18.5.10

VISÃO DO CONFLITO

Vi em visão dois exércitos em terrível conflito. Um deles ostentava em suas bandeiras as insígnias do mundo; guiava o outro a bandeira manchada de sangue do Príncipe Emanuel. Estandarte após estandarte era arrastado no chão, à medida que companhia após companhia do exército do Senhor se juntava ao inimigo, e tribo após tribo das fileiras do adversário se unia ao povo de Deus que guarda os mandamentos. Um anjo que voava pelo meio do céu pôs o estandarte de Emanuel em muitas mãos enquanto um forte general bradava em alta voz: "Perfilai-vos! Tomem agora posição os que são leais aos mandamentos de Deus e ao testemunho de Cristo. Saí do meio deles e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai e vós sereis para Mim filhos e filhas. Venham todos quantos queiram acudir em socorro do Senhor, em socorro do Senhor contra os valentes."
O combate prosseguia. A vitória ia alternadamente de um para outro lado. Às vezes os soldados da cruz cediam terreno, "como quando desmaia o porta-bandeira". Isa. 10:18. Mas a sua retirada aparente não foi senão para ganhar uma posição mais vantajosa. Ouviram-se aclamações de alegria. Ressoou um cântico de louvor a Deus, e as vozes angélicas uniram-se a ele, quando os soldados de Cristo hastearam Sua bandeira sobre os muros da fortaleza, até então em poder do inimigo. O Príncipe da nossa salvação estava dirigindo a batalha, e enviando reforços a Seus soldados. Grandemente se manifestava o Seu poder, encorajando-os a impelir o combate às portas. Ele lhes ensinou coisas terríveis, em justiça, enquanto os guiava passo a passo, vencendo e para vencer.
Finalmente ganhou-se a vitória. Triunfou gloriosamente o exército que seguia a bandeira portadora da inscrição:
"Os mandamentos de Deus e a fé de Jesus." Apoc. 14:12. Os soldados de Cristo estavam junto às portas da cidade, que com alegria, recebeu o seu Rei. Foi estabelecido o reino de paz, alegria e eterna justiça.
A Igreja Triunfante
A igreja é hoje militante. Enfrentamos agora um mundo em trevas de meia-noite, quase inteiramente entregue à idolatria. Mas aproxima-se o dia em que a batalha terá sido ferida, e ganha a vitória. A vontade de Deus deve ser feita na Terra como o é no Céu. Então as nações não possuirão outra lei senão a do Céu. Juntas, constituirão uma família feliz, unida, trajada com as vestes de louvor e ações de graça - vestes da justiça de Cristo. A natureza toda, em sua inexcedível beleza, oferecerá a Deus um constante tributo de louvor e adoração. O mundo se inundará da luz do Céu. Os anos transcorrerão em alegria. A luz da Lua será como a do Sol, e a deste será sete vezes mais brilhante do que é hoje. Ante esse cenário as estrelas d'alva cantarão juntamente, e os filhos de Deus exultarão de alegria, ao Se unirem Deus e Cristo para proclamar: "Não mais haverá pecado, tampouco haverá morte."
Em Guarda
Tal é a cena que me é apresentada. A igreja, porém, deve combater e combaterá contra inimigos visíveis e invisíveis. Estão a postos forças satânicas sob forma humana. Homens se têm confederado para oporem-se aos exércitos do Senhor. Essas confederações continuarão até que Cristo deixe Seu lugar de intercessor diante do propiciatório e envergue as vestes de vingança. Agentes satânicos encontram-se em todas as cidades, ocupados em organizar em partidos os que se opõem à lei de Deus. Alguns que professam ser santos e outros declaradamente incrédulos, se filiam a esses partidos. Não é hora de o povo de Deus fraquejar. Não podemos deixar de ficar em guarda um momento sequer.
"Fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra os exércitos espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau, e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus." Efés. 6:10-17.
"E peço isto: que a vossa caridade aumente mais e mais em ciência e em todo o conhecimento. Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros e sem escândalo algum até ao dia de Cristo, cheios de frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus." Filip. 1:9-11.
"Deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, ... estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho. E em nada vos espanteis dos que resistem, o que para eles, na verdade, é indício de perdição, mas para vós, de salvação, e isto de Deus.
Porque a vós foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nEle, como também padecer por Ele." Filip. 1:27-29.
Existem reveladas nestes últimos dias visões de glória futura, cenas traçadas pela mão de Deus; e estas devem ser prezadas por Sua Igreja. O que alentou o Filho de Deus em Sua traição e julgamento? - Ele viu o trabalho de Sua alma, e ficou satisfeito. Teve uma visão da eternidade, e viu a felicidade daqueles que por Sua humilhação receberiam perdão e vida eterna. Foi ferido pelas transgressões deles, e moído por suas iniqüidades. O castigo que lhes traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras foram sarados. Seus ouvidos ouviram as aclamações dos resgatados. Ele ouviu os remidos entoando o cântico de Moisés e do Cordeiro.
Devemos ter uma visão do futuro e da felicidade do Céu. Postai-vos no limiar da eternidade e ouvi a acolhida amável feita aos que nesta vida cooperam com Cristo, considerando privilégio e honra sofrer por amor dEle. Ao reunirem-se aos anjos, lançam eles suas coroas aos pés do Redentor, exclamando: "Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças... ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre." Apoc. 5:12 e 13.
Ali os remidos saudarão aqueles que os guiaram ao Salvador crucificado. Unem-se em louvor Àquele que morreu para que os seres humanos tivessem vida tão duradoura quanto a de Deus. O conflito está terminado. As tribulações e lutas chegaram ao fim. Cânticos de vitória enchem todo o Céu, enquanto os remidos permanecem em volta do trono de Deus.
Todos entoam o jubiloso coro: "Digno é o Cordeiro que foi morto" (Apoc. 5:12), e vive novamente, como triunfante vencedor.
"Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; e clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro." Apoc. 7:9 e 10.
"Estes são os que vieram de grande tribulação, e lavaram os seus vestidos, e os branquearam no sangue do Cordeiro. Por isso estão diante do trono de Deus, e O servem de dia e de noite no Seu templo; e Aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a Sua sombra. Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem Sol nem calma alguma cairá sobre eles. Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de Seus olhos toda a lágrima." Apoc. 7:14-17. "E não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas." Apoc. 21:4.

12.5.10

O LAR DA ETERNA FELICIDADE

O dia da vinda de Cristo será um dia de redenção não apenas para o povo de Deus, mas para toda a Terra, além de ser um dia em que o mal será completamente destruído.
Deus criou a Terra para ser o lar do homem. Adão viveu em um jardim deleitoso que o Próprio Criador embelezara. E embora o pecado tenha manchado a obra de Deus, a raça humana não foi abandonada por seu Criador, nem Seu propósito em relação à Terra foi deixado de lado.
Anjos foram enviados para dar a mensagem de salvação e os vales e colinas ecoaram suas canções de júbilo. Os pés do Filho de Deus tocaram o seu solo e por mais de seis mil anos, em toda a sua beleza e nos seus dons de sustento, a Terra tem testemunhado o amor do Criador.
Essa mesma Terra, livre da maldição do pecado, será o lar eterno dos salvos. A Bíblia diz a respeito dela: Deus "não a criou para ser um caos, mas para ser habitada". Isa. 45:18. E "tudo quanto Deus faz durará eternamente". Ecl. 3:14.
Por isso, no Sermão da Montanha o Salvador declarou: "Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra." Mat. 5:5.
O salmista já havia escrito muito tempo atrás: "Mas os mansos herdarão a Terra e se deleitarão na abundância de paz." Sal. 37:11.
Com essa declaração concordam também outros testemunhos das Escrituras: "Os justos herdarão a Terra e nela habitarão para sempre." Sal. 37:29.
Fogo Purificador.
O fogo do último dia há de destruir "os céus que agora existem e a Terra", mas do seu caos devem surgir novo céu e uma nova Terra, conforme "a Sua promessa". II Ped. 3:7 e 13. O céu e a Terra serão renovados.
"Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam." I Cor. 2:9. Nenhuma linguagem humana pode descrever plenamente a recompensa dos justos. Apenas os que desfrutarem dela, poderão compreendê-la. Não podemos conceber a glória do paraíso de Deus.
Contudo, temos alguns vislumbres do mundo vindouro revelados a nós pelo Espírito Santo. I Cor. 2:10. Os quadros que a Escritura Sagrada nos apresenta a respeito da nova Terra são preciosos ao nosso coração.
Ali o Pastor divino conduz o Seu rebanho às fontes de águas vivas. A árvore da vida dá o seu fruto a cada mês e suas folhas são para a saúde das nações. Ali as correntes de água são claras como o cristal e nunca secam. Às suas margens, árvores frondosas lançam sua sombra sobre o caminho
dos salvos. As planícies se estendem, elevando-se em colinas verdejantes e em montanhas majestosas que apontam para o céu. Nesses campos tranqüilos, ao lado das correntes vivas, o povo de Deus, peregrinos e estrangeiros na Terra por tanto tempo, finalmente encontram ali o seu lar.
"O Meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras e em lugares quietos e tranqüilos." Isa. 32:18. "Nunca mais se ouvirá de violência na tua Terra, de desolação ou ruínas, nos teus limites; mas aos teus muros chamarás Salvação, e às tuas portas, Louvor." Isa. 60:18.
"Eles edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam." Isa. 65:21 e 22.
"O deserto e a terra se alegrarão; o ermo exultará e florescerá como o narciso." Isa. 35:1. "Em lugar do espinheiro, crescerá o cipreste, e em lugar da sarça crescerá a murta." Isa. 55:13.
"O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará. Não se fará mal nem dano algum em todo o Meu santo monte", diz o Senhor. Isa. 11:6 e 9.
Lá não haverá mais lágrimas, mais cortejos fúnebres, nem sinais de luto. "E a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram." Apoc. 21:4. "Nenhum morador de Jerusalém dirá: Estou doente; porque ao povo que habita nela, perdoar-se-lhe-á a sua iniqüidade." Isa. 33:24.
Ali está a Nova Jerusalém, a capital da Terra.
renovada, "uma coroa de glória na mão do Senhor, um diadema real na mão do teu Deus." Isa. 62:3. A sua luz é "semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe cristalina. As nações andarão mediante a sua luz, e os reis da Terra lhe trazem a sua glória." Apoc. 21:11 e 24.
O Senhor diz: "E exultarei por causa de Jerusalém e Me alegrarei no Meu povo, e nunca mais se ouvirá nela nem voz de choro nem de clamor." Isa. 65:19. "Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles." Apoc. 21:3.
Na Nova Terra só habitará justiça. "Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira." Apoc. 21:27. A santa lei de Deus será honrada por todos. Aqueles que deram provas de sua fidelidade a Deus, guardando os seus preceitos, habitarão com Ele.
"E não se achou mentira na sua boca." Apoc. 14:5. "São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro, razão por que se acham no trono de Deus e O servem de dia e de noite no Seu santuário." Apoc. 7:14 e 15.
"Os preceitos do Senhor são retos. ...Em os guardar há grande recompensa." Sal. 19:8 e 11.
"Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas." Apoc. 22:14.

