29.6.09

O CHAMADO DE DEUS A ABRAÃO - 2

UM ALTAR
Por onde Abraão andava, edificava um altar ao Senhor. É preciso recordar que a promessa de que todas as nações haveriam de ser abençoadas em Abraão, especificava a inclusão das famílias. A religião de Abraão era uma religião da família. Nunca se descuidou do altar familiar. Não se trata de uma linguagem figurada, mas sim a prática real dos pais a quem foi feita a promessa; promessa, promessa que compartilhamos se temos a fé e prática que eles tiveram.
UM EXEMPLO PARA OS PAIS
Deus disse a Abraão: “Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito”. (Génesis 18:19).
Observe as palavras: “ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo”. Não ordenaria simplesmente que o fizessem assim, deixando logo o assunto esquecido, senão que, depois de haver dado mandamento, o resultado seria que guardariam o caminho do Senhor. Isto é, seu ensinamento se tornaria eficaz.
Podemos estar seguros que os mandamentos que Abraão deu a seus filhos e a sua família não eram rigorosos nem arbitrários. Os compreendemos melhor ao considerar a natureza dos mandamentos de Deus. “Seus mandamentos não são pesados” (I João 5:3). “Seu mandamento é a vida eterna” (João 12:50). Quem deseja seguir o exemplo de Abraão dirigindo a sua família por meio de regras duras e arbitrárias, e actuando como um juiz severo ou como um tirano, ameaçando o que irá acontecer se suas ordens não são obedecidas e executadas suas decisões, não segundo o espírito de Amor – por que são correctas –, mas sim por ser mais forte que seus filhos e porque estão debaixo do seu poder, tem muito que aprender do Deus de Abraão. “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios 6:4).
Ao mesmo tempo podemos estar seguros de que seus mandamentos não eram como os de Eli, débeis e queixosas repreensões a seus ímpios e miseráveis filhos: E disse-lhes: “Por que fazeis tais coisas? Pois de todo este povo ouço constantemente falar do vosso mau procedimento. Não, filhos meus, porque não é boa fama esta que ouço” (I Samuel 2:23 e 24). Foi pronunciado juízo contra ele e sua casa, “Porque já lhe disse que julgarei a sua casa para sempre, pela iniquidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele os não repreendeu” (I Samuel 3:13). Em contraste, Abraão transmitiu a bênção por toda a eternidade, devido a que os mandamentos que deu a seus filhos tiveram poder para impedir o mal.
Abraão haveria de ser uma bênção para todas as famílias. Por onde ele andava, era uma bênção. Porém esta bênção começou em sua família. Ali esteve o centro. A influencia do céu chegou a seus vizinhos a partir do círculo da família. E agora bem podemos prestar atenção particular a afirmação de que quando Abraão edificou um altar, “e invocou o nome do SENHOR” (Génesis 12:8, 13:4). Young traduz assim: “Pregou em nome de Jeová”. Se prestar atenção aos vários lugares onde aparece a mesma expressão, notará que a terminologia em hebraico é idêntica a de Êxodo 35:5, onde lemos que o Senhor desceu na nuvem, permaneceu ao lado de Moisés, “proclamou o nome de Jeová”. Portanto, podemos compreender que quando Abraão edificou o altar da família, não estava simplesmente instruindo a sua família imediata, mas que “proclamou o nome de Jeová” a todo o mundo a seu redor. Do mesmo modo que Noé, Abraão foi um pregoeiro de justiça (II Pedro 2:5). Deus pregou o evangelho a Abraão, e este o pregou a outros.
ABRAÃO E LÓ
“Era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro”. “Ló, que ia com Abrão, também tinha rebanhos, gado e tendas. E a terra não podia sustentá-los, para que habitassem juntos, porque eram muitos os seus bens; de sorte que não podiam habitar um na companhia do outro. Houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló. Nesse tempo os cananeus e os ferezeus habitavam essa terra. Disse Abrão a Ló: Não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos parentes chegados”. (Génesis 13:2, 5-8).
Quando compreendemos a natureza da promessa de Deus a Abraão podemos compreender o segredo de sua generosidade. Ló escolheu a melhor parte do país; isso não fez nenhuma diferença com respeito a herança de Abraão: Tendo a Cristo, tinha todas as coisas. A sua preocupação não estava centrada nas suas possessões na vida presente, mas na vida porvir. Aceitava com gratidão a prosperidade que o Senhor lhe quisesse enviar; porém se as suas riquezas nesta vida fossem extintas, isso em nada diminuiria a herança que lhe foi prometida.
Não há nada como a presença e bênção de Cristo para pôr fim a toda disputa, ou para evitá-la. Na acção de Abraão encontramos um verdadeiro exemplo cristão. Como o de mais idade, poderia ter invocado a sua dignidade e exigido os seus “direitos”. Entretanto, não poderia fazer assim pelo facto de ser um cristão. O Amor “não busca o que é seu”. Abraão manifestou o verdadeiro espírito de Cristo. Quando os professos cristãos são sedentos em reclamar as coisas deste mundo, e temem diante da expectativa de serem privados de alguns de seus direitos, demonstram indiferença para com a herança eterna que Cristo oferece.
A PROMESSA REPETIDA
A cortesia cristã de Abraão, que era o resultado da sua fé na promessa mediante Cristo, não passou desapercebida diante do Senhor. Lemos:
“Disse o SENHOR a Abrão, depois que Ló se separou dele: Ergue os olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente; porque toda essa terra que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre. Farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, então se contará também a tua descendência. Levanta-te, percorre essa terra no seu comprimento e na sua largura; porque eu ta darei” (Génesis 13:14-17).
Não esqueçamos que “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo”. (Gálatas 3:16). Não existe outra descendência de Abraão fora de Cristo e os que são d´Ele. Portanto, essa incontável prosperidade que prometeu a Abraão é idêntica à referida nesta outra passagem da Escritura:
“Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação”. “Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vieram? Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Apocalipse 7:9 e 10, 13 e 14).
Já temos visto que a bênção de Abraão vem a todas as nações por meio da cruz de Cristo, de forma que na declaração de que esta imensa multidão lavou suas vestes e as alvejou no sangue do Cordeiro, vemos o cumprimento da promessa feita a Abraão com o propósito de uma descendência impossível de ser contada. “E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa”. (Gálatas 3:29).
É preciso observar que a repetição da promessa, no capítulo 13 de Génesis, a terra tem um lugar muito importante. O vimos em nosso estudo anterior, e voltaremos a encontrá-lo como característica fundamental da promessa, ali onde esta apareça.
ABRAÃO E MELQUISEDEQUE
A breve história de Melquisedeque é a cadeia que une nosso tempo com o de Abraão e os seus, e que mostra que a assim chamada “dispensação cristã”, existia nos dias de Abraão tanto como agora. O capítulo 14 de Génesis diz-nos tudo o que sabemos sobre Melquisedeque. O capítulo 7 de Hebreus repete a história, e faz alguns comentários sobre ela. Há também referências a Melquisedeque no capítulo 6, no Salmo 110:4.
Esta é a história: Abraão regressava de uma expedição contra os inimigos que tinham tomado Ló como prisioneiro, quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro, trazendo pão e vinho. Melquisedeque era rei de Salém, e sacerdote do Deus Altíssimo. Nesta qualidade abençoou Abraão, e este lhe deu o dízimo do despojo recuperado. Esta é a história, porém a partir dela aprendemos lições de grande importância.
Em primeiro lugar vemos que Melquisedeque tinha uma posição superior a Abraão já que “Evidentemente, é fora de qualquer dúvida que o inferior é abençoado pelo superior”, e também porque Abraão lhe deu o dízimo.
Era um tipo de Cristo; era “a semelhança do filho de Deus” (Hebreus 7:3). Era uma figura de Cristo por ser ao mesmo tempo rei e sacerdote. O seu nome significa “Rei de justiça”, e Salém, da qual era rei, significa “paz”; por tanto, não era apenas sacerdote, mas rei de justiça e rei de paz. De Cristo está escrito: “Disse o SENHOR ao meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés. O SENHOR jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque”. (Salmo 110:1, 4). E o nome com o qual ele será chamado é “Senhor justiça nossa” (Jeremias 23:6).
As Escrituras referem-se nestas palavras sobre a realeza do sacerdócio de Cristo: “E dize-lhe: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do SENHOR. Ele mesmo edificará o templo do SENHOR e será revestido de glória; assentar-se-á no seu trono, e dominará, e será sacerdote no seu trono; e reinará perfeita união entre ambos os ofícios” (Zacarias 6:12 e 13). O poder que por ele Cristo, como sacerdote, faz reconciliação pelos pecados do povo, é o poder do trono de Deus sobre o qual se senta.
Porém o ponto principal, em referência a Melquisedeque, é que Abraão viveu na mesma “dispensação” que nós vivemos. O sacerdócio era então da mesma ordem que agora. Não é somente que sejamos os filhos de Abraão, se somos da fé; além disso, o nosso Sumo Sacerdote - que subiu aos céus -, foi feito pelo juramento de Deus Sumo Sacerdote para sempre “segundo a ordem de Melquisedeque”. Assim em um duplo sentido, está claro que “Se sois de Cristo, certamente sois descendentes de Abraão, e herdeiros segundo a promessa”. “Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se” (João 8:56).
Abraão, portanto, era cristão como os que viveram após a crucifixão de Cristo. “Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (Actos 11:26). Porém, os discípulos não eram diferentes depois de os chamarem cristãos, do que foram antes disso. Quando eram conhecidos simplesmente como judeus, eram tão cristãos quanto depois de serem chamados dessa maneira. O nome não significa muito. Foram chamados de cristãos por serem seguidores de Cristo; no entanto, seguiam a Cristo antes que lhe chamassem cristãos, tanto quanto o seguiram depois. Abraão, centenas de anos antes dos dias de Jesus de Nazaré, foi precisamente o que seria cada discípulo em Antioquia a quem chamaram-no cristão: um seguidor de Cristo. Por tanto, em sentido mais pleno da palavra, foi um cristão. Todos os cristãos, e ninguém mais que eles, são os filhos de Abraão.
Observe que o sétimo capítulo de Hebreus nos mostra o caso de Abraão e Melquisedeque como prova de que ele pagou dos dízimos não é uma ordenança levítica. Muito antes do nascimento de Levi, Abraão pagou os dízimos. E os pagou a Melquisedeque cujo sacerdócio era um sacerdócio cristão. Por tanto, os que estão em Cristo, e por tanto são filhos de Abraão, darão também o dízimo de tudo.
Devemos notar que o dízimo era algo bem conhecido nos dias de Abraão. Este deu os dízimos ao sacerdote de Deus como algo natural. Reconheceu o fato de que a décima parte é do Senhor. O registo de Levítico não é a origem do sistema do dízimo, mas uma simples constatação do fato. Até a própria ordem levítica pagou os dízimos em Abraão (Hebreus 7:9). Não se diz acerca de quando foi dada essa instituição ao homem pela primeira vez, porém vemos que era bem conhecida nos dias de Abraão. No livro de Malaquias, que está especialmente dirigido àqueles que vivem justamente “antes que venha o grande e terrível dia do Senhor” (Malaquias 4:5), nos diz que aqueles que retém os dízimos estão roubando ao Senhor.
O argumento é simples: Abraão deu o dízimo a Melquisedeque; o sacerdócio de Melquisedeque é o sacerdócio pelo qual vem a justiça e a paz, o sacerdócio que por ele somos salvos. Abraão deu o dízimo a Melquisedeque por que Melquisedeque era o representante do Deus Altíssimo, e o dízimo é do Senhor. Se somos de Cristo, somos filhos de Abraão; e se não somos filhos de Abraão, então não somos de Cristo. Entretanto, se somos filhos de Abraão temos de fazer as obras de Abraão. De quem somos?
Existe ainda outro ponto a destacar. Se você é observador lhe chamará a atenção o fato de que Melquisedeque, que foi feito rei de justiça e paz, e sacerdote do Deus Altíssimo, trouxe a Abraão pão e vinho: são os emblemas do corpo e o sangue de nosso Senhor. Pode-se concluir que o pão e o vinho tinham por objectivo o sustento físico de Abraão e seus acompanhantes. No entanto, isso em nada diminui o significado do fato. Melquisedeque saiu em sua qualidade de rei e sacerdote, e Abraão o reconheceu como tal. Observe a relação em Gênesis 14:18 e 19: “Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; era sacerdote do Deus Altíssimo; abençoou ele a Abrão e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra”. É evidente que o pão e o vinho que Melquisedeque ofereceu adquiriu significado especial pelo fato de que era sacerdote do Deus Altíssimo. Os judeus do tempo de Cristo se enganaram a respeito de sua afirmação de que Abraão se alegrou por ver o dia de Cristo. Não podiam ver evidência alguma deste fato. Podemos nós ver nessa transacção uma evidência de que Abraão viu o dia de Cristo, que é o dia da salvação?

