15.11.09

ELLEN WHITE E A MENSAGEM DA JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

FACULDADE ADVENTISTA DE TEOLOGIA
MATÉRIA: HISTÓRIA DO ADVENTISMO – 2008
DESENVOLVIDO POR:
ADILSON B.
LUIZ CASTANHA
ROBERTO LOPES
FELIPE F.
TIAGO CÉSAR

INTRODUÇÃO
Deus tem guiado seu povo, desde a queda no Edem, o Senhor tem livrado os Seus das trevas. E para sair das trevas para a sua maravilhosa luz o fogo purificador de Deus agi de diversas maneiras. Assim como agiu com o povo de Israel para a primeira vinda de Jesus, tem agido com os santos dos últimos dias para a Segunda vinda do nosso glorioso e majestoso, Senhor Jesus Cristo.
O movimento adventista começou com Guilherme Miller, o homem que Deus usou para iniciar a igreja remanescente nos fins dos tempos, o movimento Milerita estava equivocado, não com a data de 22/10/1844, mas sim com o evento, pois não seria esta data a volta de Cristo e sim o inicio do juízo investigativo ou como também conhecido o juízo pré-advento.
Esse movimento hoje tem 164 anos. E é o que é pela condução de Deus, quando o homem por si só tenta fazer a obra de Deus não há ordem, e sim caos, trevas. A herança religiosa do povo do advento era perfeccionista, os dirigentes da obra, homens inteligentíssimos, tinham um zelo extremo pelas verdades que haviam recebido e que lhes fechava a porta para outras verdades que Deus ainda lhes queria revelar. Isso causava entre os próprios irmãos discórdias, mas o Senhor de alguma forma mediou por nós. E durante os meses de novembro e Dezembro de 1888, na reunião anual da assembléia geral, houve um dos maiores “acontecimentos” teológicos da igreja adventista do sétimo dia, principalmente na doutrina da justificação pela fé.

CAPITULO I
OS ADVENTISTAS E AS OBRAS
O ano de1888 começou sem problemas para a igreja. Uriah Smith em seu editorial na aberturada Reviw and Herald escreveu, “Voltamos nossos olhos para o futuro, ano após ano temos recebido mais luz e as mais seguras evidências de que não estamos seguindo fábulas artificialmente compostas ao tornar conhecida a breve vinda do Senhor”.
O presidente da Associação Geral George L. Butler pensava da mesma forma que o amigo Smith “Temos muito a agradecer a Deus e estar animosos ao entrarmos no ano de 1888”. O que eles não imaginavam é que o ano de “1888 seria marcado por um confronto aberto entre duas interpretações com respeito a salvação que haviam se polarizado gradativamente na década de 1880. De um lado estavam os delegados da assembléia que apoiavam a Butler e Smith em uma compreensão mais legalista de salvação, e do outro lado, encontrava-se aqueles que simpatizavam mais com a ênfase sobre a justificação pela fé advogada por Alonzo T. Jones e Ellet J. Waggoner”.
Os adventistas do sétimo dia criam na justificação pelas obras? Sim, visto que as especulações com respeito a salvação pela fé foi destrinchada na Assembléia Geral de 1888, antes da Assembléia artigos escritos por Smith na Reviw como o intitulado “O Ponto Principal” nutriam o pensamento legalista na mente dos irmãos adventistas da época. “Smith declarou que o propósito dos pioneiros era anunciar a última proclamação do segundo advento e levar as almas a Cristo mediante a obediência”, mesmo tendo em anos anteriores sido discutido a importância da fé, acreditava-se que as doutrinas da igreja que foram estabelecidas pelo povo por 40 anos não poderiam ser mudadas, isso significava um desastre total, pois “os adventitas eram conhecidos por defender a perpetuidade da lei”.
Smith ligava as questões da guarda dos mandamentos devido a forte pressão da lei dominical imposta na época, “por essa razão ele realçava o “guardar” quando citava Apocalipse 14:12 “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”....... e baseou seus comentários na pergunta do jovem rico a Jesus “bom mestre que devo fazer eu para ser salvo ?” a resposta bíblica proclama Smith, pode ser resumida numa única afirmação : “se queres entrar na vida, guarde os mandamentos”. Smith e Butler criam que justificação pela fé só servia para ser aplicada aos pecados passados.
“Waggoner, co-editor da Signs of the Times com A.T. Jones, criticou os editoriais de janeiro assinados por Smith e a teologia a eles subjacentes. Waggoner afirmava que “uma pessoa não conseguia aperfeiçoar-se em justiça moral, pois tais pessoas confiavam em suas próprias obras e não se submetia à justiça de Deus” Waggoner acreditava que Deus nunca teria dado a lei como meio de alcançarmos o céu , tanto Waggoner como Jones criam que a lei servia para mostrar os pecados e levar as pessoas a Cristo. Waggoner junto com Jones “ levaram a restauradora concepção de uma plena justiça pela fé às igrejas por toda a América do Norte, primeiramente no circuito de reuniões campais e depois nos centros institucionais”.

CAPITULO II
ELLEN G. WITHE NO DESENVOLVIMENTO DA JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ?
É fundamental para os servos de Deus examinar os pontos que Ellen White (1827- 1915) co-fundadora da Igreja adventista do Sétimo Dia considerou a respeito da importante mensagem da Justificação pela fé, sendo ela Profetisa do Senhor nos últimos tempos.
Seria está uma mensagem de Deus, uma revelação dos Céus? Sendo que os próprios Ministros da igreja duvidaram do ministério profético da Sra. White.
Especificamente nesse capítulo, demonstraremos de uma forma objetiva como Deus, em meio a esse conflito, pode usar essa Importante Mulher.
Dos autores mais prolíficos deste mundo sobre assuntos religiosos está Ellen Withe.
Certamente se ela não tivesse ouvido a voz de Deus na maioria dos momentos de sua vida não teríamos a verdade que o Senhor quis apresentar pelos pastores Alonzo. T Jones(1850-1923) – ex-militar do exército americano, e Ellet. J. Woggoner (1855-1916) que obteve o titulo de medicina de Nova York, ambos editores da Sing of The Time. Esses dois Ministros formaram a parte mais fraca da corrente de posições em Minneapolis, e eram um dos principais protagonistas entre a controvérsia com George Butler (1834-1918) que era o presidente da associação geral de 1871-1874 e de 1880- 1888, e Uriah Smith (1832-1903) editor (25 anos) da Review and Herald, autoridade reconhecida sobre interpretação profética para a IASD. Os dois últimos Ministros por suas posições eram a parte mais forte da corrente em Minneapolis.
Posições eram um dos contrastes, e se não fosse a Sra. Withe, os dois primeiros pastores citados, não teriam apresentado essa mensagem da “justificação pela fé” (elucidada por Waggoner), um dos temas da assembléia, tema crucial, e que sem dúvida é a mensagem que trousse a vida da igreja.
Nessa controvérsia ela poderia ter tomado uma posição ao lado dos lideres, Butler e Smith, porque Butler (1834-1918) era o presidente da associação e Smith autoridade profética, mas por ser ela Profetisa, serviu como mediadora do Senhor, e em nenhum momento desprezando ou apoiando posições; como defensora da verdade bíblica revelada, humildemente ela exaltou a Luz maior (Bíblia), chamando o pecado pelo nome de quem quer que fosse o erro, ela também não assumiu a posição de autoridade teológica e nem tampouco usou seus escritos para abrandar os temperamentos na assembléia. A fiel mediadora de Minneapolis também não se pôs ao lado de Waggoner e Jones porque era de fato a parte mais frágil da corrente, e sim porque nas questões em que eles tinham a luz de Deus ela confirmava, mas quando não tinha ela reprovava. Assim procedeu a essa história.
Ellen G. Withe embora não ocupasse nenhuma posição oficial na Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Sra. White foi uma das principais personagens do movimento. Isso aconteceu devido à crença da denominação na validade de seu chamado como profetisa para o povo nos últimos dias.
Do início ao fim da década de 1880 ela havia sentido a necessidade de enfatizar mais o aspecto evangélico dos ensinamentos adventistas. Entre 1884 a 1886, a Sra. Withe tentou desempenhar a função de um mediador até certo ponto neutro entre as duas facções teológicas contendoras. Apesar disso, por volta de 1887 ela estava declarando com muita veemência que Jones e Woggoner tinham algo para dizer que a igreja Adventista do Sétimo Dia precisava urgentemente ouvir.
Ela pode confirmar que a mensagem de que Woggoner enfatizou... “Ela se harmonizava perfeitamente com a luz que o Senhor achou por bem comunicar-me durante todos os anos de minha experiência”.
Sem dúvidas a irmã White confirmou que Deus revelou a mensagem da Justificação pela fé para Woggoner, e ela sendo a profetisa do Senhor ratificou, como sendo aquela mensagem apresentada em Minneapolis, uma mensagem qual o povo de Deus necessita e sem ela não pode viver. Porque a lei em si sem apontar para a cruz não pode salvar, mas o sacrifício do nosso Senhor Jesus Cristo, quando apontado pela lei, tem poder para nos perdoar de qualquer pecado confessado, pois o pecador crendo pela fé terá o que não merece o perdão que é o mesmo que justificação, através do ato de Cristo Jesus que pagou o preço da nossa salvação, doando-se por completo, entregando-se até a morte e morte de cruz, podemos ter vida e vida eterna.
Pelo fato de o povo adventista enfatizar muito a lei, a contribuição teológica de Woggoner foi uma das mais importantes da teologia adventista. O povo não deixou de pregar a lei, mas passou a pregar os mandamentos e a fé em Jesus, Conforme Apocalipse 14:12, porem isso só ocorreu por causa da atuação de Deus por Ellen White.
Em todos os momentos de Minneapolis principalmente nos sermões em que era discutida a Justificação pela fé a Mensageira do Senhor esteve ao lado da bíblia, e incentivando ambas as posições a não usarem de política e sim buscarem a solução na palavra do Senhor. [Porque a posição de George Ide Butler o fazia pensar] “que sua posição lhe da tal poder que a sua voz é infalível”.
A mensageira do Senhor apontou tanto a Butler como Uriah Smith por dificultarem o caminho, de forma tal que a luz a respeito desse assunto foi tratada como hospede indesejado. Negando a mensagem de Jesus eles estavam negando o próprio Cristo, como fizeram os Judeus que se diziam guardadores da lei.
Por causa da demonstração de poder de Uriah e Butler o ministério profético de Ellen White também foi posto em jogo, pelo fato de existir uma amizade entre o filho da profetisa com Waggoner e Jones. Eles estavam certos de que Wiliam C. White fazia parte da conspiração da Califórnia, ou seja, eles estavam certos de que havia uma facção e então se rebelaram, ao invés dela como pensavam eles, eles foram quem conspiraram. E a obra que Deus confiou a ela foi desacreditada. Ela designou o “Espírito de Minneapolis” como “Espírito dos fariseus”.
Porem ela não desanimou, mesmo que tivesse feito declarações de que Minneapolis foi uma das experiências mais amargas de sua vida, ela continuou a crer no Senhor.
“Na verdade, ela mesma se tornou uma das mais prolíficas escritoras sobre os temas de 1888. A mensagem de 1888 transformou literalmente seu ministério literário. Após a assembléia de Minneapolis, ela publicou uma continua corrente de livros sobre cristo e o plano da salvação: Caminho a Cristo em 1892, O Maior Discurso de Cristo em 1896, O Desejado de Todas as Nações em 1898, Parábolas de Jesus em 1900 e os cristocêntricos capítulos de abertura A Ciência do Bom Viver em 1905. Após 1888, o grande tema de Ellen Withe passou a ser Cristo e sua justiça. Isso ficou evidente não apenas em seus livros, mas também em centenas de artigos e incontáveis sermões e cartas. Não que ela tenha mudado de opinião sobre tais assuntos em 1888, senão que passou a lhes dar maior ênfase depois de ver quanto o adventismo precisava, em 1888 e na década de 1890, de uma melhor compreensão de Cristo e da salvação que Ele concede”.
A mensagem de 1888 teve seu desenvolvimento com a contribuição desses importantíssimos livros acima citados que conhecemos como espírito de profecia. Seus escritos, artigos, sermões e cartas, fazem-nos entender que ela levou militantemente a mensagem de Jones e Waggoner. Ela reconheceu que Deus usou aqueles dois importantes homens, embora ela não tenha concordado com todos os seus ensinos, a Senhora White conhecia intimamente quando Deus falava e ele falou através da corrente mais fraca.
E Minneapolis que foi um sofrimento, por causa da descrença em seu ministério profético, tornou-se uma poderosa benção na contribuição da pregação do evangelho com essa nova ênfase na justificação pela fé.
Como em vários outros exemplos das Sagradas escrituras, homens de Deus puderam fazer a sua vontade através de lutas e sofrimentos, e hoje podemos ver que Ellen G. Withe fez a vontade de Deus pela revelação dos Céus a humildes pecadores, não merecedores de Graça, pois se pela visão humana analisarmos os méritos e feitos pelos protagonistas, eles não mereceriam a graça, mas Cristo morreu por todos. A única conclusão que chegamos que alguém fez algo fiel e coerente por Deus, e ainda assim era como nós pecadores, foi uma honesta mulher, fiel Cristã e poderoso modelo de Cristo, Ellen G.White.

