastres em terra e mar, seguem-se um ao outro em rápida sequência. A ciência busca a explicação para tudo isso. Os sinais que em torno de nós se avolumam, prenunciando a próxima manifestação do Filho de Deus, são atribuídos a outra causa que não a verdadeira. Os homens não discernem as sentinelas angélicas que retêm os quatro ventos para que não soprem sem que os filhos de Deus estejam selados; mas quando Deus mandar que Seus anjos soltem os ventos, haverá uma cena tal de luta que pena nenhuma pode descrever.
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Para os que são indiferentes neste tempo, a advertência de Cristo é: "Porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da Minha boca." Apoc. 3:16. A figura de vomitar da Sua boca significa que Ele não pode oferecer a Deus as vossas orações ou expressões de amor. Não pode aprovar de forma alguma o vosso ensino de Sua Palavra ou o vosso trabalho espiritual. Não pode apresentar os vossos cultos religiosos com o pedido de que vos seja concedida graça.
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Caso a cortina pudesse ser erguida, pudésseis vós discernir os propósitos de Deus e os juízos que estão para abater-se sobre o mundo condenado, caso pudésseis ver a vossa própria atitude, temeríeis e tremeríeis por vossa própria alma e pela de vossos semelhantes. Fervorosas orações e angústia de coração quebrantado elevar-se-iam ao Céu. Choraríeis entre o pórtico e o altar, confessando a vossa cegueira e rebeldia espirituais.
Testemunhos Selectos vol. 3, pp. 11-15
Ellen G. White


