7.11.09

RESUMO HISTÓRICO DE ELLEN WHITE

INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Ellen Gould Harmon nasceu na cidade de Gorham, estado do Maine, localizado no nordeste dos Estados Unidos, no dia 26 de novembro de 1827. Seus pais se chamavam Robert e Eunice Harmon. Ellen e a irmã gêmea Elizabeth eram as mais novas de uma família com oito filhos. Sua educação formal foi interrompida quando ela estava com apenas nove anos de idade, por causa de um incidente que quase lhe custou a vida. No início da adolescência, Ellen e sua família aceitaram as interpretações bíblicas apresentadas pelo pregador batista William [Guilherme] Miller. Juntamente com Miller e outras 50 mil pessoas, ela passou pelo que ficou conhecido como “o grande desapontamento”, pois esperavam a volta de Jesus no dia 22 de outubro de 1844, a data correspondente ao fim da profecia dos 2.300 dias de Daniel 8.

CHAMADA POR DEUS
Em dezembro de 1844, Deus concedeu a Ellen a primeira de um total de cerca de duas mil visões e sonhos proféticos. Em agosto de 1846, Ellen casou com James [Tiago] White, um pastor, com 25 anos de idade, que partilhava da mesma convicção de que Ellen fora chamada por Deus para realizar a obra de um profeta. Pouco tempo depois, Ellen e Tiago passaram a guardar o sábado como o dia de descanso ordenado por Deus, de acordo com o quarto mandamento.

FAMÍLIA
Como mãe de quatro filhos, Ellen experimentou a dor de perder dois deles. Herbert morreu com poucas semanas de vida e Henry com 16 anos. Os outros dois filhos, Edson e William, se tornaram pastores adventistas.

OS ESCRITOS
Ellen White foi uma grande escritora. Desde 1851, quando publicou seu primeiro livro, ela produziu uma vasta quantidade de artigos, folhetos e livros. Dentre os livros, alguns têm natureza devocional e outros foram compostos a partir de inúmeras cartas pessoais, repletas de conselhos, que ela escreveu ao longo dos anos. Alguns outros livros têm uma perspectiva histórica e tratam do conflito entre Cristo e Satanás pelo controle das nações e dos indivíduos. Ela também publicou livros sobre educação, saúde e outros assuntos importantes para a igreja. Após sua morte, mais de 70 livros foram compilados e publicados com textos ainda inéditos na sua maioria. Ela também escreveu milhares de artigos que foram publicados em revistas como Review and Herald (Revista e Arauto), Signs of the Times (Sinais dos Tempos) e outros periódicos adventistas do sétimo dia. Caminho a Cristo, um dos seus livros mais importantes, que trata do sucesso na vida cristã, já foi publicado em mais de 150 línguas e faz de Ellen White a escritora mais traduzida em todos os tempos.

COMUNICADORA
Apesar de certa relutância e timidez inicial, Ellen White se tornou uma comunicadora bem conhecida nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália. Ela era convidada a falar não apenas nas reuniões adventistas, mas para auditórios não adventistas. Era muito requisitada principalmente para falar sobre temperança. Em 1876, ela falou para o seu maior auditório – estimado em 20 mil pessoas – em Groveland, Massachusetts, durante mais de uma hora, e naquele tempo não havia microfone.

A MENSAGEM DE SAÚDE
Em sua visão de 6 de junho de 1863, Ellen White recebeu instruções sobre assuntos relacionados com a saúde, como o uso de drogas, tabaco, chá, café, alimentos de origem animal e a importância da atividade física, luz solar, ar puro e regime alimentar equilibrado. Seus conselhos sobre saúde, baseados nessa e nas demais visões, têm ajudado os adventistas a desenvolver um estilo de vida que lhes dá cerca de sete anos a mais de longevidade do que as pessoas em geral.