CAPITULO III
MINEÁPOLIS E O ALTO CLAMOR
Em abril de 1890, Ellen White, tendo maior entendimento, aplicou a linguagem de Apocalipse 18 para a mensagem de 1888 (justificação pela fé), pois muitos naquela época criam que iriam ser salvos pelas obras da lei "Vários têm-me escrito perguntando se a mensagem [de 1888] de justificação pela fé é a terceira mensagem angélica, e tenho respondido: 'É a terceira mensagem angélica em verdade'. O profeta declara: 'Depois destas coisas vi descer do céu outro anjo que tinha grande autoridade, e a terra seiluminou com a sua glória' [Apoc. 18:1]. "(RH, 1º de abril de 1890). "O alto clamor do terceiro anjo já se iniciou na revelação da justiça de Cristo, o Redentor que perdoa o pecado. Este é o começo da luz do anjo cuja glória encherá a terra toda." (RH, 22 de novembro de 1892).
Algums não aceitaram a mensagem o Pastor Butler, o oficial mais responsável da igreja, destacou-se em sua oposição à preciosa luz do alto clamor. Poucos outros eram espiritualmente capazes de transcender sua influência negativa. Em sua cega oposição ao alto clamor podemos ver o trágico cumprimento da advertência inspirada que lhe foi enviada em 1º de outubro de 1885 (cf. TM 300):"Nunca me esquecerei da experiência que tivemos em Mineápolis, ou das coisas que foram-me então reveladas com respeito ao espírito que controlava homens, as palavras proferidas, as ações praticadas em obediência aos poderes do maligno. Eles eram movidos na reunião por outro espírito, e ignoravam que Deus havia enviado esses jovens homens... para apresentarem-lhes uma mensagem especial que trataram com ridicularia e desprezo, deixando de reconhecer que inteligências celestiais estavam velando por elas... Eu sei que naquele tempo o Espírito de Deus foi insultado." (Ct. 24, 1892).As cartas do secretário da Associação Geral, Dan T. Jones diz "Temos tido boas reuniões aqui . . . O irmão A.T. Jones tem feito a maior parte das pregações. Gostaria que pudesse ouvir alguns de seus sermões. Ele parece totalmente diferente do que fez [sic] em Mineápolis. Alguns de seus sermões são os melhores, penso, que já ouvi. São todos inéditos também. Ele é original em sua pregação e em sua pregação prática parece muito terno e sente profundamente tudo quanto diz. O meu conceito a respeito dele subiu consideravelmente desde que vi o outro lado do homem."(Carta a J. W. Watt, 1º de janeiro de 1889).
Um ano depois, por alguma estranha razão, Dan Jones deixou o coração tornar-se endurecido contra os mensageiros de 1888, enquanto, durante esse mesmo período a atitude de Ellen White para com eles tinha se tornado de crescente apoio. Aqui vemos um misterioso fermento do espírito humano. Como um oficial administrativo responsável, ele escreve à liderança da Associação do Missouri, sua região nativa. Ele deve comunicar seu errôneo julgamento. Aqui se vê uma influência operando "debaixo da mesa", o "antagonismo secreto" a que se referira A. T. Jones:"Creio que um Instituto no Missouriseria uma coisa esplêndida; mas creio que um instituto num plano menos destacado seria preferível a realizar um grande evento e ter . . . Pastores A. T. Jones e E. J. Waggoner.
Para dizer a verdade, não tenho muita confiança em algumas de suas maneiras de apresentar as coisas. Eles tentam conduzir tudo diante deles e não admitem que suas posições sejam sujeitas à mínima crítica. De fato, eles não se fixam quase em nenhum outro assunto, mas esses sobre que há diferença de opinião entre nossos irmãos da direção. Não creio que desejará trazer esse espírito à Associação do Missouri." (Carta a N.W. Alee, 23 de janeiro de 1890; ênfase destacada).As cartas informativas de Dan Jones a G. I. Butler concernentes a desenvolvimentos em Battle Creek revelam o "antagonismo" em operação. Ele incentiva Butler em sua oposição à mensagem: "Estou contente, de fato,de que esteja considerando as questões do ponto de vista em que o faz, e não se está desmotivando e se inclinando sob a carga que parece ser-lhe imposta.
Quando Dan Jones ouviu as notícias a respeito dos dois concertos, não pôde conterse.
Imediatamente tomou medidas para deter Waggoner, apelando a Urias Smith e mesmo a Ellen White em busca de apoio. Ele estava tão profundamente agitado com o incidente que escreveu consideravelmente a respeito em cartas para G. I. Butler, O. A. Olsen, J. D.Pegg, C. H. Jones, R. C. Porter, J. H. Morrison, E. W. Farnsworth, e R. A. Underwood. Suas cartas não podem disfarçar a antipatia pessoal pela mensagem e os mensageiros, enquanto, logicamente, professando aceitação da "doutrina da justificação pela fé".É de conhecimento comum que Urias Smith foi um dos mais persistentes opositores da mensagem. Como editor da Review and Herald e com seu bem adquirido prestígio como autor destacado, ele podia ter exercido a mais poderosa influência pela mensagem "O Pastor Urias Smith pensava que seria melhor que [A. T. Jones] não fosse convidado a falar, pois ele tinha posições bastante fortes. E os arranjos foram feitos para excluí-lo da escola [de Battle Creek]." (Ms. 16, 1889).
A influência negativa do redator da Review expandiu-se largamente. Ellen White tinha-o como responsável em grande medida:"Tens fortalecido as mãos e mentes de homens tais como Larson, Porter, Dan Jones, Eldridge e Morrison e Nicola e vastos números mediante eles. Todos citam-te, e o inimigo da justiça observa isso com prazer. . .
Se tiveres de recuperar a fé como podes remover as impressões de descrença que tens semeado em outras mentes? Não labores tão duramente para cumprir a própria obra que Satanás realiza. Esta obra foi realizada em Mineápolis. Satanás triunfou." (Carta 59, 1890). Num editorial na Review de 10 de maio, Smith indispôs-se abertamente contra E. J.Waggoner. No mesmo ano ele novamente se meteu em aberta disputa com A. T. Jones a respeito da "imagem da besta". Nosso povo observava esses conflitos. O irmão Foster da Igreja de Prahran, na Austrália, expressou sua perplexidade a Ellen White. Ela narra o incidente"Se homens tais como o Pastor Smith, Pastor Van Horn e Pastor Butler se mantiverem à parte, não se unindo com os elementos que Deus vê como essenciais para levar avante a obra nestes tempos perigosos, serão deixados para trás.
“Para fazer justiça ao irmão J. H. Morrison, deve ser dito que ele se isentou de toda ligação com aquela oposição, e dedicou-se de corpo, alma e espírito à verdade e bênção da justificação pela fé, numa das mais finas e nobres confissões que jamais ouvi.” (Carta a C. E. Holmes, 22 de maio de 1921) A. T. Jones"Estamos tendo reuniões extraordinariamente excelentes. O espírito que prevalecia na reunião de Mineápolis não se faz sentir aqui. Todos marcham em harmonia. O testemunho universal daqueles que têm falado tem sido de que essa mensagem de luz e verdade que tem vindo ao nosso povo é exatamente a verdade para este tempo, e onde quer que vão entre as igrejas, luz, e alívio, e a bênção de Deus certamente advirão." (Ms. 10, 1889)."O Senhor não estava dirigindo nossa saída da América. Ele não revelou que era Sua vontade que eu deixasse Battle Creek. O Senhor não planejou isso, mas permitiu que agissem segundo vossa própria imaginação, aqueles que dizem que a mensagem de 1888 foi aceita pela liderança da Igreja podem interpretar os anos de Ellen White na Austrália como cooperação com o Espírito Santo.

CAPITULO IV

A MENSAGEM DA FÉ CHEGOU ATÉ NÓS
Hoje muitas discussões em nosso meio sobre a assembléia da conferência geral de 1888. Será que aquilo que acreditamos hoje é o mesmo que foi pregado e aceito em 1888? Por vezes a doutrina da justificação pela fé foi colocada em conciliação com a justificação pelas obras. Por outro lado a doutrina gerou linhas de pensamentos benéficas para o corpo de doutrinas da Igreja adventista. Hoje a igreja desfruta de certa solidez no entendimento desta doutrina, há uma conciliação entre a lei e a graça ou se preferir o evangelho.
Resumimos aquilo que se acreditava antes da assembléia geral de uma maneira bem simples como “arrependa-se, creia, obedeça e viva” desta maneira era entendida a palavra justificação. Aquilo que A. T. Jones e Waggoner pregaram foi bem aceito no meio adventista, tanto que a igreja contou com um crescimento considerável. Mas é necessário lembrar que nem Ellen White concordava com tudo o que eles pregavam até com respeito à Justificação pela fé. Já em assuntos como a lei em Gálatas continua ainda sendo ponto de discussões não somente para membros da Igreja e sim para pessoas extremistas ou de outras religiões. Waggoner em seus livros com pensamentos como Cristo como nossa única salvação, a lei que nos mostra o nosso pecado que separa-nos de Deus, mas, mostra que precisamos ir ao salvador que é Cristo, e a mesma lei que foi gravada em tábuas de pedra são escritas pelo Espírito Santo nas tábuas do coração após a conversão. Posições ainda tomadas pela igreja hoje.
A doutrina da justificação pela fé trouxe como resultado livros com O Desejado de Todas as Nações e Caminho a Cristo. Em primeira ênfase da pregação da Igreja Adventista do Sétimo dia que sob forte influência de A. Daniells que compilou dos escritos de Ellen White o livro “Christ our Righteousnes” e influenciou em toda a literatura adventista o tema da salvação em Cristo e ainda outra sobre o Espírito Santo por Leroy E. Froom, que escreveu o Livro “A vinda do consolador” o “primeiro livro escrito por um adventista a apresentar o Espírito Santo como uma pessoa”.
Porém nas décadas de 1930 e 1940 surge um teólogo, muito influente neste período, M. L Andreasen que criou a teologia da “ultima geração” que era uma combinação das interpretações pré-1888 com as pós-1888 “uma teologia escatológica integrada capaz de cativar os adventistas” e ainda hoje aceito por alguns de nosso meio. Com alguns pontos fortes como “interesse na santificação, sua concepção de que a justificação de Deus aos olhos do universo é mais importante do que a justificação das pessoas e sua compreensão de que Satanás acusa a Deus de criar uma lei que nenhum ser humano consegue obedecer”. Em resumo a teologia de Andreasen abordava pecado, santificação e a perfeição de maneira comportamentista mais próximo da teologia pré-1888, Na realidade, de acordo com a teologia dele, os seres humanos devem alcançar a condição em que não precisem mais de Cristo, e seria tema de discussões posteriores e abordaria também a natureza de Cristo gerando separação entre alguns lideres.
Na década de 1960 surge “o mais influente erudito a declarar-se contra a teologia da ultima geração defendida por Andreasen foi Edward Hepenstall,...” uma teologia “mais centrada em Cristo e na cruz de Cristo” demonstrando de maneira diferente que perfeição é relativa, é essencialmente ter maturidade espiritual. Sua teologia seria divulgada através e Hans La Rondelle e Raoul Dederen e no púlpito por Morris Venden. Ainda outro que podemos destacar um pupilo de Hepenstall, Desmond Ford iria além de seu professor e faria uma teologia cheia de distorções e perfeccionista muito se assemelhando a teologia perfeccionista de Adreasen e a de Jones e Waggoner pós-1888.
Concluímos dizendo que da mesma forma como Jones e Waggoner “conseguiram aliar as concepções do adventismo sobre a lei de Deus, no contexto do centro do livro do apocalipse, com a ênfase evangélica na salvação em Cristo. Eles uniram, portanto, a lei e o evangelho, os mandamentos de Deus e a fé de Jesus como descrita na mensagem do terceiro anjo de apocalipse 14:12” · na conferência geral de 1888. Aquilo que foi concluído é o mesmo que cremos hoje.

CONCLUSÃO
Concluímos que a igreja adventista acredita sim na mensagem da justificação pela fé. E que Jones e Waggoner saíram da igreja por terem idéias que iam contra aquilo em que pregaram chegando a extremos. Ellen White de maneira poderosa também intercedeu em favor da mensagem necessária para aquele tempo. Passo muito importante para entendermos a salvação. Aquilo que foi desenvolvido ao longo de anos por teólogos influentes como Urias, Daniells, Andreasen e Hampenstall foi de ótimo proveito para igreja hoje.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Kniht, George R. A mensagem de 1888. (Casa Publicadora Brasileira, tradução
José Barbosa da Silva, 2004.
Timm, Alberto R. História da Igreja Adventista do Sétimo Dia
Douglas, Herbert E. Mensageira do Senhor.
George, R.Knight. Em Busca de Identidade: o desenvolvimento das doutrinas
Adventistas do Sétimo dia; Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005.
Withe, Ellen. Primeiros Escritos Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005.
Christ and His righteouness EGW, MS 24 1888

14.11.09

40 PERGUNTAS AOS ADVENTISTAS I - QUAL A RESPOSTA?

1. Por que guardam apenas um dos sábados cerimoniais judaicos ordenados por Deus? A cada sete anos, no sétimo ano, acontecia o ano sabático. Também o ano do jubileu era um sábado (Levítico 25:1-22). Por que guardam apenas um e deixam de guardar os outros, conforme ordenado por Deus?

RESPOSTA: Por que os demais não estavam nas tábuas de pedra que Deus escreveu com o Seu próprio dedo depois de proferir solenemente os 10 Mandamentos aos ouvidos do povo, e “nada acrescentou” (Deut. 5:22). Os demais sábados são da lei chamada pelos cristãos ao longo dos séculos (como os baptistas, em sua Confissão de Fé de 1689, os presbiterianos, em sua Confissão de Fé de Westminster, de 1647, e antes destes os católicos e ortodoxos) “lei cerimonial”, não da “lei moral”, como é conhecido o Decálogo pelos mesmos cristãos e documentos confessionais mencionados.

