31.8.10

CIRCUNDADOS POR SEU AMOR

E andai em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave. Efés. 5:2.
O mundo que Satanás tem pretendido, e sobre o qual tem governado com tirania cruel, o Filho de Deus, por uma vasta realização, circundou em Seu amor, pondo-o novamente em ligação com o trono de Jeová. Querubins e serafins, bem como os inumeráveis exércitos de todos os mundos não caídos, entoam cânticos de louvor a Deus e ao Cordeiro ao ser assegurado esse triunfo. Regozijaram-se em que à raça caída fosse aberto o caminho da salvação, e que a Terra fosse redimida da maldição do pecado. Quanto mais não se deveriam regozijar aqueles que são os objetos de tão surpreendente amor!
Como podemos estar em dúvida e incerteza, e sentir-nos órfãos? Foi em benefício dos que haviam transgredido a lei que Jesus tomou sobre Si a natureza humana; Ele Se tornou como nós, a fim de podermos ter perene paz e segurança. ...
O primeiro passo mesmo ao aproximar-nos de Deus é conhecer e crer no amor que Ele nos tem! (I João 4:16); pois é mediante a atração de Seu amor que somos induzidos a ir para Ele.
A percepção do amor de Deus opera a renúncia do egoísmo. Ao chamarmos Deus nosso Pai, reconhecemos todos os Seus filhos como irmãos. Somos todos parte da grande teia da humanidade, todos membros de uma só família. Em nossas orações, devemos incluir nossos semelhantes da mesma maneira que a nós mesmos. Pessoa alguma ora direito, se busca bênção unicamente para si.
O infinito Deus, disse Jesus, vos dá o privilégio de dEle vos aproximardes chamando-O de Pai. Compreende tudo quanto isto implica. Pai terreno algum já pleiteou tão fervorosamente com um filho errante como o faz com o transgressor Aquele que vos criou. Nenhum amorável interesse humano já acompanhou o impenitente com tão ternos convites. Deus mora em toda habitação; ouve cada palavra proferida, escuta cada oração erguida ao Céu, experimenta as dores e as decepções de cada alma, e considera o tratamento dispensado a pai e mãe, irmã, amigo e semelhante. Ele cuida de nossas necessidades, e Seu amor, Sua misericórdia e graça estão continuamente a fluir para satisfazer nossa necessidade.
Mas se chamais a Deus vosso Pai, vós vos reconheceis Seus filhos, para ser guiados por Sua sabedoria, e ser obedientes em todas as coisas, sabendo que Seu amor é imutável. Aceitareis Seu plano para vossa vida. Como filhos de Deus, mantereis, como objeto de vosso mais elevado interesse, Sua honra, Seu caráter, Sua família, Sua obra. Tereis regozijo em reconhecer e honrar vossa relação com o Pai e com cada membro de Sua família. Alegrar-vos-eis em praticar qualquer ato, embora humilde, que contribua para Sua glória ou bem-estar de vossos semelhantes. O Maior Discurso de Cristo, págs. 104-106.

18.8.10

O FILHO DE DEUS EXISTENTE POR SI MESMO

Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, Eu sou. João 8:58.
"Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se. Disseram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinqüenta anos e viste Abraão? Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, Eu sou." João 8:56-58.
Aqui Cristo lhes mostra que, embora calculassem que Sua vida tinha menos de 50 anos, Sua vida divina não podia ser calculada pelo cômputo humano. A existência de Cristo antes de Sua encarnação não é medida por algarismos. Signs of the Times, 3 de maio de 1899.
"Antes que Abraão existisse, Eu sou." João 8:58. Cristo é o Filho de Deus preexistente, existente por Si mesmo. A mensagem que Ele deu a Moisés, para ser transmitida aos filhos de Israel, foi: "Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros." Êxo. 3:14.
O profeta Miquéias escreveu a Seu respeito: "E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade." Miq. 5:2.
Cristo declarou por intermédio de Salomão: "O Senhor Me possuiu no princípio de Seus caminhos e antes de Suas obras mais antigas. Quando punha ao mar o Seu termo, para que as águas não trespassassem o Seu mando; quando compunha os fundamentos da Terra, então, Eu estava com Ele e era Seu aluno; e era cada dia as Suas delícias, folgando perante Ele em todo o tempo." Prov. 8:22, 29 e 30.
Ao falar de Sua preexistência, Cristo faz o pensamento remontar aos séculos eternos. Ele nos assegura que nunca houve um tempo em que não estivesse em íntima ligação com o Deus eterno. Aquele cuja voz os judeus estavam então ouvindo estivera com Deus como Alguém que Se achava em Sua presença.
As palavras de Cristo foram proferidas com calma dignidade e com uma certeza e poder que trouxeram convicção aos corações dos escribas e fariseus. Eles sentiram o poder da mensagem enviada pelo Céu. Deus estava batendo à porta do coração deles, pedindo entrada. Signs of the Times, 29 de agosto de 1900.
Ele era igual a Deus, infinito e onipotente. ... É o Filho eterno, existente por si mesmo. Manuscrito 101, 1897.
Em Cristo há vida original, não emprestada, não derivada. "Quem tem o Filho tem a vida." I João 5:12. A divindade de Cristo é a certeza de vida eterna para o crente. "Quem crê em Mim", disse Jesus, "ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em Mim nunca morrerá. Crês tu isto?" João 11:25 e 26. Cristo olha aqui ao tempo de Sua segunda vinda. O Desejado de Todas as Nações, pág. 530.