LEITORA VORAZ
Ellen White lia muito. Ela descobriu que ler outros autores não apenas solidificava sua cultura como a ajudava a escrever para apresentar os princípios da verdade a ela revelados em visão. Além disso, às vezes, o Espírito Santo a impressionava a citar em seus artigos ou livros verdadeiras gemas literárias extraídas de outros autores. Ela jamais se considerou infalível nem colocava seus escritos em nível de igualdade com a Bíblia, mas cria firmemente que suas visões tinham origem divina e que seus artigos e livros eram produzidos sob a direção do Espírito de Deus. Evangelista por natureza, sua principal preocupação era a salvação das pessoas.

GENEROSIDADE
Ellen White era extremamente generosa e dava bom exemplo de cristianismo prático. Durante anos, ela mantinha em casa pedaços de tecido para fornecer a alguma mulher que estivesse necessitando de pano para fazer um vestido. Em Battle Creek (onde morava), ia a leilões para comprar móveis usados, que ela guardava para doar a vítimas de calamidades, como incêndios. Numa época em que ainda não existiam planos de aposentadoria, sempre que ouvia falar de algum idoso pastor que estava precisando de ajuda financeira, ela não titubeava para enviar-lhe algum dinheiro a fim de socorrê-lo naquela emergência.

A SUA OBRA
Ellen White morreu no dia 16 de julho de 1915. Durante 70 anos, ela fielmente apresentou as mensagens que Deus lhe confiou para o Seu povo. Ela jamais foi eleita para alguma função administrativa na igreja, mas seus conselhos eram sempre ouvidos pelos líderes denominacionais. Suas mensagens colocaram em ação as forças que resultaram no amplo sistema educacional adventista, presente em todo o mundo, desde as creches até as universidades. Embora ela nunca tenha feito cursos na área de saúde, os resultados de seu ministério são notáveis na rede de hospitais adventistas, clínicas e outras instituições médicas, presentes em todo o mundo. Ela não foi formalmente ordenada para a atividade pastoral, mas sua obra causou um impacto espiritual quase sem paralelo na vida de milhões de pessoas, de uma a outra extremidade da Terra.

INFLUÊNCIA PERMANENTE
Ainda hoje, os livros de Ellen White continuam a ajudar as pessoas a encontrar o Salvador, a aceitar Seu perdão, a partilhar essas bênçãos com os outros e a viver na expectativa do cumprimento da promessa do breve retorno de Cristo.

20- O MOVIMENTO DE GUILHER MILLER

21- O MOVIMENTO DE GUILHERME MILLER


22- QUEM FOI ELLEN WHITE

23- QUEM FOI ELLE WHITE

24- O CHAMADO DE ELLEN WHITE

25- O CHAMADO DE ELLEN WHITE

26- ELLEN WHITE; À FRENTE DO SEU TEMPO

6.11.09

A CONFIANÇA DE ELLEN WHITE NA LIDERANÇA DA IGREJA


De vez em quando surgem pessoas a declarar que Ellen White deixou de confiar na Igreja Adventista da sua época.