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Por que querem adicionar outros tipos de leis ao que Deus pronunciou, como sendo tudo igual, sendo que é dito claramente que depois de proferir os Dez Mandamentos (que depois escreveu nas tábuas de pedra), Deus “nada acrescentou” a tal lei (Deu. 5:22)? Não estão indo contra o que Deus fez quando buscam juntar à “lei moral” outros princípios que não são parte desse código divino, ultrapassando o que está escrito (1 Cor. 4:6)?

2. Por que baseiam tanto de sua religião no dia do sábado, quando sabemos que o Senhor ensinou que tanto a lei como os profetas se baseiam no amor e não em guardar a lei? (Mateus 22:34-40; Romanos 13:8-10).

RESPOSTA: A base de nossa religião é Cristo, e este crucificado. A justificação é inteiramente pela fé, não pelas obras, como diz Paulo em Efe. 2:8, 9. Este texto é acompanhado por outro que os evangélicos se “esquecem” de mencionar junto com estes dois: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que andássemos nelas”.
O sábado é parte dos mandamentos de Deus sobre que Paulo, o próprio grande campeão da mensagem de salvação somente pela fé, disse: “A circuncisão nada é, e a incircuncisão nada é, senão o guardar os mandamentos de Deus” (1 Cor. 7:19). A obediência aos mandamentos de Deus não entra no campo da justificação, senão no da santificação, que os calvinistas chamam de “perseverança dos santos”.

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Por que Paulo demonstrou que nada sabia sobre a liberdade dos cristãos da obediência a mandamentos do Decálogo, recomendando de maneira natural e objectiva os 5º, 6º, 7º, 8º, 9º. e 10º mandamentos aos GENTIOS de Éfeso e Roma (Efe. 6:1-3; 4:25-31; Rom. 13:8-10)?

3. Como é que acendem fogo no sétimo dia apesar de que isto estava proibido na lei levítica? (Êxodo 35:3). Ao fazê-lo, vocês quebrantam a lei do sábado.

Obs: A “quebra” do sábado cerimonial judaico impunha a pena de morte ao transgressor. E isso faz parte da lei do sábado, que não pode ser separado. Portanto, se querem guardar a lei que cumpram toda ela, começando por apedrejar os que quebram o sábado cerimonial judaico. (Êxodo 31:15, Tiago 2:10) (Ver pergunta 13).

RESPOSTA: Acender um fogo naquele tempo era actividade muito complicada, não tendo a mínima comparação com o que temos hoje, onde se comprime um botão, ou se esfrega um pau de fósforo contra uma tira de material químico e se tem a chama. O costume daquele tempo era deixar antes do sábado um fogo permanentemente aceso para que durante as horas do sábado não houvesse necessidade de toda a grande tarefa para acender os fogos a lenha.

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Por que, em lugar de criar desculpas como esta para escapar-se do mandamento do sábado não observam o dia sem acender fogo em suas casas? Se o problema é este, se consideram errado acender de modo rápido e tão prático o fogo no sábado, não julguem os que o fazem, pois isso não altera a natureza do princípio. Se preferem seguir uma guarda do sábado “a la fariseus’, que seja. . . Guardem-no sem acender fogo, porém observem o dia, pois, como reitero, não é essa uma desculpa válida que desfaça a validade do mandamento.

4. Digam-me quando e onde mandou o Senhor Jesus ou algum de Seus apóstolos ou outro escritor da Bíblia, que algum gentio guardasse os Dez Mandamentos? Contentar-me-ei com o capítulo e o versículo.

Obs.: O Senhor Jesus Cristo, ao “transgredia”, a lei mosaica e o sábado judaico. Isso é afirmado categoricamente como um dos motivos pelos quais os judeus odiaram o Senhor Jesus Cristo (João 5:18).

RESPOSTA: Jesus mandou TODOS Seus seguidores amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo quando NÃO HAVIA NENHUM GENTIO PRESENTE. Ele disse isto somente para judeus. Pelo raciocínio da pergunta, a “lei áurea” só se aplicaria aos judeus, não aos gentios. . . Assim com Suas recomendações várias de como orar (o Pai Nosso), não se preocupar com o dia de amanhã, não reunir tesouros na Terra, não julgar pelas aparências. . . São princípios UNIVERSAIS, assim como TODOS os dos 10 Mandamentos, inclusive o sábado, o que é reconhecido pelos grandes nomes do Movimento Protestante. Lutero, Calvino e Wesley reconheciam que o princípio do sábado é de origem da criação do mundo, aplicável a todos os homens em todos os lugares, ainda que o interpretassem como aplicando-se ao domingo (um erro de interpretação, porém que não muda a base ideológica da questão).

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: O tipo de “argumento do silêncio” é a maneira mais débil de defender-se ou condenar-se uma ideia. Não há nenhum mandamento claro, específico, ipsis verbis de Cristo, seja para judeus ou gentios, de que se obedeça o 3º mandamento (não dizer o nome de Deus em vão), não se faça imagem de escultura, e não se consulte os mortos. Pelo raciocínio da pergunta 4, significaria isto que os cristãos gentios (ou judeus) podem: a) pronunciar o nome de Deus em vão; b) confeccionar imagens de escultura; c) consultar aos mortos?

5
. Podem me dar alguma passagem da Bíblia onde se ordena os gentios convertidos ao cristianismo, no Novo Testamento, a obrigatoriedade da observância do sábado cerimonial judaico de acordo com a lei dada a Israel no Velho Testamento? Outra vez, simplesmente dêem-me o capítulo e o versículo.

RESPOSTA: Novamente, a debilíssima metodologia do “argumento do silêncio”. Como já foi dito na pergunta anterior, há muitos princípios que os cristãos acatam universalmente, porém não estão definidos de maneira objectiva, clara, específica no Novo Testamento. Onde JAMAIS há mandamento para os gentios não consultarem os mortos? Contudo, Jesus disse que “o sábado foi estabelecido por causa do homem”, sem definir que Se referia somente ao homem judeu. É o mesmo homem-anthropós que deixa pai e mãe e se une a sua mulher (Mat. 19:5, 6).

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Sendo que Jesus disse que o sábado foi feito por causa do homem, e se entende que isto se aplica só ao homem judeu, significa isso que matrimónio é coisa só para judeus (pois a palavra para definir o homem que deixa seu pai e sua mãe para unir-se a sua mulher em Mat. 19:5, 6 é a mesma de Mar. 2:27, anthropós)?

6. Vocês afirmam, embora não provem, que se guardava o sábado cerimonial judaico antes de ser dada a lei a Moisés no monte Sinal. A lei da circuncisão também foi dada antes de Moisés (Génesis 17:10). Então, por que não praticam a circuncisão, sendo que este é um dos mais claros mandamentos da lei levítica? Lembrem-se que os gentios só poderiam guardar a lei cerimonial judaica, que incluía o sábado como vocês pretendem guardar, após serem circuncidados (Actos 11:2-3, 15:2) Outra vez eu pergunto: Por que guardam um mandamento e desprezam outro? (Tiago 2:10).

RESPOSTA: Porque a circuncisão era um costume comum naquele tempo, assim como a poligamia, depois incorporadas na lei para Israel que levava em conta muitas coisas de carácter cultural, junto com princípios morais. O que define a lei de carácter MORAL e UNIVERSAL é o que Deus proferiu no Sinai aos ouvidos do povo. SEMPRE os cristãos entenderam que os 10 Mandamentos são uma lei especial, que trata com estes princípios universais, que valiam ANTES do Sinai, e seguem válidos e vigentes DEPOIS também, como “não matar”, “não roubar”, “não adulterar”, “honrar aos pais”. Não é um preceito cerimonial.

E o sábado tem origem na criação do mundo (Gén. 2:2, 3) como já mencionamos que é reconhecido historicamente pelos cristãos baptistas, presbiterianos, metodistas segundo se lê em suas confissões de fé, credos, catecismos e obras de instruções religiosas, comentários bíblicos, etc.

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Onde é dito que o sábado NÃO ERA observado antes do Sinai? Onde é dito especificamente que antes do Sinai os homens não deviam roubar, mentir, honrar a seus pais?

7. O apóstolo Paulo escreve em Gálatas 3:19 que a lei foi dada por causa das transgressões. Vocês ensinam que a parte da lei que se refere ao mandamento de guardar o sábado foi dada ao homem imediatamente depois de sua criação, porém as Escrituras dizem que foi depois da queda. Não vêem que a teoria adventista de que a lei foi dada em duas ocasiões não concorda com os fatos?

RESPOSTA: O problema é a tremenda ignorância que existe entre os evangélicos modernos, sobretudo os que aceitaram esta linha de falsos ensinos em voga do neo-antinomismo dispensacionalista. NÃO SÓ OS ADVENTISTAS são os que ensinam que Deus concedeu ao homem a Sua lei que era gravada em seus corações. Que tal reproduzir o documento confessional dos baptistas, de 1689, que indica os sentimentos e ensinamentos da cristandade desde séculos?:

CAPÍTULO 19: DA LEI DE DEUS
1. Deus deu a Adão uma lei de obediência universal escrita em seu coração, e um preceito em particular de não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal; pelo qual lhe obrigou e a toda a sua posteridade a uma obediência pessoal completa, exacta e perpétua; prometia a vida por seu cumprimento da lei, e ameaçava com a morte a sua infracção; e dotou-o também do poder e capacidade para guardá-la.

Gn. 1:27; Ec. 7:29; Ro. 2:12a, 14,15 2. Gn. 2:16,17 3 Gn. 2:16,17; Ro. 10:5; Gá. 3:10,12

2. A mesma lei que primeiramente foi escrita no coração do homem continuou sendo uma regra perfeita de justiça depois da queda; e foi dada por Deus no monte Sinai, em dez mandamentos, e escrita em duas tábuas; os quatro primeiros mandamentos contêm os nossos deveres para com Deus, e os outros seis, nossos deveres para com os homens.
Para o Quarto Mandamento, Gn. 2:3; Ex. 16;Gn. 7:4; 8:10, 12; para o Quinto Mandamento, Gn. 37:10; para o Sexto Mandamento, Gn. 4:3-15; para o Sétimo Mandamento, Gn. 12:17; para o Oitavo Mandamento, Gn. 31:30; 44:8; para o Nono Mandamento, Gn. 27:12; para o Décimo Mandamento, Gn. 6:2; 13:10,11 2. Ro. 2:12a, 14,15 3. Ex. 32:15,16; 34:4,28; Dt. 10:4.
PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Por que prevalece essa tão profunda ignorância destes dados históricos sobre o pensamento oficial das doutrinas ensinadas HÁ SÉCULOS pelos cristãos evangélicos/protestantes, e antes destes, por católicos e ortodoxos, a respeito da natureza da lei original concedida ao homem desde sua criação?

8. Por que será que nos mandamentos dados a nossos primeiros pais no Éden e que nos que foram dados aos patriarcas Noé, Abraão e outros não se faz nem uma só referência ao dever de guardar o sábado? Por que não se menciona a palavra sábado senão quando haviam passado mais de dois mil anos desde a criação do homem? Se as teorias adventistas forem certas--não devia ser feita referência ao dever de guardar o sábado muitas vezes antes do capítulo 16 de Êxodo?

Obs.: Nem mesmo Abraão recebeu qualquer ordem de guardar os sábados cerimoniais judaicos, que foi dado somente a Moisés. Poderiam os adventistas mostrar algum versículo que provem que os patriarcas guardavam o sábado cerimonial judaico como eles defendem? Essa teoria só existe nos ensinos fantasiosos, fraudulentos e falsos de Ellen G. White.

RESPOSTA: Novamente, o debilíssimo “argumento do silêncio”. Mas além do que publicamos na resposta anterior, que tal este importante comentário de um erudito do Instituto Bíblico Moody, que não é adventista?:
“Como nos é apresentado nas Escrituras, o sábado não foi invenção de qualquer fundador religioso. De início não era parte de qualquer sistema religioso, mas uma instituição inteiramente independente. Muito definidamente é apresentado no Génesis como exactamente a primeira instituição, inaugurada pelo próprio Criador. Era puramente religiosa, inteiramente moral, integralmente espiritual. Não continha cerimónias prescritas, nem significação sacramental. Não requeria qualquer sacerdote, nem liturgia. Era para o homem como criatura, mordomo e amigo de Deus.

“A semana, com o seu sábado, é um arranjo artificial. A razão para ele é achada somente nas Escrituras do Velho Testamento. Aqui é sempre associado com a revelação da parte de Deus. . . . Ali está sempre associado com a revelação de Deus. . . .

“Ideias e práticas religiosas entre todos os povos, em variados graus, têm sido associadas com todas as divisões de tempo, que os homens adoptaram. Mas em relação somente com a semana é a religião a explicação óbvia para sua origem, e a semana somente é uniformemente atribuída ao mandamento de Deus. A semana existe por causa do sábado . É histórica e cientificamente verdade que o sábado foi feito por Deus”. – (Sublinhado acrescentado). W. O. Carver, Sabbath Observance, p. 41, produzido por Junta da Escola Dominical da Convenção Batista do Sul.
PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Sendo que nada é dito, de que ANTES do Sinai houvesse mandamentos específicos contra roubar, mentir, cobiçar as coisas e mulher do semelhante, honrar os pais, não pronunciar o nome de Deus em vão, não ter imagens de escultura, serviria isto para se concluir que Abraão, Isaque, Jacó podiam mentir, roubar, pronunciar o nome de Deus em vão, cultuar imagens, etc? Se não, por que não?