4.5.10

O CARACTER CRISTÃO

O caráter do cristão é manifesto em sua vida diária. Disse Cristo: "Toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus." Mat. 7:17. Nosso Salvador Se compara a uma videira, da qual Seus seguidores são os ramos. Ele declara positivamente que todos aqueles que desejam ser Seus discípulos precisam produzir frutos; e então mostra como podem tornar-se ramos frutíferos. "Estai em Mim, e Eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em Mim." João 15:4.
O apóstolo Paulo descreve o fruto que o cristão deve produzir. Diz ele que "está em toda bondade, e justiça e verdade". Efés. 5:9. E outra vez: "O fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio." Gál. 5:22 e 23. Estas preciosas graças são apenas os princípios da lei de Deus, demonstrados na vida.
A lei de Deus é a única norma verdadeira de perfeição moral. Essa lei foi praticamente exemplificada na vida de Cristo. Ele diz de Si mesmo: "Tenho guardado os mandamentos de Meu Pai." João 15:10. Nada menos que esta obediência satisfará às exigências da Palavra de Deus. "Aquele que diz que está nEle também deve andar como Ele andou." I João 2:6. Nós não podemos alegar que somos impotentes para fazer isso, porque temos a afirmativa: "A Minha graça te basta." II Cor. 12:9. Ao olharmos no espelho divino - a lei de Deus - vemos a excessiva malignidade do pecado e nossa própria condição de perdidos, como transgressores. Mas, pelo arrependimento e fé, somos justificados perante Deus, e, mediante a graça divina, habilitados a prestar obediência aos Seus mandamentos.
Amor a Deus e ao Homem
Aqueles que têm genuíno amor a Deus, manifestarão um intenso desejo de conhecer Sua vontade e executá-la. Diz o apóstolo João, cujas epístolas tratam tão cabalmente do amor: "Este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos." I João 5:3. A criança que ama aos pais, mostrará esse amor por voluntária obediência; mas a criança egoísta, ingrata, procura fazer tão pouco quanto lhe seja possível por seus pais, enquanto, ao mesmo tempo, deseja desfrutar todos os privilégios assegurados ao obediente e fiel. A mesma diferença é vista entre os que dizem ser filhos de Deus. Muitos que sabem ser o objeto de Seu amor e cuidado, e desejam receber Sua bênção, não têm nenhum deleite em fazer Sua vontade. Consideram as exigências de Deus como uma desagradável restrição, Seus mandamentos um danoso jugo. Mas aquele que está verdadeiramente procurando a santidade de coração e de vida, deleita-se na lei de Deus, e lamenta unicamente o fato de que fica muito aquém de satisfazer a suas reivindicações.
É-nos ordenado amar-nos mutuamente, como Cristo nos amou. Ele manifestou Seu amor, dando Sua vida para remir-nos. O discípulo amado diz que devemos estar dispostos a dar a vida pelos irmãos. Porque "todo aquele que ama ao que O gerou também ama ao que dEle é nascido". I João 5:1. Se amamos a Cristo, amaremos também àqueles que a Ele se assemelham na vida e no caráter. E não somente isto, mas havemos de amar àqueles que estão sem "esperança e sem Deus no mundo". Efés. 2:12. Foi para salvar os pecadores que Cristo deixou Seu lar no Céu, e veio à Terra para sofrer e morrer. Por isso Ele Se fatigou, agoniou-Se e orou, até o ponto de, com o coração partido e abandonado por aqueles a quem veio salvar, derramar Sua vida no Calvário.
Imitar o Modelo.
Muitos se esquivam de uma vida como a que viveu nosso Salvador. Sentem que requer muito sacrifício imitar o Modelo, produzir frutos em boas obras e então, pacientemente suportar a poda divina, para que possam produzir mais fruto. Mas quando o cristão se considera apenas um humilde instrumento nas mãos de Cristo e se esforça por cumprir fielmente todo dever, confiando no auxílio prometido por Deus, então tomará o jugo de Cristo e achará fácil fazê-lo; então assumirá responsabilidades por Cristo, e dirá serem agradáveis. Ele poderá olhar para cima com ânimo e confiança, e dizer: "Eu sei em quem tenho crido e estou bem certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia." II Tim. 1:12.
Se encontramos obstáculos em nosso caminho e fielmente os vencemos; se deparamos com oposição e descrédito, e, em nome de Cristo, ganhamos a vitória; se temos responsabilidades e nos desempenhamos de nossos deveres no espírito de nosso Mestre - então, de fato, alcançamos um precioso conhecimento de Sua fidelidade e poder. Não mais dependeremos da experiência de outros, porque temos o testemunho em nós mesmos. Como os samaritanos da antiguidade, podemos dizer: "Nós mesmos O temos ouvido e sabemos que Este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo." João 4:42.
Quanto mais contemplarmos o caráter de Cristo e quanto mais experimentarmos de Seu poder salvador, com tanto maior perspicácia reconheceremos nossa própria fraqueza e imperfeição, e mais fervorosamente olharemos para Ele como nossa força e nosso Redentor. Não temos poder em nós mesmos para purificar o templo da alma de sua contaminação; mas ao nos arrependermos de nossos pecados contra Deus e procurarmos perdão mediante os méritos de Cristo, Ele comunicará aquela fé que opera por amor e purifica o coração. Pela fé em Cristo e obediência à lei de Deus, podemos ser santificados e assim obter aptidão para a sociedade com os santos anjos e os remidos vestidos de branco no reino da glória.
A União com Cristo, Nosso Privilégio.
Não é somente o privilégio, mas o dever de todo cristão manter uma íntima união com Cristo e ter uma rica experiência nas coisas de Deus. Então sua vida será frutífera em boas obras. Disse Cristo: "Nisto é glorificado Meu Pai: que deis muito fruto." João 15:8. Quando lemos a vida de homens que foram eminentes por sua piedade, muitas vezes consideramos suas experiências e realizações como muito além de nosso alcance. Mas este não é o caso. Cristo morreu por todos; e é-nos assegurado em Sua Palavra que Ele está mais pronto a dar Seu Santo Espírito àqueles que Lho pedirem do que os pais terrenos a dar boas dádivas a seus filhos. Os profetas e apóstolos não aperfeiçoaram o caráter cristão por milagre. Eles usaram os meios colocados por Deus ao seu alcance; e todos os que fizerem o mesmo esforço hão de conseguir os mesmos resultados.
A Oração de Paulo Pela Igreja.
Em sua carta à igreja de Éfeso, Paulo apresenta perante os membros o "mistério do evangelho" (Efés. 6:19) - "as abundantes riquezas de Cristo" (Efés. 3:8) - e então lhes assegura suas fervorosas orações em favor de sua prosperidade espiritual:
"... Me ponho de joelhos diante do Pai, ... para que, segundo a riqueza da Sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o Seu Espírito no homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus." Efés. 3:14, 16-19.
Escreve ele também a seus irmãos de Corinto: "Aos santificados em Cristo Jesus, ... graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Sempre dou graças ao meu Deus por vós pela graça de Deus que vos foi dada em Jesus Cristo. Porque em tudo fostes enriquecidos nEle, em toda a palavra e em todo o conhecimento (como foi mesmo o testemunho de Cristo confirmado entre vós). De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo." I Cor. 1:2-7. Estas palavras são dirigidas não somente à igreja de Corinto, mas a todo o povo de Deus até ao fim dos tempos. Todo cristão pode desfrutar a bênção da santificação.
O apóstolo continua nestes termos: "Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer." I Cor. 1:10. Paulo não teria apelado para eles a fim de que fizessem o impossível. A união é o resultado certo da perfeição cristã.
Também na epístola aos colossenses são apresentados os gloriosos privilégios concedidos aos filhos de Deus. "Desde que ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos; ... também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da Sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual; a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus; sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da Sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria." Col. 1:4, 9-11.
A Norma da Santidade.
O próprio apóstolo esforçava-se por alcançar a mesma norma de santidade que apresentara a seus irmãos. Ele escreve aos filipenses: "O que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; ... para O conhecer, e... na Sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos. Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus." Filip. 3:7, 8, 10-14. Há um notável contraste entre pretensões vaidosas e de justiça própria daqueles que professam estar sem pecado e a modesta linguagem do apóstolo. Contudo, foi a pureza e a fidelidade de sua própria vida que deu poder às suas exortações a seus irmãos.
A Vontade de Deus.
Paulo não hesitava em salientar, em toda ocasião oportuna, a importância da santificação bíblica. Diz Ele: "Vós bem sabeis que mandamentos vos temos dado pelo Senhor Jesus. Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação." I Tess. 4:2 e 3. "De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade. Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas; para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo." Filip. 2:12-15.
Ele convida Tito a instruir a igreja quanto a que, embora devessem seus membros confiar nos méritos de Cristo para a salvação, a graça divina, habitando em seus corações, conduzirá à fiel execução de todos os deveres da vida. "Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam e estejam preparados para toda boa obra; que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda mansidão para com todos os homens. Fiel é a palavra, e isto quero que deveras afirmes, para que os que crêem em Deus procurem aplicar-se às boas obras; estas coisas são boas e proveitosas aos homens." Tito 3:1, 2 e 8.
Paulo procura impressionar-nos a mente com o fato de que o fundamento de todo serviço aceitável a Deus, ao mesmo tempo que a própria coroa das graças cristãs, é o amor; e de que somente no coração em que reina o amor é que habitará a paz de Deus. "Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.
Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição. Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos. Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai." Col. 3:12-17.