O CHAMADO A ABRAÃO - 3

O PACTO
O capítulo 15 de Génesis contém o primeiro relato do pacto feito com Abraão. “Depois destes acontecimentos, veio a palavra do SENHOR a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande”. Observe: Deus afirmou que ele mesmo era a recompensa [galardão] de Abraão. Se somos de Cristo, somos semente de Abraão, e conforme a promessa, herdeiros. Herdeiros de quem? – “herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo” (Romanos 8:17). O salmista referiu-se à mesma herança: “O SENHOR é a porção da minha herança” (Salmo 16:5). Temos, pois, aqui, outro argumento que relaciona a todo o povo de Deus com Abraão. A promessa para si, é a que foi feita por Deus a Abraão.
A promessa que Deus fez a Abraão não se referia somente a ele, mas também à sua semente. De forma que Abraão disse ao Senhor: “SENHOR Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro” (Génesis 15:2 e 3). Abraão não conhecia o plano do Senhor. Conhecia e cria na promessa, porém, sendo que envelhecia e não tinha filhos, supôs que a semente que lhe fora prometida viria através do seu servo. Entretanto, esse não era o plano de Deus. Abraão não haveria de ser o progenitor de uma raça de servos, mas sim de homens livres.
Então o Senhor lhe disse: “Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro. Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade. Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça” (Génesis 15:4-6).
“E Abraão creu no Senhor”. A raiz do verbo traduzido como “creu” é a palavra “Amém”. A ideia é de firmeza, de um fundamento. Quando Deus pronunciou a promessa, Abraão disse “Amém”, isto é, edificou em Deus, tomando a palavra de Deus como fundamento seguro. Relacionado com Mateus 7:24 e 25.
Deus prometeu a Abraão uma grande casa. No entanto, essa casa deveria ser edificada no Senhor, e assim o compreendeu Abraão, que começou a edificar sem demora. Jesus Cristo é o fundamento, já que “ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo” I Coríntios 3:11. A casa de Abrão é a casa de Deus, edificada “sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular” (Efésios 2:20). “Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado” (I Pedro 2:4-6)
“E Abraão creu no Senhor, e isso lhe foi imputado como justiça”. Porquê? Porque fé significa edificar sobre Deus e sua a palavra, e isso significa receber a vida de Deus e a Sua Palavra. Preste atenção nos versículos citados pelo apóstolo Pedro, que o fundamento sobre o qual se edifica a casa é uma pedra viva. O fundamento é um fundamento vivo, de quem recebem vida os que vêm a Ele, de forma que, a casa que é edificada é uma casa viva. Cresce a partir da vida do seu fundamento. Porém, o fundamento é recto: “para anunciar que o SENHOR é recto... nele não há injustiça” (Salmo 92:15). Por tanto, visto que fé significa edificar em Deus e a sua santa palavra, torna-se evidente que a fé há de ser justiça para quem a possui e a exercite.
Jesus Cristo é a origem de toda a fé. A fé tem n´Ele o seu princípio e o seu fim. Não pode haver fé real que não tenha o seu centro em Cristo. Por tanto, quando Abrão creu no Senhor, creu no Senhor Jesus Cristo. Deus revelou-Se ao homem, por meio de Cristo (João 1:18). Que a crença de Abraão foi fé pessoal no Senhor Jesus Cristo, fica também evidenciado pelo facto de que isso lhe foi imputado por justiça. E não há justiça, excepto pela fé de Jesus Cristo, “o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” (I Coríntios 1:30). Nenhuma justiça terá o menor valor quando o Senhor aparecer, excepto “a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé” (Filipenses 3:9). Porém, visto que Deus mesmo considerou a fé de Abraão como justiça, torna-se claro que a fé de Abraão estava centrada unicamente em Cristo, de quem procedia a sua justiça.
Isso demonstra que a promessa de Deus a Abraão foi unicamente mediante Cristo. A semente ou descendência seria exclusivamente a que é pela fé de Cristo, já que Cristo mesmo é a semente. A posteridade de Abraão, que haveria de ser tão incontável como as estrelas, será composta pela hoste inumerável que lavou as suas vestes no sangue do Cordeiro. As nações, que haveriam de proceder dele, serão “as nações que foram salvas” (Apocalipse 21:24). Ver Mateus 8:11. “Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm n´Ele o sim; porquanto também por Ele é o amém” (II Coríntios 1:20).
“Naquele mesmo dia, fez o SENHOR aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra”, etc (Génesis 15:18). Nos versículos anteriores encontramos o estabelecimento desse pacto. Temos primeiramente a promessa de uma posteridade incontável, e também da terra. Deus disse: “Disse-lhe mais: Eu sou o SENHOR que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra” (verso 7). É necessário recordar esse versículo ao ler o verso 18, porque, neste caso, poderíamos ter a impressão errada de que houve algo [a terra] que foi prometida somente aos descendentes de Abraão, excluindo o próprio Abraão. “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência” (Gálatas 3:16). À sua descendência não lhe foi prometida nada que não lhe tenha sido prometido a ele.
Abrão creu no Senhor. Apesar disso, disse: “Perguntou-lhe Abrão: SENHOR Deus, como saberei que hei de possuí-la?” (Génesis 15:8). Segue a continuação o relato da partilha ao meio do novilho, da cabra e o cordeiro. Refere-se a ele em Jeremias 34:18-20, quando Deus reprovou o povo por transgredir o pacto.
“Ao pôr-do-sol, caiu profundo sono sobre Abrão, e grande pavor e cerradas trevas o acometeram; então, lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas. E tu irás para os teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice. Na quarta geração, tornarão para aqui; porque não se encheu ainda a medida da iniquidade dos amorreus” (Génesis 15:12-16).
Temos visto que esse pacto era um pacto de justiça pela fé, visto que a descendência e a terra se obteriam pela fé na palavra de Deus; fé que a Abraão lhe foi considerada como justiça [Romanos 4:20-22]. Vejamos agora o que mais podemos aprender dos textos citados anteriormente.
Fica claro que Abraão haveria de morrer antes que lhe fosse dada a possessão. Morreria idade avançada, e a sua descendência seria estrangeira em terra alheia durante quatrocentos anos.
Não é somente Abraão morreria, mas também os seus descendentes imediatos, ante que a semente possuísse a terra que se lhes havia prometido. De facto, sabemos que Isaac morreu antes que os filhos de Israel fossem para o Egipto, e que Jacó e todos os seus filhos morreram na terra do Egipto.
“A Abraão foram feitas as promessas, e à sua descendência”. O capítulo que estamos estudando nos diz o mesmo. É evidente que uma promessa feita à semente de Abraão não pode cumprir-se dando-se o prometido somente a uma parte dela; e o que foi prometido a Abraão e sua semente não pode chegar ao cumprimento a menos que Abrão participe, tanto como sua semente.
O que demonstra o texto anterior? – Simplesmente isto, que promessa do capítulo 15 de Génesis segundo a qual Abraão e a sua semente possuiriam a terra, se referia à ressurreição dos mortos, e nada menos que isso. O anterior segue sendo correcto, ainda se excluíssemos o próprio Abraão do pacto que ali se enuncia; posto que, como já temos visto, é indiscutível que muitos dos descendentes imediatos de Abraão estariam já mortos no tempo do cumprimento da promessa; e sabemos que Isaac, Jacó e os doze patriarcas morreram muito antes desse momento.
Ainda que deixando Abraão fora, permanece o facto de que a promessa à semente tem de incluir a semente inteira, e não somente a uma parte dela. Porém, não podemos excluir da promessa a Abraão. Por tanto, temos positiva evidência de que neste capítulo encontramos o registo de como foi pregado a Abraão acerca de Jesus e a ressurreição.
O CUMPRIMENTO DA PROMESSA TRAZ A RESSURREIÇÃO
Esta promessa leva-nos a compreender melhor por que Estêvão, quando teve que enfrentar o tribunal por pregar a Jesus, começou o seu discurso com uma referência a estas mesmas palavras. Falando da permanência de Abraão na terra de Canaã, afirmou que Deus “não lhe deu herança, nem sequer o espaço de um pé; mas prometeu dar-lhe a posse dela e, depois dele, à sua descendência, não tendo ele filho” (Actos 7:5). Na sua referência e essa promessa, que era bem conhecida por todos os judeus, Estevão mostrou-lhes de forma indiscutível que só poderia haver cumprimento pela ressurreição dos mortos, por meio de Jesus.
“E tu irás para os teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice. Na quarta geração, tornarão para aqui; porque não se encheu ainda a medida da iniquidade dos amorreus”. Isto nos permite conhecer a razão pela qual Abraão morreu na fé, apesar de não haver recebido a promessa. Se ele tivesse esperado recebê-la nesta vida actual, terminaria decepcionado ao chegar à sua morte sem vê-la cumprida. Porém, Deus lhe disse claramente que haveria de morrer antes de ver seu cumprimento. Por tanto, visto que Abraão creu em Deus, está claro que compreendeu o cumprimento da promessa como relativo à ressurreição, e que creu nela. A ressurreição dos mortos, como veremos esteve sempre no centro da esperança de todo verdadeiro filho de Abraão.
Porém, aprendemos algo mais. Na quarta geração, ou depois dos quatrocentos anos, a sua descendência haveria de ser libertada da escravidão, na terra prometida. Porque não haveria de possuir a terra de uma vez? – Por que a maldade dos amorreus não tinha chegado à sua plenitude. Isso mostra que Deus daria ao amorreus tempo para arrepender-se, e por consequência, tempo para que cumprissem a medida da sua maldade, demonstrando assim a sua a desqualificação para possuir a terra.
E isto acentua uma vez mais que a terra que Deus prometeu a Abraão e à sua semente só pode se possuída por um povo justo. Deus não expulsaria da terra aqueles em que houvesse a mínima possibilidade de chegarem a ser justos. Porém, o facto de que o povo que haveria de ser destruído de diante dos filhos de Abraão devido à sua maldade, mostra que se espera que os possuidores da terra sejam justos. Por tanto, vemos que a descendência de Abraão, a quem foi prometida a terra, haveria de ser um povo justo. Isto já ficou demonstrado pelo facto de que a Abraão foi prometida descendência somente por meio da justiça da fé.