9. Onde dizem as Escrituras que Deus havia dado algum mandamento para a guarda do sétimo dia como cerimonial de aliança antes que o povo de Israel fosse redimido da escravidão do Egipto? Lembre-se de mencionar o capítulo e o versículo em cada caso, sem fazer referência a Génesis 2:1-3, pois lá não há mandamento algum.

Obs.: O sétimo dia foi santificado apenas na mente de Deus, pois claramente vemos que a Bíblia menciona apenas aquilo que Deus comunicou verbalmente ao homem; somente aparecem as palavras “...e lhes disse...” , além de “...e ordenou o Senhor... dizendo...” (ver Gên. 1:28-29, 2:16). Nada a respeito do sétimo dia foi dito a Adão ou a Eva.

RESPOSTA: Novamente o pobre recurso ao “argumento do silêncio”. Em Êxodo 16 quando o sábado é mencionado tudo indica que já era uma instituição existente: No vs. 4 é indicado que o maná seria concedido em seis dias, não no sétimo, “para que eu o prove se anda em minha lei, ou não”. Era, pois, um teste sobre obediência a uma lei divina QUE JÁ EXISTIA. Como adicionalmente diz o SDA Bible Commentary:
“Ao contrário do que supõem alguns, não há nada nem no texto nem no seu contexto que indique que o sábado foi dado então aos israelitas pela primeira vez. Na realidade subentende-se que eles já conheciam o sábado porém haviam-se tornado descuidados em sua observância (cap. 16: 4). Portanto, o mandamento do sábado foi renovado, e foi reforçada sua observância como dia de observância”.
PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Podem provar que quando é dito que Abraão obedecia os mandamentos, leis, estatutos, de Deus em Génesis 26:5, isto se aplicava só ao que corresponde a NOVE de entre os DEZ mandamentos, sendo excluído o princípio do sábado, não qualquer dos demais nove?

10. Se o mandamento foi dado a Adão no dia da criação, como é que Deus se equivocou da data? Adão foi criado no sexto dia e o sétimo dia, ao qual se faz referência no Génesis, foi o segundo de sua existência. Se Adão teve que trabalhar seis dias e logo descansar no sétimo, estaria equivocado por cinco dias no seu cálculo. O sábado não seria o sétimo dia porque havia trabalhado um só dia. O sábado de Adão foi um sábado do segundo dia.

Obs.: É interessante que os adventistas também fazem uma grande confusão no cálculo de dias, ocasionada pelo zelo farisaico de tentarem guardar a lei levítica dada ao povo de Israel e não a nós, cristãos dentre os gentios. No quarto mandamento, em Êxodo 20:9, lemos claramente que se deve trabalhar seis dias. É uma ordem, e é parte da lei a ser cumprida. Mas os adventistas trabalham apenas cinco, pois também aproveitam o “sabbath” dos cristãos gentios, observado no 1º. dia da semana (Apocalipse 1:10), e folgam um segundo dia, geralmente indo a balneários e passeios. Logo de cara começam quebrando a lei que tanto tentam cumprir, sendo reprovados antes mesmo do final da primeira frase do mandamento.

RESPOSTA: Não há nenhum problema. Isto é puro sofisma como uma desculpa mais dos que querem escapar-se de um preceito bíblico que lhes parece “inconveniente”. Quando Deus convidou os estrangeiros a aceitar o pacto que teria com Israel, em Isa. 56:2-7, não é dito que deviam fazê-lo só ao pôr-do-sol do sábado para que pudessem cumprir a “cota” de seis dias de trabalho antes de observar o sábado. Se um cristão se baptiza em um dia de quarta-feira, certamente a sua primeira semana será mais curta, o que não faz diferença nenhuma diante de Deus.

Também o mandamento diz que em seis dias seja executada “toda a tua obra”, o que envolve quaisquer outras actividades seculares, como negócios, passeios, diversão. O trabalhar seis dias não se aplica somente a um trabalho numa fábrica, ou escritório, ou oficina, ou fazenda. . .

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Podem provar que Adão trabalhava no jardim como jardineiro (Gén. 2:15) TODOS os sete dias da semana, só parando para descansar à noite? E também que o primeiro sábado foi feriado só para o Criador, não para a criatura?

11. Não leram Neemias 9:12-14 onde diz claramente que o sábado foi dado ao povo de Israel no monte Sinai? Sendo que o sábado foi dado somente a Israel por que insistem em obrigar outros a guardá-lo?

RESPOSTA: Os anti-sabatistas querem que Neemias tenha adoptado a mesma agenda deles para depreciar o sábado, quando nem havia clima algum para isto em seu tempo. Mesmo depois Deus indicou a importância do sábado para Ezequiel e Isaías (Eze. 20:12, 20 e Isa. 58:13, 14). Neemias está apresentando uma revisão histórica de como Deus foi favorável ao povo, e entre os episódios recordados está o sábado, que é o único dos mandamentos citados. Isto não é nenhuma indicação de que a origem do sábado é do Sinai, o que seria uma contradição a tantos outros dados que indicam o origem do sábado como do Éden. Como diz o SDA Bible Commentary:
“As palavras aqui empregadas implicam que o sábado havia existido antes de ser promulgada a lei, o que concorda com Gén. 2: 2, 3 e Êxo. 16: 23. Note-se que Neemias considerava que o mandamento do sábado teria importância especial porque é o único mandamento do Decálogo especificamente mencionado. Declara-se que foi concedido por Deus como um benefício para os israelitas, pois eles haviam de compartilhar o repouso de Deus nesse dia”.
PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Se o sábado só foi dado a Israel, por que decidiu Deus estender o princípio aos estrangeiros segundo Seu ideal de que Sua casa se fizesse “casa de oração para todos os povos” (Isa. 56:2-7)?

12. Por que põem vocês aos gentios sob o sábado, quando a eles nunca lhes foi dado? A lei diz: “Sinal é para sempre entre mim e os filhos de Israel”. Êxodo 31:16, 17. Não faz menção dos gentios. Leiam também Ezequiel 20:10-12.

RESPOSTA: O sábado foi dado a Israel solenemente no Sinai juntamente com TODOS os outros mandamentos. O carácter universal do sábado sempre foi reconhecido por baptistas, presbiterianos, metodistas em suas confissões de fé, credos e declarações doutrinárias. Os baptistas da Convenção Batista Nacional, do Brasil, indicam até que o sábado é o sinal entre Deus e Seu povo no parágrafo XV de sua Declaração Doutrinária, aplicando-o ao domingo. Isto é óbvio porque os que dedicam um dia ao Senhor se identificam como Seus filhos fiéis, já que os ateus, materialistas e cristãos comodistas não se interessam em dedicar todo um dia de 24 horas por semana a actividades espirituais.

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Por que indicou Deus o sábado como sinal entre Ele e Seu povo de Israel, não entre Ele e os egípcios, babilónicos, assírios, etíopes? Se souberem responder a esta pergunta já terão meio caminho andado para entender toda a questão. . .

13. A lei do sábado judaico, que vocês adventistas pretendem guardar, diz claramente: “Seis dias trabalharás, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado de repouso ao Senhor; todo aquele que nele fizer qualquer trabalho morrerá.” Êxodo 35:2, ver também 31:14. Se a primeira parte da legislação for obrigatória para os cristãos, também deve ser a segunda. De que modo vocês têm agido para poder obedecer à lei que ordena matar aquelas pessoas que trabalhem no dia do sábado cerimonial judaico?

RESPOSTA: Percebe-se o preconceito e discriminação claros contra o sábado, esquecendo que não só o sábado acarretava condenação e morte aos violadores. Também a blasfémia, o adultério, e ainda os filhos muito rebeldes eram levados diante dos anciãos e juízes e apedrejados (Deut. 21:18-21). Os cristãos aceitam os princípios contra a blasfémia, adultério e desrespeito aos pais sem condenar a morte os seus violadores, o que indica como querem escapulir-se somente do “inconveniente” mandamento do sábado.

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Por que não condenam à morte os blasfemos, adúlteros e filhos rebeldes, já que a lei de condenação a estes violadores também se aplicava a tais pecadores de mandamentos da lei divina que aceitam naturalmente?

14. Por que vocês comem comidas preparadas em fogo aceso durante o sábado judaico? Não sabem que assim infringem a lei em que baseiam sua salvação eterna? ( Êxodo 16:23-30 e 35: 1-3)

RESPOSTA: Isto já foi totalmente explicado na pergunta 3 onde se demonstra como torcem os fatos a respeito do assunto. A afirmação de que “baseiam sua salvação eterna” sobre a lei do sábado é uma grosseira distorção, um falso testemunho que dão contra o semelhante sobre que terão que prestar contas a Deus um dia (Mat. 12:36).

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Por que dão falso testemunho sobre os cristãos sabatistas quanto a seus reais sentimentos e ensinamentos sobre as bases da salvação? Seria porque aprendem com falsos mestres que lhes dizem coisas agradáveis a seus ouvidos, como de que a lei foi “abolida”, assim também se aboliu o nono preceito, “não dirás falso testemunho contra teu próximo”?

15. Por que não cumprem toda a lei do sábado oferecendo os sacrifícios que a lei levítica exige? Eles são parte essencial da lei do sábado, de acordo com Números 28:9,10. Mas vocês não respeitam o decreto e infringem a lei do sábado desobedecendo às exigências da guarda do sábado.

RESPOSTA: Porque os sacrifícios eram claramente ritos tipológicos que apontavam ao futuro “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, enquanto o sábado é um memorial de um fato passado e princípio de carácter universal, como reconhecido ao longo dos séculos por cristãos em suas confissões de fé, credos e catecismos, ademais do que definiram grandes ensinadores, comentaristas bíblicos e até os três grandes nomes dentre os fundadores do Movimento Protestante--Lutero, Calvino e Wesley. A ignorância destes fatos entre tantos que se dizem continuadores da obra destes pioneiros cristãos é simplesmente chocante.

Vejamos algumas das declarações destes homens que sempre mereceram o maior respeito na comunidade cristã comentando o texto de Génesis 2:2, 3:
Lutero:

"O sétimo dia Deus santificou para Si próprio. Isso tinha o propósito particular de ensinar-nos que o sétimo dia deve ser particularmente devotado à divina adoração. ... Embora o homem tenha perdido seu conhecimento de Deus, ainda assim Deus pretendia que Seu mandamento que ordena a guarda do sábado permanecesse em vigor." -- Comentários sobre Génesis 2:3. Luther's Works’ : American Edition, eds. Jaroslav Pelikan and Helmut T. Lehman, 55 vols. ( St. Louis, Mo.: Concordia Publishing House, 1955- ), 1:79 e 80.

João Calvino:

“Primeiramente, portanto, Deus descansou; então Ele abençoou esse descanso, para que em todas as eras, pudesse ser mantido sagrado entre os homens: ou ele dedicasse cada sétimo dia para o descanso, a fim de que o Seu próprio exemplo pudesse ser uma perpétua regra. O desígnio da instituição [do sábado] deve ser sempre mantido em memória: pois Deus não deu aos homens somente ordem para manter santo cada sétimo dia, como que para se deliciarem em sua indolência; antes, para que pudessem ser liberados de outros negócios, e pudessem mais prontamente aplicar suas mentes ao Criador do mundo. Por fim, é um descanso sagrado que retira os homens dos impedimentos do mundo, a fim de que se dediquem inteiramente a Deus. . . . Deus não poderia atrair-nos de modo mais bondoso ou mais eficazmente incitar-nos à obediência do que por convidar-nos e exortar-nos à imitação Dele próprio. Ademais, devemos saber que, esta não deve ser a prática comum de uma era, ou povo, mas de toda a raça humana”.

Fonte: http://www.ccel.org/ccel/calvin/calcom01.viii.i.html (Christian Classics Ethereal Library).

Wesley:

“‘Seis dias farás todo o tipo de obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus’. Não é teu, mas o dia de Deus. Ele o reivindica para Si próprio. Ele sempre o reivindicou para Si, desde o próprio início do mundo. ‘Em seis dias o Senhor fez o céu e a terra, e descansou no sétimo dia. Portanto o senhor abençoou o dia do sábado e o santificou’.

Ele o santificou; isto é, ele o tornou santo; ele o reservou para o Seu próprio serviço. Ele determinou que, enquanto o sol e a lua, os céus e a terra, durassem, os filhos dos homens deviam passar esse dia no culto Àquele que ‘lhes deu vida e respiração e todas as coisas’”. —John Wesley, “A Word to a Sabbath-breaker” [uma palavra a um violador do sábado], em Works, Vol. 11, pp. 164-166.
PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Por que não praticam a lei de sacrifícios, já que cumprem NOVE de entre DEZ dos mandamentos da MESMA lei de que o sábado faz parte?

40 PERGUNTAS AOS ADVENTISTAS II - QUAL A RESPOSTA?

16. Se os mandamentos da lei se referem apenas aos Dez Mandamentos como vocês adventistas pretendem, por que o Senhor Jesus Cristo respondeu acerca da lei citando dois mandamentos que não se encontram entre os dez? (ver Mateus 22:35-40) Ele citou um que está no livro de Levítico 19:18 e outro que se encontra no livro de Deuteronómio 6:5. Por acaso Jesus cometeu um engano? Só uma das alternativas pode estar correcta: ou os adventistas estão com a razão e o Senhor Jesus Cristo errado, ou o Senhor Jesus Cristo está com a razão e os adventistas errados.