24.4.10

O PRIVILÉGIO DO CRISTÃO

Muitos dos que estão buscando santidade de coração e pureza de vida, parecem perplexos e desanimados. Estão constantemente olhando para si mesmos, e lamentando a sua falta de fé; e porque não têm fé, julgam que não podem buscar a bênção de Deus. Essas pessoas pensam que o sentimento seja fé. Olham por cima da simplicidade da verdadeira fé, e assim trazem grandes trevas sobre a sua vida. Deveriam volver a mente de si mesmas para repousá-la na misericórdia e bondade de Deus e recordar as Suas promessas, e então simplesmente crer que Ele cumprirá  a Sua palavra. Não é em nossa fé que devemos confiar, porém nas promessas de Deus. Quando nos arrependemos das nossas transgressões passadas, contra a Sua lei, e resolvemos prestar obediência no futuro, devemos crer que Deus, por amor de Cristo nos aceita e perdoa os nossos pecados.
As trevas e o desânimo virão, às vezes, à alma e ameaçarão vencer-nos; mas não devemos rejeitar a nossa confiança. Precisamos conservar os olhos fixos em Jesus, sentindo ou não. Devemos procurar cumprir fielmente cada dever conhecido e então, calmamente, descansar nas promessas de Deus.
A Vida da Fé.
Por vezes, um profundo sentimento da nossa indignidade enche o coração, num estremecimento de terror; mas isto não é evidência de que Deus tenha mudado para conosco, ou nós em relação para com Ele. Nenhum esforço deveria ser feito quanto a dirigir a mente a certa intensidade de emoção. Podemos não sentir hoje a paz e a alegria que sentíamos ontem; mas devemos, pela fé, agarrar a mão de Cristo e confiar n´Ele tão completamente nas trevas como à luz.
Satanás poderá segredar: "Sois demasiadamente grandes pecadores para que Cristo vos salve". Conquanto reconheçais que sois realmente pecadores e indignos, podeis enfrentar o tentador com esta declaração: "Pela virtude da expiação, eu reclamo Cristo como meu Salvador. Não confio em meus próprios méritos, mas no precioso sangue de Jesus, o qual me limpa. Neste momento eu lanço sobre Cristo meu desalentado coração." A vida cristã deve ser de constante, viva fé. Uma confiança que não se renda, firme fé em Cristo, trarão paz e certeza à alma.
Não vos desanimeis porque o vosso coração parece duro. Cada obstáculo, cada inimigo interior, apenas aumenta a vossa necessidade de Cristo. Ele veio para tirar o coração de pedra e dar-vos outro, de carne. Olhai para Ele em busca de graça especial para vencer vossas faltas peculiares. Quando assaltados pela tentação, resisti firmemente às más tendências; dizei a vosso coração: "Como posso eu desonrar ao meu Redentor? Entreguei-me a Cristo; não posso fazer as obras de Satanás". Clamai ao amado Salvador em busca de auxílio para sacrificar todo ídolo e lançar fora todo pecado acariciado. Que os olhos da fé vejam Jesus diante do trono do Pai, apresentando as Suas mãos feridas, enquanto intercede por vós. Crede que vos virá força, por intermédio de vosso precioso Salvador.
Ver com os Olhos da Fé.
Pela fé, devemos olhar para as coroas destinadas aos que hão de vencer; atentar para o exultante canto dos remidos: Digno, digno é o Cordeiro, que foi morto e nos redimiu para Deus! Esforçar-nos por considerar estas cenas como reais. Estêvão, o primeiro mártir cristão, no seu terrível conflito com os principados, e as potestades, e as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Efés. 6:12), exclamou: "Eis que vejo os céus abertos e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus." Atos 7:56. O Salvador do mundo foi-lhe revelado como olhando dos Céus para ele com o mais profundo interesse; e a gloriosa luz do semblante de Cristo brilhou sobre Estêvão com tal resplendor que mesmo os seus inimigos viram seu rosto brilhar como o rosto de um anjo.
Se permitíssemos que a nossa mente se demorasse mais sobre Cristo e o mundo celestial, acharíamos um poderoso estímulo e amparo em guerrear as batalhas do Senhor. O orgulho e o amor ao mundo perderão o seu poder ao contemplarmos as glórias daquela terra melhor, que tão logo será o nosso lar. Diante da amabilidade de Cristo, todas as atrações terrenas parecerão de pouco valor.
Que ninguém pense que sem fervoroso esforço de sua parte poderá obter a certeza do amor de Deus. Quando por tão longo tempo se permitiu à mente repousar somente em coisas terrenas, é difícil mudar os hábitos do pensamento. Aquilo que os olhos vêem e os ouvidos escutam, demasiadas vezes atrai a atenção e absorve o interesse. Mas se quisermos entrar na cidade de Deus e olhar para Jesus e Sua glória, precisamos acostumar-nos, aqui, a contemplá-Lo com os olhos da fé. As palavras e o caráter de Cristo devem ser, frequentemente, o assunto dos nossos pensamentos e da nossa conversação; e, cada dia, algum tempo deve ser consagrado especialmente a devota meditação nestes temas sagrados.
A santificação é uma obra diária. Ninguém se engane a si mesmo com a suposição de que Deus o perdoará e abençoará, enquanto está pisando um dos Seus mandamentos. A prática voluntária de um pecado conhecido silencia a testemunhadora voz do Espírito e separa de Deus a alma. Quaisquer que sejam os êxtases do sentimento religioso, Jesus não pode habitar no coração que desrespeita a lei divina. Deus apenas honrará aqueles que O honram.
"Sois servos daquele a quem obedeceis." Se condescendemos com a ira, a concupiscência, a cobiça, o ódio, o egoísmo ou outro pecado qualquer, tornamo-nos servos do pecado. "Ninguém pode servir a dois senhores." Mat. 6:24. Se servimos ao pecado, não podemos servir a Cristo. O cristão sentirá as tendências do pecado, porque a carne cobiça contra o Espírito, mas o Espírito combate contra a carne, mantendo uma batalha constante. É aqui que o auxílio de Cristo se faz preciso.
A fraqueza humana se une à força divina, e a fé exclama: "Graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo." I Cor. 15:57.
Hábitos Religiosos Corretos.
Se quisermos desenvolver um caráter que Deus possa aceitar, precisamos formar hábitos corretos na nossa vida religiosa. A oração diária é tão essencial ao crescimento na graça, e mesmo à própria vida espiritual, como o alimento temporal ao bem-estar físico. Devemos acostumar-nos a elevar muitas vezes os pensamentos a Deus em oração. Se a mente vagueia, devemos fazê-la retornar; mediante perseverante esforço, o hábito finalmente fará que isto seja fácil. Não podemos, por um momento, separar-nos de Cristo com segurança. Podemos contar com Sua presença para assistir-nos a cada passo, mas somente observando nós as condições que Ele mesmo estabeleceu.
A religião deve tornar-se o grande negócio da vida. Tudo mais deve ficar subordinado a ela. Todas as nossas faculdades morais, físicas e espirituais devem empenhar-se na batalha cristã. Devemos olhar para Cristo em busca de força e graça, e ganharemos a vitória tão certamente como Jesus morreu por nós.
Devemos aproximar-nos da cruz de Cristo. O arrependimento junto à cruz é a primeira lição que temos de aprender. O amor de Jesus - quem o pode compreender? Infinitamente mais terno e abnegado que o amor de uma mãe! Se quisermos conhecer o valor de um ser humano, precisamos olhar, com fé viva, para a cruz e aí começar o estudo que será a ciência e o cântico dos remidos através de toda a eternidade. O valor de nosso tempo e de nossos talentos pode ser calculado somente pela grandeza do resgate pago por nossa redenção. Que ingratidão manifestamos para com Deus quando O roubamos, retendo dEle nossas afeições e nosso serviço. É demais dar-nos a Ele, que tudo sacrificou por nós? Podemos nós escolher a amizade do mundo diante das honras imortais que Cristo oferece - "que se assente comigo no Meu trono, assim como Eu venci e Me assentei com Meu Pai no Seu trono"? Apoc. 3:21.
Obra Progressiva.
A santificação é uma obra progressiva. Os passos sucessivos são postos perante nós nas palavras de Pedro: "Reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor. Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo." II Ped. 1:5-8. "Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis. Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo." II Ped. 1:10 e 11.
Eis aqui um procedimento pelo qual podemos ter certeza de que jamais cairemos. Aqueles que estão assim trabalhando sobre o plano de adição em obter as graças cristãs, terão a certeza de que Deus operará de acordo com o plano de multiplicação, em assegurar-lhes os dons de Seu Espírito. Pedro assim se dirige àqueles que atingiram esta preciosa fé: "Graça e paz vos sejam multiplicadas, pelo conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor." II Ped. 1:2. Pela graça divina todos aqueles que quiserem poderão galgar os brilhantes degraus da Terra ao Céu e, afinal, "com júbilo; e alegria eterna" (Isa. 35:10), passar através dos portais, para dentro da cidade de Deus.
O Nosso Salvador requer para Si tudo que há em nós; pede nossos primeiros e mais puros pensamentos, nossa mais pura e mais intensa afeição. Se somos realmente participantes da natureza de Deus, Seu louvor estará continuamente em nosso coração e nossos lábios. Nossa única segurança está em entregar nosso tudo a Ele e em estar constantemente crescendo na graça e no conhecimento da verdade.
O apóstolo Paulo fora altamente honrado por Deus, tendo sido arrebatado em visão ao terceiro Céu, onde contemplou cenas cujos esplendores não lhe foi permitido revelar. Contudo, isto não o levou ao orgulho ou confiança própria. Reconheceu a importância da constante vigilância e renúncia própria, e declara sinceramente: "Subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado." I Cor. 9:27.
Paulo sofreu por amor da verdade; e, contudo, não ouvimos nenhuma queixa de seus lábios. Ao rever sua vida de fadiga, e cuidado, e sacrifício, ele diz: "Para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada." Rom. 8:18. Vem até nosso tempo a exclamação de vitória do fiel servo de Deus: "Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por Aquele que nos amou. Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!" Rom. 8:35, 37-39.
Embora Paulo fosse afinal confinado a uma prisão romana - excluído da luz e ar do céu, isolado de sua obra ativa no evangelho, esperando a todo o momento ser condenado à morte - não se entregou à dúvida ou ao desespero. Daquela escura masmorra partiu seu testemunho antes da agonia, cheio de uma sublime fé e ânimo que têm inspirado o coração dos santos e mártires em todos os séculos subseqüentes. Suas palavras apropriadamente descrevem os resultados daquela santificação que temos desejado apresentar nestas páginas: "Eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas a todos os que amarem a Sua vinda." II Tim. 4:6-8.