15.6.09

A VERDADE PRESENTE: OS PILARES DA FÉ

1 Deus Preservou a Bíblia
“Vi que Deus havia de maneira especial guardado a Bíblia, ainda quando dela existiam poucos exemplares; e homens doutos nalguns casos mudaram as palavras, achando que a estavam tornando mais compreensível quando, na realidade, estavam mistificando aquilo que era claro, fazendo-a apoiar suas estabelecidas opiniões, que eram determinadas pela tradição. Vi, porém, que a Palavra de Deus, como um todo, é uma cadeia perfeita, prendendo-se uma parte à outra, e explicando-se mutuamente.”
Primeiros Escritos, pág. 220-221 – História da Redenção, pág. 391
“Recomendo-vos, caro leitor, a Palavra de Deus como regra de fé e prática. Por essa Palavra seremos julgados. Na Bíblia Deus prometeu dar visões nos últimos dias; não para uma nova regra de fé, mas para conforto do Seu povo e para corrigir os que se desviam da verdade bíblica”.
Mensagens Escolhidas. Vol. III, pág. 29.
“Deus terá sobre a Terra um povo que mantenha a Bíblia, e a Bíblia só, como norma de todas as doutrinas e base de todas as reformas”. O Grande Conflito, Capítulo Nossa Única Salvaguarda, pág. 594/596.
“Estou de pleno acordo convosco quando apresentais a Bíblia, e a Bíblia tão somente, como fundamento de nossa fé.” Mensagens Escolhidas. Vol. II, pág.85.
2 A Verdade Presente – Pilares da Fé
Cuidadoso estudo de documentos da época revela o que era denominado “verdade presente” nesse período de formação. Ela não abrangia como alguns tem pensado, a riqueza da interpretação profética, detalhes da qual foram desdobrados durante as duas ou três décadas seguintes, mas constituía-se de “pontos essenciais”, “colunas”, “fundamentos” de importância vital. Estes pontos podem ser assim numerados:
1-) O Segundo advento de Cristo.
2-) A Obrigatoriedade do Sábado.
3-) A Terceira Mensagem Angélica.
Em sua plenitude na correcta relação para com primeira e a segunda mensagens angélicas.
4-) O Santuário Celestial
O ministério de Cristo no santuário celestial, o qual terminaria não muito antes do segundo advento. (com ênfase na obra iniciada no décimo dia do sétimo mês de 1844)
5-) A NÃO IMORTALIDADE DA ALMA
Estas doutrinas estruturais formavam a “firme plataforma” que, em 1858 foi descrita por Ellen G. White, sobre a qual “quase todos estavam firmes”. (Primeiros Escritos, pág. 259) Estas constituíam os “marcos” enumerados por Ellen White trinta anos mais tarde, em relação a uma discussão, em que alguns desejavam incluir pontos menores que estavam sendo considerados.
A Mensageira da Igreja Remanescente, pág. 87 (CPB-1959)
A Verdade Presente em Textos de E.G.W.
3 Desprezar o Espírito de Profecia
"É plano de Satanás enfraquecer a fé do povo de Deus nos Testemunhos. A seguir vem o cepticismo com respeito a pontos vitais de nossa fé, os pilares de nossa posição, daí a dúvida quanto às Escrituras Sagradas, seguindo-se a marcha descendente à perdição. Quando os Testemunhos, que outrora foram cridos, são postos em dúvida e desprezados, Satanás sabe que os que foram enganados não se deterão aí; e ele redobra os seus esforços até colocá-los em aberta rebelião, o que se torna incurável, e o fim é a destruição". -- Testimonies, Vol.4, pág. 210-211 (5 de Janeiro de 1875).
“O derradeiro engano de Satanás será anular o testemunho do Espírito de Deus. "Não havendo profecia, o povo se corrompe" [no inglês, "o povo perece"]. Prov. 29:18. Satanás operará habilmente de várias maneiras e usando diferentes instrumentos, para perturbar a confiança do povo remanescente de Deus no verdadeiro testemunho.” - Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 48
"Uma coisa é certa: Os adventistas do sétimo dia que se colocam sob o estandarte de Satanás abandonarão primeiro sua fé nas advertências e repreensões contidas nos Testemunhos do Espírito de Deus."
Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 84.
4 A Igreja será achada em Falta
"Não está distante o tempo em que a prova virá para cada alma. A marca da besta será instada sobre nós. Aqueles que, passo a passo, submeteram-se às exigências mundanas e se conformaram com os costumes mundanos não acharão difícil submeter-se às autoridades superiores, antes que se sujeitarem ao desprezo, insultos, ameaça de prisão e morte. A disputa é entre os mandamentos de Deus e os mandamentos dos homens. Neste tempo, o ouro será separado da escória na igreja… A voz da fiel sentinela será ouvida:
'Saí do meio dela, não toqueis nada imundo; saí do meio dela; sede puros, vós que levais os vasos do Senhor. A igreja não pode medir-se pelo mundo, nem pela opinião dos homens, nem pelo que outrora foi… A igreja será pesada nas balanças do santuário. Se o seu carácter moral e estado espiritual não corresponderem ao benefício e bênçãos que Deus lhe tem conferido, ela será achada em falta".
Testimonies, vol. 5, pág. 81-83.

13.6.09

O SENHOR JUSTIÇA NOSSA

1- Qual é, da parte de Deus, a base da justificação? “Para que, sendo justificados pela Sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna.” Tiago 3:7
2- Qual é o meio por que essa graça justificadora se torna proveitosa ao pecador? “Logo muito mais agora, sendo justificados pelo Seu (de Cristo) sangue, seremos por Ele salvos da ira.” Romanos 5:9
3- De que maneira nos apossamos da justificação? “Concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei.” Romanos 3:28
4- Qual é o único meio através do qual os pecadores podem ser justificados, ou tornados justos? “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé de Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.” Gálatas 2:16

5- Que exemplo positivo torna claro o sentido dessa doutrina? “Então o levou fora, disse: Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua semente. E creu ele (Abraão) no Senhor, e foi-lhe imputado por justiça.” Génesis 15:5,6

6- Como é definida a justiça assim alcançada? “E seja achado n´Ele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé.” Filipenses 3:9

7- Sobre que base é garantida a justificação?“ E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para a justificação.” Romanos 5:16

8- Porque motivo o que faz qualquer obra recebe a recompensa? “Ora àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça mas segundo a dívida.” Romanos 4:4

9- Sob que condição é a fé imputada como justiça? “Mas aquele que não pratica, mas crê n´Aquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.” Romanos 4:5

10- Como é que a graça, como base de justificação, exclui a justiça pelas obras? “E se isto é por graça já não é pelas obras: de outra maneira, a graça já não é graça: se porém é pelas obras, já não há mais graça: doutra maneira a obra já não é obra.” Romanos 11:6

11- De que maneira devem ser justificados tanto os judeus como os gentios? “É porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente, se Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão.” Romanos 3:29,30

12- Que declaração testemunha da fé de Abraão em Deus?“ E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus; e estando certíssimo de que o que Ele tinha prometido também era poderoso para o fazer.” Romanos 4:20,21

13- Qual foi o resultado da fé de Abraão? “Pelo que isso lhe foi também imputado como justiça.” Romanos 4:22

14- Como podemos nós receber essa mesma justiça imputada? “Ora não só por cauda dele está escrito, que lhe fosse tomado em conta, mas também por nós, a quem será tomado em conta; os que cremos n´Aquele que dos mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor.” Romanos 4:23,24

15- Porque deve a fé que justifica ter relação tanto com a morte como com a ressurreição de Cristo? “O qual por nosso pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.” Romanos 4:25 – 1ª Coríntios 15:17-19.

16- Que é inseparável da experiência da justificação pela fé? “Seja-vos pois notório, varões irmãos, que por Este se vos anuncia a remissão dos pecados. E de tudo o que, pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados por Ele é justificado todo aquele que crê.” Actos 13:38,39

17- De que modo tornou Cristo possível ser imputada a justiça ao crente? “Porque, como pela obediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos foram feitos justos.” Romanos 5:19

18- Que declaração do profeta Isaías aclara esta grande verdade? “Com o Seu conhecimento o Meu Servo, o Justo, justificará a muitos: porque as iniquidades deles levará sobre Si.” Isaías 53:11

19- O que habilita a Deus imputar a justiça de Cristo, sem por isso, deixar de ser Justo? “Para demonstração da Sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” Romanos 3:26

20- Com que nome com toda a justiça Cristo é chamado? “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a David u Renovo justo; e, sendo Rei, reinará e prosperará, e praticará o juízo e a justiça na Terra. Nos Seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro: e este será o Seu nome, com que O nomearão: O SENHOR JUSTIÇA NOSSA.” Jeremias 23:5,6

21- Que bendita experiência se segue à aceitação de Cristo como nossa justiça? “Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” Romanos 5:1

22- Deste modo, que se torna Jesus para o crente? “Porque Ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; derribando a parede de separação que estava no meio.” Efésios 2:14

23- Sobre que fundamento não há possibilidade de justificação para o pecador? “Por isso nenhuma carne será justificada diante d´Ele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado.” Romanos 3:20

24- Como é testemunha desta verdade a morte de Cristo? “Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde.” Gálatas 2:21

25- Que se demonstra por qualquer tentativa de justificação pela lei? “Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei: da graça tendes caído.” Gálatas 5:4

26- Porque deixou Israel de alcançar a justiça?“Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça. Porquê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei; tropeçaram na pedra de tropeço.” Romanos 9:31,32

27- Que nos revela a lei? “Pela lei vem o conhecimento do pecado.” Romanos 3:20

28- Que testemunha da genuinidade da justiça recebida pela fé, à parte das obras da lei? “Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas.” Romanos 3:21

29- Anulamos a lei de Deus pela fé? “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.” Romanos 3:31

30- Que texto das Escrituras mostra que a justiça que é recebida pela graça, por meio da fé, não deve ser desculpa para continuar no pecado? “Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?” Romanos 6:1,2

31- Exclui a fé as obras? “Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?” Tiago 2:20

32- Qual é a prova da fé genuína, viva? “Mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.” Tiago 2:18

33- Quais são, então, as provas visíveis da verdadeira justificação pela fé? “Vede então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.” Tiago 2:22 – ver 2:22

34- Que grande permuta se operou no em nosso favor em Cristo? “Àquele que não conheceu pecado, O fez pecado por nós; para que n´Ele fossemos feitos justiça de Deus.” 2ª Coríntios 5:21
Conclusão: Disse um líder do passado: “Aprendei a conhecer a Cristo, e a Ele crucificado. Aprendei a cantar um novo cântico – a desesperar das vossas próprias obras, e a clamar a Ele: Senhor Jesus, Tu és a minha justiça, e eu o Teu pecado. Tomaste sobre Ti o que era meu, e deste-me o que Te pertencia; o que não eras Te tornaste, a fim de que me pudesse tornar aquilo que eu não era.” – História da Reforma, d´Aubigné, vol.2, cap. 8.
Nenhum ser humano tem méritos em si mesmo para ser salvo, todos pecaram. Só Jesus, viveu sem pecado, morreu para nos imputar a Sua jutiça (a Sua inocência). Aceite Jesus agora, este é o momento, porque esperar?

4.6.09

QUANDO VIRÁ JESUS?