8.8.12

A Infância de Jesus

Jesus passou a infância em uma aldeia nas montanhas. Como Filho de Deus, poderia ter escolhido qualquer lugar na Terra como Seu lar.
Qualquer lugar seria honrado com Sua presença. Mas Ele não escolheu os lares dos ricos ou os palácios dos reis. Antes escolheu viver entre os pobres em Nazaré.
Jesus quer que os pobres saibam que Ele compreende suas provações. Sofreu tudo o que eles têm de sofrer. Por isso, simpatiza com eles e pode ajudá-los.
A respeito d´Ele, nos anos de Sua infância, a Bíblia diz: "Crescia o menino e Se fortalecia, enchendo-Se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele. E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens." Luc. 2:40 e 52.
Sua mente era brilhante e activa. Era rápido na percepção e Sua capacidade de reflexão e sabedoria estavam além de sua idade. Embora seus modos fossem simples e infantis, crescia em inteligência e estatura como as outras crianças.
Mas Jesus não era semelhante às outras crianças em tudo. Ele sempre demonstrava um espírito amável e generoso. Suas mãos laboriosas estavam sempre prontas a servir os outros. Era paciente e verdadeiro.
Firme como uma rocha em questão de princípios, jamais deixou de ser gentil e cortês para com todos que o cercavam. Em Seu lar e onde quer que pudesse estar, era como a luz do sol.
Era atencioso e gentil com os mais idosos e pobres, e mostrava bondade até com os animais. Cuidava com carinho de um pássaro ferido e cada ser vivo sentia-se mais feliz em Sua presença.
Educação Equilibrada
Nos dias de Cristo, os judeus prezavam muito a educação de seus filhos. Suas escolas eram anexas às sinagogas ou casas de culto e os professores eram chamados de rabis, homens tidos como cultos e preparados para o ensino.
Jesus não frequentava essas escolas, pois muitas coisas ensinadas não eram verdadeiras. Ao invés da Palavra de Deus, os preceitos dos homens eram estudados e, com frequência, tais ensinos eram contrários à Palavra que Deus havia ensinado através de Seus profetas.
O próprio Deus, através do Espírito Santo, instruiu Maria na educação de seu filho. Maria ensinava a Jesus as Sagradas Escrituras e Ele aprendeu a ler e a estudar por Si mesmo.
Jesus também apreciava estudar as maravilhas da Criação de Deus, na Terra e no céu. No livro da natureza, Ele aprendia sobre as plantas e animais, sobre o Sol e as estrelas.
Dia após dia, Ele os observava e tentava extrair lições deles a fim de compreender a razão de todas as coisas.
Anjos santos O acompanhavam e O ajudavam a aprender essas coisas acerca de Deus. Assim Ele crescia em estatura e força, e crescia também em conhecimento e sabedoria.
Toda criança pode adquirir conhecimento assim como Jesus.
Deveríamos gastar tempo em aprender apenas o que é verdadeiro. Falsidade e fábulas não nos farão bem.
Somente a verdade tem valor e isso podemos aprender na Palavra de Deus e em Suas obras. Quando estudamos essas coisas, os anjos nos ajudam a compreendê-las.
Poderemos ver a sabedoria e bondade de nosso Pai celestial. Nosso intelecto se fortalecerá e nosso coração tornar-se-á puro, e seremos mais semelhantes a Cristo.
O Cordeiro de Deus
A cada ano, José e Maria viajavam a Jerusalém para as festividades da Páscoa. Quando Jesus tinha doze anos de idade, eles O levaram consigo.
Era uma jornada agradável. As pessoas iam a pé ou em lombo de bois ou jumentos, gastando alguns dias na viagem. A distância entre Nazaré e Jerusalém é cerca de 100 quilómetros. De todas as partes da terra e até mesmo de outros países, vinham pessoas para a festa e os que moravam no mesmo lugar, seguiam em grandes grupos.
A festa era celebrada no fim de março ou no começo de abril. Era primavera na Palestina e toda a terra ficava coberta de flores e alegre pelo canto dos pássaros.
A caminho, os pais contavam aos filhos as maravilhas que Deus havia operado em favor de Israel no passado e, com frequência, cantavam os lindos salmos de Davi.
Nos dias de Cristo, as pessoas haviam-se tornado frias e formais em sua dedicação a Deus. Pensavam mais em sua satisfação própria do que na bondade de Deus para com eles.
Todavia, não era assim com Jesus. Ele gostava de meditar a respeito de Deus. Quando chegou ao templo, observou a actividade dos sacerdotes. Inclinou-Se com os adoradores para orar e Sua voz uniu-se à deles em cânticos de louvor.
A cada tarde e manhã, um cordeiro era oferecido sobre o altar. O ato representava o sacrifício do Salvador. Enquanto os olhos do menino Jesus observavam a vítima inocente, o Espírito Santo fazia-O compreender o significado daquela morte. Sabia que Ele próprio, como o Cordeiro de Deus, devia morrer pelos pecados dos homens.
Com tais pensamentos em mente, Jesus preferia ficar a sós. Desse modo, não permaneceu com Seus pais no templo, e quando regressaram, não estava com eles.