RESPOSTA: Que tremenda ignorância! Primeiro temos a falsa insinuação de que os adventistas entendem que o termo “mandamentos” só se aplica aos Dez Mandamentos, ignorando que a palavra inclui todas as ordens ditas por Deus ou Jesus, como “Ide, pregai o evangelho por todo o mundo”. Ademais, já mostramos como Jesus cita a SÍNTESE da lei inteira em Sua “lei áurea”. Dizer que isto não é parte dos Dez mostra como ignoram que a “lei áurea” não faz parte do Decálogo--É O PRÓPRIO DECÁLOGO em forma resumida. Os primeiros quatro mandamentos se referem a nossa responsabilidade para com Deus, enquanto que os últimos seis, o mesmo quanto ao próximo. Essa explicação está no documento confessional histórico dos luteranos, baptistas e presbiterianos, e antes, do ensinamento oficial de católicos e ortodoxos.

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Por que Jesus repetiu o mandamento de amar ao próximo JUNTO com os demais do Decálogo como sendo da mesma categoria (ver Mat. 19:18, 19)?

17. O Apóstolo Paulo descreve a lei como um ministério de morte gravado em pedras (2 Coríntios 3:1-18; Êxodo 20:1-17; 31:18; 2:15, 16; 34:1-28). Ele também nos diz que esse ministério haveria de perecer, sendo transitório (II Coríntios 3:7-11). Podem vocês contradizer a Paulo e, principalmente, a Palavra de Deus nos dizendo que esse ministério de morte retornou à vida, suplantando a Nova Aliança da graça que nos foi trazida por Cristo (Hebreus 12:24)?

RESPOSTA: Este texto é um tremendo “tiro” interpretativo que sai pela culatra dos que o utilizam contra o princípio do sábado. Paulo faz uso de uma metáfora que antes havia sido utilizada por Ezequiel (Eze. 11:19, 20 e 36:26, 27) em que aplica a ideia de “tábuas de carne do coração” claramente deixando implícito que nestas tábuas devia estar TODO o conteúdo das tábuas de pedra. O texto como utilizado por Paulo é claramente um contraste entre os que teriam a lei somente como frias letras gravadas em pedra em vez de sê-lo em seus corações, o que os poria sob um ministério de morte, pois a lei só lhes seria fonte de condenação. E, claro, quando faz tal ilustração, Paulo tinha em mente TODO o conteúdo das tábuas de pedra transferido para as tábuas de carne do coração! Essa é a promessa do Novo Pacto, como lemos em Heb. 8:8-10 e 10:16. Se ele pensasse diferente, que só NOVE dentre DEZ dos mandamentos se transferem às “tábuas de carne do coração”, nem faria sentido utilizar a própria metáfora. . .

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Se o que havia nas tábuas de pedra significava MORTE, como pode Deus conceder a Seu povo reunido solenemente uma lei que resultaria em MORTE?! Que tipo de Deus é este que trata discriminatoriamente a Seu povo, reservando a lei de amor e justiça somente para os cristãos, enquanto Israel recebe uma que representa MORTE?! Não é Deus Aquele que não faz acepção de pessoas?!

18. Em Gálatas 3:19 lemos que a lei foi posta até que viesse a semente, deixando assim claro que a lei não seria perpétua, senão que serviria por um tempo definido. A semente, Cristo, chegou e nos redimiu da lei. (Gálatas 3:13) de modo que, segundo as Escrituras, pôs fim ao período para o qual nos foi dada a lei. Somos livres dela (Romanos 7:1-6). Aceitam os ditos da palavra de Deus neste sentido?

RESPOSTA: Se a lei não era perpétua, então os cristãos agora estão livres para matar, roubar, mentir, adulterar. Oh, dirão, porém todos estes princípios foram depois confirmados sob o Novo Testamento, menos o do sábado. Se assim é, temos uma situação incrível que assim descrevemos em nosso estudo “10 Dilemas dos que Negam a Validez dos 10 Mandamentos Como Norma Cristã”:
O quinto dilema dos que advogam a teoria da abolição do Decálogo divino é sua contradição evidente e raciocínio ilógico sobre a “restauração dos mandamentos no Novo Testamento”.

Se todos os mandamentos foram abolidos na cruz, mais adiante sendo restaurados no Novo Testamento (excepto o 4º), imaginemos uma situação incrível que surge disto: O 5º mandamento foi eliminado junto com o resto das regras morais e cerimoniais quando Jesus pronunciou, “está consumado”. Então, no minuto seguinte, qualquer filho de um seguidor de Cristo podia chutar a perna do pai, insultá-lo e desobedecê-lo livremente, posto que o 5º mandamento foi “restaurado” somente quando Paulo o recordou escrevendo aos efésios, e isto pelo ano 58 A.D. (ver Efe. 6:1-3)! E, o que é pior, os termos do mandamento “não matarás”, foi reiterado somente por Paulo em Romanos 13:9, pelo ano 60 A.D. (também “não furtarás”, “não adulterarás”, “não cobiçarás”).

Ou seja, por quase 30 anos os filhos dos cristãos não teriam que respeitar seus pais, porque o 5º mandamento foi restaurado somente depois de umas três décadas, e isso só aos efésios. Muitas décadas mais se passaram até alcançar a comunidade cristã inteira de modo que todos fossem inteirados da necessidade de os filhos obedecerem e respeitarem a seus pais! Além de que aos cristãos seria permitido matar uns aos outros, etc., durante esse período “sem a lei”. . . Faz isso qualquer sentido?!

Com tal tipo de raciocínio podemos ver a enorme confusão dessa gente que vai contra o “assim diz o Senhor” das Escrituras.
PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Se a lei só valia até Cristo, como João viu a arca nos Céus em visão (Ap. 11:19), dentro da qual estavam os Dez Mandamentos em sua cópia terrena, segundo lemos em Deut. 10:1-5? Assim, o original ainda ali está, com TODA a lei de Deus, que até servirá como base para julgar a todos, como Tiago deixa claro chamando-a tanto de “lei real” como “lei da liberdade” (Tia. 2:8-12).

19. Se os cristãos estão obrigados a guardar o sábado, por que isso não foi incluído na importantíssima carta enviada às igrejas pelo concílio de apóstolos e anciãos que se celebrou em Jerusalém para considerar a questão de os gentios deverem guardar a lei? (Actos 15:1-29).

RESPOSTA: Temos aí outro incrível “tiro” interpretativo que sai pela culatra, pois a decisão do Concílio lidava com os temas que causavam dúvidas e dificuldades entre os cristãos, e as quatro regras definidas são, NÃO DE COISAS A CUMPRIR, como se fossem um “tetrálogo” que substitui o Decálogo, como alguns entendem confundindo tudo. As quatro regras são de coisas de que os cristãos gentios deviam ABSTER-SE, ou seja, não praticar. E o sábado NÃO ESTÁ NA LISTA. Essa é uma situação embaraçosa para os anti-sabatistas. Se o Concílio de Jerusalém definiu a abolição do sábado, como alegam, os apóstolos “esqueceram-se” de incluir o sábado entre as regras da lei que NÃO DEVIAM levar em conta, o que demonstra como nossos opositores se confundem inteiramente nessa questão (e outras mais. . .).

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: O verso de Actos 15:21 diz que cada sábado Moisés era lido nas sinagogas Sabiam que os cristãos primitivos iam regularmente às sinagogas ouvir a leitura da Torah, já que não tinham exemplares da Bíblia em abundância e a preço acessível, como as temos hoje? Se fossem outro dia que não o sábado, ou encontrariam as portas fechadas, ou não haveria leitura da Torah. Leiam como em Actos 9:2 Paulo tinha ordens de perseguir cristãos encontrados nas sinagogas, confirmado em Actos 22:19 e 26:10 e 11.

20. Se os cristãos devem guardar o sábado cerimonial judaico, como se explica que o Senhor Jesus Cristo não faz nenhuma menção do tema, ao enumerar os mandamentos ao jovem rico em Mateus 19:16-22? Como é que o apóstolo Paulo escrevendo por inspiração do Espírito Santo, não trata em nenhuma parte de suas várias epístolas da suposta importância de se guardar o sábado?

RESPOSTA: Novamente, o desmoralizado “argumento do silêncio” que nada prova. Jesus não mencionou NENHUM dos mandamentos da “primeira tábua”. Ele não fez qualquer menção de não usar imagens de esculturas nem pronunciar o nome de Deus em vão. Paulo igualmente JAMAIS mencionou a “importância” de tais mandamentos.

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Significa, o fato de que Cristo e Paulo JAMAIS recomendarem especificamente a obediência de certos mandamentos (como o contra pronunciar o nome de Deus em vão, não consultar mortos, não confeccionar imagens) que os cristãos estão livres para pronunciar o nome de Deus em vão, utilizar imagens de escultura em seus actos de culto e consultar aos mortos?

21. Nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse se encontram sete cartas às igrejas, dirigidas às sete igrejas locais. São as últimas mensagens dadas directamente às igrejas sobre a Terra. Se fosse verdade o que enfatizam os adventistas, não deveria ter sido recordada a importância da guarda do sábado em algumas dessas cartas?

RESPOSTA: Que argumento infantil! E novamente, o recurso ao “argumento do silêncio”, como sempre a expressão de discriminação contra somente o sábado. Se o critério do que se deve ter como regra de conduta cristã é o que aparece ou não nas cartas, então João foi muuuuuuuito omisso em suas instruções àqueles cristãos. . .

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Onde há qualquer recomendação aos cristãos nas cartas às sete igrejas sobre os preceitos do Decálogo que nunca são mencionados, como também não se menciona a regra de não consultar aos mortos, por exemplo? Significa isso que os cristãos de mais do que sete igrejas hoje, estão livres para não seguir regras de conduta que não estejam claramente definidas nas sete cartas?

22. Vocês dizem que o domingo se iniciou com Constantino no século IV. Como explicam então que os “pais” da Igreja, que escreveram durante os primeiros três séculos depois de Cristo, falem do primeiro dia da semana como sendo aquele em que aconteciam as reuniões dos crentes cristãos?

RESPOSTA: O que dizemos é que Constantino instituiu a prática de origem pagã por uma lei, a primeira legislação civil favorecendo o costume de ter o domingo como feriado religioso. A influência das práticas pagãs, incluindo o domingo, sobre a cristandade já havia começado muito antes, desde princípios do século II, sobretudo depois que Adriano iniciou grandes perseguições contra os judeus.

Se há documentos que falam do domingo como praticado pelos cristãos, isso indica o cumprimento da profecia de Actos 20:29, 30, II Pedro 2:1-3 e Apocalipse, caps. 2 e 3, que mencionam o desvio dos ensinos originais com introdução de falsas ideias entre os cristãos originais, o que se confirmou mais e mais nos séculos da Idade Média, quando a apostasia prevalecia na cristandade.

Ademais, há documentos que confirmam que os cristãos observavam o sábado, como o testemunho de Epifânio, em meados do século IV, comentando sobre os que saíram da Igreja-mãe de Jerusalém e que, com a destruição da cidade, se refugiaram na região de Pela, onde se fixaram e eram conhecidos como “nazarenos”. Epifânio diz que estes cristãos tinham ainda práticas “judaicas”, como a guarda do sábado, assim os criticando e alegando que nem deviam ser considerados cristãos. Eles, porém, eram chamados “nazarenos” e não “moiseanos”.

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Por que recorrem à Patrística como “prova” de que os cristãos teriam adaptado a guarda do domingo desde tempos remotos, sem primeiro apresentar provas bíblicas de que isso tem respaldo bíblico? Não estão fazendo o mesmo que os católicos, que por falta de provas bíblicas para muitos de seus ensinos, também buscam tais provas em sua “santa tradição”?

23. Por que afirmam que um dos papas mudou o dia de descanso do sétimo dia para o primeiro? Há provas históricas cabais de que os cristãos observavam o primeiro dia durante séculos antes que houvesse papa algum! Como explicam isso?

RESPOSTA: Temos uma obra magnífica que discute em detalhes e foi altamente elogiada por eruditos católicos e protestantes, onde todas essas teorias se clarificam e se demonstra indiscutivelmente as origens pagãs da prática dominical, o livro Do Sábado Para o Domingo, do Pr. Samuele Bacchiocchi. Ignorar tal livro e pretender que já não foram provadas estas questões todas só demonstra a intenção de manter os “mitos” de sempre intocáveis. . .

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Já leram o livro de Bacchiocchi? Se o leram, o que têm a dizer sobre o mesmo? Há erros em sua pesquisa? Se sim, quais seriam?

24. Se devemos guardar o sétimo dia, como é que os apóstolos e os cristãos primitivos celebravam suas reuniões de maior importância, como a ceia do Senhor, no primeiro dia em vez do sétimo?

RESPOSTA: Não há nenhuma evidência disto, e as provas apresentadas são mais “tiros” interpretativos que saem pela culatra. O texto de Actos 20:7, por exemplo, não diz absolutamente NADA de que fosse uma Ceia do Senhor, senão que numa noite de sábado Paulo se despedia dos crentes em Troas, e se reuniram para “partir o pão”, que é somente uma comida comum que se praticava todos os dias (Actos 2:46) de casa em casa. . . Teriam eles Ceias do Senhor todos os dias nas casas?!

E o que é dito é que Paulo, em certo momento (depois de resolver uma situação de emergência), volveu ao recinto onde estavam, “e partindo o pão, e comendo, ainda lhes falou largamente até à alvorada; e assim partiu” (vs. 11). Não existe aí nenhuma pista de que era uma Ceia do Senhor. O tipo de linguagem não o confirma, senão o contrário—era uma comida comum. Em continuação, é mostrado como partiu numa longa viagem A PÉ para outra cidade, ainda dentro do tempo do “primeiro dia da semana”, pois era a parte clara do dia que começa no pôr-do-sol (o contar de tempo é judaico, pela própria designação do dia como mia twn sabbaton —o primeiro desde o sábado).