Muitas são as promessas registadas na Bíblia, mas com toda segurança, a mais lembrada e esperada nos últimos dois mil anos pelos cristãos do mundo inteiro é a seguinte:
"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver estejais vós também" (João 14:1-3). [a]
Jesus Cristo, depois de sua morte e ressurreição no ano 31 de nossa era, subiu aos céus prometendo que voltaria para destruir a maldade e instaurar seu reino onde a paz e a felicidade eternas serão estabelecidas. [b] Será possível conhecer a data deste evento? O próprio Jesus responde:
"Porém daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai... Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa. Por isso, estai vós apercebidos também, porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis"(Mateus 24:36,43,44).
É por esta razão que não devemos nos deter em especulações quanto às datas, que Deus não revelou. Jesus nos disse que vigiemos, mas sem fixar uma data definida. Não podemos nos assegurar que Jesus regressará dentro de um, dois ou cinco anos, nem tampouco devemos atrasar sua vinda dizendo que talvez não se produza nem em dez, nem em vinte anos [c]
Contudo é claro que nenhum ser humano sabe o momento exacto da vinda de Cristo, Deus o sabe e não permitira que este acontecimento chegue sem aviso para aqueles que o estejam esperando: "Porque vós mesmos sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite. Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então, lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele Dia vos surpreenda como ladrão"(1 Tessalonicenses 5:2-4).
Por quê razão este grupo não permanece em trevas? O que lhes permite conhecer o que o resto do mundo ignora?
"E temos, mui firme, a palavra dos profetas, a qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro..." (2 Pedro 1:19).
Segundo o ensinado pelo Senhor Jesus Cristo, estar atento à palavra dos profetas é o que nos permitirá conhecer quão perto se encontra o dia de seu segundo advento:
"Aprendei, pois, esta parábola da figueira: quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está próximo, às portas" (Mateus 24:32-33).
Que coisas? Há aproximadamente dois mil anos os discípulos preocupados com este mesmo assunto consultaram a seu mestre, que lhe revelou as mais importantes. Esta conversa está registada na Bíblia para nosso conhecimento.
"E, estando assentado no monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos, em particular, dizendo: Dize-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane, porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terramotos em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores" (Mateus 24 3-8).
Se você é daquelas pessoas que gostam de estar em dia com as notícias certamente verá nesta declaração de Jesus Cristo, uma impressionante descrição do que está acontecendo agora mesmo no mundo. Se você comprar o jornal de hoje é muito provável que encontre informações acerca de `seres iluminados' que asseguram que são a encarnação de Cristo e que vieram para salvar o mundo. Também lerá sobre as últimas guerras suscitadas no Oriente Médio e outras zonas de conflito. Lerá acerca dos últimos rumores de guerras anunciadas por astrólogos lendários como Nostradamus ou outros videntes modernos, se inteirará dos milhares de mortos e milhões de feridos deixados pelo último terramoto em algum lugar do planeta, se informará da última epidemia colectiva nos países europeus e do novo vírus letal criado por acidente em um laboratório de prestigio em manipulação genética. Tomará consciência da desolação na Etiópia, onde seus habitantes morrem por falta de alimentos. Lerá sobre a crise económica mundial e da terrível taxa de desemprego que está fazendo que cada vez mais pessoas tenham fome, mesmo nos países mais industrializados.
Apesar do incrível cumprimento das palavras de Cristo, devemos levar em conta que embora elas anunciem que Ele vem, estes sinais não são os últimos nem os definitivos. Se leres esta passagem com cuidado notarás que Jesus Cristo disse: "mas ainda não é o fim" e "tudo isto é só o princípios das dores". [d] Isto mostra que ainda faltam algumas coisas por vir, quais são? Leia com atenção a continuação do sermão pregado pelo Senhor Jesus aos discípulos:
"Então, vos hão de entregar para serdes atormentados e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão. E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim será salvo. E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim" (Mateus 24:9-14).
Observe a diferença da primeira parte de seu sermão, neste trecho Jesus faz alusão directa aos eventos que devem acontecer pouco antes do fim do tempo, pois termina com as palavras "e então vira o fim". Resumamos estes eventos:
O povo de Deus será entregue à tribulação. Se levantará um ódio generalizado contra eles e lhes perseguirão até a morte.
Os homens odiarão uns aos outros, a maldade multiplicará e o amor de muitos se esfriará.
Falsos profetas se levantarão e enganarão a muitos.
O evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações.
Embora muitos intérpretes citem estes quatros pontos como se tratassem de fatos isolados, o contexto mostra que eles na realidade, fazem parte de uma mesma profecia, pois o ódio e o desamor dos habitantes da terra, somados à obra dos falsos profetas darão como resultado a perseguição e morte daqueles que se levantam para pregar o evangelho do Reino de Deus. Esta conclusão é completamente confirmada por Jesus no livro de Apocalipse:
Advertência: O que é descrito na passagem seguinte não é literal em todos os seus aspectos. Apenas mostra, por meio de símbolos, os personagens e os eventos implicados no grande conflito que se desencadeará antes da vinda de Cristo.
"6 E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, 7 dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. 8 E outro anjo seguiu, dizendo: Caiu! Caiu babilónia, aquela grande cidade que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição! 9 E os seguiu o terceiro anjo, dizendo com grande voz: se alguém adorar a besta e a sua imagem e receber o sinal na testa ou na mão, 10 também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. 11 E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso, nem de dia de noite, os que adoram a besta e a sua imagem e aquele que receber o sinal do seu nome. 12 Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. 13 E ouvi uma voz do céu, que dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam. 14 E olhei, e eis uma nuvem branca e, assentado sobre a nuvem, um semelhante ao Filho do Homem, que tinha sobre a cabeça uma coroa de ouro e, na mão, uma foice aguda. 15 E outro anjo saiu do templo, clamando com grande voz ao que estava assentado sobre a nuvem: Lança a tua foice e sega! É já vinda a hora de segar, porque a seara da terra está madura! 16 E aquele que estava assentado sobre a nuvem meteu a sua foice à terra, e a terra foi segada" (Apocalipse 14:6-16).
Note que esta passagem de Apocalipse menciona os mesmos elementos de Mateus 24 com uma semelhança impressionante. Comparemos as duas passagens:
Mateus 24:9 diz: "então os entregarão à tribulação, os matarão, e sereis odiados por todos por causa do meu nome" e Apocalipse 14: 12,13. Refere-se aos que tem a fé de Jesus. "Aqui está a paciência dos santos... Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor". A causa de sua morte tem relação directa com a adoração da "imagem" do versículo 9, pois segundo Apocalipse 13:15 a esta haveria de permitir que falasse e fizesse matar a todo o que não a adorasse.
Mateus 24:9,12 assegura que para esta época se haverá "multiplicado a iniquidade" e que o povo de Deus será odiado por "todos". Apocalipse 14:9 fala de uma entidade chamada "a besta", a qual aparece em Apocalipse 13:6-8 "blasfemando contra Deus" e fazendo "guerra contra os santos". E embora pareça inacreditável, "todos os habitantes da terra" chegarão a estar de acordo com ela (vs. 8).
Mateus 24:11 diz que "muitos falsos profetas se levantarão e enganarão a muitos." Apocalipse 14:9 fala acerca da imposição da "marca da besta" e da adoração a esta entidade "e a sua imagem" fatos que precisamente terão sua origem na obra de um falso profeta: "... o falso profeta, que, diante dela, fizera os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e adoraram a sua imagem"(Apocalipse 19:20).
Mateus 24:13 diz que "o que perseverar até o fim será salvo". Apocalipse 14:12, falando do povo de Deus diz: "Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus".
Mateus 24:14 falando da pregação da última mensagem de misericórdia, diz: "E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo". Apocalipse 14:6 diz: "... o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo e língua, e povo".
Mateus 24:14 diz que imediatamente depois de pregar-se o Evangelho a todas as nações "virá o fim". Apocalipse 14:16 apresenta esta mesma verdade ao dizer "... e a terra foi ceifada"; pois o Senhor Jesus ensinou em Mateus 13:39 que "a ceifa é o fim do mundo".
Todo o anterior confirma que Apocalipse é, em si mesmo uma extraordinária ampliação dos eventos expostos pelo Senhor Jesus em Mateus 24:9-14 e que na realidade são uma mesma profecia, por meio da qual podemos saber com exactidão quão perto ou quão distante se encontra o "fim do mundo".
É importante ressaltar que apesar da vinda de Jesus estar muito perto, ainda não está "às portas". Somente quando o mundo inteiro se unir contra o povo de Deus, quando se decrete a morte sobre os que se negam prestar adoração a besta e a sua imagem (lembre que são símbolos), poderemos saber com certeza que a vinda de Cristo é iminente.
Amigo leitor, não permita que seu coração se angustie e desanime com o que diz esta profecia. É certo que os que se neguem a adorar a besta e a sua imagem serão perseguidos até as últimas consequências, mas também é certo que Deus é nosso Pai, nos ama e não nos deixará sozinhos na prova:
"Dizei aos turbados de coração: Esforçai-vos e não temais; eis que o vosso Deus virá com vingança, com recompensa de Deus; Ele virá e vos salvará." (Isaías 35:4).
Ainda se necessário fosse dar a vida por causa da pregação do evangelho, ou se nosso corpo sofresse dor, e aflição nosso coração, tão pouco devemos temer, pois se cultivamos nossa amizade com Jesus e fazemos dele o centro de nossas vidas, finalmente venceremos:
"Porque qualquer um que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, mas qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho esse a salvará" (Marcos 8:35).
"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá. Crês tu nisso? (João 11:25,26).
A Bíblia nos diz, também, que não será necessário que todos os filhos de Deus percam a vida, pois haverá um grande número deles que serão protegidos durante este tempo e verão Cristo voltar sem terem conhecido a morte. O apóstolo Paulo descreve esta verdade de modo que nos anima a colocar nossa esperança no glorioso destino que espera aos que permaneçam firmes e constantes:
"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras" (1 Tessalonicenses 4:16-18).
• Os personagens que intervirão no conflito final já estão presentes e apenas esperam a oportunidade para tomar seu papel no último grande drama da história deste mundo. É importante que todo aquele que crê na palavra bíblica como única regra de fé e prática, investigue com diligência a quê ou a quem se referia Jesus Cristo nas passagens proféticas de Mateus 24 e Apocalipse. • Perguntas como: Quem é a besta? Qual será sua marca? Quem é a imagem? Quem é o falso profeta? Quem é a grande Babilónia? Estas são questões que você quer ver respondidas e nós o faremos na graça de Deus.
[a] A menos que se mostre o contrário as citações bíblicas incluídas neste livro (na versão em português) foram retiradas da Bíblia traduzida por João Ferreira de Almeida, edição revista e corrigida, 1995, da Sociedade Bíblica Brasileira. A ênfase presente em todas as referências, tanto bíblicas como seculares, foi colocada pelo autor com a finalidade de ressaltar a parte mais importante de cada texto.
[b] Mateus 25:31-34; Apocalipse 21:1-7
[c] Ellen White, Mesajes Selectos, tomo 1, págs. 221, 222.
[d] Mateus 24:6,8.

24.5.09

A VERDADE PRESENTE E O TESTEMUNHO

Quando passamos pelo Espírito Santo a ter consciência que somos os possuidores da VERDADE PRESENTE, colocamos (foi o meus caso) a seguinte questão: “Que faço agora?”
O melhor que posso aconselhar, é o seguinte: Colocar-se de joelhos e em oração agradecer este precioso conhecimento da Divindade de Cristo, saber que a Salvação é únicamente pelos méritos de Cristo, Jesus é o nosso Único Intercessor junto ao Trono, a Gloriosa Vinda de Jesus está próxima, a Reformas da Saúde como fazendo parte das Três Mensagens Angélicas e a Santa Lei de Deus. Agradecer a Deus porque estas mensagens estão a ser proclamadas por todo o Mundo no poder do Espírito Santo.
Rogar o Espírito Santo para o usar como um instrumento da Sua preciosa Graça, levando aos que estão sem o conhecimento de Cristo a mensagem, seja através de um folheto, revista, livro. Um testemunho santificado. O que é o Testemunho Santificado?
O Testemunho Santificado, é falar aos outros de quem fui, a minha vida não tinha sentido, era vazia, a ausência da paz de Deus era o meu quinhão. Eu não sabia o valor que tinha aos olhos de Deus, não sabia verdadeiramente amar a minha família nem dava o devido valor às pessoas que me rodeavam. O Testemunho Santificado, é falar do que Cristo Jesus fez por mim. Hoje sou uma nova pessoa, sinto os atractivos do Céu. Tenho prazer em orar e ouvir Deus falar ao meu coração, Cristo encontrou-me e transformou-me como fez com Saulo de Tarso.
O Testemunho Santificado, é a esperança que Jesus vai voltar, Jesus diante do Trono, Jesus a prepar um lugar na Casa do Pai onde vou morar por mil anos e depois voltarei à Casa que foi preparada para os homens viverem, esta Terra Restaurada.