A PREEXISTÊNCIA DO FILHO DE DEUS

E, agora, glorifica-Me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que Eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo. João 17:5.
Mas ao mesmo tempo que a Palavra de Deus fala da humanidade de Cristo quando aqui na Terra, também fala ela positivamente em Sua preexistência. A Palavra existiu como ser divino, a saber, o eterno Filho de Deus, em união e unidade com Seu Pai. Desde a eternidade era Ele o Mediador do concerto, Aquele em quem todas as nações da Terra, tanto judeus como gentios, se O aceitassem, seriam benditos. "O Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." João 1:1. Antes de serem criados homens ou anjos, a Palavra [ou Verbo] estava com Deus, e era Deus.
O mundo foi feito por Ele, "e, sem Ele, nada do que foi feito se fez". João 1:3. Se Cristo fez todas as coisas, existiu Ele antes de todas as coisas. As palavras faladas com respeito a isso são tão positivas que ninguém precisa deixar-se ficar em dúvida. Cristo era Deus essencialmente, e no mais alto sentido. Estava Ele com Deus desde toda a eternidade, Deus sobre todos, bendito para todo o sempre.
O Senhor Jesus Cristo, o divino Filho de Deus, existiu desde a eternidade, como pessoa distinta, mas um com o Pai. Era Ele a excelente glória do Céu. Era o Comandante dos seres celestes, e a homenagem e adoração dos anjos era por Ele recebida como de direito. Isto não era usurpação em relação a Deus. "O Senhor Me possuiu no princípio de Seus caminhos", declara Ele, "e antes de Suas obras mais antigas. Desde a eternidade, fui ungida; desde o princípio, antes do começo da Terra. Antes de haver abismos, fui gerada; e antes ainda de haver fontes carregadas de águas. Antes que os montes fossem firmados, antes dos outeiros, eu fui gerada. Ainda Ele não tinha feito a Terra, nem os campos, nem sequer o princípio do pó do mundo. Quando Ele preparava os céus, aí estava Eu; quando compassava ao redor a face do abismo." Prov. 8:22-27.
Há luz e glória na verdade de que Cristo era um com o Pai antes de terem sido lançados os fundamentos do mundo. Esta é a luz que brilhava em lugar escuro, fazendo-o resplender com a divina glória original. Esta verdade, infinitamente misteriosa em si, explica outros mistérios e verdades de outro modo inexplicáveis, ao mesmo tempo que se reveste de luz inacessível e incompreensível. ...
"O povo que estava assentado em trevas, viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou." Mat. 4:16. Aqui se apresentam a preexistência de Cristo e o propósito de Sua manifestação ao mundo, como raios vivos de luz do trono eterno. Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 247 e 248.
[Cristo] diz: e fulgure a Minha glória - a glória que Eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo. Signs of the Times, 10 de maio de 1899.

Exaltai-O Como o Filho de Deus

Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. Filip. 4:8.
O novo ano já se apresentou; antes, porém, de saudarmos a sua chegada, nós nos detemos para perguntar: Qual foi a história do ano que, com o seu fardo de reminiscências, passou agora para a eternidade? A admoestação do apóstolo aplica-se a cada um de nós: "Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos." II Cor. 13:5. Deus não permita que nesta hora importante fiquemos tão absortos em outras questões que não dediquemos tempo a séria, sincera e criteriosa introspecção! Sejam as coisas menos importantes relegadas a segundo plano, e demos agora prioridade àquilo que diz respeito aos nossos interesses eternos. ...
Nenhum de nós pode, em sua própria força, representar o caráter de Cristo; mas, se Jesus vive no coração, o espírito que nEle habita revelar-se-á em nós; será suprida toda a nossa deficiência. Quem procurará, no começo deste novo ano, obter nova e genuína experiência nas coisas de Deus? Corrigi os vossos desacertos na medida em que for possível. Confessai os vossos erros e pecados uns aos outros. Seja removida toda amargura, ira e malícia; que a paciência, a longanimidade, a bondade e o amor tornem-se uma parte de vosso ser; então tudo o que é puro, amável e de boa fama se desenvolverá em vossa experiência. ...
Que fruto demos nós durante o ano que passou? Qual foi a nossa influência sobre os outros? A quem trouxemos para o redil de Cristo? O olhar do mundo está voltado para nós. Somos cartas vivas de Cristo, conhecidas e lidas por todos os homens? Seguimos o exemplo de Jesus na abnegação, na mansidão, na humildade, na clemência, no levar a cruz, na devoção? O mundo será levado a reconhecer que somos servos de Cristo? ...
Não procuraremos, neste novo ano, corrigir os erros do passado? Compete-nos, individualmente, cultivar a graça de Cristo, ser mansos e humildes de coração, e firmes, resolutos e constantes na verdade; pois só assim poderemos crescer em santidade, e ser habilitados para a herança dos santos na luz. Comecemos o ano com a total renúncia do próprio eu; oremos por claro discernimento, para que compreendamos os direitos que o nosso Salvador tem sobre nós e para que em todas as ocasiões e em todos os lugares sejamos testemunhas de Cristo. Signs of the Times, 4 de janeiro de 1883.
Exaltai a Jesus, vós que ensinais o povo. Exaltai-O nas exortações, nos sermões, em cânticos, em oração. Que todos os vossos esforços convirjam para dirigir pessoas confusas, transviadas e perdidas ao "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". João 1:29. Ordenai que elas olhem e vivam. Review and Herald, 12 de abril de 1892.

12.8.10

AS BOAS NOVAS DO REINO

E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino. Mat. 4:23.
"E Ele passou a ensiná-los, dizendo: Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos Céus." Mat. 5:2 e 3. Como um ensino estranho e novo, estas palavras caem nos ouvidos da multidão admirada. Semelhante doutrina é contrária a tudo que ouviram dos sacerdotes e rabinos. Nela não vêem coisa alguma que lisonjeie seu orgulho ou lhes alimente as ambiciosas esperanças. Irradia, porém, deste novo Mestre um poder que os conserva como que presos. Dir-se-ia que a doçura do amor divino transcendesse de Sua presença, como da flor o perfume. ...
Mas na multidão que cercava Jesus, alguns havia que tinham a intuição de sua pobreza espiritual. ... Havia pessoas que, na presença de Sua pureza, se sentiam desgraçadas, miseráveis, pobres, cegas e nuas (Apoc. 3:17); e estas almejavam "a graça de Deus, ... trazendo salvação a todos os homens". Tito 2:11.
Dos humildes de espírito, diz Jesus: "Deles é o reino dos Céus." Mat. 5:3. Este reino não é, como esperavam os ouvintes de Cristo, um domínio temporal e terreno. Cristo estava a abrir aos homens o reino espiritual de Seu amor, Sua graça, Sua justiça. ... Seus súditos são os humildes de espírito, os mansos, os perseguidos por causa da justiça. Deles é o reino dos Céus. Conquanto não se tenha ainda realizado plenamente, iniciou-se neles a obra que os tornará "idôneos para participar da herança dos santos na luz". Col. 1:12.
Todos os que têm a intuição de sua profunda pobreza de alma e vêem que em si mesmos nada possuem de bom, encontrarão justiça e força olhando a Jesus. ... Ele vos ordena que troqueis a vossa pobreza pelas riquezas de Sua graça. Não somos dignos do amor de Deus, mas Cristo, nossa segurança, é digno, e capaz de salvar abundantemente todos os que forem a Ele. Qualquer que tenha sido vossa vida passada, por mais desanimadoras que sejam vossas circunstâncias presentes, se fordes a Jesus exatamente como sois, fracos, incapazes e em desespero, nosso compassivo Salvador irá grande distância ao vosso encontro, e em torno de vós lançará os braços de amor e as vestes de Sua justiça. O Maior Discurso de Cristo, págs. 6-9.