23.4.10

UM GRITO DE ANGÚSTIA

45 E, desde a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra, até a hora nona.
46 Cerca da hora nona, bradou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactani; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
Mateus 27:
Já alguma vez prestou atenção à serenidade com que Jesus orava?
“Depois de assim falar, Jesus, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o Filho te glorifique” João 17:1
“Pai, desejo que onde eu estou, estejam comigo também aqueles que me tens dado, para verem a minha glória, a qual me deste; pois que me amaste antes da fundação do mundo.” João 17:24.
“Cristo disse: Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar.” João 10:17.
Mas, absorto nos Seus pensamentos, Jesus cruzou o ribeiro de Cedron, entrou no jardim do Getsémani (João 18:1) e as Suas súplicas mudaram de tom.
As orações de Cristo no Getsémani e no Calvário foram muito diferentes das Suas orações anteriores. Depois de dizer aos Seus discípulos “a minha alma está profundamente triste, até à morte”, prostrou-Se em terra (Marcos 14:34,35). Tão intensa era a Sua agonia, que orou: E dizia: “Aba, Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice; todavia não seja o que eu quero, mas o que tu queres.” Marcos 14:36.
A palavra Abba revela a Sua relação profunda com Deus e o afecto que sentia por Ele. Em três ocasiões tinha sentido que a Sua missão era pesada (Marcos 14:34-41), mas em cada uma delas tinha-se rendido ao Pai dizendo: “Não seja como Eu quero, mas como Tu queres” Mateus 36,42,44.
Cristo veio à Terra para fazer a vontade do Seu Pai (ver Hebreus 10:5-7), mas a agonia do Getsémani fê-l´O tremer quando Se aproximava da meta. Um anjo desceu do Céu para O fortalecer mas “posto em agonia, orava mais intensamente. E o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão” Lucas 22:44.

1. A intensidade da Sua dor.
Alguns dos Seus compatriotas tinham-n´O entregue aos romanos. Judas atraiçoara-O. Pedro tinha-O negado. Os Seus discípulos tinham-n´O abandonado precisamente quando mais necessitava deles. E Ele pôde suportar tudo aquilo, mas quando parecia que Deus também O tinha abandonado, o Seu coração ficou destroçado, e gritou com força: “Deus Meu, Deus Meu, porque Me desamparaste?” Mateus 27:46.
Aquele foi um grito de angústia, proferido com lábios trementes o coração despedaçado, enquanto estava suspenso na cruz. Aquele era o terrível preço da nossa redenção, um preço que nós nunca poderíamos pagar, nem sequer compreender, mesmo durante toda a eternidade.
A palavra “clamar” ou “gritar” (anaboao) só se utiliza aqui em todo o Novo Testamento. É um verbo forte que indica uma emoção poderosa e uma súplica a Deus. Sugere um grito de agonia resultante do profundo sentimento de alienação que Jesus experimentou como “resgate” pela humanidade (ver Mateus 20:28). Nos evangelhos sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas), esta é a única ocasião em que Jesus se dirige a Deus sem Lhe chamar “Pai”.
Paulo diz que aqueles que receberam “o espírito de adopção de filhos” (hiothesias) exclamam (krazomen) “Abba, Pai” (Romanos 8:15; cf. Gálatas 4:6).
No entanto, mais ninguém poderia estar melhor qualificado do que o Filho de Deus para Se dirigir a Ele como “Abba”, o “Pai”. Abba é a palavra aramaica para fazer referência a Deus, é um termo carinhoso como “papá”. Nos evangelhos, Jesus, como Filho do homem, falou do Seu Pai e orou a Ele, e ensinou os Seus seguidores a orar, dizendo: “Pai nosso, que estás no Céu” (Mat. 6:9). Então, por que razão agora, na cruz, Cristo clama com força “Deus Meus”, em vez de “Abba” ou “Pai”?
Nada pode separar uma pessoa de Deus (Romanos 8:35-39) excepto o pecado (Isa. 59:2). Isto significa que Cristo sentiu uma separação no mais profundo da Sua alma, porque carregou os pecados de todo o mundo (1ª João 2:2). “O Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos” (Isa. 53:6). Como membro eterno da Trindade, Cristo sempre tinha estado rodeado pelo maravilhoso amor do Pai e do Espírito. Quão terrível era a Sua separação deles agora! A Sua solidão era intensa. Desde as alturas, o amor eterno tinha descido para salvar a humanidade, ainda que o preço que tivesse que pagar fosse muito alto, e sabendo que a maioria O rejeitaria. Não existe amor maior!
Cristo, no Seu corpo, “levou Ele mesmo os nossos pecados sobre o madeiro” (1ª Pedro 2:24). “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro.” (Gál. 3:13). Cristo sentiu-Se abandonado, separado do Pai, como se já não fosse Filho de Deus. A terrível carga do pecado, tão detestável para o PAI e para o Espírito, e tão horrenda para Cristo, acabou com a Sua vida. Essa carga de pecado separou Jesus da comunhão com o Pai e com o Espírito que Ele ansiava ter e de que necessitava tão desesperadamente.
O Calvário constituiu um juízo contra Satanás, o originador do pecado (Heb. 2:14), e contra o Salvador, como substituto dos pecadores (2ª Cor. 5:21; cf. Isa. 53:10,11). Cristo tomou o lugar de cada ser humano e sofreu o juízo divino pelos pecados de todos que gesto assombroso!

2. Abandono total.
Jesus homem chegou ao limite, precisamente onde mais necessitava de Deus. Mas justamente no momento da Sua maior necessidade, sentiu-Se abandonado por completo. É impossível compreender a inexprimível angústia dessa terrível solidão.
Deve ter causado uma tremenda dor ao Pai e ao Espírito ver Jesus sofrer e morrer como homem, pois Eles sentiram o Seu sofrimento. O grito de Cristo é a experiência mais dramática dos evangelhos. Embora antes tivesse falado da Sua ressurreição (Mat. 16:21) e da Sua segunda vinda (Mat. 16:27), durante aquelas terríveis horas sobre a cruz não podia vê-las através da escuridão. Temia que a “separação (de Deus e do Espírito) se tornasse eterna” (Desejado de Todas as Nações, p. 642). Cristo estava disposto a perecer para salvar a humanidade. E tê-lo-ia feito ainda que fosse só por si, amigo/a!
Cada membro da Trindade esteve envolvido no sofrimento na cruz. Para a Divindade foi um suplício ouvir o Varão de dores clamar: “Deus Meu, Deus Meu, porque Me desamparaste?” (Marcos 15:34). O “pagamento” da culpa humana implicava que Cristo assumisse o castigo por todos os pecados. Experimentou o abandono total de Deus que devíamos sofrer nós. Não havia outra maneira.
Não foi um Deus zangado que castigou a culpa humana, mas sim um Pai e um Espírito quebrantados que sofreram juntamente com Cristo, embora só Ele devesse ser o sacrifício pelo pecado. Ninguém jamais poderá compreender a profundidade do sofrimento partilhado pela Trindade durante as horas que Jesus esteve suspenso na cruz. Só podemos imaginá-lo nas palavras: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigénito” João 3:16.
3. Esperança por fim!
Toda a Trindade esteve presente na cruz. O Calvário abre as profundezas insondáveis do amor divino, de maneira que a rebelião não possa surgir de novo (ver Números 1:9). O amor revelado no Calvário atrairá e manterá para sempre todos os seres, tanto os não caídos como os salvos, perto de Deus, em adoração e louvor.
Pouco antes da Sua morte, com profunda fé, Cristo dirigiu-Se uma vez mais a Deus como Pai: “Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito” (Lucas 23:46). Maravilha das maravilhas: o indefeso Jesus humano, que possuía a plenitude da divindade, nunca dependeu da Sua própria divindade, mas agarrou-Se à divindade do Seu Pai, ainda que, como portador do pecado, Se sentisse abandonado por Deus.
Quem pode entender a profundidade do sacrifício que isto representou?
Quando olho para a cruz, clamo com força a Deus, para que quebrante o meu coração, e me leve a dar-me conta de que Jesus morreu pela minha transgressão da lei, pelo meu pecado e por minha culpa. Clamo com força para que possa amá-l´O de todo o coração, para que possa deleitar-me na Sua lei e odiar o pecado pelo que Lhe fez. O meu pecado crucificava novamente Cristo (Heb. 6:6).
Por isso oro: “Quebranta, ó Deus, o meu coração, para que eu não quebrante o Teu.”
Nós não poderemos viver como Ele viveu se não estivermos com Ele. Mas dado que Cristo sofreu a agonia de estar separado de Deus e experimentar essa sensação de abandono, Deus promete-nos: “Não te deixarei, nem te desampararei” (Heb. 13:5).
Cristo experimentou o abandono mais terrível para que nunca tenhamos que estar longe de Deus.
Que assombrosa substituição!