Assim, em vez de ficar com os irmãos na parte da manhã daquele domingo para sua Escola Dominical, ou equivalente, o Apóstolo partiu porque não tinha escrúpulos de santificar o dia, o que o uso de tal texto para contrariar o sábado se revela um “tiro” interpretativo mais que saiu pela culatra. . .

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Sabiam que a terminologia grega para “partir o pão” é klasai arton, uma linguagem genérica aplicada a qualquer comida em qualquer dia da semana (Actos 2:46)? Contudo, o que NÃO se menciona em Actos 20:7 é o tipo de linguagem específica em grego que os cristãos utilizam para a Ceia do Senhor: “Kuriakon Deipnon” (ver 1 Coríntios 11:20). Também podem explicar como, se Paulo participou e até conduziu uma Ceia do Senhor em Actos 20, não há qualquer menção ao vinho, o que é parte integrante de tais cerimónias?

25. Como sabem que realmente guardam o sétimo dia? Podem estar seguros que não houve erros nos cálculos desde o dia em que Deus descansou? Vocês têm de levar em conta as mudanças efectuadas no calendário no ano de 46 a.C., quando se convinha que o ano tivesse somente 345 dias, para corrigir os erros que se haviam acumulados. Deve-se pensar também na lei do ano 1751, essa para “corrigir o calendário”, e que estipulou retirar 11 dias do mês de Setembro. Com estas e outras modificações, estão seguros que sabem contar os dias desde a criação de forma absolutamente correcta?

RESPOSTA: Primeiramente, Deus não é um Legislador tão incompetente, que estabelece um “memorial da criação” no primeiro sábado (Gén. 2:2, 3) e quando o restaura a Seu povo eleito, depois, estabelece um sétimo dia que não tem nenhuma relação com o original, de que o sábado do Decálogo é memorial (Êxo. 20:8-11). Jesus observava o sábado (Luc. 4:16) não só por que era judeu, porém por ser o próprio autor do princípio, como criador que é (João 1:3; Heb. 1:2). Ele Se declarou “Senhor do sábado”, seria incrível que guardasse um dia errado, perdido ao longo da história, desvinculado de sua significação histórica, como “memorial da criação”.

Sobre a mudança de calendários, do juliano para o gregoriano, a data disso foi 1582 e temos bons dados de que o que se passou foi que 10 dias foram tirados no cômputo dos dias, sem afectar a sequência dos dias da semana. Assim, o dia 4 de Outubro de 1582, quinta-feira, foi seguido pelo dia 15 de Outubro, sexta-feira.

Ademais, os judeus têm o seu calendário de quase 6.000 anos, independente do calendário dos cristãos, e o sétimo dia de seu calendário é igual ao dos cristãos. O dia que os judeus religiosos vão a suas sinagogas é o mesmo em que os adventistas do sétimo dia, judeus messiânicos, baptistas do sétimo dia se reúnem em suas congregações.

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Como podem lançar-se a estes ataques contra os observadores do sábado, quando ignoram fatos tão fáceis de conferir, bastando para isso só uma pesquisa não muito complexa sobre a troca de calendários e sua relação com a sequência de dias, ou, simplesmente, perguntar a um judeu em que dia ele vai a seus cultos na sinagoga? Não revela isso como não fizeram o seu “dever de casa” antes de partir para estas críticas, o que só revela a incompetência que têm, não só em assuntos bíblicos, como históricos?

26. Por acaso já leram Colossenses 2:14-17 que nos mostra que a “cédula foi riscada” e “tirada do meio de nós”, significando que os rituais cerimoniais da lei mosaica (incluindo a guarda do sábado judaico que vocês defendem) foi cravada na cruz?

RESPOSTA: O texto de Col. 2:14-17 parece como um “samba anti-sabático de uma nota só” para os inimigos do mandamento do sábado. Lamentavelmente muitos não sabem que não se interpreta a Bíblia tomando-se somente um ou dois textos de linguagem “favorável” a certa ideia, descuidando de ler todo o contexto e demais textos que tratam do mesmo assunto. Assim os católicos se fixam em Mat. 16:18, 19 para “provar” o primado de Pedro, os mórmones utilizam 1 Cor. 15:29 para “provar” o baptismo pelos mortos e as “testemunhas de Jeová” utilizam João 14:19 para negar que Cristo virá visivelmente outra vez.

Em toda Colossenses a palavra “lei” nem sequer é utilizada. O tema da epístola não é abolição de leis. Sabe-se agora que o cheirographon era o documento escrito que tinha as culpas atribuídas a um réu em uma corte, e o que Paulo diz é que os que são perdoados por Cristo têm suas culpas eliminadas. Depois de falar do baptismo e morte para o pecado (vs. 12) o vs. 13 diz, “perdoando-nos todos os pecados”, e logo fala dos decretos, o que não é a maneira de perdoar pecados. Não se eliminam pecados por eliminar a lei que os aponta (ver Rom. 7:7, 8). Assim, o que foi cravado na cruz não foi a lei, senão o registo de culpa.

Todo o teor do capítulo mostra que Paulo, além dessas reflexões, discute um problema local, e não pretende estabelecer regras de caráter universal. Havia os extremistas que desejavam impor sobre os locais seu entendimento de como praticar a religião, cheio de idéias de “não manuseies, nem proves, nem ainda toques”. No vs. 18 Paulo claramente indica qual era sua preocupação real no que diz: “Ninguém atue como árbitro contra vó”.

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Se em Col. 2:14-17 Paulo está ensinando o fim do sábado, que deixa ele em seu lugar? Não é indicado nada de que ele pensa sobre o domingo, ou outro dia qualquer. Assim, teria Paulo, contrariado o que Jesus disse, de que “o sábado foi feito por causa do homem”, decidido por sua conta dar um fim ao princípio do dia de repouso e de dedicar ao Senhor todo um dia?

27. Nos versículos 16 e 17 do mesmo capítulo, vemos que certas coisas exigidas sob a lei de Moisés, entre elas a observância do sábado cerimonial, não são mais que uma sombra do porvir--o corpo espiritual de Cristo. Guardar o sábado é agarrar uma sombra.

RESPOSTA: Como se esperaria, investem pesadamente sobre um texto que parece favorável ignorando a sua contextuação lógica. O sábado semanal não é cerimonial e sobre isto temos o estudo “10 Razões Por Que o Sábado Não É Um Preceito Cerimonial” que os anti-sabatistas jamais o refutaram ponto por ponto.

Ainda que o sábado seja em certo sentido um símbolo do futuro descanso da salvação, como diz o comentário dos eruditos baptistas Jamieson, Fausset & Brown, o símbolo só desaparece quando encontra a realidade que antecipa. Como ainda não temos o sábado eterno, o sábado semanal que serve tipologicamente como sua antecipação se mantém. E dizem mais estes eruditos, especificamente sobre o texto de Col. 2:16:
“O sábado semanal repousa sobre um fundamento mais permanente, havendo sido instituído no Paraíso para celebrar a conclusão da obra da criação em seis dias. Lev. 23:38 expressamente distingue ‘o sábado do Senhor’ dos demais sábados. Um preceito positivo é correto porque é ordenado, e cessa de ser obrigatório quando ab-rogado; um preceito moral é ordenado eternamente porque é eternamente certo. Se pudéssemos guardar um sábado perpétuo, como poderemos no futuro, o preceito positivo do sábado, um cada semana, não seria necessário. Heb. 4:9, ‘descanso’, em grego, ‘observância de sábado’ (Isa. 66:23). Não podemos, porém, uma vez que até Adão, em inocência, necessitou de um em dia de descanso em meio a suas ocupações terrenas; portanto, o sábado é ainda necessário e assim está vinculado aos demais nove mandamentos. . .”
Por outro lado, as sombras foram estabelecidas depois do pecado, nas cerimonias que apontavam ao “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, enquanto o sábado é anterior ao pecado, e não aponta ao futuro, senão ao passado, a criação de todas as coisas.

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Como Se referiria Cristo ao sábado como “feito por causa do homem” se fosse só uma sombra dentre as demais da religião judia, que cessaria em algum tempo, sem mais servir ao homem para conceder-lhe benefícios físicos, mentais e espirituais?

28. Vocês já leram Romanos 14:5, 6 que mostra que alguns fazem diferença entre dia e dia, mas outros julgam iguais todos os dias? Ainda é dito: “Cada um esteja seguro em sua própria mente.” Por que o apóstolo Paulo não insiste que aqueles que julgam iguais todos os dias deveriam estimar o sétimo dia como superior a todos os demais dias e “santificá-lo” conforme defendem os adventistas?

Obs.: Por acaso os ensinos de Ellen White são mais importantes que os de Paulo? Acreditam mesmo que ela estaria na verdade corrigindo um erro deste apóstolo ao exigir a guarda do sábado para salvação do crente?

RESPOSTA: Novamente não conseguem levar em conta o contexto e teor completo do ensino bíblico. Paulo só discute aí outro problema local dos que ainda julgavam necessário celebrar as datas especiais de Israel, como as festas de trombetas, dos tabernáculos, do purim, etc. Como eram cristãos étnica e nacionalmente judeus, imaginavam que ainda teriam essa obrigação, porém Paulo lhes diz que ainda que tivessem liberdade para celebrá-las (pois para os judeus eram como feriados nacionais) não deviam impor tais regras sobre todos.

Que o sábado semanal não está aí envolvido se faz claro porque o Apóstolo sabia que não podia mudar a lei de Deus estabelecendo regras diferentes do que disse o Senhor, quando santificou o sábado no Éden (Gén. 2:2, 3). A palavra “santificar” significa “separar para uso dedicado a Deus”.

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Sendo que está claro que a comunidade cristã não decidiu que o sábado seria substituído, seja pelo domingo, seja pelo dia nenhum/dia qualquer, em seguida à morte de Cristo na cruz, enquanto não se decidia sobre isso que dia observavam--o sábado, o domingo ou dia nenhum? Onde estão as evidências bíblicas, para que seja uma outra coisa?

29. O tema principal do adventismo é guardar a lei, especialmente a lei do sábado. Agora, no Novo Testamento encontramos que 50 vezes menção de pregar o Evangelho, 17 vezes de pregar a Palavra, 23 vezes de pregar a Cristo e 8 vezes de pregar o Reino. Nenhuma vez somente se fala de pregar a lei do sábado, como vocês tanto defendem. Como explicam isso?

Obs.: Não vêem que o que vocês defendem é uma afirmação herética de que a Bíblia estaria errada e incompleta e os escritos de Ellen White seriam mais importantes que a própria Palavra Eterna de Deus, a ponto de acrescentar nela o que Deus não revelou? Já leram por acaso Provérbios 30:5-6 e Apocalipse 22:18-19?

RESPOSTA: Aqui temos, uma vez mais, o fracassado “argumento do silêncio” que vale tanto quanto um zero à esquerda. Não prova coisa nenhuma sobre nada. Não há nenhuma ordem para que não se fale o nome de Deus em vão, o que não se confeccione imagens de esculturas, ou de proibição da consulta aos mortos, enquanto Jesus recomendou a guarda do sábado: em Mat. 23:1-3 Ele recomendou a seus ouvintes, discípulos e as multidões, que acatassem TUDO o que seus chefes religiosos ensinavam em harmonia com a lei divina, só não sendo hipócritas como eles, com sua filosofia de façam o que digo, porém não o que faço.

E uma das coisas que ensinavam em harmonia com a lei era a fiel observância do sábado (Luc. 13:14). Portanto, temos aí Cristo recomendando o sábado, junto com todas as outras regras da lei! O fato de que só havia judeus presentes não é desculpa porque também só havia judeus presentes quando Ele lhes pregou os princípios do Sermão do Monte, e até quando lhes transmitiu Sua “lei áurea” de amor a Deus e ao próximo. Só disse estas coisas a judeus. . . Então, pelo raciocínio destes opositores, tais princípios também só se aplicariam aos judeus. . .

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Leiam os tópicos 9, 10 e 18 do documento confessional oficial dos adventistas? Se o leram então estão dando falso testemunho contra o próximo ao dizer que “O tema principal do adventismo é guardar a lei, especialmente a lei do sábado”. Se não o leram, busquem fazê-lo e não mais digam coisas que não são verdadeiras porque é um ato de desonestidade intelectual, já que então sabiam o que ensinam realmente os adventistas sobre o tema da salvação pela fé, que é a preocupação básica dos adventistas. Até o nome da Igreja, “Adventista” acentua que o advento de Jesus é uma das mais grandes preocupações da pregação adventista, o que é um assunto fundamentalmente cristocêntrico. Para se falar de segunda vinda de Cristo há que explicar o que se passou em Sua primeira vinda, e a razão porque voltará. Não é este o tema base do evangelho?

40 PERGUNTAS AOS ADVENTISTAS III - QUAL A RESPOSTA?

30. No Novo Testamento se encontra a palavra sábado 70 vezes. Vocês admitem que em todos os casos, menos em um, se faz referência ao dia de sábado conforme o cerimonial judaico, sem qualquer problema. Porém, neste caso único, a saber, o texto de Colossenses 2:16, onde a palavra é a mesma dos textos no grego, querem nos fazer crer que ela tem outro sentido. Por quê? Não será por que têm consciência de que Colossenses 2:16,17 faz cair por terra seus argumentos doutrinários de que os cristãos estão obrigados a guardar a lei cerimonial mosaica, onde está incluído o sábado que vocês defendem como tábua de salvação?

RESPOSTA: Já demonstramos pela resposta às perguntas 26 e 27 como o “samba anti-sabático de uma nota só”, como é utilizado o texto de Colossenses 2:16, somente mostra a incapacidade exegética dos que tanto capitalizam sobre uma passagem que parece ter linguagem favorável a seus preconceitos, ignorando o contexto e todo o teor do ensino bíblico com respeito ao tema da lei e do dia de repouso. Tudo isso já foi muito bem explicado nas respostas às perguntas indicadas.