5.8.10

O PLANO DE DEUS PARA MIM

Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem pois o invalidará? E a sua mão estendida está; quem, pois, a fará voltar atrás? Isa. 14:27.
Na História, cada um dos atores tem seu papel e seu lugar; pois a grande obra de Deus será, segundo Seu próprio plano, efetuada por homens que se prepararam para ocupar posições, ou para o bem ou para o mal. Opondo-se à justiça, os homens tornam-se instrumentos da injustiça. Mas não são forçados a seguir esse procedimento. Não precisam tornar-se instrumentos de injustiça, da mesma forma que Caim não precisava. ...
Homens de todas as espécies, justos e injustos, estarão desempenhando os seus papéis no plano divino. Com o caráter que formaram, farão a sua parte no cumprimento da História. Numa crise, exatamente no momento certo, estarão no lugar para cujo preenchimento eles se prepararam. Crentes e descrentes se arregimentarão como testemunhas, para confirmar a verdade que eles mesmos não compreendem. Todos cooperarão no cumprimento dos propósitos de Deus, tal qual o fizeram Anás, Caifás, Pilatos e Herodes. Condenando Cristo à morte, pensavam os sacerdotes estar executando seus próprios propósitos, mas sem estarem conscientes nem o pretenderem, cumpriam os propósitos divinos. Review and Herald, 12 de junho de 1900.
Deus olha o interior da pequenina semente que Ele próprio criou, e nela vê encoberta a bela flor, o arbusto ou a grande e frondosa árvore. Assim vê Ele as possibilidades em toda criatura humana. Achamo-nos aqui para determinado fim. Deus nos deu o plano que tem para nossa vida, e deseja que alcancemos a mais alta norma de desenvolvimento. ... Ele deseja que os jovens cultivem todas as faculdades de seu ser, exercitando ativamente cada uma delas. ...
Contemplem eles a Cristo como o modelo segundo o qual devem ser moldados. A santa ambição que Ele revelou em Sua vida devem eles nutrir - a ambição de tornar o mundo melhor por eles nele terem vivido. Tal é a obra a que são chamados. A Ciência do Bom Viver, págs. 397 e 398.
Deveis agora construir... para vos relacionardes com a sociedade e com a vida de maneira tal que possais atender ao desígnio de Deus em vossa criação. Fundamentos da Educação Cristã, pág. 82.

18.7.10

DEFRONTANDO O FANATISMO

Quando voltei a Portland, havia evidências dos efeitos desoladores do fanatismo. Alguns pareciam crer que a religião consistia em grande exaltação e rumor. Costumavam falar de modo que irritava os incrédulos, e isso influía para se levantar ódio contra eles mesmos e as doutrinas que ensinavam. Então se regozijavam de que sofressem perseguição. Os incrédulos não podiam ver nenhuma coerência nesse procedimento. Nalguns lugares os crentes eram impedidos de celebrar seus cultos. Os inocentes sofriam com os culpados.
Grande parte do tempo eu tinha o coração triste e pesaroso. Parecia coisa cruel que a causa de Cristo devesse ser prejudicada pelo procedimento daqueles homens sem critério. Não somente estavam promovendo a ruína da própria alma, mas pondo sobre a causa um estigma difícil de ser removido. E Satanás, gostava que assim fosse. Convinha-lhe muito ver a verdade manejada por homens não santificados, vê-la misturada com erros, e então tudo juntamente pisado em terra. Olhava com triunfo ao estado de confusão e dispersão dos filhos de Deus.
Estremecíamos ao pensar nas igrejas que iriam ser submetidas a esse espírito de fanatismo. Meu coração condoía-se pelo povo de Deus. Deveriam eles ser enganados e transviados por esse falso entusiasmo? Fielmente proferia os avisos a mim dados pelo Senhor; mas pareciam produzir pouco efeito, exceto no tocante a tornar os extremistas invejosos de mim.
Falsa Humildade
Alguns havia que professavam grande humildade, e advogavam o arrastar-se no chão, quais crianças, como prova de humildade.
Pretendiam que as palavras de Jesus em Mateus 18:1-6 devessem ter cumprimento literal neste período, em que esperavam a volta de seu Salvador. Costumavam arrastar-se em redor de suas casas, nas ruas, nas pontes e na própria igreja.
Eu lhes disse claramente que isso não era exigido; que a humildade que Deus esperava de Seu povo devia manifestar-se por uma vida semelhante à de Cristo, e não pelo arrastar-se no chão. Todas as coisas espirituais devem ser tratadas com santa dignidade. A humildade e mansidão estão de acordo com a vida de Cristo, mas devem mostrar-se de modo digno.
O cristão revela a verdadeira humildade, mostrando a brandura de Cristo, estando sempre pronto para auxiliar a outros, falando palavras amáveis e praticando atos desinteressados, o que eleva e enobrece a mais sagrada mensagem já vinda ao nosso mundo.
A Doutrina do Ócio
Havia alguns em Paris, Maine, que criam ser pecado trabalhar. O Senhor me entregou uma reprovação para o dirigente desse erro, na qual declarava que, abstendo-se do trabalho, propagando seus erros e condenando quem os não recebia, ele estava procedendo contrariamente à Palavra de Deus. Ele rejeitou todas as provas que o Senhor deu para convencê-lo de seu erro, e decidiu-se a não modificar sua maneira de proceder. Empreendeu cansativas viagens, caminhando grandes distâncias para lugares onde apenas receberia desacato, e pensava que assim sofria pela causa de Cristo. Prescindindo de razão e de juízo, obedecia a seus impulsos.
Vi que Deus trabalharia pela salvação de Seu povo: que esse homem desencaminhado logo se manifestaria de modo que todos os honestos de coração veriam que não estava sendo influenciado pelo bom espírito, e que sua carreira breve terminaria. Logo depois se desfez o ardil, e pouca influência ele exerceu sobre os crentes. Atribuiu ao diabo a procedência de minhas visões, e continuou a seguir suas inclinações, até que perdeu o juízo e seus amigos foram obrigados a interná-lo num manicômio. Finalmente fez uma corda com roupa de cama, enforcando-se com ela, e seus seguidores foram levados a se compenetrar da falácia de seus ensinos.
A Dignidade do Trabalho
Deus ordenou que os seres por Ele criados, trabalhem. Disto depende sua felicidade. Ninguém no grande domínio da criação do Senhor, foi feito para ser zangão. Nossa felicidade aumenta e nossa capacidade desenvolve-se ao nos empenharmos em ocupações úteis.
A ação dá poder. Perfeita harmonia prevalece no Universo de Deus. Todos os seres celestiais estão em constante atividade; e o Senhor Jesus, no trabalho de Sua vida, nos deu a todos um exemplo. Ele andou "fazendo o bem". Atos 10:38. Deus estabeleceu a lei da ação obediente. Silenciosos mas incessantes, os objetos de Sua criação fazem o seu trabalho designado. O oceano está em constante movimento. A relva que cresce, "que hoje existe e amanhã é lançada no forno" (Mat. 6:30), desempenha o seu papel, vestindo o campo de beleza. As folhas movem-se, e, no entanto, não se vê mão alguma tocá-las. O Sol, a Lua e as estrelas são úteis e cumprem magnificamente sua missão.
A todo tempo funciona o mecanismo do corpo. Dia após dia o coração pulsa, efetuando a sua tarefa regular e determinada, forçando a corrente carmesim a ir a todas as partes do corpo. Atividade, atividade é o que se vê permear todo mecanismo vivo. E o homem, com seu corpo e mente criados à semelhança de Deus, deve ser ativo a fim de preencher o lugar que lhe foi designado. Não deve estar ocioso. A ociosidade é pecado.
Uma Provação Severa
Em plena experiência de minha luta contra o fanatismo, fui submetida a uma severa provação. Se o Espírito de Deus repousava sobre alguém na reunião, e esse glorificava a Deus, louvando-O, alguns levantavam o brado de mesmerismo; se o Senhor era servido dar-lhe uma visão na reunião, alguns diziam que era efeito da agitação e do mesmerismo.
Aflita e desanimada, eu ia muitas vezes sozinha a um lugar solitário para derramar a alma diante dAquele que convida os cansados e oprimidos para irem a Ele e encontrarem descanso. Enquanto minha fé requeria as promessas, Jesus parecia muito próximo. A suave luz do Céu brilhava em meu redor; parecia-me estar enlaçada pelos braços de meu Salvador e, ali, era arrebatada em visão. Mas quando relatava o que Deus me revelara, a mim sozinha, onde nenhuma influência terrestre poderia afetar-me, ficava aflita e espantada ao ouvir alguns insinuarem que os que viviam mais perto de Deus estavam mais no caso de ser enganados por Satanás.
Alguns quiseram fazer-me crer que não havia Espírito Santo, e que todas as operações que os santos homens de Deus haviam experimentado, eram apenas o efeito do mesmerismo ou da operação de Satanás.
Aqueles que por certos textos das Escrituras haviam adotado opiniões extremistas, abstendo-se completamente do trabalho, e repelindo todos quantos não queriam aceitar suas idéias sobre este ou outros pontos concernentes a deveres religiosos, acusavam-me de me conformar com o mundo. De outro lado, os adventistas nominais acusavam-me de fanatismo, e eu era falsamente apresentada como a dirigente do fanatismo, para cuja repressão eu trabalhava constantemente.
Diferentes ocasiões foram marcadas para a vinda do Senhor, e insistia-se a tal respeito com os irmãos. O Senhor, porém, mostrou-me que passariam, pois o tempo de angústia deveria ocorrer antes da vinda de Cristo; e que cada vez que se marcasse uma data, e esta passasse, isso enfraqueceria a fé do povo de Deus. Por esse motivo eu era acusada de ser o mau servo que dizia: "O meu Senhor tarde virá." Mat. 24:48.
Todas essas coisas me afligiam grandemente e, em minha confusão, era algumas vezes tentada a duvidar de minha própria experiência.
Enquanto numa manhã orávamos em família, o poder de Deus desceu sobre mim e, subitamente, ocorreu-me o pensamento de que era mesmerismo, e resisti. Imediatamente fui atacada de mudez, e por alguns momentos perdi de vista tudo quanto me cercava. Vi então meu pecado por duvidar do poder de Deus, e que, devido a isso, ficara muda, mas minha língua seria desatada em menos de vinte e quatro horas.
Os Cinqüenta Textos:
Luc. 1:20   Filip. 2:13-15   Mar. 16:17 e 18
João 16:15   Efés. 6:10-13   João 9:20-27
Atos 2:4   Efés. 6:14-18   João 14:13-15
Atos 4:29 e 30   Efés. 4:32   João 15:7 e 8
Atos 4:31 I   Ped. 1:22   Mar. 1:23-25
Mat. 7:6   João 13:34 e 35   Rom. 8:38 e 39
Mat. 7:7-12   II Cor. 13:5   Apoc. 3:7-13
Mat. 7:15   I Cor. 3:10 e 11   Apoc. 14:4 e 5
Mat. 24:24   I Cor. 3:12 e 13   Filip. 3:20
Col. 2:6 e 7   Atos 20:28-30    Tia. 5:7 e 8
Heb. 10:35-37   Gál. 1:6-9   Filip. 3:21
Col. 2:8   Luc. 12:3-7   Apoc. 14:14-17
Heb. 10:38 e 39   Luc. 4:10 e 11   Heb. 4:9
Heb. 4:10 e 11   II Cor. 4:6-9   Apoc. 21:2
Heb. 4:12   II Cor. 4:17 e 18   Apoc. 14:1
Filip. 1:6   I Ped. 1:5-7   Apoc. 22:1-5
Filip. 1:27-29   I Tess. 3:8