Essas pessoas mal-intencionadas costumam isolar citações pontuais de Ellen White, proferidas em momentos de crise da liderança instituicional (especialmente antes da reforma administrativa do início do séc. XX), e utilizam estes textos isolados para tentarem mostrar que a IASD se afastou do ideal de Deus e, por isso, Ele a rejeitou.
Estes movimentos dissidentes pseudo-reformatórios sempre existiram, e continuarão a existir até o fim. Aliás, estamos vendo na Lição deste trimestre que os grupos dissidentes apostatados tinham presença marcante já na época do apóstolo João, ou seja, a apenas 40 ou 50 anos depois da ressurreição de Cristo. Portanto, fica evidente que gente para criticar e torcer a Verdade nunca foi novidade para o povo de Deus!
Na minha modesta opinião, o maior argumento que se pode utilizar em favor da confiança que Ellen White mantinha na Igreja Adventista, foi o fato de ela ter deixado em seu Testamento toda sua produção literária sob os cuidados da Organização. Se em 1914 já existiam movimentos dissidentes pseudo-reformatórios, e Ellen White morreu em 1915, seria de se esperar que ela tivesse deixado para os dissidentes o seu legado literário… mas isso não ocorreu!
O motivo? Simples… ela nunca deixou de confiar na direção de Deus para com a Sua Igreja do coração.
Para concluir, deixo algumas citações que ela escreveu sobre a fé que mantinha na vitória final da Igreja Adventista do 7º Dia, apesar de todas as lutas enfrentadas.
“A Igreja de Cristo na Terra será imperfeita, mas Deus não destrói Sua igreja por causa de sua imperfeição” – Igreja Remanescente, pág. 42.
“Digo novamente: O Senhor não falou por nenhum mensageiro que chame a igreja que observa os mandamentos de Deus, Babilónia. É verdade que há joio com o trigo, mas Cristo disse que enviaria Seus anjos para juntar primeiro o joio e atá-lo em molhos para ser queimado, mas recolher o trigo no celeiro. Sei que o Senhor ama Sua Igreja. Ela não deve ser desorganizada ou esfacelada em átomos independentes. Não há nisto a mínima coerência; não existe a mínima evidência de que tal coisa venha a se dar. Aqueles que derem ouvidos a essa falsa mensagem e procurarem fermentar outros, serão enganados e preparados para receber mais avançados enganos, e virão a nada. Há em alguns dos membros da Igreja orgulho, presunção, obstinada incredulidade, e recusa a ceder em suas idéias, embora se amontoe prova sobre prova, que faz aplicável a mensagem à igreja de Laodicéia. Mas isto não extinguirá a Igreja. Deixai que tanto o joio como o trigo cresçam juntos até à ceifa. Então os anjos é que farão a obra de separação” – Idem, pág. 60-61.
“Cobro ânimo e sinto-me abençoada ao reconhecer que o Deus de Israel está guiando o Seu povo, e continuará com eles até o fim” – Test. Seletos, 3:439.
“A mensagem que declara a Igreja Adventista babilônia e chama o povo de Deus a sair dela, não vem de nenhum mensageiro celeste, ou nenhum instrumento humano inspirado pelo Espírito de Deus” – Mens. Escolhidas, 2:66.
“O Senhor deu a Seu povo apropriadas mensagens de advertência, repreensão, conselho e instrução, mas não é próprio tirar estas mensgaens de sua conexão, e pô-las onde pareçam reforçar mensagens de erro. No folheto publicado pelo irmão S e seus companheiros, ele acusa a Igreja de Deus de ser babilônia, e insiste em que haja uma separação da Igreja. Esta é uma obra que não é honrosa nem justa. Compondo aquele folheto, serviram-se de meu nome e de meus escritos para apoio do que eu desaprovo e denuncio como erro” – Test. para Ministros, pág. 36.
“Alguns há que apanham da Palavra de Deus e também dos Testemunhos parágrafos ou sentenças destacados que podem ser interpretados de maneira a se ajustarem às suas idéias, e nelas se detêm, e encastelam-se em suas próprias posições, quando Deus não os está dirigindo. Aí está o vosso perigo. Tomais passagens dos testemunhos que falam do fim do tempo da graça, da sacudidura do povo de Deus, e falais da saída dentre esse povo de um outro povo mais puro, santo, que surgirá. Orá, tudo isso agrada ao inimigo” – Mens. Escolhidas, 1:179.
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Para os que desejarem aprofundar o tema, sugiro a leitura do excelente livro “A Igreja Remanescente“, com citações de Ellen White que mostram de forma completa e inequívoca o que ela achava desses movimentos dissidentes que querem destruir a fé do povo do Advento.
No site do Centro White no Brasil também é possível encontrar a refutação para muita mentira que costuma ser dita por ai, por pessoas que se utilizam erroneamente de citações de Ellen White, ou pior, até inventando declarações que ela nunca escreveu.
Sabemos muito bem quem é o “pai da mentira”!
“para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (Efés. 4:14).
Autor: Prof. Gilson Medeiros