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Se o sábado é preceito cerimonial que mais tarde seria abolido (o que se refletiria em Colossenses 2:16) por quê o autor de Hebreus dedica ao sábado um tratamento muito especial nos capítulos 3 e 4, em lugar de tratar de sábado nos capítulos 7 a 10, dedicados à discussão do cerimonialismo judaico na epístola?

31. Vocês sabem que em Gálatas 3:22-25 se diz que a lei nos foi dada como aio (mentor) para nos levar a Cristo, pelo que, vinda a fé, já não estamos debaixo de aio? Portanto, já não estamos debaixo da lei. Devemos desacreditar deste trecho da Bíblia?

RESPOSTA: A lei foi, é e sempre continuará actuando como aio para conduzir pecadores a Cristo. Ela é como um espelho que mostra a mancha, porém não tem condições de limpá-la, como ilustrou João Calvino em suas Institutas. Lutero dizia sempre que o cristão é simul iustus et peccator, ao mesmo tempo justo e pecador, e Paulo declarou que tomou conhecimento da lei pelo mandamento “não cobiçarás” (Rom. 7:7, 8). E essa era aquela lei que ele disse que servia com a mente (Rom. 7:25) de que recomendou seus 5º, 6º, 7º, 8º, 9º e 10º mandamentos aos GENTIOS de Éfeso e Roma (Efe. 6:1-3; 4:25-31; Rom. 13:8-10).

Ademais, o mesmo Paulo que disse estas palavras, tiradas de seu contexto, também afirmou que a fé NÃO VEIO cancelar a lei, senão, ao contrário, CONFIRMÁ-LA (Rom. 3:31). Há dois problemas básicos dos evangélicos em seus estudos sobre o tema da lei e do sábado: não compreendem o teor dos debates de Cristo sobre o sábado; b) não entendem o teor dos debates de Paulo sobre a lei.

Sobre o primeiro problema, basta saber definir que Cristo não discutia com o liderança judia SE era para observar o sábado, nem QUANDO fazê-lo, senão que COMO observar o dia em seu correcto espírito.

Para o entendimento de seus debates sobre a lei, o texto de Rom. 9:30-32 ilumina plenamente a questão: “Que diremos pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé. Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça. Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei; tropeçaram na pedra de tropeço”.

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Em Hebreus 9:15 o autor deixa claro que com a morte de um testador não pode mais haver mudança no testamento. Assim, como pode ter havido troca do sábado pelo domingo, ou do sábado por dia nenhum ou um dia qualquer com a morte do divino Testador?

32. Há uma advertência no Novo Testamento contra cada pecado moral (e não cerimonial) mencionado em cada um dos dez mandamentos, menos do quarto. Na verdade, não se faz menção em todo o Novo Testamento da obrigatoriedade de se guardar o sábado cerimonial judaico como atestado moral do crente. Observem as citações das Sagradas Escrituras fazem de cada caso do capítulo 20 de Êxodo (como obrigatoriedade moral e não cerimonial), com sua correspondente menção no Novo Testamento:
a. Não terás outros deuses diante de mim (Êxodo 20:3; I Coríntios 8:4-6; Actos 17:23-31);
b. Não farás para ti imagem de nenhuma semelhança (Êxodo 20:4-5, I João 5:21);
c. Não tomarás o nome do Senhor Teu Deus em vão (Êxodo 20:7; Tiago 5:12)
d. Guardar o dia de sábado (Êxodo 20:8 – NÃO HÁ NEHUMA REFERÊNCIA NO NOVO TESTAMENTO);
e. Honra a teu pai e a tua mãe (Êxodo 20:12; Efésios 6:1-3);
f. Não matarás (Êxodo 20:13; Romanos 13:9);
g. Não adulterarás (Êxodo 20:14; Romanos 13:9; I Coríntios 6:9; Efésios 5:3)
h. Não furtarás (Êxodo 20:15; Efésios 4:28)
i. Não dirás falso testemunho (Êxodo 20:16; Colossenses 3:9; Tiago 4:11)
j. Não cobiçarás (Êxodo 20:17; Efésios 5:3)
Agora, se é pecado não guardar o sábado como os judeus, como é possível que em todo o Novo Testamento não apareça esta advertência, especialmente quando figuram todos os outros mandamentos das listas dos dez?

RESPOSTA: Esta é uma alegação já totalmente desmoralizada, sem nenhum nexo. Primeiro, que o objectivo do Novo Testamento não é repetir mandamentos do Velho para os revalidar. Ademais, não há repetição ipsis literis de mandamentos tais como de não confeccionar imagens de esculturas, nem mesmo há proibição de utilizar em actos de culto imagens de santos da Igreja (o Novo Testamento fala de “ídolos” e isso se refere a divindades pagãs, pois naquele tempo nem se tinha o costume de utilizar tais imagens, como os católicos e ortodoxos advogam hoje).

Também não há qualquer referência directa, só indirecta, ao preceito de não proferir o nome de Deus em vão. E nenhuma menção de proibição clara, directa, objectiva, contra a consulta aos mortos.

Sobre o sábado, Jesus não só confirmou seu estabelecimento na criação do mundo, portanto tendo caráter universal (Mar. 2:27), como isso é, para desconsolo dos anti-sabatistas, reconhecido pelos três grandes nomes do Movimento Protestante (Calvino, Lutero, Wesley) e pelas mais representativas confissões de fé, credos, declarações doutrinárias das Igrejas históricas do Protestantismo. O fato de que o reinterpretam para equivocadamente aplicá-lo ao domingo não altera as bases ideológicas da questão.

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: O facto de não haver no Novo Testamento qualquer proibição clara, objectiva, específica, de não se confeccionar imagens de escultura, não utilizá-las para os santos da Igreja, não dizer o nome de Deus em vão e não consultar os mortos significa que os cristãos podem praticar todas essas coisas mencionadas?

33. O sábado judaico é parte da lei, portanto, colocar-se debaixo da obrigatoriedade de se guardar o sábado como os judeus é pôr-se debaixo da lei. Em Gálatas 3:10 nos é dito que todos os que estão debaixo da lei estão debaixo de maldição. Como vocês podem desejar tanto a maldição de Deus?

RESPOSTA: A lei não tem só o sábado, como o “não matarás”, “honra a teu pai e tua mãe”, “não adulterarás”, “não cobiçarás”. Assim que discriminam claramente o mandamento do sábado para alegar que os que o cumprem se põem “sob a lei”. Vamos, então, raciocinar um pouco: sendo que os sabatistas respeitam o preceito do sábado, junto com os demais NOVE de entre os DEZ Mandamentos, então com isso se põem sob a lei em uma proporção de 100%. Os anti-sabatistas admitem que NOVE de entre os DEZ mandamentos devem ser obedecidos, com isso se põem sob a lei em 90%!

Pode-se ver que a diferença, enfim, afinal de contas, não é tão grande. . .

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Quando Paulo em Gálatas 5:16-21 contrasta os que estão sob a lei com os que são guiados pelo Espírito, indicando que os primeiros são os que praticam os pecados todos enumerados nos vs. 19-21, os últimos os que produzem aqueles frutos de obediência a Deus (vs. 22), com isso está dizendo que “sob a lei” nesse caso significa obedecê-la ou violá-la?

34. Gálatas 5:4 nos diz que “separados estão de Cristo” os que voltam a se colocar debaixo da obrigatoriedade de se guardar a lei como os judeus e que “da graça tendes caído”. Como explicam isso? Ou rejeitam o claro ensino das Escrituras Sagradas?

RESPOSTA: Interessante que este texto contradiz totalmente os que ensinam que a pessoa que está salva nunca mais perde a salvação. Pois quem cai de algum lugar, é porque antes estava firme nesse lugar. A questão aqui, porém, é que a prática do falso juízo em contradição ao que Cristo deixou bem claro em Mat. 7:1: “Não julgueis, para que não sejais julgados”.

Vejamos o último dilema de nosso artigo “10 Dilemas dos que Negam a Validade dos 10 Mandamentos Como Norma Cristã”:
O décimo dilema dos que pregam o fim do Decálogo divino na cruz é que precisam recorrer à pura e simples mentira para promoverem a falsa equação: “Observância do sábado = justificação por obras”. Ou seja, insinuam insistentemente que quem deseja observar o sábado do sétimo dia é por estar querendo salvar-se pelas obras da lei!

Apesar de lhes terem sido apresentadas as POSIÇÕES OFICIAIS das igrejas observadoras do sábado sobre a salvação pela graça, nunca pelas obras da lei, esses “apologistas cristãos” passam por alto tais fatos devidamente documentados e partem para a repetida, injusta e falsa alegação de que todos os que ensinam e praticam a guarda do sábado do 7º dia pregam a salvação pelas obras da lei, sendo, portanto, legalistas.

Há, porém, duas simples razões pelas quais demonstramos ser isto uma falsidade caluniosa:

1o. -- É antibíblico: Crer em salvação ainda que parcialmente pelas obras e ensinar isso choca-se com o teor todo do que as Escrituras ensinam, e os adventistas e demais observadores do sábado conhecem muito bem suas Bíblias para incorrerem em erro tão primário. Sabemos o que Paulo diz em Romanos, Gálatas, Efésios, e não iríamos jamais contrariar tão claras exposições do apóstolo. Ademais, no exame dos textos de Efés. 2:8 e 9, tão citados em círculos evangélicos, não podemos nos esquecer do verso seguinte, o 10. . .
2o. -- É desnecessário: Não há nenhuma condição sine qua non para quem observa o mandamento do sábado de crer em salvação por obras por sua prática de guardar o dia do Senhor bíblico. Ou seja, não precisamos apelar a essa posição antibíblica de salvação por obras para defender a vigência e guarda do sábado, tanto quanto os demais cristãos não obtêm mérito por não adorarem imagens, por exemplo. Assim, se os evangélicos respeitam os termos do mandamento contra as imagens, acaso com isso se tornam legalistas e obtêm salvação por cumprir tal obra? Claro que não. O mesmo raciocínio se aplica à questão do sábado e a todos os demais mandamentos da lei divina.
PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Sabiam que Romanos foi escrito DEPOIS de Gálatas, e em Romanos Paulo diz que a fé não anula a lei, e sim a confirma (Rom. 3:31)? Como explicam isso?

35. Se Romanos 7:4 nos ensina que o crente em Cristo está morto para a lei, por que a doutrina adventista apresenta aos seus “crentes” como estando vivos para a lei? Como explicam essa grave contradição com a Palavra de Deus?

RESPOSTA: Os formuladores de tal questionário são ignorantes não só do que ensina a Bíblia, como também do que explicam importantes teólogos protestantes, pois atribuem aos adventistas uma ideia julgando falsamente, uma vez mais, que é uma interpretação exclusiva dos adventistas. Vejamos o que outros importantes servos de Deus, dedicados estudiosos da Bíblia, ensinam sobre o texto, porém antes recordando a conclusão sem nexo que se pode tirar de tal argumento: se os crentes estão mortos à lei, no sentido que não mais a devem observar, então só há uma situação possível--NÃO A OBSERVARÃO, o que resultará em caos ético e moral! Poderão fazer tudo o que é proibido pela lei, ademais de não respeitar o mandamento do sábado (é claro o grande visado nesse raciocínio. . .). Assim, se poderá matar, roubar, mentir, adulterar, blasfemar contra Deus. . .

Agora, vejamos o que eruditos protestantes do maior destaque têm dito sobre este texto de Rom. 7:4 que os anti-sabatistas distorcem tão evidentemente, o que é muito perigoso à luz de II Pedro 3:15-17:
Albert Barnes:

“também vós estais mortos para a lei . . . O elo entre nós e a lei foi desfeito dentro do âmbito do argumento que o Apóstolo tem em mente. Ele não diz que estamos mortos para ela, ou libertados dela como uma norma de dever, ou como questão de obrigação em obedecê-la; pois não há, nem pode haver, tal liberdade, contudo estamos mortos para ela como um meio de justificação e santificação. Na questão maior de aceitação diante de Deus, cessamos de depender da lei, fazendo-nos mortos para ela, e tendo hospedado outro plano”.

John Gill:

“[A lei] somente tem domínio sobre um homem enquanto este vive, porém a lei esta morta para ele; não tem qualquer poder sobre ele, para amenizar e os aterrorizar forçando-lhes a obediência; nem ainda para exigir rigorosa obediência ou dar ordens numa forma compulsória, nem há necessidade para isso tudo, uma vez que os crentes se deleitam nela segundo o homem interior, e a servem com suas mentes, livre e voluntariamente”.

Jamieson, Fausset & Brown:

“tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos . . . a morte referida, como temos visto, não é a da lei, senão a nossa, mediante união com o crucificado Salvador. . . .

“não sob o regime velho da letra — não em nossa antiga maneira de obediência literal, mecânica à divina lei, como um conjunto de regras externas de conduta, sem qualquer referência ao estado de nosso coração; senão numa nova forma de obediência espiritual que, mediante união com o Salvador ressuscitado, aprendemos a prestar”.

Fonte: Antologia de comentários bíblicos do site e-sword.net.