Foi-me mostrado um cartão, em que estavam escritos em letras de ouro o capítulo e versículos de cinqüenta textos das Escrituras.
Depois que voltei da visão, pedi por sinais a lousa, e nela escrevi que estava muda, também o que vira, e que queria a Bíblia grande. Tomei-a, e prontamente busquei todos os textos que vira no cartão.
Estive sem poder falar durante o dia todo. Cedo na manhã seguinte, minha alma se encheu de alegria, minha língua se soltou e prorrompi em grandes louvores a Deus. Depois daquilo não ousei duvidar, nem por um momento sequer resistir ao poder de Deus, pensassem outros de mim o que quisessem.
Até então não me fora possível escrever; minha mão trêmula não podia segurar com firmeza a pena. Estando em visão, um anjo me ordenou escrevê-la. Obedeci, e escrevi prontamente. Meus nervos estavam fortalecidos, e desde aquele dia até hoje minha mão tem estado firme.
Exortações à Fidelidade
Era muito penoso para mim, relatar aos que erravam o que, concernente a eles, me havia sido mostrado. Causava-me grande angústia ver outros perturbados ou entristecidos. E, sendo obrigada a declarar as mensagens, queria muitas vezes abrandá-las e fazê-las parecer tão favoráveis às pessoas quanto eu podia, e então ficava a sós e chorava em agonia de espírito. Eu olhava àqueles que pareciam ter apenas sua própria alma para cuidar, e achava que, se estivesse em sua situação, não murmuraria. Era penoso descrever os testemunhos claros e incisivos a mim apresentados por Deus. Ansiosamente aguardava o resultado; e, se as pessoas reprovadas se rebelavam contra a reprovação, e mais tarde se opunham à verdade, eu me perguntava: Terei eu apresentado a mensagem exatamente como devia? Não poderia haver algum meio de os salvar? E então me oprimia a alma uma angústia tal que muitas vezes achava que a morte seria um bem-vindo mensageiro e a sepultura um suave lugar de descanso.
Não compreendia que assim inquirindo e duvidando eu era infiel, e não enxergava o perigo e o pecado de tal procedimento, até que, em visão fui levada à presença de Jesus. Ele me olhou com o semblante carregado, e desviou o rosto de mim. Não é possível descrever o terror e a agonia que então senti. Prostrei-me sobre o rosto diante dEle, mas não tinha ânimo para proferir uma palavra. Oh, quanto eu desejava ocultar-me e subtrair-me àquela terrível expressão sombria! Pude compreender então até certo ponto quais serão os sentimentos dos perdidos, quando clamarem às montanhas e às rochas: "Caí sobre nós, e escondei-nos da face dAquele que está assentado no trono, e da ira do Cordeiro." Apoc. 6:16.
Imediatamente um anjo me mandou levantar, e o quadro que meus olhos viram dificilmente poderá ser descrito. Diante de mim havia uma multidão de cabelos desgrenhados e vestes despedaçadas, e cujo rosto era a própria expressão do desespero e terror. Achegaram-se a mim, e roçaram suas vestes nas minhas. Quando olhei às minhas vestes, vi que estavam manchadas de sangue. De novo caí como morta aos pés do meu anjo assistente. Não podia alegar uma desculpa, e desejava estar fora daquele santo lugar.
O anjo me pôs de pé, e disse: "Este não é o teu estado agora; mas esta cena te foi apresentada para te fazer saber qual será tua situação se negligenciares declarar a outros o que o Senhor te revelou. Mas se fores fiel até o fim, comerás da árvore da vida, e beberás da água da vida. Terás de sofrer muito, mas a graça de Deus te basta."
Então senti-me disposta a fazer tudo que o Senhor exigisse de mim a fim de obter Sua aprovação, e não contemplar Sua terrível expressão de desagrado.
O Selo da Aprovação Divina
Aqueles foram tempos agitados. Se não tivéssemos então permanecido firmes, teríamos naufragado na fé. Alguns diziam que éramos obstinados; tínhamos de pôr nosso rosto como um seixo, e não desviar-nos nem para a direita nem para a esquerda.
Durante anos trabalhávamos para rebater os preconceitos e subjugar a oposição que por vezes ameaçava sobrepujar os fiéis porta-bandeiras da verdade - heróis e heroínas da fé. Achávamos, porém, que aqueles que buscavam a Deus em humildade e contrição de alma eram capazes de discernir entre o verdadeiro e o falso. "Guiará os mansos retamente; e aos mansos ensinará o Seu caminho." Sal. 25:9.
Deus nos concedeu uma experiência preciosa naqueles dias. Quando em conflito cerrado com os poderes das trevas, como freqüentemente nos achávamos, tudo apresentávamos ao poderoso Auxiliador. Repetidas vezes orávamos pedindo força e sabedoria. Não nos queríamos render, pois sentíamos que o auxílio deveria vir. E pela fé em Deus, o ataque inimigo virou-se contra ele mesmo, ganharam-se vitórias gloriosas para a causa da verdade, e viemos a compreender que Deus não nos dera Seu espírito por medida. Não fossem essas provas especiais do amor de Deus, não houvesse Ele, dessa maneira, pela manifestação de Seu Espírito, aposto Seu selo à verdade, e poderíamos ter desanimado. Mas essas provas da direção divina, essas vívidas experiências nas coisas de Deus, fortaleceram-nos para ferirmos corajosamente as batalhas do Senhor. Os crentes puderam mais claramente discernir como Deus lhes havia apontado o caminho, guiando-os por entre provações, desapontamentos e terríveis conflitos. Tornavam-se mais fortes à medida que encontravam e venciam obstáculos, e adquiriam uma rica experiência a cada passo que avançavam.
Lições do Passado
Em anos seguintes, foi-me mostrado que as falsas teorias insinuadas no passado, de maneira alguma surgiram em vão. Em havendo oportunidades favoráveis, elas reaparecerão. Não nos esqueçamos de que tudo que puder ser abalado, sê-lo-á. Com algumas pessoas o inimigo será bem-sucedido ao subverter a fé, mas os que forem fiéis aos princípios, não serão abalados. Permanecerão firmes por entre provações e tentações. O Senhor indicou esses erros; e os que não discernirem onde Satanás entra continuarão a ser levados por falsos caminhos. Jesus nos ordena ser vigilantes, e confirmar os restantes, que estão para morrer.
Não devemos entrar em controvérsia com os que mantêm falsas teorias. A discussão não traz proveito. Cristo nunca a entreteve. "Está escrito" (Luc. 4:8) - era a arma usada pelo Redentor do mundo. Conservemo-nos ligados à Palavra. Deixemos que o Senhor Jesus e Seus mensageiros testifiquem. Sabemos que o testemunho deles é verdadeiro.
Cristo preside todas as obras de Sua criação. Na coluna de fogo Ele guiava os filhos de Israel, vendo os Seus olhos o passado, o presente e o futuro. Ele deve ser reconhecido e honrado por todos os que amam a Deus. Seus mandamentos devem ser a força dirigente na vida de Seu povo.
O tentador vem com a insinuação de que Cristo removeu a sede de Seu trono e poder para alguma região desconhecida, e que os homens não mais necessitam de ser incomodados com exaltar-Lhe o caráter e obedecer à Sua lei. Os seres humanos devem ser uma lei para si mesmos, declara ele. Esses enganos exaltam o eu e anulam a Deus. Destroem as restrições e o governo moral na família humana. As restrições ao vício enfraquecem mais e mais. O mundo não ama nem teme a Deus. E os que não amam nem temem a Deus logo perdem todo o senso da obrigação de uns para com os outros. Estão sem Deus e sem esperança no mundo.
Os ensinadores que não põem diariamente a Palavra de Deus em contato com o trabalho de sua vida estão em grande perigo. Não possuem de Deus ou de Cristo um conhecimento tal que possa salvar. Aqueles que não vivem a verdade são os que mais propensos se acham a inventar enganos para ocupar o tempo e absorver a atenção que deveriam ser empregados no estudo da Palavra de Deus. Terrível erro é para nós negligenciarmos o estudo da Bíblia, e estudarmos teorias que desorientam, desviando a mente das palavras de Cristo para as falácias de origem humana.
Não precisamos de nenhum ensino imaginoso no tocante à personalidade de Deus. O que Deus deseja que conheçamos a Seu respeito está revelado em Sua Palavra e em Suas obras. As belas coisas da natureza revelam o Seu caráter e poder criador. São a Sua dádiva à raça humana a fim de mostrar o Seu poder, e mostrar que Ele é um Deus de amor. Mas ninguém está autorizado a dizer que Deus mesmo esteja em pessoa na flor, na folha ou na árvore. Estas coisas são obra de Deus e revelam Seu amor à humanidade.
Cristo é a perfeita revelação de Deus. Aqueles que desejam conhecer a Deus, estudem a obra e os ensinos de Cristo. Àqueles que O recebem e nele crêem, Ele dá o poder de serem feitos filhos de Deus.