20.4.10

A VIDA DEVOCIONAL DO REMANESCENTE

Vida Dupla.
Nesta época, pouco antes da segunda vinda de Cristo nas nuvens do céu, deve ser efetuada uma obra como a de João [Batista]. Deus chama homens que preparem um povo para permanecer em pé no grande dia do Senhor. ... Para transmitir tal mensagem como a de João precisamos ter uma experiência espiritual como a sua. A mesma obra precisa ser efetuada em nós. Temos de contemplar a Deus, e, contemplando-O, perder de vista o próprio eu. Testimonies, vol. 8, págs. 332 e 333.
A comunhão com Deus refletir-se-á no caráter e na vida. Os homens conhecerão em nós, como nos primeiros discípulos, que estivemos com Jesus. Eis o que dá ao obreiro um poder que nada mais será capaz de lhe comunicar. Jamais devemos permitir ser privados de tal poder. Carecemos de viver uma vida dupla - vida de pensamento e de ação, de silenciosa prece e infatigável trabalho. A Ciência do Bom Viver, pág. 512.
Oração e esforço, esforço e oração, serão a ocupação de vossa vida. Deveis orar como se a eficiência e o louvor fossem todos atribuíveis a Deus, e labutar como se o dever fosse todo vosso. Testimonies, vol. 4, pág. 538.
Pág. 64
Ninguém, sem oração, se encontra livre de perigo durante um dia ou uma hora que seja. O Grande Conflito, pág. 530.
Aquele que nada faz senão orar, em breve deixará de o fazer. Caminho a Cristo, pág. 101.
Firmemente Fundados em Cristo.
A tempestade vem, a tempestade que há de provar a fé de todo homem, de que espécie é. Os crentes devem estar agora firmemente arraigados em Cristo, do contrário serão extraviados por algum aspecto do erro. Evangelismo, pág. 361.
Far-nos-ia bem passar diariamente uma hora a refletir sobre a vida de Jesus. Deveremos tomá-la ponto por ponto, e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especialmente as finais. O Desejado de Todas as Nações, pág. 83.
A única defesa contra o mal, é Cristo habitar no coração mediante a fé em Sua justiça. A menos que nos unamos vitalmente a Deus, nunca poderemos resistir aos não santificados efeitos do amor-próprio, da condescendência com nós mesmos e da tentação para pecar. Podemos deixar muitos hábitos maus, podemos por tempos separar-nos de Satanás; mas sem uma ligação vital com Deus pela entrega de nós mesmos a Ele momento a momento, seremos vencidos. Sem conhecimento pessoal com Cristo e constante comunhão achamo-nos à mercê do inimigo, e havemos afinal de fazer-lhe a vontade. O Desejado de Todas as Nações, pág. 324.
Cristo, e Ele crucificado, eis o que deve constituir o tema de nossas meditações, de nossas conversas, e de nossas mais gratas emoções. Caminho a Cristo, págs. 103 e 104.
Moldados Pelo Espírito Santo
O coração humano não conhecerá felicidade enquanto não se submeter a ser moldado pelo Espírito de Deus. O Espírito afeiçoa a renovada alma ao modelo, Jesus Cristo. Mediante Sua influência, a inimizade para com Deus é mudada em fé e amor, e o orgulho em humildade. A alma percebe a beleza da verdade, e Cristo é honrado em excelência e perfeição de caráter. Nossa Alta Vocação (Meditações Matinais, 1962), pág. 150.
Não há um impulso de nossa natureza, nem uma faculdade do espírito ou inclinação do coração, que não necessite achar-se a todo o instante sob a direção do Espírito de Deus. Patriarcas e Profetas, pág. 421.
O Espírito nos ilumina as trevas, informa nossa ignorância, e ajuda-nos em nossas múltiplas necessidades. Mas a mente precisa dilatar-se constantemente para Deus. Caso seja permitido que se introduza aí o mundanismo, se não temos desejo de orar, nem desejo de comungar com Aquele que é a fonte de força e sabedoria, o Espírito não habita em nós. Nossa Alta Vocação (Meditações Matinais, 1962), pág. 152.
A Necessidade de Estudar a Bíblia.
Nenhum coração renovado poderá ser conservado em estado de aprazibilidade sem a aplicação diária do sal da Palavra.
Pág. 66
A graça divina deve ser diariamente recebida, do contrário homem algum permanecerá convertido. Nossa Alta Vocação (Meditações Matinais, 1962), pág. 213.
Seja a vossa fé consubstanciada pela Palavra de Deus. Agarrai firmemente o testemunho vivo da verdade. Tende fé em Cristo como Salvador pessoal. Ele tem sido e será sempre a nossa Rocha dos Séculos. Evangelismo, pág. 362.
Os cristãos devem estar-se preparando para aquilo que logo irá cair sobre o mundo como terrível surpresa, e esta preparação deve ser feita mediante diligente estudo da Palavra de Deus e pelo levar a vida em conformidade com o seus preceitos. Profetas e Reis, pág. 626.
Pessoa alguma, a não ser os que fortaleceram o espírito com as verdades da Escritura, poderá resistir no último grande conflito. O Grande Conflito, pág. 593.
Apenas os que forem diligentes estudantes das Escrituras e receberem o amor da verdade, estarão ao abrigo dos poderosos enganos que dominam o mundo. O Grande Conflito, pág. 625.
Nosso povo precisa compreender a Palavra de Deus; carecem de um conhecimento sistemático dos princípios da verdade revelada, que os habilitará para o que há de vir sobre a Terra e os impedirá de serem levados em roda por todo vento de doutrina. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 101.
Entesourar as Escrituras na Memória.
Várias vezes, cada dia, preciosos e áureos momentos devem ser dedicados à oração e ao estudo das Escrituras, nem que seja para guardar na memória um só texto, a fim de que haja vida espiritual na alma. Testimonies, vol. 4, pág. 459.
A preciosa Palavra de Deus é a norma para a juventude que quer ser fiel ao Rei do Céu. Estudem eles as Escrituras. Entesourem na memória texto sobre texto e adquiram o conhecimento daquilo que o Senhor disse. Minha Consagração Hoje (Meditações Matinais, 1989), pág. 315.
Edificai um muro de passagens bíblicas ao vosso redor, e vereis que o mundo não poderá demoli-lo. Entesourai as Escrituras na memória e retrucai então a Satanás quando ele vier com as suas tentações: "Está escrito." Foi dessa maneira que nosso Senhor enfrentou as tentações de Satanás e resistiu a elas. Review and Herald, 10 de abril de 1888.
Pendurai as preciosas palavras de Cristo na galeria da memória. Elas devem ser muito mais apreciadas do que ouro ou prata. Testimonies, vol. 6, pág. 81.
Ao trabalhar, tende convosco uma Bíblia de bolso, e aproveitai toda oportunidade para entesourar na memória suas preciosas promessas. Review and Herald, 27 de abril de 1905.
Chegará o tempo em que muitos serão privados da Palavra escrita. Se, porém, essa Palavra é gravada na memória, ninguém poderá tirá-la de nós. Manuscript Release 760, 24.
Estudai a Palavra de Deus. Entesourai na memória suas preciosas promessas, para que, quando formos desprovidos de nossas Bíblias, ainda estejamos de posse da Palavra de Deus. Manuscript Releases, vol. 10, pág. 298.
Apocalipse 14 - uma Âncora Para o Povo de Deus.
Nestes últimos dias é nosso dever determinar o pleno significado das mensagens do primeiro, do segundo e do terceiro anjo. Todas as nossas transações devem estar de acordo com a Palavra de Deus. As mensagens do primeiro, do segundo e do terceiro anjo estão todas unidas e são reveladas no décimo quarto capítulo do Apocalipse, desde o verso seis até o fim. Manuscript Releases, vol. 13, pág. 68.
Muitos que abraçaram a terceira mensagem não tinham tido experiência nas duas mensagens anteriores. Satanás compreendeu isto, e seu olho mau estava sobre eles para os transtornar; porém o terceiro anjo lhes estava apontando o lugar santíssimo, e aqueles que tinham tido experiência nas mensagens passadas estavam a apontar-lhes o caminho para o santuário celestial. Muitos viram a perfeita seqüência de verdades nas mensagens dos anjos, e alegremente as receberam em sua ordem, e pela fé seguiram a Jesus até o santuário celestial. Estas mensagens foram-me representadas como uma âncora para o povo de Deus. Aqueles que as compreendem e recebem serão preservados de ser varridos pelos muitos enganos de Satanás. Primeiros Escritos, pág. 256.
Ensinar a Mente a Crer na Palavra de Deus.
Os que se sentem na liberdade de questionar a Palavra de Deus, de duvidar de tudo aquilo em que houver algum pretexto para ser descrente, verificarão que será necessário enorme esforço para ter fé quando vierem tribulações. Quase será impossível vencer a influência que prende a mente habituada a descrer, pois por meio dessa atitude a alma é retida no laço de Satanás e se torna incapaz de romper a temível rede que cada vez é mais firmemente tecida em volta da alma.
Ao adotar uma atitude de dúvida, o homem recorre aos agentes de Satanás. Mas a única esperança daquele que se acostumou com a descrença é cair todo desvalido sobre o Salvador e, como uma criança, submeter a vontade e seus desejos a Cristo, para que seja libertado das trevas e conduzido a Sua maravilhosa luz. O homem não tem poder para libertar-se a si mesmo da armadilha de Satanás. Aquele que se acostuma a questionar, duvidar e criticar, se fortalece na incredulidade. Manuscrito 3, 1895.
Preparação Para Provações Futuras.
Os servos de Cristo não devem preparar determinado discurso para apresentá-lo quando forem levados a juízo por causa de sua fé. Devem preparar-se dia a dia, entesourando no coração as preciosas verdades da Palavra de Deus, alimentando-se dos ensinos de Cristo e fortalecendo sua fé pela oração; então, quando levados a juízo, o Espírito Santo lhes trará à lembrança as verdades que hão de alcançar o coração dos que as ouvirem. Qual relâmpago, trar-lhes-á Deus à memória, justo quando for necessário, o conhecimento obtido mediante diligente exame da Palavra divina. Conselhos Sobre a Escola Sabatina, pág. 41.
Homens que agora pregam a outros, ao examinarem, quando chegar o tempo de angústia, a posição em que se encontram, verificarão que há muitas coisas para as quais não podem dar uma razão satisfatória. Até que fossem assim provados, desconheciam sua grande ignorância. E há na igreja muitos que contam por certo que compreendem aquilo em que crêem, mas que, até surgir uma discussão, ignoram sua fraqueza. Quando separados dos da mesma fé, e forçados a estar sozinhos e expor por si mesmos sua crença, ficarão surpreendidos de ver quão confusas são suas idéias do que têm aceito como verdade. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 312.
Controlar as Faculdades Morais.
A capacidade de dar uma razão de nossa fé é uma boa consecução, mas se a verdade não for mais fundo que isto, a alma jamais se salvará. O coração deve ser purificado de toda contaminação moral. Nossa Alta Vocação (Meditações Matinais, 1962), pág. 140.
Poucos compreendem que é dever exercer domínio sobre seus pensamentos e imaginações. É difícil manter a mente indisciplinada fixa em assuntos proveitosos. Mas se os pensamentos não são devidamente empregados, a religião não pode medrar na alma. A mente deve estar preocupada com coisas sagradas e eternas, do contrário nutrirá pensamentos frívolos e superficiais. Tanto as faculdades morais como as intelectuais, precisam ser disciplinadas, e se fortalecem e desenvolvem pelo exercício. Nossa Alta Vocação (Meditações Matinais, 1962), pág. 109.
Grandemente necessitamos encorajar e cultivar pensamentos puros, castos, e fortalecer as faculdades morais em vez das inferiores e carnais. Ajude-nos Deus a nos despertarmos de nossos apetites autocondescendentes! Medicina e Salvação, pág. 278.
O Exemplo de Enoque.
Enoque andou trezentos anos com Deus antes de sua trasladação ao Céu, e a situação do mundo não era então mais favorável ao aprimoramento do caráter cristão do que hoje. E como Enoque andava com Deus? Habituou a mente e o coração a sempre sentirem que ele se achava na presença de Deus, e quando estava perplexo, suas orações ascendiam a Deus, para que o guardasse.
Ele recusava tomar alguma decisão que ofendesse a seu Deus. Mantinha o Senhor continuamente diante de si. Orava: "Ensina-me o Teu caminho, para que eu não erre. Qual é o Teu desejo a meu respeito? Que farei para honrar-Te, meu Deus?" Assim ele moldava constantemente a vontade e as atitudes de acordo com os mandamentos de Deus, e tinha completa confiança de que seu Pai celestial o ajudaria. Não tinha algum pensamento ou desejo egoísta. Sua vontade estava toda submersa na vontade de seu Pai.
Pois bem, Enoque era um representante daqueles que estarão sobre a Terra quando Cristo vier, e que serão trasladados ao Céu sem provar a morte. Sermons and Talks, vol. 1, pág. 32.
Enoque tinha tentações assim como nós. Estava rodeado de uma sociedade que não era mais propícia à justiça do que aquela que nos rodeia. O ar que ele
respirava estava impregnado de pecado e corrupção, como o nosso; contudo, levava uma vida de santidade. Não se manchava com os pecados que predominavam na época em que vivia. Nós também podemos permanecer puros e incontaminados. Testimonies, vol. 2, pág. 122.
Lembrar as Bênçãos de Deus no Passado.
Ao recapitular a nossa história passada, havendo revisado cada passo de progresso até ao nosso nível atual, posso dizer: Louvado seja Deus! Ao ver o que o Senhor tem efetuado, encho-me de admiração e de confiança na liderança de Cristo. Nada temos que recear quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado. Life Sketches, pág. 196.
Um Tempo Para Séria Reflexão.
Se já houve um tempo em que convinha que cada pessoa que teme a Deus refletisse seriamente, este tempo é agora, quando a piedade pessoal é essencial. Deve ser feita a indagação: "O que eu sou, e qual é minha obra e missão neste tempo? De que lado estou labutando - do lado de Cristo, ou do lado do inimigo?" Que toda pessoa se humilhe agora diante de Deus, pois agora vivemos realmente no grande Dia da Expiação. Agora mesmo, os casos de muitos estão sendo examinados perante Deus, pois eles terão de dormir em suas sepulturas por um pequeno período de tempo. Vossa garantia nesse dia não é a profissão de fé, mas o estado de vossas afeições. O templo da alma está purificado de sua contaminação? Meus pecados foram confessados e arrependo-me diante de Deus, por havê-los cometido, para que possam ser apagados? Tenho muito pouco apreço por minha própria pessoa? Estou disposto a fazer todo e qualquer sacrifício pela excelência do conhecimento de Jesus Cristo? Reconheço em todo momento que não pertenço a mim mesmo, mas sou a propriedade de Cristo, e que meu serviço pertence a Deus, de quem eu sou? Manuscrito 87, 1886.
Devemos perguntar a nós mesmos: "Para o que estamos vivendo e trabalhando? E qual será o resultado de tudo isso?" The Signs of the Times, 21 de novembro de 1892.
Vivendo em Função do Dia do Juízo.
Ao ver as pessoas indo apressadamente de um lado para outro, em nossas cidades, tenho-me perguntado se elas já pensaram no dia de Deus que está precisamente à nossa frente. Cada um de nós deve estar vivendo em função do grande dia que não tardará a vir sobre nós. Sermons and Talks, vol. 1, pág. 25.
Não nos podemos permitir viver sem nos referirmos ao dia do juízo; pois ainda que muito retardado, está agora próximo, mesmo às portas e se apressa muito. Breve a trombeta do arcanjo fará estremecer os vivos e despertará os mortos. Orientação da Criança, págs. 560 e 561.
Preparados Para a Volta de Cristo
Se não encontramos prazer agora na contemplação das coisas celestes; se não temos nenhum interesse em buscar o conhecimento de Deus, deleite algum em deter os olhos no caráter de Cristo; se a santidade não tem nenhuma atração para nós - podemos então estar certos de que é vã nossa esperança do Céu. A perfeita conformidade com a vontade de Deus, é o elevado objetivo a estar sempre diante do cristão.
Terá prazer de falar acerca de Deus, de Jesus, do lar puro e bem-aventurado que Cristo preparou para os que O amam. O meditar nesses temas, quando a alma se apascenta das benditas promessas de Deus, é representado pelo apóstolo como provar "as virtudes do século futuro". Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 342 e 343.
Se hoje estais em paz com Deus, estais preparados para receber a Cristo, se viesse hoje. Nos Lugares Celestiais (Meditações Matinais, 1968), pág. 227.