João Calvino:

“. . . a palavra 'lei' não é mencionada aqui em toda parte com o mesmo sentido: pois num lugar significa a regra de um matrimónio; noutro, a autoridade de um marido sobre sua esposa; e noutro, a lei de Moisés: devemos, porém, recordar que Paulo se refere aqui somente àquela função da lei que era peculiar à dispensação de Moisés; pois no que toca ao que Deus há ensinado nos Dez Mandamentos do que é justo e correcto, e dadas instruções para guiar nossa vida, nenhuma ab-rogação da lei deve ser imaginada; pois a vontade de Deus deve permanecer a mesma para sempre. Devemos cuidadosamente recordar que isto não se refere a uma liberação da justiça que é ensinada na lei, senão de seus rígidos requisitos, e da maldição que daí se segue. A lei, pois, como uma regra de vida, não é ab-rogada; porém o que a ela pertence em oposição à liberdade obtida em Cristo, ou seja, no que ela requer absoluta perfeição: pois como não cumprimos essa perfeição, ela nos colocou sob uma sentença de morte eterna”.

(Fonte: http://www.ccel.org/ccel/calvin/calcom38.xi.i.html)
PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Como explicam que o mesmo Paulo, que teria dito que os cristãos estão “mortos para a lei”, no mesmo capítulo, mais adiante, diz que com sua mente serve à lei de Deus, que é a que traz o mandamento “não cobiçarás” (vs. 25, cf. 7 e 8)? Faz sentido para ele servir a uma lei da qual os crentes estariam livres, mortos para seus preceitos?

36. Os dez mandamentos gravados em “letras de pedra” são um ministério de morte, segundo II Coríntios 3:7. Este ministério de morte haveria de perecer (II Coríntios 3:11). Porém, não é certo que os senhores adventistas, ao citar os mandamentos, quase sempre deixam fora estas palavras introdutórias? Seria por que este texto demonstra que os mandamentos foram dados somente a Israel (por mais que manifestem a nós gentios a santidade de Deus), e deixam a entender que a doutrina adventista está errada?

RESPOSTA: É incrível como podem dizer uma coisa tão sem sentido, apresentando-nos a Deus como um terrível carrasco que entrega a Seu povo escolhido uma lei de morte! Vejamos como discutimos isto revelando que os que utilizam tal argumento nem percebem que estão disparando um “tiro” interpretativo que lhes sai pela culatra:
* 2 Coríntios 3:3-8: “. . . Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração.... E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, como não será de maior glória o ministério do Espírito?”
Entendem alguns que em 2 Coríntios 3:3 Paulo se refere aos Dez Mandamentos, escritos em “tábuas de pedra”, como um “ministério de morte”. Unindo isso ao texto de Romanos 8:3, onde diz que a lei se fez “débil pela carne”, pensam que o Apóstolo está revelando que o Decálogo necessitava dar lugar a outra lei.

Paulo em 2a. Coríntios 3:3-8 está estabelecendo um contraste entre o ministério da velha aliança com a nova e atribui o qualificativo de “ministério da morte”, por mencionar as “tábuas de pedra”. Com isso alguns intérpretes bíblicos confundem as coisas e dizem que essas tábuas de pedra representariam o “ministério de morte”.

Então, não há saída, o Deus que Se apresentava a Israel como “longânimo, misericordioso, bondoso, piedoso e perdoador” em verdade preparou uma terrível armadilha para aquele povo no Sinai, outorgando-lhes ali uma norma legal que resultaria certamente em morte! Ele deixou em reserva a “lei de amor e graça” só para o povo do Novo Testamento! É este o Deus que não faz acepção de pessoas?

Remontando ao ambiente onde a lei divina foi solenemente proclamada ao povo, lemos em Êxodo 19:10 a ordem de Deus para Israel purificar-se, e até abster-se de actividade sexual (vs. 15) para uma dedicação integral a Ele em preparação à proclamação da lei. Limites foram estabelecidos ao redor do monte para o povo não dirigir-se até ali, e finalmente os Dez Mandamentos foram pronunciados de forma audível, antes de ser escritos nas tábuas de pedra.

Agora, tanta preparação, tanta expectativa, tanta solenidade para a entrega de . . . uma “lei de morte”! É incrível! Qualquer um se sentiria enganado! Contudo, é, em última instância, a exegese que se lê nos escritos de intérpretes neo-antinomistas que não conseguem perceber que “a lei do Senhor é perfeita e restaura a alma”, como diz o salmista (Sal. 19:7) referindo-se a TODA a lei Tora, é verdade, o que significa inclusão, não exclusão, do Decálogo.

Algo, porém, saiu errado nessa aliança, transformando-se o seu ministério em geração de morte. Por que? Onde se acha o problema? Era a lei assim mesmo, transmissora de morte? Então não poderia ser perfeita!

O que muitos não conseguem compreender é que o problema não estava com a lei, senão com o povo que, ainda antes de conhecer plenamente o que seria pronunciado, precipitadamente declarou diante da proclamação da lei no Sinai: “Tudo o que o Senhor falou, nós faremos” (Êxo. 19:8). Era um povo de “dura cerviz”, tantas vezes condenado por suas falhas. Assim, se faz fácil de entender isso: o problema não estava na lei, senão no povo, o que é fato muito claro na promessa da Nova Aliança ao tempo de Ezequiel—“tirarei de vossa carne o coração de pedra”. Portanto, os que tinham o coração errado era o povo, daí a necessidade desse povo mudar de atitude, permitindo que Deus operasse uma séria transformação—o coração de pedra eliminado e posto em seu lugar um de carne. Assim, o que devia ser mudado não era a lei, senão os corações de pedra do povo.

E um detalhe importante é que quando Paulo utiliza a alegoria “tábuas de pedra/tábuas de carne” mostra que sua intenção era incluir TODOS os mandamentos das “tábuas de pedra” como agora encontrando-se nos “corações de carne”. Doutro modo, não faria sentido o uso mesmo da comparação, e ele teria que utilizar outra linguagem mais adequada no vs. 3:3, algo como, “ sendo manifestos como carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne do coração, ou seja, só nove mandamentos das tábuas de pedra, excluido o do sábado. . .” Não foi essa, porém, a linguagem de Paulo, assim que o mandamento do sábado DEVE ESTAR INCLUÍDO nas tábuas de carne.

Conclusão: Em 2 Coríntios 3 Paulo não diz que a lei é de morte, senão que o ministério da velha aliança veio a assim tornar-se. A ilustração paulina de “tábuas de pedra” e “tábuas de carne” se ocupa da antiga promessa divina a Israel em Ezequiel 36:26, 27 de que, por acção do Espírito, o coração de pedra lhes seria removido para que um coração de carne, mais maleável, lhes fosse concedido. Nesse coração de carne seria escrita a lei moral de Deus completa, como prometido na Nova Aliança (Heb. 8:6-10).

Quando utiliza a alegoria “tábuas de pedra/tábuas de carne”, que é a mesma de Ezequiel (ver 11:19, 20 e 36:26, 27), Paulo certamente não pensaria em excluir nenhum dos mandamentos das “tábuas de pedra”, assim como Ezequiel não excluiu. Se o fez, teria que explicar que o cristão seria uma carta escrita, não em tábuas de pedra, porém nas tábuas de carne, excluindo-se o mandamento do sábado, ou algo assim.

A intenção de Paulo é mostrar que para o cristão renovado pelo Espírito, os termos da lei moral divina deixam as frias tábuas de pedra para se registar em seus corações aquecidos pela graça (ver Rom. 8: 3 e 4), o que faz da interpretação antinomista de 2 Coríntios 3:3 outro “tiro” interpretativo que sai pela culatra.
PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Como poderia Paulo alegar em sua defesa: “Eu não pequei em coisa alguma contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César.” (Actos 25:8) se não fosse um fiel observador do sábado, sendo seus acusadores os líderes judeus que, certamente, encontrariam motivos para condená-lo se o fosse um violador desse importante mandamento para eles?

37. Já observaram que os Dez Mandamentos começam com: “Eu Sou o Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egipto, da casa da servidão.” (Êxodo 20:2)? Não vêem que novamente estamos frente a uma manifestação clara de que se trata das ordenanças dadas especificamente a Israel?

RESPOSTA: Se somente os 10 Mandamentos se aplicam aos judeus, isso parece muito estranho, pois então seus princípios elevados não se ajustariam aos cristãos. Paulo menciona a “lei de Cristo” em 1 Cor. 9:21 sem dar-lhe uma definição, sem mencionar nenhum de seus preceitos, porém como o faz em Gál. 6:2 falando de levar as cargas uns dos outros, e isto nada é mais que a metade da “Lei Áurea” de amar ao próximo, nada muda no fato de que estes mandamentos são aplicáveis aos cristãos e a todos os servos de Deus em todos os tempos.

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Se estas ordenanças foram dadas especificamente para Israel, como Deus sempre condenava as nações pagãs por sua prática de idolatria, se Sua lei não se aplicava a eles, e convidou aos estrangeiros a se unir ao pacto que estabelecerá com Israel mediante a guarda do sábado (Isa. 56:2-7)?

38. Os Dez Mandamentos são repetidos em Deuteronómio 5 e ali se encontram as seguintes palavras: “Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egipto, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; por isso o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado.” (Deuteronómio 5:15) Novamente vemos claramente que a ordenança do sábado foi dada a um povo que havia saído do Egipto. Não vêem que isto não se enquadra com a doutrina adventista que afirma que os cristãos gentios do Novo Testamento estão obrigados a guardar o sábado dado a Israel?

RESPOSTA: Esse argumento não se enquadra com as Escrituras, pois é um disparate dessa teoria ao estilo moderno do neo-antinomismo dispensacionalista. Se assim fosse, primeiro que os netos, bisnetos e outros descendentes dos que saíram do Egipto não tinham que respeitar o sábado. Ademais, já vimos na pergunta anterior que o sábado é aplicável aos estrangeiros, QUE NÃO SAÍRAM DO EGITO, se aceitassem o pacto divino com Israel.

A palavra “Deuteronómio” significa repetição da lei, e Moisés simplesmente recorda ao povo o privilégio que tinham de observar um dia para descanso e dedicação a Deus, o que não desfrutavam quando escravos no Egipto. Assim, vemos como o sábado é não só um “memorial da criação”, como também da redenção. Os que foram redimidos da escravidão do Egipto de pecado são os que gratamente dedicam ao Senhor todo um dia de 24 horas completo uma vez por semana, em obediência a Sua lei.

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Que é mais importante—a proclamação solene de toda a lei por Deus aos ouvidos do povo, ou o comentário particular de Moisés sobre um detalhe da lei?

39. Os adeptos do adventismo ensinam que há duas leis: (1) os Dez Mandamentos, que chamam de a lei de Deus, e (2) a lei cerimonial, que chamam de lei de Moisés. Poderiam dar-me, por favor, um só capitulo e versículo (no Antigo ou no Novo Testamento) onde é feita esta distinção?

RESPOSTA: Uma vez mais a chocante ignorância de fatos do mundo religioso protestante-evangélico. Os que redigiram este questionário deveriam fazer primeiro seu “dever de casa” pois aqui vêem só dar demonstração de sua deficiência total de preparo para saber que essa “divisão da lei” não é um ensinamento “exclusivo do adventismo”, senão que os cristãos baptistas, presbiterianos, metodistas, anglicanos, e antes deles, católicos e ortodoxos ensinavam (e ensinam) EXATAMENTE isso. Deveriam consultar os documentos confessionais como a Confissão de Fé de Westminster, o artigo VII dos 39 Artigos de Religião da Igreja da Inglaterra, ou as confissões baptistas de 1689, revisada em 1855 por Charles Spurgeon, ademais de declarações de Lutero, Calvino, Wesley e eruditos, comentaristas bíblicos, pregadores, e tantos outros estudiosos deste tema das diferentes confissões protestantes.

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Se um dado interpretativo de doutrina só serve se há terminologia apropriada e específica para defini-la, onde há um versículo em toda a Bíblia que traga as palavras Trindade, onisciência, onipresença, onipotência, teocracia, milênio, ascensão?

40. Observemos Neemias 8:1-3; 8:14; 9:3. Ao se falar de um único livro que se lia, aquelas passagens referem-se à (1) lei de Moisés, (2) lei de Deus, (3) o livro da lei, (4) a lei do Senhor seu Deus. As palavras se combinam indiferentemente por tratar-se de um só livro, uma lei somente. Ou desprezam mais esta verdade bíblica?

RESPOSTA: A Bíblia não se preocupa com certas classificações “técnicas”, com as terminologias e classificações que se utilizaram depois. Conheço um ateu, crítico da Bíblia de um foro em português, que faz pouco caso da Bíblia por sua falta de fundamento científico, segundo ele. Por exemplo, os morcegos são classificados como aves, o que biologicamente não é correcto. Estava, porém, Moisés preocupado com as classificações dos animais como muito depois foram definidas por Lineu?

PERGUNTA PARA RETRIBUIÇÃO: Onde há qualquer lista clara dos preceitos da “lei de Cristo” que se perceba que são diferentes dos da “lei de Deus”?

* A estes adventistas, acredito que lhes falte a leitura de um folheto explicativo com o plano de salvação.

RESPOSTA: Quem diz isto certamente está somente praticando o falso testemunho contra o próximo, pois somente basta examinar os tópicos 9, 10 e 18 de nosso documento confessional, “Nisto Cremos”, para ver a falsidade de tal insinuação.

Mas é fácil entender o motivo de tal comentário infeliz. O que se dá é que estes são pobres indivíduos aos quais se aplicou uma tremenda lavagem cerebral que nem percebem as consequências de seus actos. Pois se lhes é passada a ideia da “abolição total da lei”, então sentem-se livres para dar falso testemunho de seus semelhantes.

Esta somente pode ser a razão de tais lamentáveis comentários. Deviam lembrar-se, porém, de que um dia terão que prestar contas não só por seus actos, como por suas palavras vãs (Mat. 12:36).