14.7.10

O SÁBADO DO SENHOR

Quando em visita a New Bedford, Massachusetts, em 1846, conheci o Pastor José Bates. Ele havia de princípio abraçado a fé do advento, e era trabalhador ativo na Causa. Achei que era um verdadeiro homem cristão, cortês e amável.
A primeira vez que me ouviu falar manifestou profundo interesse. Depois que eu acabara de falar, levantou-se e disse: "Eu duvido como Tomé. Não creio em visões. Se, porém, pudesse crer que o testemunho que a irmã relatou esta noite é na verdade a voz de Deus para nós, seria o mais feliz dos homens. Meu coração está profundamente comovido. Creio que a oradora é sincera, mas não posso compreender quanto ao que respeita serem-lhe mostradas as maravilhosas coisas que nos relatou."
O Pastor Bates guardava o sábado, sétimo dia da semana, e para esse dia nos chamava a atenção como sendo o verdadeiro Sábado. Eu não compreendia sua importância, e achava que ele errava em ocupar-se com o quarto mandamento mais do que com os outros nove.
O Senhor, porém, me deu uma visão do santuário celestial, em que o templo de Deus foi aberto no Céu, e foi-me mostrada a arca de Deus coberta com o propiciatório. Em cada extremidade da arca havia um anjo com as asas estendidas sobre o propiciatório e a face voltada para ele. Isso, informou-me o meu anjo assistente, representa todo o exército celestial olhando com reverente temor para a lei divina, que foi escrita com o dedo de Deus.
Jesus levantou a cobertura da arca, e contemplei as tábuas de pedra em que os Dez Mandamentos estavam escritos.
Fiquei atemorizada quando vi o quarto mandamento mesmo no centro dos dez preceitos, com uma suave auréola de luz rodeando-o. Disse o anjo: "É o único dos dez que define o Deus vivo que criou os Céus e a Terra e todas as coisas que neles há."
Quando foram postos os fundamentos da Terra, também foi posto o fundamento do sábado. Foi-me mostrado que se o verdadeiro sábado houvesse sido guardado, jamais teria havido um incrédulo nem ateu. A observância do sábado teria preservado da idolatria o mundo.
O Quarto Mandamento.
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharas, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus: não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os Céus e a Terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou. Êxo. 20:8-11.
O quarto mandamento tem sido pisado a pés; por isso, somos chamados para reparar a brecha na lei de Deus e defender o sábado profanado. O homem do pecado, que se exalta acima de Deus, e pensou mudar os tempos e a lei, efetuou a mudança do sábado, do sétimo para o primeiro dia da semana. Fazendo isso, perpetrou uma brecha na lei de Deus. Precisamente antes do grande dia de Deus, é enviada uma mensagem para exortar o povo a voltar à obediência à lei de Deus, quebrantada pelo anticristo. Por preceito e exemplo devemos chamar a atenção para a brecha feita na lei.
Foi-me mostrado que as preciosas promessas de Isaías 58:12-14 se aplicam aos que trabalham pela restauração do verdadeiro sábado.
Foi mostrado que o terceiro anjo, que proclama os mandamentos e a fé de Jesus (Apoc. 14:9-14), representa o povo que recebe essa mensagem, e ergue a voz de advertência ao mundo para que guarde os mandamentos de Deus e a Sua lei como a menina dos olhos; e em resposta a esta advertência muitos abraçariam o sábado do Senhor.
Promessas Para os Guardadores do Sábado.
Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de muitas gerações, e serás chamado reparador de brechas, e restaurador de veredas para que o país se torne habitável. Se desviares o pé de profanar o sábado, e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia; e se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da Terra, e te sustentarei com a herança de Jacó; teu pai, porque a boca do Senhor o disse. Isa. 58:12-14.