12.4.10

O ESTILO DE VIDA E AS ACTIVIDADES DO REMANESCENTE

Espírito de Serviço e Abnegação.
Longamente tem Deus esperado que o espírito de serviço se apodere de toda a igreja, de maneira que cada um trabalhe para Ele segundo sua habilidade. Quando os membros da igreja de Deus fizerem a obra que lhes é indicada nos necessitados campos nacionais e estrangeiros, em cumprimento da comissão evangélica, todo o mundo será logo advertido, e o Senhor Jesus retornará à Terra com poder e grande glória. Atos dos Apóstolos, pág. 111.
Há por toda parte a tendência de substituir pela obra de organizações o esforço individual. A sabedoria humana tende à consolidação, à centralização, à edificação de grandes igrejas e instituições. Muitos deixam às instituições e organizações a obra da beneficência; eximem-se do contato com o mundo, e o coração torna-se-lhes frio. Ficam absorvidos consigo mesmos e insensíveis à impressão. Extingue-se-lhes no coração o amor para com Deus e o homem.
Cristo confia a Seus seguidores uma obra individual - uma obra que não pode ser feita por procuração. O serviço aos pobres e enfermos, o anunciar o evangelho aos perdidos, não deve ser deixado a comissões ou caridade organizada. Responsabilidade individual, individual esforço e sacrifício pessoal, é uma exigência evangélica. A Ciência do Bom Viver, pág. 147.
"Ocupai-vos Até que Eu Volte"
Cristo diz: "Ocupai-vos até que Eu volte." Luc. 19:13, KJV. Talvez faltem apenas alguns anos para que termine a história de nossa vida, mas devemos ocupar-nos até então. Review and Herald, 21 de abril de 1896.
Cristo quer que cada pessoa se habitue a esperar calmamente o Seu segundo aparecimento. Todos devem examinar diariamente a Palavra de Deus, mas não negligenciar os deveres atuais. Carta 28, 1897.
Cristo declarou que quando Ele vier alguns de Seu povo expectante estarão empenhados em transações comerciais. Alguns estarão semeando no campo, outros ceifando e recolhendo o que foi ceifado, e outros ainda, moendo no moinho. Não é a vontade de Deus que os Seus eleitos abandonem os deveres e as responsabilidades da vida e se entreguem a ociosa contemplação, vivendo num devaneio religioso. Manuscrito 26, 1901.
Amontoai nesta vida todas as boas obras que puderdes. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 190.
Como se Cada Dia Fosse o Último.
Devemos vigiar e trabalhar e orar como se este fosse o último dia que nos fosse concedido. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 60.
Nossa única segurança está em realizar o nosso trabalho para cada dia como ele se apresenta, labutando, vigiando, esperando, confiando em todas as ocasiões na força dAquele que esteve morto, mas reviveu e está vivo para todo o sempre. Carta 66, 1894.
Cada manhã consagrai-vos e vossos filhos a Deus, para esse dia. Não façais cálculos para meses ou anos; eles vos não pertencem. Um curto dia é o que vos é dado. Como se fosse esse vosso último dia na Terra, trabalhai para o Mestre durante as suas horas. Deponde perante Deus todos os vossos planos, para serem executados ou rejeitados, conforme o indique a Sua providência. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 93.
Conscienciosa Observância do Sábado.
É intuito do Pai celestial preservar entre os homens, mediante a observância do sábado, o conhecimento de Si mesmo. Seu desejo é que o sábado nos aponte a Ele como o único Deus verdadeiro, e pelo conhecimento dEle possamos ter vida e paz. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 16.
Durante toda a semana nos cumpre ter em mente o sábado e fazer a preparação indispensável, a fim de observá-lo conforme o mandamento. Não devemos observá-lo simplesmente como objeto de lei. Devemos compreender suas relações espirituais com todos os negócios da vida. ...
Quando o sábado é desta forma lembrado, as coisas temporais não influirão sobre o exercício espiritual de modo a prejudicá-lo. Nenhum serviço atinente aos seis dias de trabalho será deixado para o sábado. Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 20 e 21.
Devem-se atender às necessidades da vida, cuidar dos doentes, suprir as faltas dos necessitados. Não será tido por inocente o que negligenciar aliviar o sofrimento no sábado. O santo dia de repouso de Deus foi feito para o homem, e os atos de misericórdia se acham em perfeita harmonia com seu desígnio. Deus não deseja que Suas criaturas sofram uma hora de dor que possa ser aliviada no sábado, ou noutro dia qualquer. O Desejado de Todas as Nações, pág. 207.
Fiéis nos Dízimos e nas Ofertas.
O dízimo é sagrado, reservado por Deus para Si mesmo. Tem de ser trazido ao Seu tesouro, para ser empregado em manter os obreiros evangélicos em seu labor. ... Lede atentamente o terceiro capítulo de Malaquias e vede o que diz o Senhor a respeito do dízimo. Obreiros Evangélicos, págs. 226 e 227.
O Novo Testamento não dá novamente a lei do dízimo, como também não dá a do sábado; pois pressupõe a validade de ambos, e explica sua profunda importância espiritual. Conselhos Sobre Mordomia, pág. 66.
O Senhor convida hoje os adventistas do sétimo dia de todas as partes para a Ele se consagrarem, e fazerem segundo sua capacidade, o máximo que lhes for possível para auxiliar a Sua obra. Por sua liberalidade ao fazer donativos e ofertas, deseja Ele que revelem apreço por Suas bênçãos e gratidão por Sua misericórdia. Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 350 e 351.
Caridade à beira da morte é um pobre sucedâneo da beneficência em vida. Testimonies, vol. 5, pág. 155.
As necessidades da Causa aumentarão continuamente à medida que nos formos aproximando do fim do tempo. Testimonies, vol. 5, pág. 156.
Somos colocados sob prova, no mundo, a fim de determinar nossa habilitação para a vida futura. Nenhum daqueles cujo caráter estiver maculado com a nódoa imunda do egoísmo, poderá entrar no Céu. Portanto, Deus nos prova aqui, concedendo-nos posses temporais, para que o uso que disso fizermos possa revelar se nos poderão ser confiadas as riquezas eternas. Conselhos Sobre Mordomia, pág. 22.
Estabelecer Novas Instituições.
Alguns poderão dizer: "Se o Senhor vem logo, que necessidade há de estabelecer escolas, sanatórios, e fábricas de alimentos?" Que necessidade há de que nossos jovens aprendam ofícios?
Está no desígnio do Senhor que constantemente desenvolvamos os talentos que nos deu. Não podemos fazer isto a menos que os usemos. A perspectiva da breve volta de Cristo não nos deve conduzir à indolência. Ao contrário, ela deve nos levar a fazer tudo que pudermos para abençoar e beneficiar a humanidade. Medicina e Salvação, pág. 268.
Uma grande obra precisa ser efetuada em todas as partes do mundo, e, porque o fim está perto, ninguém deve deduzir que não é necessário especial esforço para edificar as diversas instituições que a Causa requer. ... Quando o Senhor nos ordenar que não façamos mais nenhum esforço para construir casas de culto e estabelecer escolas, sanatórios e casas publicadoras, terá chegado o tempo de cruzarmos os braços e deixar que o Senhor termine a obra, mas agora temos a oportunidade de manifestar nosso zelo pelo Senhor e nosso amor pela humanidade. Testimonies, vol. 6, pág. 440.
Obra Médico-Missionária.
À medida que a agressão religiosa destruir as liberdades de nossa nação, os que quiserem permanecer ao lado da liberdade de consciência serão colocados em situações desfavoráveis. Em seu próprio interesse, devem eles, enquanto têm oportunidade, tornar-se entendidos com respeito às doenças, suas causas, maneira de evitá-las e a cura. E os que isto fazem encontrarão um campo de trabalho em qualquer parte. Haverá sofredores, quantidade deles, que necessitarão de auxílio, não só entre os de nossa própria fé, mas principalmente entre aqueles que não conhecem a verdade. Conselhos Sobre Saúde, pág. 506.
Desejo dizer-vos que em breve nenhuma obra será realizada pelo plano ministerial senão a obra médico-missionária. Conselhos Sobre Saúde, pág. 533.
O Povo de Deus dá Valor a sua Saúde.
Foi-me mostrado que a reforma de saúde é uma parte da mensagem do terceiro anjo e está tão intimamente ligada a ela como o braço e a mão ao corpo humano. Testimonies, vol. 1, pág. 486.
Chá, café, fumo e álcool precisam ser apresentados como condescendências pecaminosas. Não podemos pôr a carne, os ovos, a manteiga e o queijo em pé de igualdade com esses artigos colocados sobre a mesa. Estes não devem ser postos na frente, como o tema principal de nossa obra. Os primeiros - chá, café, fumo, cerveja, vinho e todas as bebidas alcoólicas - não devem ser ingeridos moderadamente, mas rejeitados. Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 287.
A verdadeira temperança nos ensina a dispensar inteiramente todas as coisas nocivas, e usar judiciosamente aquilo que é saudável. Patriarcas e Profetas, pág. 562.
Ar puro, luz solar, abstinência, repouso, exercício, regime conveniente, uso de água e confiança no poder divino - eis os verdadeiros remédios. A Ciência do Bom Viver, pág. 127.
Tudo quanto prejudica a saúde, não somente diminui o vigor físico, como tende a enfraquecer as faculdades mentais e morais. A condescendência com qualquer prática nociva à saúde, torna mais difícil a uma pessoa o discernir entre o bem e o mal, e daí mais difícil resistir ao mal. A Ciência do Bom Viver, pág. 128.