4.11.09

A NECESSIDADE DE RETORNO CONSTANTE À JUSTIFICAÇÃO III

1 – Um constante retorno à Justificação.
a vida de santidade é alimentada e accionada pela justificação pela fé, santificação deve constantemente retornar a justificação. Caso contrário, o cristão, nunca chegará a uma autêntica maturidade cristã, ou à plenitude do Espírito Santo. Nós não podemos chegar a um ponto em santificação na nossa comunhão com Deus nem ter a certeza plena do perdão dos nossos pecados.
É por isso que Lutero chamava a justificação o estar de pé ou estar caído. Ele confessou que a sua alma e todo o ministério estava saturado com a verdade da justificação. É por isso que ele se queixou amargamente contra os radicais evangélicos que consideraram a santificação, ou a nova vida no Espírito, como o maior estádio do processo soteriológico. O homem que pensa que pode ir além da justificação pela graça corre o risco de cair da graça (Gálatas 5:4).

Na verdade, o principal aspecto da santificação é uma valorização crescente da nossa necessidade de justificação de Deus através de Jesus Cristo. Crescente em direcção à maturidade cristã não significa ser retirados da nossa dependência da justiça imputada. O homem que é forte na fé é forte na doutrina da graça. Ele torna-se cada vez mais sensível à misericórdia de Deus e cada vez mais aposta na justificação pelos méritos de Cristo.

no caminho da santificação devemos lembrar-nos do que nos foi dado e o que recebemos. É surpreendente como este aspecto é enfatizado tanto no Antigo e como no Novo Testamento. A acção ética de Israel estava a ser constantemente constrangido a lembrar-se do que tinha acontecido e o que Deus lhes tinha dado (ver Deut. 5:15). Enquanto Israel lembrasse estes actos redentores de Deus no início de sua história, perseverariam no caminho da santidade. Se esquecessem o que tinha acontecido e perdessem de vista o que lhes tinha sido dado, eles desviavam-se do caminho da santidade.
“Nossos pais não atentaram para as tuas maravilhas no Egito, não se lembraram da multidão das tuas benignidades; antes foram rebeldes contra o Altíssimo junto ao Mar Vermelho.
Não obstante, ele os salvou por amor do seu nome, para fazer conhecido o seu poder.
Pois repreendeu o Mar Vermelho e este se secou; e os fez caminhar pelos abismos como pelo deserto.
Salvou-os da mão do adversário, livrou-os do poder do inimigo.
As águas, porém, cobriram os seus adversários; nem um só deles ficou.
Então creram nas palavras dele e cantaram-lhe louvor.
Cedo, porém, se esqueceram das suas obras; não esperaram pelo seu conselho” (Salmo 106: 7-13, ver vs. 21,22,24)

Quando os profetas exortavam Israel a pôr de lado os seus pecados e viver em santa obediência, eles baseavam os seus apelos à conduta ética no fato de que Deus tinha libertado Israel do Egipto. O sucesso futuro de Israel dependia de lembrarem-se do seu passado.