9.7.10

O SANTUÁRIO CELESTIAL

Enquanto orávamos, o Espírito Santo desceu sobre nós. Sentíamo-nos muito felizes. Logo fiquei inconsciente quanto às coisas terrestres e fui envolta em visão da glória de Deus.
Vi um anjo voando rapidamente em direção a mim. Em pouquíssimo tempo, me levou da Terra à santa cidade. Ali vi um templo, em que entrei. Passei por uma porta antes de chegar ao primeiro véu. Levantou-se esse e passei para o lugar santo. Ali vi o altar de incenso, o castiçal com sete lâmpadas, a mesa sobre que estavam os pães da proposição. Depois de ver a glória do lugar santo, Jesus levantou o segundo véu, e passei para o santo dos santos.
No lugar santíssimo vi uma arca, cujo cimo e lados eram de ouro puríssimo. Em cada uma de suas extremidades estava um lindo querubim, com as asas estendidas sobre ela. Tinham o rosto voltado um para o outro, e olhavam para baixo. Entre os anjos havia um incensário de ouro. Por cima da arca, onde os anjos estavam, havia uma glória extraordinariamente fulgurante, com a aparência de um trono em que Deus habitava. Jesus ficou ao lado da arca e, ao ascenderem para Ele as orações dos santos, o incenso ardia e, com o incenso, Ele oferecia as orações a Seu Pai.
Na arca estava o vaso de ouro que continha o maná, a vara florida de Arão, e as tábuas de pedra que se dobravam como um livro. Jesus as abriu e vi os Dez Mandamentos, nelas escritos com o dedo de Deus. Em uma tábua havia quatro, e na outra seis. Os quatro na primeira tábua brilhavam mais do que
os outros seis. Mas o quarto, o mandamento do sábado, resplandecia mais do que todos, pois o sábado foi separado para ser guardado em honra ao santo nome de Deus. O santo sábado resplandecia, circundado de uma auréola de glória. Vi que o mandamento do sábado não fora pregado na cruz. Se assim fosse, os outros nove mandamentos teriam sido também, e teríamos a liberdade de violá-los todos, assim como violamos o quarto. Vi que Deus não havia mudado o sábado, pois Ele nunca muda. Mas o papa o mudara, do sétimo para o primeiro dia da semana; pois intentara mudar os tempos e a lei.
Vi que, se Deus houvesse mudado o sábado, do sétimo para o primeiro dia, teria mudado a inscrição do mandamento do sábado, gravada nas tábuas de pedra, que agora estão na arca, no lugar santíssimo do templo celestial; e assim estaria redigido: O primeiro dia é o sábado do Senhor teu Deus. Vi, porém, que os seus dizeres eram os mesmos que quando, pelo dedo de Deus, foram escritos nas tábuas de pedra entregues a Moisés, no Sinai: "Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus." Gên. 20:10. Vi que o santo sábado é e será o muro de separação entre o verdadeiro Israel de Deus e os incrédulos; e é a instituição mais apropriada para unir os corações dos queridos e expectantes santos de Deus.
Vi que Deus tem filhos que não vêem nem guardam o sábado. Não rejeitaram a luz a ele concernente. E, no começo do tempo de angústia, ficamos cheios do Espírito Santo quando saímos e de maneira mais ampla proclamamos o sábado. Isso enraiveceu as igrejas e os adventistas nominais, pois não podiam refutar a verdade do sábado. E nessa ocasião todos os escolhidos de Deus viram claramente que tínhamos a verdade, e vieram e suportaram a perseguição conosco.
Vi a espada, a fome, a pestilência e grande confusão na Terra. Os ímpios pensaram que havíamos trazido juízo sobre eles, e deliberaram livrar a Terra de nós, julgando que então os males cessariam.
No tempo de angústia todos nós fugimos das cidades e aldeias, mas fomos perseguidos pelos ímpios que com espadas entravam nas casas dos santos. Ao levantarem a espada para matar-nos, ela se quebrava e caía tão impotente como uma palha. Então todos clamamos dia e noite por livramento, e o clamor chegou até Deus.
O Sol apareceu e a Lua se deteve. Os rios deixaram de correr. Nuvens negras e densas apareceram e chocaram-se entre si. Havia, porém, um lugar claro, de uma glória fixa, donde veio a voz de Deus semelhante a muitas águas, a qual abalou os céus e a Terra. O céu abria e fechava-se, em profunda comoção. As montanhas eram sacudidas como caniço ao vento, e lançavam ao redor pedras irregulares. O mar fervia como uma panela, e lançava pedras sobre a terra.
E ao anunciar Deus o dia e a hora da vinda de Jesus, e proclamar o concerto eterno com Seu povo, proferia uma sentença e então silenciava enquanto as palavras rolavam sobre a Terra. O Israel de Deus permanecia com os olhos fixos em cima, ouvindo as palavras que saíam da boca de Jeová e rolavam pela Terra como estrondos dos maiores trovões. Era terrivelmente solene. E no final de cada sentença os santos exclamavam: "Glória! Aleluia!" Tinham o rosto iluminado com a glória de Deus, e resplandecente como o de Moisés, quando desceu do Sinai. Os ímpios não podiam fitá-Lo por causa da glória. E quando a bênção eterna foi pronunciada sobre os que haviam honrado a Deus, santificando o Seu sábado, houve uma enorme aclamação de vitória sobre a besta e sua imagem.
Começou então o jubileu, em que a Terra deveria repousar. Vi o escravo piedoso levantar-se em triunfal vitória, e desvencilhar-se das cadeias que o ligavam, enquanto seu ímpio senhor ficava confundido, sem saber que fazer; pois os ímpios não podiam compreender as palavras da voz de Deus.
Logo apareceu a grande nuvem branca. Pareceu-me mais linda que nunca. Sobre ela estava sentado o Filho de Deus. A princípio não vimos a Jesus na nuvem; mas, aproximando-se ela da Terra, pudemos contemplar Seu belíssimo semblante. Essa nuvem, quando a princípio apareceu, era o sinal do Filho do homem no céu.
A voz do Filho de Deus chamou à vida os santos mortos, que surgiram revestidos de gloriosa imortalidade. Os santos que estavam vivos foram transformados num momento, e com eles foram arrebatados para a carruagem da nuvem. Por todos os lados ela apresentava aspecto resplandecente ao ascender. De cada lado da carruagem havia asas e, debaixo, rodas. Ao subir a carruagem, as rodas clamavam: "Santo"; as asas, movendo-se, clamavam: "Santo"; e o séquito de santos anjos em redor da nuvem, clamava: "Santo, santo, santo, Senhor Deus todo-poderoso!" E os santos na nuvem clamavam: "Glória! Aleluia!" E a carruagem subiu à santa cidade. Jesus abriu as portas da cidade de ouro, e nos fez entrar. Ali fomos bem-vindos, pois havíamos guardado "os mandamentos de Deus" (Apoc. 14:12), e tínhamos "direito à árvore da vida". Apoc. 22:14.