1 – Constacto na minha Igreja um Renovação Espiritual.
Os que têm a responsabilidade de dirigir a Obra de Deus a nível nacional e mundial estão a cerra fileiras nesta batalha da Proclamação da Verdade Presente. Constacto que os pastores despertam com um zêlo que antes eu não me tinha apercebido. Os membros da minha Igreja, estão a ter uma atitude de dependência do Espirito Santo e deixam de ter conversas frívolas.
Infelizmente, constacto também, que muito não se apercebem do sério da hora que estamos a viver:

"Ao vir a sacudidura, pela introdução de falsas teorias, esses leitores superficiais não ancorados em parte alguma, são como a areia movediça. Escorregam para qualquer posição para agradar a tendência de seus sentimentos de amargura." Testemunhos Para Ministros, pág. 112.

Não se deve negar que na história da Igreja Adventista, houve, em diferentes lugares e ocasiões, membros e pastores com mensagens que dividiram os membros da IASD. Todavia, estes eram sempre localizados, não atingindo a igreja como um todo. Dentre eles, citamos como mais relevantes o Dr. Kellogs, com o panteísmo em 1905, e mais recentemente Walter Rea e o seu livro “A Mentira Branca”, atacando Ellen G. White, e o Pr. Desmond Ford, que negava a doutrina do "santuário". Todavia, mesmo este último, que levou alguns pastores para fora das fileiras Adventistas, não atingiu a Igreja como um todo, ele foi como o “anjo que seduziu um terço dos anjos do céu”. Um terço significa que teve um grande impacto ente as fileiras dos fiíes, acabou porém com a máscara caída.

"Perguntei qual o sentido da sacudidura que eu acabava de presenciar e foi-me mostrado que fora causada pelo positivo testemunho motivado pelo conselho da Testemunha fiel, aos laodiceanos. Esse testemunho terá o seu efeito sobre o coração do que o recebe, levando-a a exaltar a norma e declarar a positiva verdade. Alguns não suportarão esse claro testemunho. Opor-se-lhe-ão e isto causará uma sacudidura entre os filhos de Deus. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 60.

Sim, a norma têm sido exaltada pelo povo da Igreja Adventista do Sétimo Dia de todo o mundo, e a oposição não terminou, ao contrário, à medida que nos aproximemos do tempo final Satanás mais enfurecido dominará o coração de alguns – ele é perito nessa arte – com consequências nefastas, mas este é também algo que estamos de sobreaviso:

"Haverá uma sacudidura entre o povo de Deus.... Será o resultado de recusar a verdade apresentada." ME, 2, pág. 113

2 - Haverá "sacudidura" na Igreja Adventista do Sétimo Dia?
"O peneiramento de Deus sacode multidões, como folhas secas.” Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 479.

"Satanás procura diligentemente desviar as almas dos princípios correctos. Multidões que professam pertencer à verdadeira igreja de Deus estão caindo sob os enganos do inimigo. Estão sendo levados a afastar-se da sua lealdade ao bendito e único Potentado." FEC, 489

Em todas as partes do mundo, levantam-se membros da igreja, leigos na sua grande maioria, muitos deles membros da 2ª e 3ª geração, que viveram vidas desordenadas relativamente aos princípios da Bíblia. Agora porém, ou na procura de um protagonismo despropositado, ou numa exaltação de uma espiritualidade que não vivem. Fazem apêlo a que todas as orações sejam de joelhos, apelam para que se abandone a Organizão tal como ela foi inspirada desde os primórdios e pretendem exaltar ministérios independentes.

Uma realidade que se espalha como o joio na ceara de trigo. É preciso que seja assim até ao tempo da Ceifa, só o Senhor conhece os corações. Terá já começado esse Tempo?

3 – Quem dá início à Sacudidura?
João Batista profetizou que Jesus limparia a Sua igreja (eira): "aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. A Sua pá, Ele tem na mão e limpará completamente a Sua eira; recolherá o Seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível." Mat. 3:11, 12

"O povo de Deus será joeirado assim como é peneirado o trigo, até que toda palha se separe dos puros grãos de cereal." Meditações Maranata, 1977, pág. 50

"Haverá uma sacudidura da peneira. No devido tempo, a palha precisa ser separada do trigo. Por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Este é precisamente o tempo em que o genuíno será o mais forte. Carta 46, 1887." Eventos Finais, pág. 173

A palha, como nuvem, será levada pelo vento, mesmo de lugares onde só vemos ricos campos de trigo. Serviço Cristão, pág. 49." Eventos Finais, pág. 180

"Oh, que dia está diante de nós! Que sacudidura haverá entre os que se dizem filhos de Deus! O injusto encontrar-se-á entre o justo. Os que têm grande luz e nela não têm andado, terão trevas correspondentes à luz que desprezaram. Necessitamos atender a lição contida nas palavras de Paulo: "Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado." I Cor. 9:27. O inimigo está trabalhando diligentemente para ver quem poderá acrescentar às fileiras da apostasia; mas o Senhor logo virá, e muito breve cada caso será decidido para a eternidade. Aqueles cujas obras correspondem à luz que graciosamente lhes foi dada, serão contados do lado do Senhor." TM, pág. 163

4 – Estará este processo de joeirar a Igreja a atingir também os pastores e teólogos?

"Segundo o que Deus me mostrou, é preciso haver, entre os pastores, uma sacudidura, a fim de serem eliminados os negligentes, preguiçosos e comodistas, e permanecer um grupo fiel, puro e abnegado, que não busque seu bem-estar pessoal, mas administre fielmente na palavra e na doutrina, dispondo-se a sofrer e suportar todas as coisas por amor de Cristo, e salvar aqueles por quem Ele morreu. Sintam esses servos o "ai" que sobre eles pesa se não pregarem o evangelho, isso será o bastante; mas nem todos o sentem." TS, Vol. 1, pág. 35

"Estamos no tempo da sacudidura, tempo em que cada coisa que pode ser sacudida, sacudir-se-á. O Senhor não desculpará os que conhecem a verdade, se não obedecem a Seus mandamentos por palavra e acção." Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 547 e 548

"Começou a forte sacudidura e continuará, e todos os que não estiverem dispostos a assumir uma posição ousada e tenaz em prol da verdade, e a sacrificar-se por Deus e por Sua causa, serão joeirados. O anjo disse: "Achas que alguém será forçado a fazer sacrifícios? Não, absolutamente. Deverá ser uma oferta voluntária. Será preciso tudo para comprar o campo." Primeiros Escritos, págs. 50, 51

"Haverá uma sacudidura entre o povo de Deus.... Será o resultado de recusar a verdade apresentada." ME, 2, pág. 113

5 - Será a Igreja Adventista do Sétimo Dia rejeitada durante o processo da Sacudidura?
"Uma profunda e completa obra de reforma é necessária na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Não é permitido que o mundo corrompa os princípios do povo de Deus, observador dos mandamentos. Devem os crentes exercer uma influência que dê testemunho do poder dos princípios celestiais. Os que se unem à igreja têm de dar prova de uma mudança de princípios. A menos que isso se faça, a menos que seja cuidadosamente preservada a linha de demarcação entre a igreja e o mundo, o resultado será a assimilação do mundo." Mente, Caráter e Personalidade, Vol. 2, pág. 559

"Durante anos tem sido acalentado um mau espírito, um espírito de orgulho, um desejo de preeminência. Isso agrada a Satanás e desonra a Deus. O Senhor requer uma reforma decisiva ... Renove o seu concerto com Deus, e Deus renovará o Seu concerto com ela. Que anjos e homens vejam que há perdão do pecado com Deus. Extraordinário poder divino precisa apossar-se das igrejas adventistas do sétimo dia. Precisa haver reconversão entre os membros, para que, como testemunhas de Deus, testemunhem do autorizado poder da verdade que santifica a vida. A igreja tem de ser renovada, purificada e santificada, de contrário a ira de Deus incidirá sobre ela com muito mais intensidade do que sobre os que nunca alegaram ser santos. Carta 63, 1903." Exaltai-O, 1992, pág. 302

6 – É na verdade a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a igreja de Deus na terra?
"Os Adventistas do Sétimo Dia foram escolhidos por Deus como um povo peculiar, separado do mundo. Com a grande talhadeira da verdade Ele os cortou da pedreira do mundo, e os ligou a Si. Tornou-os representantes Seus, e os chamou para serem embaixadores Seus na derradeira obra da salvação." Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 140.

"Sou instruída a dizer aos Adventistas do Sétimo Dia em todo o mundo: Deus chamou-nos como um povo para Lhe sermos um tesouro particular. Ele designou que Sua igreja na Terra esteja perfeitamente unida no Espírito e conselho do Senhor dos exércitos até ao fim do tempo." Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 397

Deus chamou-nos como um povo, a organização tal como está em vigor é de origem divina, a opinião pessoal não deve prevalecer contra o que Deus isntituiu.

"O poder humano e a humana força não estabeleceram a Igreja de Deus, nem a podem destruir. Sobre Cristo Jesus, a Rocha dos Séculos, foi a Igreja fundada, "e as portas do inferno não prevalecerão contra ela". Mat. 16:18. A presença de Deus dá estabilidade a Sua causa. "Não confieis em príncipes, nem em filhos dos homens", é a palavra a nós dirigida. " Profetas e Reis, págs. 595, 596

"Lembrai-vos de que o poder humano não estabeleceu a Igreja de Deus, nem pode o humano poder destruí-la. De século a século, o Espírito Santo é a transbordante fonte da vida. ... Há vitória para todos os que lutam legitimamente, em perfeita harmonia com a lei de Deus. Eles triunfarão sobre toda oposição." E Recebereis Poder, 1999, 372

"A Igreja é a fortaleza de Deus, a Sua cidade de refúgio, a qual Ele mantém num mundo revolto. Qualquer traição a seu sagrado depósito é traição Àquele que a comprou com o precioso sangue de Seu Filho unigênito. Através de toda a história do mundo, pessoas fiéis têm constituído a igreja na Terra." Nossa Alta Vocação, pág. 170

"A viva igreja de Deus, é individualmente um lugar onde Deus habita por meio do Espírito, a fim de que possa o homem tornar-se um templo bem construído, para habitação do Santo Espírito de Deus, e possa o Senhor Jesus Cristo habitar em seu ser íntimo, enobrecendo e santificando sua natureza humana por Seus atributos divinos, tornando o homem um templo do Deus, vivo. Manuscrito 193, 1898."

"Os que tiveram oportunidades para ouvir e aceitar a verdade, e se uniram à Igreja Adventista do Sétimo Dia, considerando-se o povo de Deus que guarda os mandamentos, mas não possuem mais vitalidade e consagração a Deus do que as igrejas nominais, serão atingidos pelas pragas de Deus tão verdadeiramente como as igrejas que se opõem a Sua lei." Eventos Finais, pág. 172

A história dos judeus foi escrita para advertência dos Adventistas do Sétimo Dia de hoje, para que não se considerem certos do favor de Deus por pertencerem à Igreja:

"O povo judeu acariciava a idéia de que eram os favoritos do Céu, e seriam sempre exaltados como igreja de Deus. Eram filhos de Abraão, declaravam, e o fundamento de sua prosperidade parecia-lhes tão firme, que desafiavam Terra e Céu para desapossá-los de seus direitos. Por sua conduta infiel, porém, estavam-se preparando para a condenação do Céu e separação de Deus." Parábolas de Jesus, pág. 294

"Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário de Deus...?" "Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado." I Coríntios 3:16, 17

Em sentido especial foram os Adventistas do Sétimo Dia postos no mundo como atalaias e portadores da luz. A eles foi confiada a última mensagem de advertência a um mundo a perecer. Sobre eles incide maravilhosa luz da Palavra de Deus. Confiou-se-lhes uma obra da mais solene importância: a proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas. Nenhuma obra há de tão grande importância. Não devem eles permitir que nenhuma outra coisa lhes absorva a atenção. Testemunhos Selectos, vol. 3, pág. 288.