Retornar à Alimentação Original.
Deus está procurando levar-nos de volta, passo a passo, a Seu desígnio original - que o homem subsista com os produtos naturais da terra. Entre os que estão aguardando a vinda do Senhor, deve a alimentação cárnea ser finalmente abandonada; a carne deixará de fazer parte de seu regime alimentar.
Devemos ter isto sempre em mente, e procurar agir firmemente nesse sentido. Conselhos Sobre Saúde, pág. 450.
Devem ser vistas maiores reformas entre o povo que pretende estar aguardando o breve aparecimento de Cristo. A reforma de saúde deve realizar uma obra entre o nosso povo que ela ainda não realizou. Há os que devem estar atentos para o perigo de comer carne, pois ainda estão ingerindo a carne de animais, arriscando assim a saúde física, mental e espiritual. Muitos que agora estão apenas meio convertidos no tocante à questão de comer carne, se afastarão do povo de Deus para não mais andar com eles. Review and Herald, 27 de maio de 1902.
Tempo Para Jejum e Oração.
Agora e daqui por diante até ao fim do tempo, deve o povo de Deus ser mais fervoroso, mais desperto, não confiando em sua própria sabedoria, mas na sabedoria de seu Líder. Devem pôr de parte dias de jejum e oração. Pode não ser requerida a completa abstinência de alimento, mas devem comer moderadamente, do alimento mais simples. Conselhos Sobre o Regime Alimentar, págs. 188 e 189.
O verdadeiro jejum, que deve ser recomendado a todos, é abstinência de qualquer espécie estimulante de alimento, e o uso apropriado de alimento saudável e simples, que Deus proveu em abundância. Os homens precisam pensar menos no que comer e beber em matéria de alimento temporal, e muito mais em relação ao alimento do Céu, que dará tono e vitalidade a toda a experiência religiosa. Medicina e Salvação, pág. 283.
O fermento da piedade não perdeu inteiramente seu poder. Na ocasião em que maiores são o perigo e a crise da igreja, a pequena hoste que permanece na luz estará suspirando e clamando por causa das abominações cometidas na Terra. Mais especialmente, porém, suas orações subirão em favor da igreja, porque seus membros estão agindo segundo a maneira do mundo. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 64.
Inteira Confiança em Deus.
Por causa de obreiros não consagrados, as coisas por vezes irão mal. Podereis chorar os resultados do mau procedimento de outros, mas não vos acabrunheis. A obra está sob a supervisão do bendito Mestre. Tudo que Ele pede é que os obreiros vão ter com Ele para receberem Suas ordens, e que obedeçam a Suas orientações. Todas as partes da obra - nossas igrejas, missões, Escolas Sabatinas, instituições - tudo Ele tem no coração. Por que preocupar-se? O intenso anelo de ver a igreja impregnada de vida, tem de ser temperado com a inteira confiança em Deus. ...
Não sobrecarregue ninguém as faculdades que Deus lhe deu, num esforço por promover mais rapidamente a causa do Senhor. Não pode o poder do homem apressar a obra; a ele tem de unir-se o poder dos seres celestiais. ... Mesmo que todos os obreiros que agora suportam os mais pesados encargos fossem postos de lado, a obra de Deus seria levada avante. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 353 e 354.
O Culto Familiar.
À noitinha e pela manhã uni-vos aos vossos filhos no culto de Deus, lendo Sua palavra e cantando Seu louvor.
Ensinai-os a repetir a lei de Deus. Evangelismo, pág. 499.
Sejam os períodos de culto familiar curtos e espirituais. Não deixeis que vossos filhos, ou qualquer membro da família, os tema, devido à monotonia ou falta de interesse. Quando um capítulo comprido é lido e explicado e se faz uma longa oração, esse precioso culto se torna enfadonho e é um alívio quando passa. ...
Escolha o pai um trecho das Escrituras que seja interessante e facilmente compreendido; alguns versos serão suficientes para dar uma lição que possa ser estudada e praticada durante todo o dia. Podem-se fazer perguntas. Podem-se fazer declarações interessantes. Ou pode ser apresentado, à guisa de ilustração, algum incidente curto e ao ponto. Podem ser cantadas, pelo menos algumas estrofes de cânticos animados; e a oração feita deve ser curta e ao ponto. O que dirige a oração não deve orar a respeito de todas as coisas, antes deve exprimir suas necessidades com palavras simples e louvar a Deus com ações de graças. Orientação da Criança, págs. 521 e 522.
Ter Cuidado com a Associação com o Mundo.
(Apoc. 18:1-3.) Enquanto esta mensagem estiver soando, enquanto a proclamação da verdade estiver realizando sua obra de separação, nós como fiéis sentinelas de Deus devemos discernir qual é nossa verdadeira posição. Não devemos coligar-nos a pessoas mundanas, para não ficar imbuídos de seu espírito, para que o nosso discernimento espiritual não se torne confuso e encaremos os que têm a verdade e levam a mensagem do Senhor do ponto de vista das pretensas igrejas cristãs. Ao mesmo tempo, porém, não devemos ser como os fariseus e manter-nos afastados delas. The Ellen G. White 1888 Materials, pág. 1.161.
Os que estão aguardando e esperando o aparecimento de Cristo nas nuvens do Céu não se misturarão com o mundo em sociedades e reuniões de divertimento, meramente para seu próprio deleite. Manuscrito 4, 1898.
Obrigar-nos por contratos ou em sociedades ou associações comerciais com os que não pertencem a nossa fé, não está de acordo com o plano de Deus. Review and Herald, 4 de agosto de 1904.
Devemos unir-nos a outras pessoas, uma vez que não sacrifiquemos princípios. Isto não quer dizer que nos unamos a suas lojas e sociedades, mas que os deixemos saber que temos sincera simpatia com a questão da temperança. Temperança, pág. 220.
Recreação Aprovada por Cristo.
É privilégio e dever dos cristãos procurar refrigerar o espírito e revigorar o corpo mediante inocente recreação, com o intuito de empregar as energias físicas e mentais para a glória de Deus. Mensagens aos Jovens, pág. 364.
Os cristãos têm ao seu dispor muitas fontes de felicidade, e podem dizer com infalível certeza quais são os prazeres lícitos e corretos. Podem desfrutar de recreações que não dissipem a mente ou aviltem a alma, não iludam nem deixem após si triste influência que destrua o respeito próprio ou impeça o caminho da utilidade.
Caso possam levar consigo a Jesus e manter-se em espírito de oração, estão perfeitamente seguros. Fundamentos da Educação Cristã, pág. 84.
As nossas reuniões devem ser dirigidas de tal maneira, e nossa conduta aí deve ser tal que, ao voltarmos para casa, possamos ter uma consciência livre de ofensa para com Deus e o homem; a consciência de não havermos ferido ou, de algum modo, causado algum dano àqueles com quem estivemos em contato, ou exercido sobre eles qualquer nociva influência. ...
Toda recreação em que vos puderdes empenhar pedindo sobre ela, com fé, a bênção de Deus, não será perigosa. Mas todo divertimento que vos torna inaptos para a oração particular, para a devoção no altar da oração, ou para tomar parte nas reuniões de oração, não é seguro, mas perigoso. Mensagens aos Jovens, pág. 386.
Música que Eleva.
Assim como os filhos de Israel, jornadeando pelo deserto, suavizavam pela música de cânticos sagrados a sua viagem, Deus ordena a Seus filhos hoje que alegrem a sua vida peregrina. Poucos meios há mais eficientes para fixar Suas palavras na memória do que repeti-las em cânticos. E tal cântico tem maravilhoso poder. Tem poder para subjugar as naturezas rudes e incultas; poder para suscitar pensamentos e despertar simpatia, para promover a harmonia de ação e banir a tristeza e os maus pressentimentos, os quais destroem o ânimo e debilitam o esforço. Educação, págs. 167 e 168.
A música faz parte do culto de Deus, nas cortes celestiais, e devemos esforçar-nos, em nossos cânticos de louvor, por nos aproximar tanto quanto possível da harmonia dos coros celestiais. ... O cântico, como parte do culto religioso, é um ato de adoração, tanto como a prece. Patriarcas e Profetas, pág. 594.
O emprego de instrumentos de música não é absolutamente objetável. Eles eram usados nos serviços religiosos dos antigos tempos. Os adoradores louvavam a Deus com a harpa e o címbalo, e a música deve ter seu lugar em nossos cultos. Evangelismo, pág. 501.
Televisão e Teatro.
Entre as casas de diversões, a mais perigosa é o teatro. Em lugar de ser uma escola de moralidade e virtude, como costuma ser chamada, é ele justamente o viveiro da imoralidade. Os hábitos viciosos e as tendências pecaminosas são fortalecidos e confirmados por esses entretenimentos. As cantigas baixas, os gestos, expressões e atitudes indecentes corrompem a imaginação e rebaixam a moral.
Todo jovem que assiste habitualmente a tais exibições será corrompido em princípio. Não existe em nosso país influência mais poderosa para corromper a imaginação, destruir as impressões religiosas e enfraquecer o gosto pelos prazeres tranqüilos e as sóbrias realidades da vida, do que as diversões teatrais. O gosto por estas cenas aumenta em cada transigência, assim como o desejo para com as bebidas intoxicantes se fortalece com seu uso. Conselhos Sobre Educação, pág. 57.