5.7.10

A VERDADE PRESENTE

Bem disse Charles C.Cotton: “O maior inimigo da verdade é o tempo; a sua grande inimiga é o preconceito; e a sua constante companheira é a humildade.”
1. O que é a verdade?
Rª. “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade.” João 17:17
Nota: Gr. hagiázõ, “considerar santo”, “apartar para fins sagrados”. Os discípulos deviam ser consagrados para cumprir a tarefa que lhes seria confiada por Cristo. A santidade é um dos atributos de Deus (1ª Ped. 1:16). Portanto, desejar ser apartado para fins sagrados, é desejar entrar no plano de Deus, não só ser salvo ma meio pelo qual Deus salvará outros.
A verdade. Há uma definição da verdade (8:32). A Palavra de Deus é declarada a “verdade”. As Escrituras revelam o carácter de Deus e de Jesus Cristo. Estas verdades da Palavra de Deus são incorporadas no nosso viver fazendo parte da nossa vida.
2. A que conhecimento que Deus que cheguem todos os homens?
Rª. “O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.” 1ª Timóteo 2:4
3. Como deve a verdade sempre ser acariciada?
Rª. “Compra a verdade, e não a vendas; sim, a sabedoria, a disciplina, e o entendimento.” Provérbios 23:23
Nota: “compra a verdade”. A verdade é um tesouro que se deve adquirir sem olhar o preço, e dela nunca devemos desistir. A capacidade de ver claramente a aplicação dos princípios da verdade na vida, exige estudo e atenção diligente, bem como uma boa disposição para reconheceres os erros. Quanto mais se aproxima uma pessoa do Salvador e mais estuda a Palavra de Deus, tanto melhor compreende a verdadeira natureza das coisas. Se o egoísmo se introduz no coração de imediato os olhos ficam nublados para as realidades e o fim é o obter vantagens temporais, vende-se a verdade; e o que a vende, fica em perigo. Permite-se um espírito de auto-desculpa e de comiseração, o momento chega quando se perde a compreensão do valor da verdade, e a consequência é a perdição. Poucos se dão conta do perigo em mentir-se a si próprio (entrar na permissividade) e o baixo preço com que vendem a verdade e a vida eterna.
4. Reconhece a Bíblia o que se pode chamar a “verdade presente”?
Rª. “Pelo que estarei sempre pronto para vos lembrar estas coisas, ainda que as saibais, e estejais confirmados na verdade presente.” 2ª Pedro 1:12
Nota: ou “a verdade que está presente (em vós); quer dizer, a verdade que foi ensinada aos leitores de Pedro. A ”verdade” (alêtheia) refere-se a todo o conjunto de ensinamentos cristãos nos quais os crentes tinham sido ensinados e que conheciam (João 8:32).
Tais verdades são aplicáveis em todas as eras, e são portanto presente verdade para toda a geração; outras são de carácter especial, e aplicam-se unicamente a uma geração. Não são, no entanto, de modo nenhum menos importantes por esse motivo; pois da sua aceitação ou rejeição depende para as pessoas dessa época o salvarem-se ou perderem-se. Desta espécie era a mensagem de Noé, de um dilúvio por vir. Para a geração a quem foi pregada, aquela mensagem era verdade presente; para as gerações posteriores, ela tem sido verdade passada, e não uma mensagem actual, probante. Semelhantemente, houvesse a mensagem do primeiro advento de João Baptista, de que o Messias estava às portas, sido proclamada uma geração antes ou depois do tempo de João, e não teria sido aplicável – não teria sido verdade presente. O povo da geração anterior não teria vivido para ver-lhe o cumprimento, e para os que vivessem depois teria sido fora de lugar. Não é assim com as verdades gerais, como o amor, a fé, a esperança, o arrependimento, a obediência, a justiça e a misericórdia. Estas são sempre oportunas, e de carácter salvador. As presentes verdades, no entanto, incluem sempre todas essas, sendo assim de carácter salvador, e de importância vital.
5. Verdades presentes.
Textos: Génesis 6:13,14; Hebreus 11:7; 1ª Pedro 3:20; Jonas 3:3-4; João 1:6,7,23.
• Que disse Cristo dos que rejeitaram a mensagem de João: “E todo o povo que o ouviu, e até os publicanos, reconheceram a justiça de Deus, recebendo o batismo de João. Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus quando a si mesmos, não sendo batizados por ele.” Lucas 7:29,30.
• Nota: Isto é, honraram a Deus por esse acto (v.29), que mostrava fé na verdade divina para aquele tempo.
6. O povo escolhido de Deus recebeu a Cristo, quando Este veio ao mundo?
Rª. “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.” João 1:11 (João 9:29).
7. Deverá haver uma mensagem especial para os últimos dias?
Rª. “Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem. Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o senhor pôs sobre os seus serviçais, para a tempo dar-lhes o sustento? Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar assim fazendo.” Mateus 24:44-46
Nota: Nos últimos dias sairá uma mensagem que será “sustento a seu tempo” para o povo. Ela deve ser a advertência quanto à próxima vinda do Senhor, e a preparação necessária para com Ele se encontrar. A vinda de Cristo em glória tem sido a esperança dos fiéis de todos os séculos.
Lutero declarou: “Estou persuadido de que o dia do juízo não tardará nem trezentos anos. Deus não há de, não pode sofrer por muito mais tempo este mundo ímpio. Aproxima-se o grande dia em que será subvertido o reino das abominações.”
8. Qual será o tema principal da finam mensagem evangélica?
Rª. “Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. Um segundo anjo o seguiu, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição. Seguiu-os ainda um terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro.” Apocalipse 14:7-10
9. Como são descritos os que aceitam essa mensagem?
Rª. “Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” Apocalipse 14:12.
10. Com que zelo deve essa obra levada avante?
Rª. “Respondeu o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e valados, e obriga-os a entrar, para que a minha casa se encha.” Lucas 14:23
Conclusão: Esta obra está a ser no presente executada. Em toda a parte do mundo ouve-se o som dessa mensagem final, e o povo está a ser instado a aceitá-la, e a preparar-se para a vinda e o reino de Cristo.
Quer fazer parte deste povo? Tome a sua decisão e comece como Noé a construir sobre a Verdade Presente.