Pelo testemunho acima, vemos que são considerados "Adventistas do Sétimo Dia" por Deus aqueles que proclamam a primeira, segunda e terceira mensagens angélicas.

7 – Torna-se evidente que a Igreja de Deus é composta pelo povo "Adventista do Sétimo Dia", significa que a Igreja não cairá durante o Tempo da Sacudidura como Igreja, mas sim alguns dos seus membros.

"A Igreja talvez pareça como prestes a cair, mas não cairá. Ela permanece, ao passo que os pecadores de Sião serão lançados fora na sacudidura - a palha separada do trigo precioso. É esse um transe terrível, não obstante importa que tenha lugar." Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 380

8 – Quem receberá o “selo de Deus”?

A condição para que alguém receba o selo de Deus é claramente especificada nos testemunhos:

"Os que vencem o mundo, a carne e o diabo, serão os agraciados que receberão o selo do Deus vivo." Testemunhos Para Ministros, pág. 445

9 – Qual deve ser a nossa principal preocupação neste tempo que antecede a Vinda Gloriosa de Jesus?

"Nesta época, pouco antes da segunda vinda de Cristo nas nuvens do céu, deve ser efectuada uma obra como a de João [Baptista]. Deus chama homens que preparem um povo para permanecer em pé no grande dia do Senhor. ... Para transmitir tal mensagem como a de João precisamos ter uma experiência espiritual como a sua.” Testimonies, vol. 8, págs. 332 e 333. Eventos Finais, pág. 63

“Somos chamados a enfrentar aqueles que, apesar das reprovações e advertências específicas através dos Testemunhos têm seguido um mau caminho. Nós somos exortados por Deus a manter-nos separados e apartados destes homens que não têm dado atenção aos Seus avisos... Porque eles enganam, se possível, os próprios eleitos.” Carta 330, 11 de Novembro, 1906 & Manuscript Releases, vol. 7, 196

10 – Qual será a postura dos crentes verdadeiramente consagrados e dispostos a patilhar o Testemunho Santo?

“A minha atenção foi então dirigida ao grupo que eu vira e estava sendo fortemente sacudido. Foram-me mostrados os que eu antes vira a chorar e a orar com agonia de espírito. A multidão de anjos da guarda ao seu redor fora duplicada, e estavam revestidos de uma armadura da cabeça aos pés. Marchavam em perfeita ordem, semelhantes a um grupo de soldados. O seu rosto expressava o tremendo conflito que tinham travado, a luta angustiosa por que haviam passado. Contudo, o seu rosto, antes assinalado pela severa angústia íntima, resplandecia agora com a luz e glória do Céu. Finalmente tinham alcançado a vitória, e esta suscitava neles a mais profunda gratidão, e santa e piedosa alegria.
Diminuíra o número dos que faziam parte desse grupo. Ao serem sacudidos, alguns tinham sido lançados fora do caminho. Os descuidosos e indiferentes, que não se uniam com os que prezavam suficientemente a vitória e a salvação, para por elas lutar e angustiar-se com perseverança, não as alcançaram e foram deixados atrás, em trevas, e seu lugar foi imediatamente preenchido pelos que aceitavam a verdade e a ela se filiavam....Ouvi os que estavam revestidos da armadura falar sobre a verdade com grande poder. Isto produzia efeito. … Perguntei o que havia operado esta grande mudança Um anjo respondeu: "Foi a chuva serôdia, o refrigério pela presença do Senhor, o alto clamor do terceiro anjo." Primeiros Escritos, pág. 271

11 – Qual será um dos meios mais eficazes para levar o Evangelho Eterno aos que estão em trevas?

Lembre-se da promessa de Jesus: "onde estiverem dois ou mais reunidos em Meu nome, ali Eu estarei". Reúna-se na sua casa com seus irmãos de fé, crentes na verdade presente. Os testemunhos recomendam a formação de pequenos grupos de estudo e trabalho:

"A formação de pequenos grupos como base de esforço cristão, foi-me apresentada por Aquele que não pode errar. Se há na igreja grande número de membros, convém que se organizem em pequenos grupos a fim de trabalhar, não somente pelos membros da própria igreja, mas também pelos incrédulos. Se num lugar houver apenas dois ou três que conheçam a verdade, organizem-se num grupo de obreiros. Mantenham indissolúvel seu laço de união, apegando-se uns aos outros com amor e unidade, animando-se mutuamente para avançar, adquirindo cada qual ânimo e força do auxílio dos outros." Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 84.

"O apóstolo [Paulo] sentia-se responsável em grande medida pelo bem-estar espiritual dos que se convertiam por seus labores. O seu desejo era que crescessem no conhecimento do único verdadeiro Deus, e de Jesus Cristo, a quem Ele enviou. Não raro, no seu ministério, reunia-se ele com pequenos grupos de homens e mulheres que amavam a Jesus, inclinando-se com eles em oração, pedindo a Deus para lhes ensinar como se manterem em íntima comunhão com Ele. Muitas vezes tomava conselho com eles sobre os melhores métodos de dar a outros a luz da verdade evangélica. Muitas vezes, quando separados daqueles por quem assim havia trabalhado, suplicava a Deus para que os guardasse do mal, e os ajudasse a se manterem como missionários ativos e fervorosos." Actos dos Apóstolos, pág. 262

Escolha de líderes para os pequenos grupos:

"Para os pequenos grupos que abraçam a verdade, importa fazer arranjos que garantam a prosperidade da igreja. Poder-se-á nomear uma pessoa para dirigi-lo durante uma semana ou um mês, depois outra por algumas semanas, e assim diversas pessoas poderão sucessivamente ser experimentadas para depois se proceder a uma escolha judiciosa por voto da igreja da que se provar mais apta, para assumir as funções de dirigente; nunca, porém, por mais tempo do que um ano. Poderá então ser eleita outra ou a mesma pessoa poderá ser reeleita, caso o seu serviço se tenha provado uma bênção para a igreja." Testemunhos Seletos, Vol. 2, pág. 262

"Este é o nosso trabalho. Pequenos grupos devem sair para fazer a obra que Cristo indicou aos Seus discípulos. Enquanto trabalham como evangelistas podem eles visitar os doentes, orar com eles e, se necessário, tratar deles, não com medicamentos, mas com os remédios providos pela natureza." Conselhos Sobre Saúde, pág. 501

A igreja viva de Deus estará aguardando, vigiando e trabalhando. Ninguém deve ficar numa posição neutra. Todos devem representar a Cristo num esforço activo e sincero para salvar as almas que perecem. TM, 163

"O olhar de Jesus, estendendo-se através dos séculos, fixou-se no nosso tempo ao dizer Ele: "Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Luc. 19:42. Ainda é teu dia, ó igreja de Deus, a quem Ele tornou a depositária de Sua lei. Esse dia de confiança e provação está chegando ao fim. O Sol está declinando rapidamente. Dar-se-á o caso de que ele se ponha e que não saibas "o que à tua paz pertence"? Luc. 19:42. Terá de ser proferida a irrevogável sentença: "Mas, agora, isso está encoberto aos teus olhos"? Luc. 19:42. Carta B-58, 1887." Meditações Maranata, o Senhor Vem, pág. 262

Lembremo-nos amados, que o olhar de Jesus, atingiu-nos ao longo dos séculos, fixou-se no nosso tempo, e isto para nos exortar a um Testemunho Pessoal audaz, sincero, autêntico e isto significa: falar de quem eu era sem Jesus, quem eu sou com Jesus e a minha e suave esperança. Este é o povo da Verdade Presente.

Deus nos abençoe em Jesus.

18.5.09

O PAPA AFIRMA QUE A BÍBLIA DEVE SER INTERPRETADA À LUZ DA TRADIÇÃO.

Esta é uma afronta da Igreja Católica às Sagradas Escrituras. Tal como nos tempos passados a Igreja Católica Romana reacende a "fogueira" e coloca a Bíblia sobre os tições da tradição da Igreja, contrasta com as palavras de Jesus ao dizer: "Examinais as Escrituras, porque pensais ter nelas a vida eterna. São estas mesmas Escrituras que testificam de mim". João 5:59.

Esta é uma das VERDADES PRESENTES. Creio que o Senhor Jesus diria claramente ao Papa: "Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus." Mateus 22:29

Rogo-vos amigos que leiam e façam a vossa reflexão, será que os cristãos sinceros perante tal afronta devem de forma cobarde, calar-se? Não foi assim, com os heróis da fé ao longo dos séculos, homens, mulheres, jovens e crianças que ofereceram em sacrifício a vida para que a luz das Escrituras fluisse no meio das TREVAS.

LEIAM E LEVANTE-SE PELAS SAGRADAS ESCRITURAS PORQUE SÃO ELAS QUE "SANTIFICAM NA VERDADE, A TUA PALAVRA É A VERDADE."

O papa Bento XVI afirmou que os estudiosos católicos não podem interpretar a Bíblia de uma maneira independente, nem de um ponto de vista científico ou individual, prescindido da fé e da doutrina da Igreja. "A interpretação das Sacras Escrituras não pode ser somente um esforço científico individual, mas deve ser sempre confrontada, inserida e autenticada nas tradições viventes da Igreja", disse Bento XVI durante um encontro com membros da Pontifícia Comissão Bíblica. Segundo o pontífice, "esta norma é decisiva para manter a correcta e recíproca relação entre a exegese (interpretação de escrituras bíblicas) e o Magistério da Igreja". O papa explicou também que os intérpretes católicos devem estar atentos para perceber a palavra de Deus nos textos bíblicos, sendo que a falta deste "imprescindível ponto de referência faz a procura exegética ficar incompleta, perdendo de vista a sua finalidade principal, correndo o risco de se tornar um mero exercício intelectual". (...)(Estadão)