O Menino Brilhante
Em uma sala anexa ao templo havia uma escola dirigida pelos rabinos e foi para aquele lugar que Jesus Se dirigiu depois de algum tempo. Assentou-Se com outras crianças da Sua idade aos pés dos grandes mestres e ouviu as suas palavras.
Os judeus tinham muitas ideias erradas acerca do Messias. Jesus sabia disso, mas não contradizia os homens cultos. Fazia perguntas a respeito do que os profetas haviam escrito como alguém que desejava aprender.
O capítulo 53 de Isaías fala a respeito da morte do Salvador e Jesus leu esse texto e perguntou aos rabis acerca do seu significado.
Os mestres não puderam responder. Começaram, então, a fazer perguntas a Jesus e se surpreenderam com o conhecimento que tinha das Escrituras.
Viram que Sua compreensão da Bíblia era muito melhor do que a deles. Perceberam que seus ensinos estavam errados, mas não estavam dispostos a crer em algo diferente.
Jesus portava-Se com tanta modéstia e cortesia que não puderam contrariá-Lo. Queriam mantê-Lo como aluno para ensiná-Lo a explicar a Bíblia como eles faziam.
Quando José e Maria deixaram Jerusalém para retornar ao lar, não perceberam a ausência de Jesus. Pensaram que Ele estivesse na companhia de algum de seus amigos.
Mas ao pararem para acampar à noite, sentiram falta da Sua cooperação. Procuraram por Ele entre os grupos, mas em vão.
José e Maria sentiram um grande temor. Lembraram-se de que Herodes havia tentado matar Jesus em Sua infância e temeram que algum mal Lhe tivesse acontecido.
Com o coração entristecido, voltaram a Jerusalém, mas não puderam achar o menino, senão depois de três dias.
Grande foi a alegria ao reencontrá-Lo, embora Maria O repreendesse por tê-los deixado. Ela disse:
"Filho, por que fizeste assim connosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à Tua procura.
"Ele lhes respondeu: Por que Me procuráveis? Não sabíeis que Me cumpria estar na casa de Meu Pai?" Luc. 2:48 e 49.
Ao falar essas palavras, Jesus apontou para o céu. Em Seu rosto havia uma luz que os deixou admirados. Jesus sabia que era o Filho de Deus e Ele estivera fazendo o trabalho para o qual Deus O enviara ao mundo.
Maria jamais se esqueceu dessas palavras. Nos anos seguintes, ela compreendeu melhor seu maravilhoso significado.
A Melhor Companhia
José e Maria amavam a Jesus, embora o fato de tê-Lo perdido demonstrasse certa negligência da parte deles. Haviam-se esquecido da obra que Deus lhes havia confiado. Bastou-lhes um dia de negligência para perderem Jesus.
Do mesmo modo hoje, muitos perdem a companhia de Jesus. Quando não apreciamos pensar n´Ele ou orar a Ele, quando nos ocupamos em conversas fúteis, desagradáveis ou más, separamo-nos de Cristo. Sem Ele, sentimo-nos tristes e solitários.
Mas se realmente desejamos Sua companhia, Ele sempre estará connosco. O Salvador ama estar com todos os que apreciam Sua presença. Ele iluminará o lar mais pobre e alegrará o coração mais triste.
Uma Vida Exemplar
Embora soubesse que era o Filho de Deus, Jesus retornou a Nazaré, em companhia de José e Maria. Até trinta anos de idade, "era-lhes submisso". Luc. 2:51.
Aquele que havia sido Comandante do Céu, tornara-Se, na Terra, um filho obediente. As grandes coisas trazidas à Sua mente pelas cerimónias do templo ficavam reservadas em Seu coração, todavia, esperou até o tempo determinado para realizar a obra que Deus Lhe havia designado.
Jesus viveu no lar de um camponês, um homem pobre. Com fidelidade e alegria cumpria Sua parte para ajudar no sustento da família. Quando tinha idade suficiente, aprendeu o ofício e trabalhava na carpintaria com José.
Vestido com a roupa rústica dos operários, passava pelas ruas do vilarejo, indo e vindo do trabalho. Jamais usou Seu poder divino para tornar a vida mais fácil para Si.
Enquanto Jesus trabalhava, durante a infância e juventude, Seu corpo e mente tornaram-se vigorosos. Ele empregava todas as Suas faculdades de modo a conservá-las saudáveis para realizar o melhor trabalho possível.
Tudo o que fazia era bem feito. Desejava ser perfeito, até mesmo no manejo das ferramentas. Por Seu exemplo, ensinou-nos que devemos ser trabalhadores e realizar nossas tarefas cuidadosamente; que um trabalho realizado desse modo é honroso.
Todos devem ocupar-se de algo que seja útil para si mesmos e para os outros.
Deus deu-nos o trabalho como uma bênção e Ele se agrada com as crianças que desempenham sua parte nos deveres domésticos, aliviando o fardo do pai e da mãe. Tais crianças, ao deixarem seus lares, serão uma bênção para os outros.
Os jovens que, por princípio, procuram agradar a Deus realizando o trabalho correctamente serão úteis ao mundo. Ao serem fiéis em posições humildes, estão se preparando para ocupar posições mais elevadas.
Vida de Jesus, pp.29-35
Ellen G. White