A igreja do Novo Testamento é também fundada num ato histórico concreto de libertação. A libertação do Egito serve como um tipo do verdadeiro acto de libertação de Deus na Pessoa de Jesus Cristo. Cristo morreu e ressuscitou, e pela fé (ou batismo), a igreja tornou-se comparticipante, em tudo o que Cristo fez. Pela obra de Jesus Cristo em seu nome, ela está livre do pecado e é justificado diante de Deus. No entanto, ela deve lembrar-se o que aconteceu e o que lhe foi dado. Quando o próprio Cristo partiu o pão e distribuiu o cálice, Ele disse: "... Fazei isto em memória de Mim". 1 Coríntios. 11:24. O povo de Deus não tem nada a temer para o futuro a não ser que se esqueça o que aconteceu na sua história no passado.
O triunfo do evento Cristo é concreto, irreversível, imutável. Este é o lugar onde repousa e anuncia em Romanos 8 "coisas presentes, nem coisas por vir" (v. 38), porque ele lembra-se do que aconteceu no passado (v. 34). E quando tinha que exortar as comunidades cristãs imaturas que ele encontrava referia que eles ainda estavam caídos ou eram "carnais", por isso eles ainda permaneciam em mentir ou preguiça, apesar disso chamou-lhes santos (1 Coríntios. 1:2). Mas com palavras zelosas puxava-lhes pelas orelhas e lembrava-lhes o que tinha acontecido no caso de Cristo e que pela fé (ou batismo) eram participes em tudo o que Cristo fez e sofreu. Sim, ele não deixava de apontar-lhes as falhas, como pessoas que tacteavam, tropeçavam e alguns estavam mortos (Cl 3:3; Rom. 6:6). Não desistia que aqueles que quisessem ainda podiam ressuscitar (Ef 2:1-6) e tornarem-se livres (Rm 7:4).
“Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual também recebestes e no qual estais; pelo qual também sois salvos, se vos manter na memória o que vos anunciei, a menos que tenhais crido em vão” 1 Coríntios. 15:1,2.
As epístolas de Paulo foram escritas para incentivar o crescimento (santificação) em pessoas que já eram crentes. Este ponto é muito significativo. No entanto, como fez o apóstolo para promover esse crescimento na graça? Cada Epístola foi um poderoso chamado a lembrar o que tinha acontecido no evento de Cristo e como os crentes são justificados pela fé em acção redentora de Deus em Jesus Cristo. Cada epístola paulina, portanto, é um testemunho imutável que a igreja possa progredir na santificação apenas na proporção de sua compreensão da justificação. Cada epístola é uma chamada para lembrar. A igreja nunca é levada a partir para uma “segunda bênção” se não se lembrar da primeira bênção.
2- Outros princípios necessários para manter a Justificação no Centro:

1. Esta justificação e santificação devem sempre ser mantidos juntos.
2. Que a santificação deve constantemente retornar à justificação.
3. Esta justificação deve ser sempre o centro das atenções da igreja. Deve ser sempre o acorde na melodia soteriológica. Se a santificação é permitido para abafar a nota dominante Novo Testamento, degenera ensino cristão em moralismo puro ou farisaísmo.

3- Existem três princípios básicos necessários para manter a justificação no centro e dominante:

3.1 O Presente Contínuo natureza da justificação. Com toda a sua força, a teologia da justificação pela fé apela para uma acção de iniciação no processo soteriológico. E isto porque a teologia protestante/filosófica alega que o pecador crente perdoado, perdoado para sempre. Daí a relação entre justificação e santificação tenha que ser vista como justificação em relação com a santificação.


3.2 As exigências radicais da Lei de Deus. Se há uma razão acima de todos os outros porque a justificação pela fé tem pouco significado na igreja de hoje, é porque a igreja não tem tomado a lei de Deus com a seriedade que o Calvário exige. Se Deus não estava a tomar a sério as exigências da Sua lei com a máxima seriedade, então o que foi a morte de Cristo?

Justificação em si é um termo jurídico. Não tem nenhum significado além da lei. Que significa ser-se mesmo antes da lei. Se Cristo morreu e retiradas as reivindicações da lei, então não precisa ser justificada. Se a lei ainda está em vigor a fazer exigências sobre nós, então precisamos ser justificados pelo sangue e obediência de Jesus Cristo.

3.3 O Pecado Radical do crente.
"... Pela lei vem o conhecimento do pecado". Rom. 3:20. Conversão a Cristo não acaba com o conhecimento amargo do nosso pecado, mas pelo contrário, coloca-nos onde podemos suportar a sua revelação crescente. Não se trata de crentes imaturos que ouvimos confissões surpreendentes sobre a corrupção da natureza humana, mas de santos profetas, apóstolos e santos maduros. Podemos até ser surpreendidos que clamam da profundidade e da amargura de alma, angústia, "Ai de mim!...", "Miserável homem que sou”. Em Romanos 7:14-25 há evidências muito claras que o apóstolo não está a falar de pecadores que continuam indiferentes, bem pelo contrário, o apóstolo Paulo fala sobre si mesmo. Que quer ele dizer quando confessa:
“Porque o que eu faço para não permitir que: para que eu, que não eu, mas o que eu odeio, que fazem I. Se, então eu faço o que não quero, consinto com a lei, que é bom. Agora, então não é mais eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim (isto é, na minha carne,) não habita bem: para a vontade está comigo, mas como fazer que é bom não consigo encontrar. Para o bem que eu não faço, mas o mal que não quero, que eu faço.