15.5.09

A VERDADE PRESENTE: OS SETE SELOS

OS SETE SELOS

1- O que viu João, na mão do que estava sentado à direita no Trono?
Apocalipse 5:1 – E VI na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.
2- O que fez o Cordeiro com o Livro?
Apocalipse 5:7 – E veio, e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono.
3- Porque razão foi Cristo declarado digno de abrir os selos?
Apocalipse 5:9 – E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação.
4- O que surgiu com abertura do primeiro selo?
Apocalipse 6:1,2 – E, HAVENDO o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.
Nota: O número sete nas Escrituras revela cumprimento ou perfeição. Os sete selos compreendem toda uma série de acontecimentos que têm lugar na História da Igreja, desde o começo da era Cristã até à segunda Vinda de Cristo. O cavalo branco, com o cavaleiro que sai vitorioso, apropriadamente representa a primeira Igreja Cristã na sua pureza, indo a todo o mundo com a mensagem evangélica da salvação.
5- O que acontece na abertura do segundo selo?
Apocalipse 6:3,4 – E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê. E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.
Nota: Como a brancura do primeiro cavalo revelava a pureza do Evangelho que o seu cavaleiro anunciava, assim a cor do segundo animal deve mostrar que a corrupção se deveria manifestar no tempo a que este símbolo se aplica. É verdade que tal estado de coisas sucedeu à Igreja Apostólica. Referindo-se ao segundo século, Wharey na importante obra História da Igreja, p. 39 diz: “O Cristianismo começou então a vestir-se das roupas do paganismo. As sementes de muitos erros que posteriormente invadiram a Igreja tão completamente, macularam-lhe a beleza, desvaneceram-lhe a glória, tomavam já raízes.” O mundanismo entrava. A Igreja procurava a aliança do poder secular, e dificuldades e perturbações foram o resultado. Este período estendeu-se desde o final do primeiro século ao período de Constantino, quando se efectuou completa união entre a Igreja e o Estado.
6- Como é apresentada a cor do terceiro selo?
Apocalipse 6:5 – E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer ao terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão.
Nota: O cavalo preto representa muito bem a escuridão espiritual que caracterizou a Igreja do tempo de Constantino até ao estabelecimento da supremacia papal, em 538 da era Cristã (e.C.). Da condição que imperou no quarto século, Wharey (História da Igreja, p. 54) diz: “O cristianismo tornara-se popular, e uma larga proporção, talvez a grande maioria, dos que o aceitavam, apenas lhe tomavam o nome, recebiam o rito do baptismo, conformavam-se com algumas cerimónias externas da Igreja, enquanto o coração e no carácter moral eram tão pagãos como antes. Como um dilúvio, o erro e a corrupção invadiram a Igreja.”
7- Como surge o simbolismo da cor do quanto animal?
Apocalipse 6:7,8 – E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra.
Nota: Esta cor não é natural num cavalo. O original dá o sentido da cor pálida ou amarela que se vê nas flores crestadas. O símbolo evidentemente refere-se à obra de perseguição e morte efectuada pela Igreja Romana contra o povo de Deus do tempo decorrido entre o início da supremacia papal, em 538 e.C., e o tempo em que os Reformadores começaram a expor com ousadia o verdadeiro carácter do papado, sendo detida a obra de destruição.
8- Ao abrir-se o quinto selo, que foi visto sob o altar?
Apocalipse 6:9 – E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram.
Nota: Quando os Reformadores expuseram a obra do papado, foi então trazido à memória o grande número de mártires que tinham sido mortos pela fé.
9- Que se diz estarem a fazer os mártires?
Apocalipse 6:10 – E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?
Nota: O cruel tratamento que tinham recebido clamava por vingança, assim como o sangue de Abel clama a Deus desde a terra. Génesis 4:10. Não estavam no Céu, mas debaixo do altar onde tinham sido mortos. Sobres este pondo diz o Dr. Adão Clarke: “O altar está na Terra, não no Céu.” (veremos mais referências deste autor).
10- O que foi dado a estes mártires?
Apocalipse 6:11 – E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram.
Nota: Estes tinham sido mortos durante os séculos compreendidos no selo anterior: Os seus perseguidores, a maior parte, tinham morrido. E se tinham recebido castigo ao morrer, como alguns supõem, porque se incomodariam os mártires para que fossem punidos? Nesta, como noutra parte da Bíblia, é usada a figura da personificação, em que objectos inanimados são, como se fossem. (ver Juízes 9:8-15; Hebreus 2:11; Romanos 4:17). Estes mártires tinham sucumbido como hereges debaixo da escuridão e superstição do selo anterior, cobertos de ignomínia e vergonha. Agora, à luz da Reforma, o seu verdadeiro carácter aparece, e são vistos como justos, e dai lhes serem dadas ´vestes brancas´, ´O linho fino são as justiças dos santos.´Apocalipse 19:8. Justiça lhe foi imputada; e após terem repousado por mais um pouco – debaixo do altar – até que outros que deveriam perecer por causa da fé, os seguissem, juntos então haverão de despertar para a vida e a imortalidade.
11- O que é visto em primeiro lugar, ao ser aberto o sexto selo?
Apocalipse 6:12 – E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra.
Nota: Este acontecimento teve lugar sem dúvida no grande Terramoto do dia 1 de Novembro de 1755, geralmente conhecido como o Terramoto de Lisboa, cujos os efeitos foram sentidos numa área de 8.000.000 quilómetros quadrados. Lisboa (Portugal), cidade que contava 150.000 habitantes, foi em grande parte destruída. O abalo do terramoto, diz o Sears, na sua obra Maravilhas do Mundo o seguinte: “…foi seguido imediatamente da queda de toda as igrejas e conventos, de quase todos os edifícios públicos, e a quarta parte das casas. Cerca de duas horas depois o fogo irrompeu em diferentes lados, e grassou com tal violência durante três dias que a cidade foi completamente desolada. O terramoto ocorreu num dia santo, quando as igrejas e conventos estavam repletos, sendo poucas as pessoas que escaparam. … O terror do povo não pode ser descrito. Ninguém chorava: era além das lágrimas. Corriam todos de cá para lá delirando de terror e pasmo, batendo na face e no peito, gritando: Misericórdia! É o fim do mundo! Mães esqueciam os filhos, e corriam à roda carregando crucifixos. Infelizmente, muitos corriam às igrejas em busca de protecção; mas em vão foi ministrado o sacramento; em vão as pobres criaturas abraçavam os altares; imagens, sacerdotes e o povo foram soterrados na ruína comum. …Noventa mil pessoas presume-se terem sucumbido naquele dia fatal.” p. 200
12- O que seguir-se ao grande terramoto?
(Apocalipse 6:12) – …e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue (última parte).
Nota: Refere-se ao dia escuro de 19 de Maio de 1780, quando a escuridão foi tal que deu a impressão geral de que o dia do julgamento estava próximo.
(Gráfico. Os sete selos)
13- Que outro evento é mencionado sob este selo?
Apocalipse 6:13 – E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte.
Nota: Cumpriu-se na admirável chuva de meteoros de 13 de Novembro de 1833. Ao escrever o que presenciou nas proximidades das quedas do Niágara, diz o escritor: “Nenhum espectáculo tão terrível, grande s sublime jamais foi visto pelo homem, como aquele do firmamento descendo em torrentes de fogo sobre a escura e rugidora catarata.” Our First Century, p. 330; também a Enciclopédia Americana, edição de 1881, artigo “Meteor”. (ver outros artigos sobre o assunto).
14- Que outro evento é mencionado?
Apocalipse 6:14 – E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares.
Este acontecimento, está ainda no futuro, e ocorrerá juntamente com a Segunda Vinda de Cristo. Estamos agora entre os dois eventos – o último dois sinais nos céus; o enrolar-se o céu e a remoção do seu lugar de tudo o que é terreno. Os grandes sinais aqui mencionados, que assinalam a proximidade da segunda Vinda de Cristo e a subversão das coisas terrenas, estão todos no passado, e o mundo aguarda o soar da última trombeta como a cena final do drama terrestre.
15- Como atingirá o mundo o último grande acontecimento?
Apocalipse 6:15 a 17 – E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas. E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro. Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?
16- Depois da obra do selamento, descrita em Apocalipse 7, que ocorre sob o sexto selo, e como é apresentado o sétimo selo?
Apocalipse 8:1 – E, HAVENDO aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora.
Conclusão: O sexto selo apresenta os eventos relacionados com a Segunda Vinda de Cristo. O sétimo selo, muito naturalmente, portanto, deve referir-se a esse evento, ou a algum resultado consequente. Quando Cristo vier, todos os santos anjos O acompanharão (Mateus 25:31); segue-se necessariamente o silêncio no Céu durante o período em que Cristo com os seus anjos vem ressuscitar e tornar incorruptíveis os fiéis de todas as épocas e tornar incorruptíveis os fiéis vivos. Meia hora de tempo profético deverão ser sete dias. Os sete selos, portanto, levam-nos até à Segunda Vinda de Cristo.

O CORAÇÃO DA VERDADE PRESENTE


Para onde Foi e Onde Está Hoje Nosso Senhor Jesus Cristo?

Querido amigo, vamos fazer uma pequena viagem, com muita oração, seguindo os passos de Jesus, desde a cruz, para ver para onde Ele foi desde então, e onde está hoje, bem como o que está fazendo:
1 - Após a cruz, Jesus apareceu a Maria, subiu ao céu e depois voltou para estar com os discípulos:
"Recomendou-lhe Jesus: Não Me detenhas; porque ainda não subi para Meu Pai, mas vai ter com Meus irmãos e dize-lhes: Subo para Meu Pai e vosso Pai, para Meu Deus e vosso Deus." João 20:17

"Ao cair da tarde daquele dia, trancadas as portas onde estavam os discípulos...veio Jesus, pôs-Se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco! E dizendo isto, lhes mostrou as mãos e o lado. Alegraram-se, portanto, os discípulos ao verem o Senhor" João 20:20


2 - Jesus ficou então quarenta dias com Eles, e então ascendeu novamente ao céu:
"Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até ao dia em que, depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi elevado às alturas. A estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas concernentes ao reino de Deus. ...
Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas à vista deles, e uma nuvem O encobriu dos seus olhos." Actos 1:1-3, 9

3 - No dia de Pentecostes, 50 dias após sua ressurreição, foi ungido como sacerdote, recebendo a promessa do Espírito Santo e derramando-a sobre os discípulos:
Sabemos que o óleo representa o Espírito Santo, e Deus afirma que ungiu a Jesus como Sumo Sacerdote, assim como os Sumo Sacerdotes segundo o cerimonial levítico eram ungidos para começarem a oficiar como tais (Lev. 8:12):

"Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso Deus, o Teu Deus, Te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos Teus companheiros" Hebreus 1:9

"Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som...e apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas...
Então se levantou Pedro,...e erguendo a voz, advertiu-os nestes termos...
A este Jesus, Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. Exaltado pois, a destra de Deus, tendo recebido a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis" Actos 2:1-3, 14, 32, 33

"Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte...embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que Lhe obedecem, tendo sido nomeado por Deus Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisede que" Hebreus 5:7-9

4 - Jesus começou então a ministrar no santuário celestial em favor dos homens:
"Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal Sumo Sacerdote que se assentou à destra da Majestade nos céus, como ministro do Santuário que o Senhor erigiu, não o homem." Hebreus 8:1, 2

5 - Este santuário no céu era o original, do qual Deus solicitou a Moisés que fizesse uma cópia na terra:
"foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz Ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte." Hebreus 8:5

6 - A cópia, que corresponde portanto ao original, tinha a seguinte estrutura e disposição:
"Com efeito, foi preparado o tabernáculo, cuja parte anterior, onde estavam o candeeiro, e a mesa, e a exposição dos pães, se chama o Santo Lugar; depois do segundo véu se encontrava o tabernáculo que se chama o Santo dos santos, tem um altar de ouro para o incenso e a arca da aliança totalmente coberta de ouro, na qual estava uma urna de ouro contendo o maná, o bordão de Arão, que floresceu, e as tábuas da aliança; e sobre ela, os querubins de glória, que, com a sua sombra, cobriam o propiciatório." Hebreus 5:1-5

- No lugar santo, ficavam, o candeeiro, a mesa e o altar de incenso:

"Porás o altar defronte do véu que está diante da arca do Testemunho, diante do propiciatório que está sobre o Testemunho, onde Me avistarei contigo. Arão queimará sobre ele o incenso aromático; cada manhã, quando preparar as lâmpadas, o queimará." Ex. 30:6, 7

"Pôs o altar de ouro na tenda da congregação, diante do véu, e acendeu sobre ele o incenso aromático, segundo ordenara Moisés" Ex. 40:26, 27

7 - O profeta João viu Jesus defronte aos candeeiros celestiais, que eram representados pelo candeeiro do santuário que Moisés fizera, após ver o modelo celestial, e estavam localizados no lugar denominado "Santo" (Heb. 9:2). Quando o profeta viu a Jesus, Ele estavam então no compartimento "Santo" do santuário celestial:

"Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a Filho de Homem, com veste talares e cingido, a altura do peito, com uma cinta de ouro" Apoc. 1:13 (Obs.: Jesus é chamado de o Filho do Homem dezenas de vezes no livro de Mateus. Como exemplo, citamos; Mateus 13:38, 41)

8 - Estando Jesus, no Santo, dá a revelação para João das sete igrejas - sete períodos proféticos que se estendem até o fim do tempo:
"Ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: ...Escreve, pois, as coisas que viste, e as que são, e as que hão de acontecer depois destas...Ao anjo da igreja de Éfeso escreve...Ao anjo da igreja em Esmirna escreve...Ao anjo da igreja em Laodicéia, escreve..." Apoc. 1:17, 19; 2:1, 8; 3:14

9 - Após avançar no tempo pelo período das sete igrejas, Jesus, com voz de trombeta (Ap. 1:10, 12, 13), convida a João a subir para outro compartimento, pois vão passar por uma porta, e ver o que ocorrerá no tempo do fim:
"Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas." Apoc. 4:1

10 - João relata que ao seguir a ordem de Jesus, portanto, avançar, encontra, no outro compartimento da santuário, o trono de Deus, onde ele vê a glória do Pai, que está assentado:
"Imediatamente, eu me achei em espírito, e eis armado no céu um trono, e, no trono, alguém sentado; e esse que se acha assentado é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe e de sardónio, e, ao redor do trono, há um arco íris semelhante, no aspecto, a esmeralda." Apoc. 4:3

O santuário só possui dois compartimentos. Jesus, quando estava ao lado dos sete candeeiros, portanto no santo, deu a João a visão das sete igrejas. Depois convidou-o para avançar para outro compartimento, onde estava o trono de Deus. O santuário, como vimos, possui apenas dois compartimentos, "Santo" e "Santíssimo". Uma vez que Jesus já estava no compartimento Santo quando deu a mensagem das sete igrejas, só pode ter se dirigido ao Santíssimo quando convida João a passar pela porta e avançar. A prova de que foi para o compartimento "Santíssimo" que eles avançaram se dá pelo fato de que neste compartimento eles encontram o trono de Deus.