3.8.12

Dias de Conflito na Vida de Jesus

Os mestres judeus haviam estabelecido muitas regras para o povo e exigiam deles a prática de muitas coisas que Deus não havia ordenado. Até mesmo as crianças tinham que aprender e obedecer tais regras. Jesus, porém, não procurou aprender o que os rabis ensinavam. Ele cuidava em não falar desrespeitosamente desses professores, mas estudava as Escrituras e obedecia às leis de Deus.
Com frequência era repreendido por não proceder como os outros meninos. Então mostrava pela Bíblia o que era correto.
Jesus empenhava-Se continuamente em tornar os outros felizes. Como era tão cortês e amável, os rabinos esperavam que um dia Ele Se sujeitasse aos seus ensinos. Porém, não foi assim. Quando pressionado a obedecer às suas regras, Ele mostrava o que a Bíblia ensinava. Tudo o que ela dissesse, Ele estaria disposto a obedecer.
Tal atitude irritava os mestres. Sabiam que suas regras eram contrárias à Bíblia, todavia, exigiam que Jesus obedecesse a elas.
Como não o fizesse, foram queixar-se a Seus pais. José e Maria achavam que os rabinos eram pessoas boas e Jesus sofreu pressões, as quais foram difíceis de suportar.
Os irmãos de Jesus tomaram o partido dos rabinos. As palavras desses mestres, diziam eles, devem ser acatadas como a Palavra de Deus. E reprovavam Jesus por colocar-Se acima dos líderes do povo.
Os rabinos julgavam-se superiores aos demais homens e não se associavam com pessoas comuns. Desprezavam os pobres e os ignorantes. Até mesmos os doentes e sofredores eram deixados sem esperança e conforto.
A Bondade em Pessoa
Jesus mostrava um amorável interesse por todos. Tentava ajudar a qualquer pessoa que encontrava. Não tinha muito dinheiro para dar, mas frequentemente deixava de Se alimentar para poder ajudar os outros.
Quando Seus irmãos falavam duramente com os pobres e desamparados, Jesus ia até eles e lhes dirigia palavras de bondade e encorajamento. Aos sedentos e famintos, sempre lhes trazia um copo de água fria e, com frequência, repartia com eles Seu próprio alimento. Tudo isso desagradava Seus irmãos. Eles O ameaçavam e tentavam aterrorizá-Lo, mas Jesus não abandonava Sua posição firme, fazendo o que Deus havia ordenado.
Muitas foram as provações e tentações de Jesus. Satanás vivia em Seu encalço, procurando vencê-Lo.
Se Jesus praticasse um único ato errado, ou se dissesse uma palavra impaciente, não poderia ter sido nosso Salvador, e então o mundo inteiro se perderia. Satanás sabia disso, e era por esse motivo que tentava tão tenazmente levar Jesus a pecar.
O Salvador era guardado constantemente por anjos celestiais, porém Sua vida foi uma luta constante contra os poderes das trevas. Nenhum de nós jamais enfrentará tentações tão ferozes como as que sofreu.
Mas a cada tentação, respondia: "Está escrito." Mat. 4:4. Não reprovava as más ações de Seus irmãos, mas mostrava-lhes o que Deus havia dito.
Nazaré era uma aldeia ímpia, e as crianças e jovens tentavam levar Jesus nos seus maus caminhos. Ele era inteligente e alegre, por isso apreciavam Sua companhia.
Mas Seus princípios piedosos provocavam-nos à ira. Frequentemente ao Se recusar a participar de algum ato proibido, Ele era chamado de covarde. Várias vezes zombaram dEle por Se mostrar zeloso até nas pequenas coisas. A tudo respondia: "Está escrito." Mat. 4:4. "O temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento." Jó 28:28. Amar o mal é amar a morte porque "o salário do pecado é a morte". Rom. 6:23.
Jesus não reivindicava Seus direitos. Quando maltratado, suportava com paciência. Por ser tão disposto e resignado, não raro, tornavam Seu trabalho desnecessariamente mais difícil. Mesmo assim, não desanimava, porque sabia que podia contar com o sorriso do Seu Pai celestial.
Um Jovem de Oração
Passava as horas mais felizes quando estava a sós com Deus em meio à natureza. Ao terminar o Seu trabalho, apreciava ir aos campos para meditar nos vales verdejantes ou para orar a Deus nas montanhas, ou ainda, em meio às árvores da floresta.
Ouvia o gorjeio dos pássaros, cantando ao seu Criador e Sua voz unia-se à deles em alegres cânticos de louvor e agradecimento.
Saudava cada manhã cantando hinos de louvor. O romper da alva encontrava-O sempre em algum lugar sossegado, meditando em Deus, orando ou lendo a Bíblia. Dessas horas tranquilas, voltava para casa e assumia Seus deveres diários a fim de dar um exemplo de paciente labor. Onde quer que estivesse, Sua presença parecia trazer os anjos para perto. Todas as pessoas sentiam a influência de Sua vida pura e santa.
Íntegro e puro, caminhava entre os negligentes, os rudes, os intratáveis, entre os coletores de impostos desonestos, entre os pródigos perdulários, entre os samaritanos injustos, entre os soldados pagãos, entre os camponeses rudes.
Distribuía palavras de simpatia aqui e ali. Quando encontrava alguém curvado sob os fardos da vida, aliviava-lhes o peso, repetindo as lições que havia aprendido da natureza, do amor, da amabilidade e da bondade de Deus.
Ensinava-lhes a olhar para si mesmos como portadores de preciosos talentos que, se corretamente usados, lhes dariam riquezas eternas. Por Seu próprio exemplo, ensinou que cada momento é importante e deve ser empregado em alguma atividade útil.
Jamais considerou o ser humano de pouco valor, ao contrário, sempre tentou encorajar os mais rudes e pouco promissores. Dizia-lhes que Deus os amava como Seus filhos e que podiam tornar-se semelhantes a Ele no caráter.
Assim, desde os mais tenros anos da infância, Jesus trabalhou em favor dos outros. Ninguém podia fazê-Lo desistir desse trabalho, nem os preparados doutores, nem Seus próprios irmãos. Com um propósito sincero, cumpriu o propósito de Sua vida, pois Ele devia ser a luz do mundo.
VIDA DE JESUS, PP. 37-40
Ellen G. White