2.7.10

O AMOR DE DEUS POR SEU POVO

Vi o terno amor que Deus tem por Seu povo, e é muito grande. Vi anjos com as asas estendidas sobre os santos. Cada santo tinha um anjo de guarda. Se os santos choravam de desânimo, ou estavam em perigo, os anjos que sempre os assistiam, voavam rapidamente para cima a fim de levar as novas; e os anjos na cidade cessavam de cantar. Então Jesus comissionava outro anjo para descer a fim de animá-los, vigiar sobre eles e procurar impedi-los de abandonar o caminho estreito, mas se não davam atenção ao cuidado vigilante dos anjos e não queriam ser por eles consolados, antes continuavam a se desgarrar, os anjos pareciam ficar tristes e choravam. Levavam as notícias para cima, e todos os anjos na cidade choravam, e então com grande voz diziam: "Amém." Se, porém, os santos fixavam os olhares no prêmio que diante deles estava e glorificavam a Deus, louvando-O, então os anjos levavam as alegres novas à cidade, e os outros que ali estavam tocavam suas harpas de ouro e cantavam em alta voz: "Aleluia", e as abóbadas celestiais ressoavam com seus belos cânticos.
Há perfeita ordem e harmonia na cidade santa. Todos os anjos comissionados para visitar a Terra levam um cartão de ouro e, ao entrarem e saírem, apresentam-no aos anjos que ficam às portas da cidade. O Céu é um lugar agradável. Anseio estar ali, e contemplar meu amorável Jesus, que por mim deu Sua vida, e achar-me transformada à Sua imagem gloriosa. Oh, quem me dera possuir linguagem para exprimir as glórias do resplandecente mundo vindouro! Estou sedenta das águas vivas que alegram a cidade de nosso Deus.
O Senhor me proporcionou uma vista de outros mundos. Foram-me dadas asas, e um anjo me acompanhou da cidade a um lugar fulgurante e glorioso. A relva era de um verde vivo, e os pássaros gorjeavam ali cânticos suaves. Os habitantes do lugar eram de todas as estaturas; nobres, majestosos e formosos. Ostentavam a expressa imagem de Jesus, e seu semblante irradiava santa alegria, que era uma expressão da liberdade e felicidade do lugar. Perguntei a um deles por que eram muito mais formosos que os da Terra. A resposta foi:
- Vivemos em estrita obediência aos mandamentos de Deus, e não caímos em desobediência, como os habitantes da Terra.
Vi então duas árvores. Uma se assemelhava muito à árvore da vida, existente na cidade. O fruto de ambas tinha belo aspecto, mas o de uma delas não era permitido comer. Tinham a faculdade de comer de ambas, mas era-lhes vedado comer de uma. Então meu anjo assistente me disse:
- Ninguém aqui provou da árvore proibida; se, porém, comessem, cairiam.
Então fui levada a um mundo que tinha sete luas. Vi ali o bom e velho Enoque que tinha sido trasladado. Em sua destra havia uma palma resplendente, e em cada folha estava escrito: "Vitória." Pendia-lhe da cabeça uma grinalda branca, deslumbrante, com folhas, e no meio de cada folha estava escrito: "Pureza", e em redor da grinalda havia pedras de várias cores que resplandeciam mais do que as estrelas, e lançavam um reflexo sobre as letras, aumentando-lhes o volume. Na parte posterior da cabeça havia um arco em que rematava a grinalda, e nele estava escrito: "Santidade." Sobre a grinalda havia uma linda coroa que brilhava mais do que o Sol. Perguntei-lhe se este era o lugar para onde fora transportado da Terra. Ele disse:
- Não é; minha morada é na cidade, e eu vim visitar este lugar.
Ele percorria o lugar como se realmente estivesse em sua casa. Pedi ao meu anjo assistente que me deixasse ficar ali. Não podia suportar o pensamento de voltar a este mundo tenebroso. Disse então o anjo:
- Deves voltar e, se fores fiel, juntamente com os 144.000 terás o privilégio de visitar todos os mundos e ver a obra das mãos de Deus.