11 - Chegando ao compartimento "Santíssimo" do santuário celestial, João vê não apenas Deus, o Pai, assentado em seu trono; vê também mais 24 tronos, nos quais estão assentados 24 anciãos:
"Ao redor do trono, há também vinte e quatro tronos, e, assentados neles, vinte e quatro anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro" Apoc. 4:4

João, nesta mesma visão, vê também que há um livro na mão de Deus escrito por fora e por dentro, mas selado com sete selos:
"Vi, na mão direita d´Aquele que estava sentado no trono, um livro escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos" Apoc. 5:1

Que livro é este que estava selado? A Bíblia claramente revela ser o livro de Daniel:
"Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até o tempo do fim, muitos o esquadrinharão e o saber se multiplicará" Daniel 12:4

João, em Apoc. 5:1, vê que o livro de Daniel, que havia sido selado, aparece na mão do Pai. Está escrito por dentro o por fora, o que mostra que partes do livro poderiam ser entendidas (as que estavam escritas por fora). O próprio profeta Daniel entendeu várias partes de seu livro (Dan 2:27-45; 4:19, 24-27; 5:17, 26-31). Mas houve partes que ele não entendeu, pois estavam seladas, se referiam a dias mui distantes (Dan. 8:26, 27; 10:14; 12:4, 8, 9), ao tempo do fim. As partes seladas somente poderiam ser entendidas no tempo do fim. Mas, em visão, João está neste tempo do fim, tanto que vê alguém como Cordeiro (Jesus), chegando-se ao lado do trono do Pai (no santíssimo), para abrir o livro:
"Vi também, um anjo forte, que proclamava em grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos? Ora, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra, ninguém podia abrir o livro, nem mesmo olhar para ele; e eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem mesmo de olhar para ele. Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e seus selos. Então, vi, no meio do trono e dos quatros seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto.... Veio, pois, e tomou o livro da mão direita dAquele que estava sentado no trono... Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos...” Apoc. 5:2-7; 6:1

“quando tomou o livro, ...os vinte e quatro anciãos se prostraram-se diante do Cordeiro” Apoc. 5:8

O Apocalipse narra o momento a partir do qual irá ser revelada a parte selada do livro de Daniel. Mostra um encontro do Filho do Homem (Jesus), o Cordeiro, com o Pai, que se encontra assentado no trono, no momento em que os 24 anciãos também encontram-se assentados. Esta passagem bíblica é paralela com a narração do livro de Daniel, que está sendo revelado aqui. Vejamos:
“Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou; Sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o Seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente. Um rio manava e saía de diante dele...assentou-se o tribunal e se abriram os livros...
Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e O fizeram chegar até Ele.” Dan. 7:9, 10, 13

Como vimos, João vê o trono do Pai os 24 tronos e os anciãos assentados quando Jesus o convida a passar do compartimento “Santo” para o “Santíssimo”. Jesus já lhe tinha revelado as mensagens para as sete igrejas (sete períodos do povo de Deus até o tempo do fim), e agora convida João a ver o que acontecerá “depois destas coisas” (Apoc. 4:1), portanto, no tempo do fim. João então vê e Pai e os 24 anciãos assentados em tronos. Claramente, a visão de João é a mesma do profeta Daniel, que viu que “foram postos uns tronos” (Dan. 7:9), e o Pai, com o tribunal (os 24 anciãos de Apocalipse) se “assentou”, e se “abriram os livros” (Dan. 7:10).

João relata outra visão desta cena onde os livros foram abertos no lugar Santíssimo, onde está o trono do Pai, na qual Ele é visto assentado em Seu trono, no capítulo 20:
“Vi um grande trono branco e Aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros” Apoc. 20:12

Note como o relato de Daniel coincide com este de Apocalipse:

Daniel 7:10: “abriram-se os livros”
Apoc. 20:12: “se abriram livros”

Refere-se ao mesmo juízo, realizado no tempo do fim, quando Jesus está no compartimento Santíssimo do santuário celestial, como vimos (Apoc. 4:1, 2). Que este juízo se dá no céu é evidente, pois se processa diante do trono de Deus, e este sabemos que está no compartimento Santíssimo do santuário celestial (Apoc. 4:1, 2, 4). E que este juízo do tempo do fim se processa antes da vinda de Jesus à terra é claro pela revelação de Daniel, que mostra que somente após o tribunal estar assentado para juízo e o Filho de Homem vir até o Pai, que o reino é entregue aos santos (Dan. 7:13, 14)

Continuamos a ler o relato do juízo, no qual os livros são investigados neste tempo:
“...Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.” Apoc. 20:12

Paulo afirma que neste juízo, além dos mortos que João viu serem julgados, os vivos também serão julgados:
“Conjuro-te diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, pela Sua vinda e pelo seu reino” II Timóteo 4:1

Deus julgará a todos, por meio de Jesus: “e deu-Lhe autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem.“ João 5:27. Lembre-se que Daniel, na cena do juízo do capítulo 7 (verso 12) viu um semelhante a Filho do Homem chegando-se até o Pai. O profeta vê Ele chegando-se ao Pai para efectuar o julgamento, segundo a autoridade que recebeu.

Jesus efectua o juízo de investigação dos livros, mas julga segundo a vontade do Pai:
“o Meu juízo é justo, porque não procuro a Minha vontade, mas a vontade d´Aquele que Me enviou.”João 5:30

11.1 – São as acções dos homens registadas em livros, para que necessitem ser investigados em um juízo?
“o Senhor atentava e ouvia, havia um memorial escrito diante d´Ele para os que temem ao Senhor e para os que se lembram do Seu nome.” Mal. 3:16

“Por isso, Deus meu, lembra-te de mim e não apagues as beneficências que eu fiz à casa de meu Deus e para o Seu serviço.” Neemias 13:14


12 – Quem julgará e quem será julgado neste juízo?
“Quanto a vós, ó ovelhas Minhas, assim diz o Senhor Deus: Eis que Eu julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes.” Ezequiel 34:17

“E outra vez: O Senhor julgará o Seu povo.” Hebreus 10:30

Jesus continua assentado diante do trono do Pai, sobre as águas do rio que saem do Seu trono (Salmo 46:4) efectuando o juízo investigativo dos livros (Dan. 12:7). Quando terminar, se levantará, e haverá um grande tempo de angústia final, durante as sete pragas. Mas neste tempo, ao final das 7 pragas, será salvo o povo de Deus, todo o que, ao final do juízo investigativo, “se achar inscrito no livro”:
“Naquele tempo se levantará Miguel, o grande Príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo; e haverá um tempo de tribulação, qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro” Dan 12:1.

Os casos considerados neste juízo são apenas os do povo de Deus, pois os ímpios, juntamente com os anjos caídos serão julgados pelos próprios santos, junto com Jesus:
“Ou não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo há de ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas?” II Coríntios 6:2

“Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?” I Coríntios 6:3

“Então vi uns tronos; e aos que se assentaram sobre eles foi dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na fronte nem nas mãos; e reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.” Apocalipse 20:4

Obs.: A prova de que o texto acima se refere a um juízo no qual se assentam santos que ainda vão estar no céu, após a vinda de Jesus e não que já estivessem lá desde agora, se dá pelo fato de que eles são mencionados como tendo vencido a besta e a sua imagem, e sabemos que a adoração da besta (observância do domingo católico) e da sua imagem nem ainda foi imposta – portanto, não há ainda hoje, santos vencedores da besta e da sua imagem.

13 – Qual é a regra, ou o padrão deste juízo?
“Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que se cale toda boca e todo o mundo fique sujeito ao juízo de Deus” Romanos 3:19

Todo aquele que for julgado indigno, terá seu nome riscado do livro da vida:
“Acrescenta iniquidade à iniquidade deles, e não encontrem eles absolvição na tua justiça. Sejam riscados do livro da vida, e não sejam inscritos com os justos.” Salmos 69:27, 28

14 – Qual é a mensagem que Deus ordena o povo do tempo do fim pregar?

“Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do Seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Apocalipse 14:7

15 – Desde quando esta mensagem vem sendo pregada?
Desde 1844, pelos adventistas do sétimo dia, dizendo que o juízo investigativo dos livros de registo do povo professo de Deus já se iniciou. Já chegou, “é chegada” a hora do Seu juízo. Que Deus tenha misericórdia de nós.

Observação final:
O livro de Apocalipse, no capítulo 5, está narrando o momento em que Jesus toma do Pai as partes do livro de Daniel que estavam encobertas, para revelar ao Seu povo. E ao abrir o livro aos seus servos, no tempo do fim, começam a se desenrolar os eventos descritos nos sete selos. Não é o tema no momento, mas poderíamos demonstrar com facilidade o cumprimento dos selos do Apocalipse na história do povo de Deus (adventista do sétimo dia), da forma como segue:

Primeiro selo: 1844 (quando o povo de Deus compreendeu as 2300 tardes e manhãs e a luz sobre o santuário)
Segundo selo: 1888 (rejeição da mensagem da Justiça de Cristo em Mineápolis)
Terceiro selo: 1931 (adopção da idolatria na denominação IASD, através do Yearbook)
Quarto selo: 1980 (oficialização da apostasia na Conferência de Dallas – 1980, inclusão oficial da trindade nas crenças fundamentais da igreja e perseguição de opositores)
Quinto selo: ? A partir da lei dominical, até início do juízo dos vivos
Sexto selo: Juízo dos vivos dos 144.000
Sétimo selo: Período de aliança de Deus com Seu povo
Sexto selosegunda parte: Segunda Vinda de Cristo
Tome a decisão de aceitar esta doutrina, é seguramente o centro da Bíblia. Aceitá-la é postar-se na atitude de Noé, ser instrumento de Deus para proclamar no nosso tempo uma mensagem fundamental. Mensagem de preparação antes que a Vinda de Jesus venha! Aceite-a agora, aceite-a em nome de Jesus!

13.5.09

PAPA RECEBE CRÍTICA EM ISRAEL

12/05/09 - 21h08 - Actualizado em 12/05/09 - 22h25
Papa recebe críticas por discurso em Israel
O discurso do Papa sobre o Holocausto foi considerado frustrante pelos ortodoxos, que esperavam uma desculpa pelas atrocidades nazistas. Assessor afirmou que Bento XVI nunca foi hitlerista.