31.7.12

O Batismo de Jesus

Quando chegou o tempo de iniciar Seu ministério público, o primeiro ato de Jesus foi ir até o rio Jordão e ser batizado por João Batista.
João havia sido enviado para preparar o caminho do Salvador. Ele havia pregado no deserto dizendo: "O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho." Mar. 1:15.
Multidões afluíam para ouvi-lo. Muitos se convenciam de seus pecados e eram batizados por ele, no Jordão.
O Senhor havia revelado a João que algum dia o Messias viria a ele e pediria para ser batizado. Havia também a promessa de que um sinal lhe seria dado, de modo que ele pudesse saber quem era.
Quando Jesus chegou, João viu em Seu rosto os sinais de uma vida santa, de modo que se recusou a batizá-Lo dizendo: "Eu é que preciso ser batizado por Ti, e Tu vens a mim? Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça." Mat. 3:14 e 15.
Ao pronunciar essas palavras, Sua face iluminou-Se com a mesma luz celestial que Simeão havia contemplado. E então, João conduziu o Salvador às águas do belo Jordão e ali foi batizado diante de todas as pessoas.
Jesus não foi batizado para mostrar arrependimento por Seus próprios pecados, pois jamais pecara. Assim fez, para dar-nos o exemplo.
Quando saiu da água, ajoelhou à margem e orou. Então o céu se abriu e raios de glória refulgiram "e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre Ele". Mat. 3:16.
Suas feições e todo o Seu corpo brilhavam com a luz da glória de Deus. E do Céu, ouviu-se uma voz que dizia:
"Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo." Mat. 3:17.
A glória que repousou em Cristo é o penhor do amor de Deus por nós. O Salvador veio como nosso exemplo e tão certamente como Deus ouviu Sua oração, também ouvirá a nossa.
Os mais necessitados, os mais pecadores, os mais desprezados podem ter acesso ao Pai. Quando vamos a Ele em nome de Jesus, a mesma voz que falou a Cristo, fala a nós dizendo: "Este é o Meu filho amado, em quem Me comprazo." Mat. 3:17.
Vida de Jesus, p. 42,43
Ellen G. White