Agora, se eu que não quero, não é mais eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei, que, quando eu ia fazer o bem, o mal está comigo. , Tenho prazer na lei de Deus, depois o homem interior, mas não vejo outra lei nos meus membros, guerreando contra a lei da minha mente, e me levando cativo à lei do pecado que está nos meus membros. 0 homem infeliz que eu sou quem me livrará do corpo desta morte?” - Rom. 7:15-24.
Esta passagem não é uma desculpa para as quedas (muito menos, apressando-se) em actos conhecido da desobediência. Infelizmente, tem sido frequentemente utilizado para justificar o baixo padrão de piedade e de uma visão derrotista da vida cristã. Em suma, Romanos 7:14-25 tem sido muitas vezes transformada em travesseiro macio em que os hipócritas descansam as suas cabeças.
Se a doutrina da perfeição sem pecado é heresia, a doutrina de contentamento com a imperfeição pecaminosa é a maior heresia. . . . Não é um espectáculo edificante ver um cristão mundano atirando pedras contra uma perfeccionista cristã. (Veja a AH. Fortes, Teologia Sistemática, P.881.)
Paulo não está a descrever a si mesmo no seu pior, mas no seu melhor - ou seja, "... O bem que eu não sei... Isto não é uma descrição de um homem que odeia os mandamentos de Deus e os considera difíceis. Aqui está um homem que se deleita em fazer a vontade de Deus. Como o salmista, ele alegra-se para executar o caminho dos mandamentos de Deus. Porém, quando tais actos são julgados pela lei com a sua exigência de justiça absoluta, são insuficientes. julgados pela Justiça estrita do que lei, este homem seria julgado como o filho que disse: "Eu vou, senhor", e não foi. A lei tem um padrão. Errar o alvo em parte, até mesmo por um triz, é perder completamente. Então, as melhores acções de um homem só poderiam ter a morte como mérito "e destruição."
Novamente, Paulo declara: "... O mal que não quero, esse eu faço"... O que eu odeio, isso é o que faço”. A lei de Deus exige não só que nós amemos a justiça, mas que odiemos a iniquidade. Ela exige que não só resistir ao mal, mas que a odiar o mal, interiormente, de imediato, e radicalmente.
E não entrará em juízo com o teu servo, para em teus olhos deixam de viver o homem ser justificado. - Ps. 143:2.

Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, ea verdade não está em nós. - 1 João 1:8.
Nenhuma obra ou acção dos santos nesta vida, pode conhecer a gravidade da lei de Deus. Além do julgamento misericordioso de Deus, as boas obras dos santos seria "pecado mortal" (Lutero), e nada é agradável a Deus a não ser mediada através da cobertura da nuvem dos méritos de Cristo.

“. . . e este é seu nome que Ele será chamado, O SENHOR JUSTIÇA NOSSA.” - Jer. 23:6.
Conclusões
Justificação e santificação devem ser visto como duas linhas paralelas que levam à glória. Justificação olha para a obra completa de Deus em Jesus Cristo e declara: "... Sois completo..." (Col. 2:10); santificação leva-nos sempre de retorno a Cristo e diz: "Não... Já é perfeito..." Phil. 3:12. Justificação pronuncia-nos como puros (1 João 1:9); santificação ordena a purificarmo-nos de toda a imundície da carne e do espírito (2 Coríntios. 7:1). Justificação é as vestes dadas na vitória de Cristo (João 16:33); santificação significa pressionar e superar a (Apocalipse 3:21). Justificação diz-nos que a batalha está ganha (Is. 40:2); santificação leva-nos a "combater o bom combate da fé". 1 Tm. 6:12. Justificação descansa na obra concluída de Deus (Mateus 11:28; Heb. 4:1-10); santificação motiva-nos na direcção ao alvo (Fp 3:14). Aqui está o paradoxo de ser e procurar tornar-se, de ser justo pela fé e pecador por natureza, de "posse de todas as coisas", mas "nada ter". 2 Coríntios. 6:10.