A bênção de Deus não seria invocada sobre a hora passada no teatro ou na dança. Cristão algum desejaria encontrar a morte em tal lugar.
Nenhum quereria ser encontrado aí, quando Cristo viesse. Mensagens aos Jovens, pág. 398.
Os únicos entretenimentos seguros são aqueles que não afugentam os pensamentos sérios e religiosos; os únicos lugares seguros de ajuntamento são aqueles a que podemos levar conosco a Jesus. Nossa Alta Vocação (Meditações Matinais, 1962), pág. 282.
Vestuário e Adornos.
Não há necessidade de fazer do assunto do vestuário o ponto principal de vossa religião. Algo mais valioso há de que falar. Falai de Cristo, e quando o coração estiver convertido, tudo que não está em harmonia com a Palavra de Deus cairá. Evangelismo, pág. 272.
Se somos cristãos, seguiremos a Cristo ainda mesmo que o caminho em que tenhamos de andar contrarie as nossas inclinações naturais. Não há necessidade de vos dizer que não deveis usar isto ou aquilo, pois se o amor dessas coisas vãs estiver em vosso coração, pôr de parte os vossos adornos apenas se assemelhará ao cortar a folhagem de uma árvore. As inclinações do coração natural de novo surgiriam. Deveis ter consciência própria. Orientação da Criança, págs. 429 e 430.
Rogo ao nosso povo que ande cuidadosa e circunspectamente diante de Deus. Segui os costumes no vestir até onde eles se conformem com os princípios da saúde. Vistam-se as nossas irmãs com simplicidade, como muitas o fazem, tendo vestidos de material bom e durável, modestos, apropriados para a sua idade, e não lhes preocupe a questão do vestuário. Nossas irmãs devem vestir-se com simplicidade. Devem trajar-se com roupas modestas, com modéstia e sobriedade. Dai ao mundo uma ilustração viva do adorno interior da graça de Deus. Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 242.
A aparência exterior é um indicador do coração. Testimonies, vol. 1, pág. 136.
A Necessidade de Publicações.
Devem ser editadas publicações, escritas na linguagem mais clara e simples, explicando os assuntos de vital interesse, e tornando conhecidas as coisas que sobrevirão ao mundo. The Home Missionary, 1º de fevereiro de 1890.
A primeira e a segunda mensagens foram transmitidas em 1843 e 1844, e estamos agora sob a proclamação da terceira, mas todas as três mensagens ainda devem ser proclamadas. ... Devemos transmitir estas mensagens ao mundo em publicações, em palestras, mostrando na seqüência da história profética o que passou e o que está para vir. Counsels to Writers and Editors, págs. 26 e 27.
A verdade deve ser dita com sinceridade, em folhas soltas e brochuras, e estas, espalhadas como folhas de outono. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 394.
Patriarcas e Profetas, Daniel e O Conflito dos Séculos são agora mais necessários do que nunca dantes. Deveriam circular amplamente, porque as verdades a que dão ênfase, abrirão muitos olhos cegos. O Colportor-Evangelista, pág. 122.
Enquanto durar o tempo da graça, haverá oportunidade de o colportor trabalhar. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 535.
Nossas Revistas não Devem Conter Ataques Violentos.
Que aqueles que escrevem em nossas revistas não dirijam rudes ataques e alusões que por certo hão de causar dano, e que obstruirão o caminho e nos impedirão de fazer a obra que devemos fazer a fim de alcançar todas as classes, inclusive os católicos. É nossa obra falar a verdade em amor, e não misturar com a verdade os elementos não santificados do coração natural, e falar coisas que se assemelhem ao mesmo espírito possuído por nossos inimigos. Obreiros Evangélicos, pág. 326.
Não devemos usar palavras ríspidas e ferinas. Excluí-as de todo artigo escrito, eliminai-as de toda palestra proferida. Deixai que a Palavra de Deus efetue o ato de cortar e de repreender; deixai que homens finitos se escondam e permaneçam em Jesus Cristo. Testimonies, vol. 9, págs. 240, 241 e 244.
Devemos suprimir toda expressão em nossos escritos e declarações que, se for interpretada ao pé da letra, possa ser deturpada de tal modo que pareça ser contrária à lei e à ordem. Tudo deve ser cuidadosamente considerado, para que não nos tornemos conhecidos por proferir certas coisas que dêem a impressão de que somos desleais ao nosso país e suas leis. Carta 36, 1895.
O cristianismo não se exterioriza em acusações e condenação brutais. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 48.
Acautelar-se Contra Questões Secundárias.
Deus não esqueceu o Seu povo, escolhendo um homem isolado aqui e outro ali, como os únicos dignos de que lhes confie a verdade. Não dá a um homem luz contrária à estabelecida fé do corpo de crentes. Em toda reforma, surgiram homens pretendendo isso. ... Ninguém confie em si mesmo, como se Deus lhe houvesse conferido luz especial acima de seus irmãos. ...
Alguém aceita umas idéias novas e originais, que não parecem discordar da verdade. ... Sobre isso se demora, até que lhe parece revestido de beleza e importância, pois Satanás tem poder para lhe dar essa falsa aparência. Por fim torna-se o seu tema todo-absorvente, o único e grande ponto em volta do qual tudo gira; e a verdade é desarraigada do coração. ...
Advirto-vos que vos guardeis contra esses movimentos desviados, cuja tendência é distrair a mente da verdade. O erro jamais é inofensivo. Nunca ele santifica, mas sempre traz confusão e dissensão. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 103 e 104.
Enfatizar a Unidade, não as Diferenças.
Existem mil tentações disfarçadas, preparadas para os que têm a luz da verdade; e a única segurança para qualquer de nós está em não recebermos nenhuma nova doutrina, nenhuma interpretação nova das Escrituras, antes de submetê-la à consideração dos irmãos de experiência. Apresentai-a a eles, com espírito humilde e pronto para aprender, fazendo fervorosa oração; e, se eles não virem luz nisto, atendei ao seu juízo, porque "na multidão de conselheiros há segurança". Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 104 e 105.
Surgirão homens e mulheres proclamando possuir alguma nova luz ou alguma nova revelação, e cuja tendência é abalar a fé nos marcos antigos.
Suas doutrinas não resistem à provada Palavra de Deus. Mesmo assim, almas serão enganadas. Farão circular relatos falsos e alguns serão apanhados pela armadilha. ... Não podemos ser demasiado vigilantes contra toda forma de erro, pois Satanás está constantemente buscando afastar da verdade os homens. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 107.
Devemos tornar evidente que é essencial ser unidos, não para requerer que os outros concordem com as nossas idéias, mas porque, se todos buscarem a mansidão e humildade de Cristo, terão o mesmo sentimento que Ele. Então haverá unidade de espírito. Carta 15, 1892.
Insto com os que professam crer na verdade, que andem em união com os irmãos. Não procureis dar ao mundo ocasião de dizer que somos extremistas, que somos desunidos, que um ensina uma coisa e outro, outra. Evitai a dissensão. Testemunhos Para Ministros, pág. 57.
Como Enfrentar os Críticos.
Aqueles que se têm apartado da fé virão a nossas congregações para distrair nossa atenção da obra que Deus deseja que se faça. Não vos podeis permitir desviar os ouvidos da verdade para as fábulas. Não vos detenhais para procurar converter aquele que está proferindo palavras de reprovação contra vossa obra, mas deixai que se patenteie que sois inspirados pelo Espírito de Jesus Cristo; e anjos de Deus vos porão nos lábios palavras que toque o coração de vossos oponentes. Se esses homens persistirem em sua atitude, aqueles, na congregação, que são dotados de um espírito sensato, compreenderão que vossa norma é a mais elevada.
Falai de modo a mostrar que Jesus Cristo está falando por vosso intermédio. Obreiros Evangélicos, pág. 359.
Exaltar a Palavra de Deus.
Se trabalharmos para criar excitação do sentimento, teremos tudo quanto queremos, e mais do que possivelmente podemos saber como manejar. Calma e claramente "prega a palavra". Importa não considerar nossa obra criar excitação. Unicamente o Espírito de Deus pode criar um entusiasmo são. Deixai que Deus opere, e ande o instrumento humano silenciosamente diante dEle, vigiando, esperando, orando, olhando a Jesus a todo momento, conduzido e controlado pelo precioso Espírito que é luz e vida. Mensagens Escolhidas, vol. 2, págs. 16 e 17.
Precisamos ir ao povo com a sólida Palavra de Deus; e quando eles receberem essa Palavra o Espírito Santo poderá vir, mas Ele vem sempre, como declarei antes, por uma maneira que se recomenda ao discernimento das pessoas. Em nosso falar, nosso canto, e em todos os nossos cultos espirituais, devemos revelar a calma e a dignidade e o piedoso temor que atua em todo verdadeiro filho de Deus. Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 43.
É por meio da Palavra - não de sentimentos ou de exaltação - que precisamos influenciar as pessoas a obedecer à verdade. Podemos permanecer em segurança sobre a plataforma da Palavra de Deus. Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 375.