27.7.12

Jesus é Tentado no Deserto

Após Seu batismo, Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado por Satanás. Ao dirigir-Se para o deserto, Cristo foi conduzido pelo Espírito de Deus. Ele não convidava a tentação. Queria estar a sós a fim de meditar sobre Sua obra e missão.
Através do jejum e da oração devia preparar-Se para trilhar a senda cruel que Lhe estava destinada. Como Satanás sabia onde o Salvador podia ser encontrado, para lá se dirigiu com o intuito de tentá-Lo.
Quando Cristo saiu das águas do Jordão, Seu rosto brilhava com a glória de Deus. Mas, depois de ter entrado no deserto, essa glória desvaneceu-se.
Os pecados do mundo, trazia-os sobre Si e em Seu rosto viam-se marcas de tristeza e angústia que homem algum jamais sentira. Ele sofria pelos pecadores.
No Éden, Adão e Eva haviam desobedecido a Deus ao comer o fruto proibido. Seu pecado e desobediência trouxeram sofrimento e morte para o mundo.
Cristo veio dar-nos um exemplo de obediência.
No deserto, depois de jejuar quarenta dias, não quis contrariar a vontade de Deus, mesmo para conseguir alimento.
Uma das primeiras tentações que venceram nossos primeiros pais foi a indulgência no apetite. Através daquele longo jejum, Cristo deveria mostrar que o apetite pode ser subjugado.
Satanás tenta o homem à indulgência no apetite porque isso enfraquece o corpo e anuvia a mente. Desse modo, ele sabe que pode mais facilmente derrotá-lo ou destruí-lo.
Porém, o exemplo de Cristo nos ensina que cada desejo incorreto deve ser vencido. Não devemos ser governados pelo apetite, mas sim governá-lo.
Uma Batalha Cruel
Quando Satanás apareceu a Cristo pela primeira vez, ele tinha a aparência de um anjo de luz. Afirmava ser um mensageiro do Céu.
Disse-Lhe que não era a vontade do Pai que Ele passasse por tais sofrimentos; Ele deveria apenas demonstrar que estava disposto a sofrer. No momento em que Jesus estava lutando com os mais duros padecimentos provocados pela fome, Satanás Lhe disse:
"Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães." Mat. 4:3.
Como o Salvador viera para viver como nosso exemplo, deveria suportar o sofrimento como nós precisamos suportá-lo. Não deveria operar nenhum milagre para beneficiar a Si próprio. Seus milagres deveriam ser somente em favor dos outros. A essa intimação de Satanás, Jesus respondeu:
"Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus." Mat. 4:4.
Desse modo, Ele mostrou que obedecer à Palavra de Deus é mais importante que conseguir o alimento material. Aqueles que obedecem aos preceitos de Deus têm a promessa de ter todas as suas necessidades supridas na vida presente e também na vida futura.
Satanás não conseguiu derrotar Cristo na primeira grande tentação; ele então conduziu Jesus ao pináculo do templo de Jerusalém, e disse:
"Se és Filho de Deus, atira-Te abaixo, porque está escrito: Aos Seus anjos ordenará a Teu respeito; ... eles Te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra." Mat. 4:6.
Aqui, Satanás seguiu o exemplo de Cristo citando as Escrituras. Mas a promessa não é para aqueles que voluntariamente se aventuram no perigo. Deus não havia ordenado que Jesus Se atirasse do pináculo e Ele não o faria para satisfazer a Satanás. Por isso replicou: "Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus." Mat. 4:7.
Devemos confiar no cuidado de nosso Pai celestial, mas não devemos ir aonde Ele não nos ordena. Não devemos fazer o que Ele proíbe.
Porque Deus é misericordioso e pronto a perdoar, muitos entendem que é seguro desobedecer-lhe, mas isso é presunção. Deus perdoará todos os que buscam perdão e se afastam do pecado. Porém não pode abençoar os que não Lhe obedecem.
Satanás então apareceu como realmente era - o príncipe dos poderes das trevas. Levou Jesus ao cume de uma montanha elevada e mostrou-Lhe todos os reinos do mundo.
A luz do Sol iluminava esplêndidas cidades, palácios de mármore, campos frutíferos e vinhedos. Satanás disse:
"Tudo isto Te darei se, prostrado, me adorares." Mat. 4:9.
Por um momento Jesus contemplou a cena e então voltou-lhe as costas. Satanás havia apresentado o que o mundo tem de mais atraente, mas o olhar do Salvador captou além da beleza exterior.
Ele viu o mundo em sua miséria e pecado, afastado de Deus. Toda essa miséria era resultado de o homem ter-se afastado do Criador para cultuar Satanás.
O coração de Jesus desejava ardentemente resgatar o que se havia perdido. Desejava devolver ao mundo mais do que a beleza edénica. Desejava colocar o homem em uma posição de vantagem com Deus.
Vencendo por Amor
Por amor aos pecadores, Ele resistia à tentação. Deveria ser um vencedor para que eles pudessem vencer, para que pudessem ser iguais aos anjos e dignos de ser reconhecidos como filhos de Deus. A essa oferta, Jesus respondeu:
"Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto." Mat. 4:10.
Essa grande tentação compreendia o amor do mundo, a ambição do poder, a soberba da vida e tudo o que possa afastar o homem de adorar a Deus. Satanás ofereceu a Cristo o mundo e suas riquezas se Ele homenageasse os princípios do mal. Do mesmo modo, ele nos apresenta as vantagens que podem resultar da prática do mal.
Ele segreda aos nossos ouvidos: "Para ser bem-sucedido neste mundo, você deve me servir. Não seja tão escrupuloso por causa da verdade ou da honestidade. Obedeça ao meu conselho e eu lhe darei honras, riquezas e felicidade."
Dando ouvidos a tais conselhos, estamos adorando a Satanás ao invés de Deus e isso nos trará miséria e ruína.
Cristo nos mostrou o que devemos fazer quando tentados. Quando Ele disse a Satanás: "Retira-te" (Mat. 4:10), o tentador não pôde resistir a essa ordem. Foi obrigado a se afastar.
Contorcendo-se de ódio, o chefe rebelde deixou a presença do Redentor do mundo.
Por hora, o combate havia terminado. A vitória de Cristo fora tão completa quanto a derrota de Adão.
Do mesmo modo, devemos resistir e vencer a Satanás. O Senhor nos diz: "Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e Ele Se chegará a vós." Tia. 4:7 e 8,9
Vida de Jesus
Ellen G. White